{"id":10700,"date":"2018-02-02T12:38:27","date_gmt":"2018-02-02T14:38:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10700"},"modified":"2018-02-02T12:38:27","modified_gmt":"2018-02-02T14:38:27","slug":"o-mal-nao-faz-sentido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2018\/02\/02\/o-mal-nao-faz-sentido\/","title":{"rendered":"O mal n\u00e3o \u201cfaz sentido\u201d"},"content":{"rendered":"<h4><strong><span style=\"color: #808000;\">Livro da Semana &nbsp;| O Deus Que Eu N\u00e3o Entendo<\/span><br \/>\n<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\n<div id=\"attachment_10703\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_02_02_18_mal.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-10700\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10703\" class=\"wp-image-10703 size-medium\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_02_02_18_mal-300x222.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_02_02_18_mal-300x222.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_02_02_18_mal.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10703\" class=\"wp-caption-text\">CCO\/Unsplash.com<\/p><\/div>\n<p>Quando nos deparamos com o fen\u00f4meno do mal, lutamos para aplicar nele toda a habilidade racional \u2014 filos\u00f3fica, pr\u00e1tica e solucionadora de problemas \u2014 que orgulhosamente aplicamos em todas as outras coisas. Somos levados a tentar entender e explicar o mal. Ser\u00e1 que devemos simplesmente engolir nossas perguntas desesperadas, aceitar que o mal \u00e9 um mist\u00e9rio e calar a boca? Ser\u00e1 que faremos mais do que isso? Por que essas perguntas n\u00e3o funcionam?<\/p><\/blockquote>\n<p>Entender as coisas \u00e9 uma necessidade humana fundamental. A narrativa da cria\u00e7\u00e3o mostra que fomos colocados no meio ambiente criado para gerenci\u00e1-lo e subjug\u00e1-lo, o que implica obter entendimento sobre ele. Ser humano \u00e9 ser encarregado de governar a cria\u00e7\u00e3o, e isso exige o m\u00e1ximo de entendimento sobre a realidade que nos rodeia. O simples quadro de G\u00eanesis 2, que mostra o primeiro humano nomeando o resto dos animais, \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o desse exerc\u00edcio de reconhecimento e classifica\u00e7\u00e3o racional. Nossa racionalidade \u00e9 em si uma dimens\u00e3o do fato de ser feito \u00e0 imagem de Deus. Fomos criados para pensar! N\u00f3s <em>precisamos<\/em> investigar, entender, explicar; \u00e9 uma caracter\u00edstica humana peculiar que se manifesta em nossos primeiros meses de vida.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/Livro-da-semana-O-Deus-que-eu-n\u00e3o-Entendo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10701 size-full alignleft\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/Livro-da-semana-O-Deus-que-eu-n\u00e3o-Entendo.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"232\"><\/a>Ent\u00e3o, entender as coisas significa encontrar o lugar delas no universo, prover para tudo que encontramos um lugar justo, leg\u00edtimo e verdadeiro junto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. N\u00f3s instintivamente buscamos estabelecer a ordem, dar sentido, encontrar raz\u00f5es e prop\u00f3sitos, validar as coisas e ent\u00e3o explic\u00e1-las. Como seres humanos feitos \u00e0 imagem de Deus justamente com esse prop\u00f3sito, temos uma necessidade inata, um desejo insaci\u00e1vel e uma quase infinita habilidade de organizar e ordenar o mundo nesse processo de entend\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Assim, como esperado, quando nos deparamos com esse fen\u00f4meno do mal, lutamos para aplicar nele toda a habilidade racional \u2014 filos\u00f3fica, pr\u00e1tica e solucionadora de problemas \u2014 que orgulhosamente aplicamos em todas as outras coisas. Somos levados a tentar entender e explicar o mal. Por\u00e9m, n\u00e3o funciona. