{"id":13636,"date":"2019-10-31T00:00:57","date_gmt":"2019-10-31T02:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=13636"},"modified":"2019-11-05T10:28:01","modified_gmt":"2019-11-05T12:28:01","slug":"a-melhor-escola-missionaria-a-igreja-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2019\/10\/31\/a-melhor-escola-missionaria-a-igreja-local\/","title":{"rendered":"A melhor escola mission\u00e1ria: a igreja local"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>*Conte\u00fado oferecido como \u201cMais na Internet\u201d na edi\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/380\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">380<\/a>&nbsp;da revista&nbsp;<strong>Ultimato<\/strong>&nbsp;(nov\/dez 2019).<\/p><\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-14001\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2019\/10\/barbara_burns-300x222.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2019\/10\/barbara_burns-300x222.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/2019\/10\/barbara_burns.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sobre os 50 anos da mission\u00e1ria norte-americana B\u00e1rbara Burns no Brasil para a se\u00e7\u00e3o \u201cNomes\u201d da <strong>Ultimato<\/strong> de novembro\/dezembro de 2019, fez-nos lembrar de dois ou tr\u00eas artigos escritos por ela para <strong>Ultimato<\/strong> no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Um deles, fala da responsabilidade e compromisso da igreja local com os vocacionados. E conta como a igreja de B\u00e1rbara, nos Estados Unidos, colaborou para o envolvimento da juventude com a miss\u00e3o. Foi bom lembrar e reler. Compartilhamos abaixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A melhor escola mission\u00e1ria: a igreja local<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"color: #808000;\">Por B\u00e1rbara Helen Burns<\/span><\/p>\n<p>Sempre \u00e9 interessante assistir um reencontro de classe de escola muitos anos depois da formatura. D\u00e1 para verificar a vida de todos os colegas antigos, o tamanho da barriga, o n\u00famero de cabelos e filhos, a profiss\u00e3o, o sucesso e os estilos de vida que surgiram. Eu mesma descobri, numa destas reuni\u00f5es, que os dois jovens mais proeminentes da minha classe de col\u00e9gio se tornaram <em>hippies<\/em> e at\u00e9 agora (vinte anos depois) uma est\u00e1 residindo numa col\u00f4nia de <em>hippies<\/em> na Calif\u00f3rnia. Outro colega, que era bem atrasado em termos de nossa sociedade escolar, agora \u00e9 uma pessoa bastante conceituada na Marinha. Bem, algumas pessoas conseguem uma vida boa e outras n\u00e3o. Parece que n\u00e3o depende tanto das qualifica\u00e7\u00f5es intelectuais ou sociais aparentes nos anos de escola secular (pelo menos n\u00e3o foi assim na minha classe). Mas, foi numa outra reuni\u00e3o de classe \u2013 a festa do vig\u00e9simo anivers\u00e1rio da mocidade da igreja \u2013 que percebi que para n\u00f3s o oposto era a verdade. Nossas vidas realmente estavam arraigadas no fundamento que ganhamos naquela igreja durante os anos da juventude.<\/p>\n<p>\u00c9ramos um grupo bastante ativo com quarenta a cinquenta jovens numa igreja de 350 membros. Nosso pastor era um homem quieto, manso, sem muito carisma, mas fielmente nos ensinava a B\u00edblia. Ele sempre aparecia nas horas mais necess\u00e1rias e constantemente nos apoiava naquela sua maneira um pouco retra\u00edda.<\/p>\n<p>Junto com o pastor, na lideran\u00e7a, trabalhavam di\u00e1conos. Diante deles ficava a nossa igreja, cheia de pessoas sempre correndo para cumprir v\u00e1rias tarefas e projetos importantes. Havia comit\u00eas, comiss\u00f5es e grupos especiais. No meio de tudo, duas atividades tinham mais import\u00e2ncia do que outras \u2013 <em>miss\u00f5es<\/em> e a <em>mocidade<\/em>.