{"id":10962,"date":"2018-04-06T17:18:58","date_gmt":"2018-04-06T19:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10962"},"modified":"2018-04-08T21:30:56","modified_gmt":"2018-04-08T23:30:56","slug":"para-que-serve-a-filosofia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2018\/04\/06\/para-que-serve-a-filosofia\/","title":{"rendered":"Para que serve a filosofia?"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #808000;\"><strong>Livro da Semana&nbsp; |&nbsp; <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/filosofia-da-tecnologia\">Filosofia da Tecnologia<\/a><\/strong><\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4>A quest\u00e3o sobre a utilidade pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o \u00f3bvia e nem sempre deveria ser levantada. Imagine se na escolha de um parceiro algu\u00e9m fosse conduzido pela quest\u00e3o da utilidade pr\u00e1tica&#8230;<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Engenheiros s\u00e3o geralmente pessoas de mentalidade pr\u00e1tica. Afinal de contas, eles est\u00e3o ocupados com coisas que est\u00e3o focadas na pr\u00e1tica do dia a dia. Eles fazem coisas, mant\u00eam e reparam aparatos t\u00e9cnicos e projetam sistemas sofisticados.<\/p>\n<p>Por certo, a tecnologia n\u00e3o \u00e9 meramente uma quest\u00e3o de destreza das m\u00e3os, mas tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de conhecimento. Pode-se estudar tecnologia. Mas geralmente esse conhecimento \u00e9 de natureza pr\u00e1tica e focalizado diretamente na sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 vida di\u00e1ria.<\/p>\n<h4><strong>H\u00e1 algo pr\u00e1tico na filosofia?<\/strong><\/h4>\n<p>Para grande parte das pessoas, a filosofia \u00e9 exatamente o oposto. \u00c0s vezes, tem-se a impress\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 em absoluto algo de pr\u00e1tico na filosofia. Esse \u00e9 um campo de estudos considerado como um tipo de atividade asc\u00e9tica. Fil\u00f3sofos fazem perguntas bizarras, como: O que \u00e9 o \u201cser\u201d?, O que \u00e9 o \u201cconhecimento\u201d?, O que \u00e9 o \u201ctempo\u201d?, O que \u00e9 a \u201cverdade\u201d? e \u201cO que \u00e9 a \u201crealidade\u201d? Essas quest\u00f5es soam particularmente estranhas, uma vez que as respostas parecem ser t\u00e3o \u00f3bvias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/filosofia-da-tecnologia\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-10963\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_filosofia_web.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_filosofia_web.jpg 400w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_filosofia_web-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>N\u00f3s todos n\u00e3o sabemos o significado do \u201cser\u201d, do \u201cconhecimento\u201d, do \u201ctempo\u201d, da \u201cverdade\u201d e da \u201crealidade\u201d? Qual \u00e9 o sentido em se fazer todas essas perguntas? E, al\u00e9m disso, os engenheiros pensam: como poderiam as respostas a essas quest\u00f5es me auxiliar em meu trabalho t\u00e9cnico pr\u00e1tico? O livro de Thom Morris Philosophy for Dummies [Filosofia para bobos] (1999) foi direcionado a esse p\u00fablico amplo. Nele, ele jocosamente cita Voltaire que est\u00e1 debochando de si mesmo enquanto examina o foco (aparentemente) nada pr\u00e1tico dos fil\u00f3sofos. \u201cSe o ouvinte n\u00e3o compreende a inten\u00e7\u00e3o do comunicador, e se o pr\u00f3prio comunicador n\u00e3o compreende sua inten\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 lidando com filosofia\u201d (Morris, 1999: 14).<\/p>\n<p>Na verdade, a quest\u00e3o sobre a utilidade pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 a mais \u00f3bvia quando se lida com a filosofia. As pessoas deveriam perguntar a si mesmas se a quest\u00e3o da utilidade pr\u00e1tica deveria de fato ser sempre levantada. Isso porque existem muitas \u00e1reas na vida em que tal pergunta n\u00e3o deveria ser feita. Imagine se na escolha de um parceiro algu\u00e9m fosse conduzido pela quest\u00e3o da utilidade pr\u00e1tica.<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>Definindo melhor as quest\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>No entanto, essas quest\u00f5es aparentemente desprovidas de praticidade tornam-se mais relevantes para os engenheiros quando n\u00f3s as definimos de modo mais atento Assim, algu\u00e9m pode, por exemplo, perguntar: O que, na verdade, \u00e9 algo t\u00e9cnico (que \u00e9, assim, uma quest\u00e3o relacionada ao \u201cser\u201d aplicada \u00e0 tecnologia)? Quando denominamos algo como \u201cnatural\u201d e quando denominamos algo como \u201ct\u00e9cnico\u201d? Ou: o que \u00e9 conhecimento t\u00e9cnico e de quais maneiras ele difere do conhecimento cient\u00edfico (ou a quest\u00e3o do \u201cconhecimento\u201d, mas agora aplicada \u00e0 tecnologia)? Seria a tecnologia uma ci\u00eancia f\u00edsica aplicada, ou algo diferente?<\/p>\n<p>Para os engenheiros que se esfor\u00e7am conscientemente para contribuir com uma sociedade saud\u00e1vel, uma reflex\u00e3o filos\u00f3fica sobre a tecnologia \u00e9 particularmente \u00fatil, pois ela pode ajud\u00e1-los a definir seu pr\u00f3prio pensamento e conduta t\u00e9cnica. Assim, os engenheiros tamb\u00e9m devem ser inclu\u00eddos entre os \u201cpraticantes reflexivos\u201d, como Donald Sch\u00f6n (1983) os denomina.<\/p>\n<p>Como a reflex\u00e3o filos\u00f3fica pode ser \u00fatil a um engenheiro? Para responder a isso, temos de diferenciar entre tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es da filosofia. A fun\u00e7\u00e3o anal\u00edtica significa que h\u00e1 uma tentativa de se elaborar boas defini\u00e7\u00f5es e conceitos para desse modo criar um quadro de refer\u00eancia conceitual. A fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u00e9 direcionada \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de uma discuss\u00e3o sobre se o funcionamento da tecnologia \u00e9 ben\u00e9fico ou prejudicial. A fun\u00e7\u00e3o direcional tenta determinar o que seria um bom desenvolvimento da tecnologia. A filosofia da tecnologia \u00e9 um campo de estudos relativamente novo. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, quatro temas emergiram: a tecnologia como artefatos, como conhecimento, como processos e como parte do nosso ser enquanto humanos.<\/p>\n<h5><strong>\u2022 Trecho retirado de <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/filosofia-da-tecnologia\">Filosofia da Tecnologia \u2014 Uma Introdu\u00e7\u00e3o<\/a>, publicado pela Editora Ultimato.<\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana&nbsp; |&nbsp; Filosofia da Tecnologia<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA quest\u00e3o sobre a utilidade pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o \u00f3bvia e nem sempre deveria ser levantada. 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