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Deus, em sua infinita perspectiva, e por raz\u00f5es as quais s\u00f3 ele conhece, sabe que para n\u00f3s, seres finitos, o mal n\u00e3o pode e de fato <em>n\u00e3o deve<\/em> \u201cfazer sentido\u201d. Porque a verdade final \u00e9 que <em>o mal <strong>n\u00e3o<\/strong> faz sentido<\/em>. \u201cSentido\u201d faz parte da nossa racionalidade, que \u00e9 em si parte da boa cria\u00e7\u00e3o de Deus e da imagem de Deus em n\u00f3s. Assim, o mal n\u00e3o pode fazer sentido, j\u00e1 que o sentido \u00e9 em si algo positivo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O mal n\u00e3o tem um lugar pr\u00f3prio junto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o tem validade, nem verdade, nem integridade. Ele n\u00e3o pertence intrinsecamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que originalmente ela foi feita por Deus, e n\u00e3o pertencer\u00e1 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, pois no final Deus ir\u00e1 redimi-la. Ele n\u00e3o pode e n\u00e3o ser\u00e1 incorporado ao universo como uma parte racional, leg\u00edtima e justa da realidade. O mal n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 para ser entendido, mas para ser resistido e, no final, expulso. O mal era e continua a ser um intruso, uma presen\u00e7a estranha que tem se sentido quase (mas n\u00e3o de forma definitiva) inevitavelmente \u201cem casa\u201d. O mal est\u00e1 al\u00e9m do nosso entendimento porque n\u00e3o faz parte da realidade definitiva que Deus, em sua perfeita sabedoria e absoluta fidelidade, quer que entendamos. Ent\u00e3o, quando se trata de sua revela\u00e7\u00e3o e de nossa busca, Deus tem retido seus segredos.<\/p>\n<p>Pessoalmente, passei a aceitar isso como algo providencialmente bom. De fato, como tenho lutado com esse pensamento sobre o mal, traz certa dose de al\u00edvio. E penso que ele traz em si a implica\u00e7\u00e3o de que sempre que formos confrontados com algo completa e abominavelmente mal, assustadoramente corrompido ou apenas tr\u00e1gico, devemos resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 inserida na indaga\u00e7\u00e3o: \u201cQual \u00e9 o <em>sentido<\/em> disso?\u201d. N\u00e3o que <em>n\u00e3o<\/em> tenhamos resposta. Temos sil\u00eancio. E esse sil\u00eancio <em>\u00e9<\/em> a resposta para nossa pergunta. N\u00e3o <em>h\u00e1<\/em> sentido. E isso \u00e9 tamb\u00e9m algo bom.<\/p>\n<p>Posso entender isso?<\/p>\n<p>N\u00e3o.<\/p>\n<p>Eu quero entender isso?<\/p>\n<p>Provavelmente n\u00e3o; se Deus decidiu assim, \u00e9 melhor que eu n\u00e3o entenda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quero me habituar com o entendimento de que o Deus que eu n\u00e3o entendo escolheu n\u00e3o explicar a origem do mal; em vez disso, escolheu chamar minha aten\u00e7\u00e3o para aquilo que ele tem feito para lutar contra o mal e destru\u00ed-lo.<\/p>\n<p>Talvez isso pare\u00e7a uma resposta insuficiente para a quest\u00e3o do mal. Ser\u00e1 que devemos simplesmente engolir nossas perguntas desesperadas, aceitar que o mal \u00e9 um mist\u00e9rio e calar a boca? Ser\u00e1 que faremos mais do que isso? Certamente sim.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos afligiremos.<\/p>\n<p>N\u00f3s prantearemos.<\/p>\n<p>N\u00f3s lamentaremos.<\/p>\n<p>N\u00f3s protestaremos.<\/p>\n<p>N\u00f3s gritaremos de dor e raiva.<\/p>\n<p>N\u00f3s clamaremos: \u201cAt\u00e9 quando esse tipo de coisa vai continuar?\u201d.<\/p>\n<p>E isso nos leva \u00e0 segunda maior rea\u00e7\u00e3o b\u00edblica. Pois quando fazemos essas coisas, a B\u00edblia nos diz: \u201cTudo bem. V\u00e1 em frente. Eis aqui algumas palavras que voc\u00ea talvez queira usar quando se sentir assim\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Trecho retirado do livro <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/deus-que-nao-entendo\/\">O Deus que eu n\u00e3o entendo &#8211; Para compreender melhor algumas quest\u00f5es dif\u00edceis da f\u00e9 crist\u00e3<\/a> [Christopher J. H. Wright].<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana &nbsp;| O Deus Que Eu N\u00e3o Entendo<\/p>\n<p>Quando nos deparamos com o fen\u00f4meno do mal, lutamos para aplicar nele toda a habilidade racional \u2014 filos\u00f3fica, pr\u00e1tica e solucionadora de problemas \u2014 que orgulhosamente aplicamos em todas as outras coisas. Somos levados a tentar entender e explicar o mal. 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