<\/p>\n<p>A nossa era uma igreja submergida em miss\u00f5es. Sustent\u00e1vamos mission\u00e1rios, or\u00e1vamos em favor de mission\u00e1rios, ouv\u00edamos mission\u00e1rios e v\u00edamos os <em>slides<\/em> dos mission\u00e1rios. Hosped\u00e1vamos os mission\u00e1rios e consider\u00e1vamos os mission\u00e1rios as pessoas mais importantes e felizes do mundo. Conhec\u00edamos seus anivers\u00e1rios, os nomes de seus filhos, os seus campos estranhos de trabalho, os seus pedidos de ora\u00e7\u00e3o. Creio que 90% da nossa mocidade tinha se entregado \u00e0 obra mission\u00e1ria transcultural. Para n\u00f3s, miss\u00f5es era indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>A outra parte importante era o grupo de jovens. Na Escola Dominical sent\u00e1vamos e ouv\u00edamos a li\u00e7\u00e3o. S\u00f3 fic\u00e1vamos mais ou menos passivos nesta hora. Depois, no domingo \u00e0 tarde, s\u00e1bado \u00e0 noite, e muitas vezes durante a semana, tra\u00e7\u00e1vamos nossos planos de a\u00e7\u00e3o. Na reuni\u00e3o da mocidade todo o planejamento estava conosco. N\u00e3o t\u00ednhamos livros, esbo\u00e7os preparados, ou guias. O que t\u00ednhamos era um casal respons\u00e1vel que entregava para n\u00f3s as suas vidas, seu lar, seu tempo e sua habilidade. Eles oravam em nosso favor, davam-nos conselhos, sugest\u00f5es, os amavam em todas as situa\u00e7\u00f5es e davam todo o seu apoio. Eles faziam tudo \u2013 menos o trabalho. N\u00f3s faz\u00edamos o trabalho. Times, l\u00edderes de times, pianistas, l\u00edderes de grupos de ora\u00e7\u00e3o, grupos de planos sociais, l\u00edderes de comiss\u00f5es de miss\u00f5es etc, faziam parte da mocidade. Reun\u00edamos e planej\u00e1vamos tudo o que era necess\u00e1rio \u2013 cultos, festas, eventos especiais e evangelismo. O casal orava constantemente por n\u00f3s, enquanto cada um fazia o seu papel. Invent\u00e1vamos jograis, pe\u00e7as, jantares e m pa\u00edses comunistas imaginados, banquetes e at\u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de poder de Deus atrav\u00e9s de qu\u00edmica (os dois mo\u00e7os respons\u00e1veis erraram e infelizmente n\u00e3o saiu todo o cheiro de fuma\u00e7a antes do culto daquela noite!).<\/p>\n<p>N\u00f3s o faz\u00edamos. Ningu\u00e9m fazia por n\u00f3s ou para n\u00f3s. Nosso pastor e o casal de l\u00edderes davam a responsabilidade para n\u00f3s. Eles nos respeitavam, nos amparavam se falh\u00e1ssemos, encorajavam-nos, e nos louvavam no sucesso. Eles ajudaram-nos a aprender a servir.<\/p>\n<p>O cume da atividade da mocidade era \u201cA Semana da Juventude\u201d. Por uma semana a igreja mudava totalmente o ritmo e entregava a lideran\u00e7a e a opera\u00e7\u00e3o da igreja nas nossas m\u00e3os. Membros da mocidade pregavam, dirigiam o coral, assistiam \u00e0s reuni\u00f5es dos di\u00e1conos, levantavam a oferta e depositavam no banco. Jovens nomeados iam \u00e0s reuni\u00f5es da comiss\u00e3o de miss\u00f5es, de educa\u00e7\u00e3o religiosa, obras sociais, e qualquer outra reuni\u00e3o que existia na \u00e9poca. N\u00f3s est\u00e1vamos, mo\u00e7as e mo\u00e7os, trabalhando para levar a igreja adiante durante aquela semana t\u00e3o especial. T\u00ednhamos de depender do Senhor e dos outros no grupo. Juntos n\u00f3s mergulh\u00e1vamos no trabalho.<\/p>\n<p>Sab\u00edamos que \u00e9ramos importantes para todo o povo daquela igreja. Eles nos amavam e apreciavam, e nos ajudavam de v\u00e1rias maneiras pr\u00e1ticas.&nbsp; As pessoas nos levavam em viagenzinhas especiais, excurs\u00f5es, nos ajudavam nos projetos e nos traziam seus pedidos de ora\u00e7\u00e3o. Eles se alegravam quando nosso time de escola ganhava e se entristeciam quando, por um motivo ou outro, n\u00f3s fic\u00e1vamos tristes. Cada semana uma fam\u00edlia diferente abria seu lar para todos tomarmos ch\u00e1 e bolo depois do culto, ou termos uma festa de alegria e evangelismo.<\/p>\n<p>N\u00f3s aprend\u00edamos da nossa igreja, e tamb\u00e9m cada um aprendia dos seus colegas. Trabalh\u00e1vamos juntos, or\u00e1vamos juntos, resolv\u00edamos nossos problemas juntos e nos divert\u00edamos juntos. Cresc\u00edamos juntos.<\/p>\n<p>Quando fui para o campo mission\u00e1rio, estava por dentro de tudo que aprendi no semin\u00e1rio, mas eu fiz aquilo que aprendo na minha igreja. Como eles tinha feito comigo, agora era f\u00e1cil eu dizer: \u201cVoc\u00ea fa\u00e7a\u201d e, depois, orar, dar ajuda e apoio. Era f\u00e1cil encorajar outros a liderar, organizar e agir. \u00c9 exatamente isso que jesus fez com os seus disc\u00edpulos. \u00c9 isto que temos que continuar fazendo \u2013 miss\u00f5es e discipulado.<\/p>\n<p>Como a B\u00edblia nos ensina, o tema centra da Igreja de Jesus Cristo deve ser miss\u00f5es. Vamos obedecer orando por miss\u00f5es, dando dinheiro para miss\u00f5es e enviando mission\u00e1rios. Agora \u00e9 a hora de espalhar mission\u00e1rios no mundo inteiro. E tem que come\u00e7ar nas igrejas \u2013 igrejas que preparem seus jovens, que descubra e desenvolvam os dons pr\u00f3prios de cada um, que os ajudem a envolver-se no funcionamento da igreja, e que os enviem, apoiados e sustentados por aquelas mesmas igrejas que deram vida e maturidade a eles. Discipulado e miss\u00f5es pertencem \u00e0 igreja. Miss\u00f5es \u00e9 obra daqueles que j\u00e1 sabem ser e fazer disc\u00edpulos, implantando a igreja de Jesus at\u00e9 os confins da terra.<\/p>\n<p>B\u00e1rbara Helen Burns converteu-se num acampamento de crian\u00e7as e adolescentes. Aos 14 anos sentiu claramente a chamada de Deus para ser mission\u00e1ria no Brasil e desde ent\u00e3o direcionou toda a sua vida para este fim. \u00c9 professora de miss\u00f5es. Colabora com a SEPAL e a Miss\u00e3o Antioquia. Dirige o programa de miss\u00f5es da Primeira Igreja Batista de Santo Andr\u00e9, SP. Formou-se no Denver Seminary, EUA, em 1967. Est\u00e1 fazendo doutorado em miss\u00f5es e \u00e9 relatora da Comiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da Associa\u00e7\u00e3o de Miss\u00f5es Transculturais Brasileiras.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<pre>Artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o 154, maio de 1984, de <strong>Ultimato<\/strong>.<\/pre>\n<hr>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><br \/>\n\u00bb&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-missao-da-igreja-hoje\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Miss\u00e3o da Igreja Hoje<\/a> \u2013 Michael W. Goheen<br \/>\n\u00bb&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/o-discipulado-na-igreja-local\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Discipulado na Igreja Local<\/a> \u2013 Randy Pope<br \/>\n\u00bb&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/repensando-a-missao-na-igreja-local\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Repensando a Miss\u00e3o na Igreja Local<\/a> \u2013 Ren\u00e9 Padilla<br \/>\n\u00bb&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/o-que-e-igreja-missional\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Que \u00e9 Igreja Missional<\/a> \u2013 Tim\u00f3teo Carriker<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Conte\u00fado oferecido como \u201cMais na Internet\u201d na edi\u00e7\u00e3o&nbsp;380&nbsp;da revista&nbsp;Ultimato&nbsp;(nov\/dez 2019).<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sobre os 50 anos da mission\u00e1ria norte-americana B\u00e1rbara Burns no Brasil para a se\u00e7\u00e3o \u201cNomes\u201d da Ultimato de novembro\/dezembro de 2019, fez-nos lembrar de dois ou tr\u00eas artigos escritos por ela para Ultimato no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980.<br \/>\nUm deles, fala da [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[9536,22807,5953],"tags":[32231,40033],"class_list":["post-13636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-do-editor","category-extras","category-revista-ultimato","tag-mais-na-internet","tag-ult-380"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13636"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13636\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14066,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13636\/revisions\/14066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}