{"id":10283,"date":"2017-11-10T16:11:35","date_gmt":"2017-11-10T19:11:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10283"},"modified":"2017-11-10T16:24:09","modified_gmt":"2017-11-10T19:24:09","slug":"o-primeiro-presente-o-primeiro-mandamento-e-a-primeira-bencao-de-deus-e-a-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/11\/10\/o-primeiro-presente-o-primeiro-mandamento-e-a-primeira-bencao-de-deus-e-a-comida\/","title":{"rendered":"O primeiro presente, o primeiro mandamento e a primeira b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 a comida"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>Livro da Semana &nbsp;|&nbsp; A Espiritualidade na Pr\u00e1tica<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Por Paul Stevens<\/strong><\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>A primeira e a \u00faltima refei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>O primeiro presente para Ad\u00e3o e Eva, o primeiro mandamento e a primeira b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 a comida: \u201cDisse Deus: &#8220;Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as \u00e1rvores que d\u00e3o frutos com sementes. Elas servir\u00e3o de alimento para voc\u00eas\u201d (Gn 1.29). Mas o primeiro pecado tamb\u00e9m aconteceu no contexto do comer.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-espiritualidade-na-pratica\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-10288\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_espiritualidade_pratica.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"299\"><\/a>Ad\u00e3o e Eva estavam alojados em um jardim-santu\u00e1rio para desfrutar da comunh\u00e3o com Deus, para promover comunh\u00e3o e para serem cocriadores com Deus \u2013 tudo na presen\u00e7a dele. Mas, como a serpente havia indicado, a \u00e1rvore do conhecimento representava a tenta\u00e7\u00e3o de serem independentes de Deus \u2013 \u201c\u00edmpios\u201d como Esa\u00fa, citando Hebreus novamente.<\/p>\n<p>O primeiro casal poderia fazer uma refei\u00e7\u00e3o com o diabo e quebrar a comunh\u00e3o com Deus, exatamente como aconteceu. Quando eles viram que ela era \u201cboa de comer\u201d (uma quest\u00e3o de provis\u00e3o), \u201cagrad\u00e1vel aos olhos\u201d (esteticamente bela) e \u201cdesej\u00e1vel para dar entendimento\u201d (obten\u00e7\u00e3o de poder), comeram. Por que o pecado entrou na fam\u00edlia humana por meio de uma refei\u00e7\u00e3o comum? Seria porque n\u00e3o existe algo como uma refei\u00e7\u00e3o comum?<\/p>\n<p>Falando sobre isso com grande profundidade, Leon Kass diz:<\/p>\n<p><em>Embora a \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal seja apenas uma met\u00e1fora \u2013 o conhecimento n\u00e3o d\u00e1 em \u00e1rvores \u2013, a imagem sugere uma clara rela\u00e7\u00e3o entre a autonomia e a voracidade humanas, ao representar o limite da autonomia na forma de um limite para a voracidade&#8230; Deus buscou proteger o homem da expans\u00e3o de seus desejos para al\u00e9m do naturalmente necess\u00e1rio, ou da substitui\u00e7\u00e3o do desejo dado pela natureza pelos desejos criados por nossa pr\u00f3pria mente e imagina\u00e7\u00e3o. Essas perspectivas tentadoras, por\u00e9m perigosas \u2013 de autonomia, escolha, independ\u00eancia e aspira\u00e7\u00e3o pelo controle pleno, e do desejo emancipado e insaci\u00e1vel \u2013 est\u00e3o sempre presentes no centro da vida humana&#8230; Quando a voz da raz\u00e3o despertou, e a simples obedi\u00eancia foi questionada (tornando-se, portanto, n\u00e3o mais poss\u00edvel), os desejos do homem come\u00e7aram a sobressair. Embora n\u00e3o soubesse exatamente o que isso significava, o homem imaginou que seus olhos seriam abertos e ele seria como deus, ou seja, autossuficiente, aut\u00f4nomo, independente, conhecedor, talvez imortal e, por fim, livre. Assim foi a promessa da serpente \u2013 a voz suave que fez a primeira pergunta do mundo e, dessa forma, perturbou sua paz para sempre.1<\/em><\/p>\n<p><!--more-->Jesus foi igualmente tentado no contexto do comer. Tendo jejuado por quarenta dias no deserto, ele estava com fome, e Satan\u00e1s o convidou para usar seus poderes sobrenaturais transformando pedras em p\u00e3es. A resposta de Jesus \u00e9 profunda: \u201cEst\u00e1 escrito: Nem s\u00f3 de p\u00e3o viver\u00e1 o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus\u201d (Mt 4.4). Jesus estava, de fato, citando Deuteron\u00f4mio 8, em que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 viver baseado nas Escrituras, mas depender daquilo que Deus d\u00e1 de si (que \u00e9 o verdadeiro sentido do discurso de Deus). \u201cAssim, ele os humilhou e os deixou passar fome. Mas depois os sustentou com man\u00e1&#8230; para mostrar-lhes que nem s\u00f3 de p\u00e3o viver\u00e1 o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor\u201d (Dt 8.3). Assim, a mesa \u00e9 um teste: podemos confiar em Deus para a nossa provis\u00e3o e viver em constante atitude de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as?2<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>Ao deixar um memorial de si, n\u00e3o deixa um livro, mas uma refei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Porque Jesus era e \u00e9 Deus, o Deus que se doa (a Palavra), ele se autodefine e define a sua miss\u00e3o ao usar o imagin\u00e1rio da comida: \u201cEu sou o p\u00e3o da vida\u201d. Ele nos convida a com\u00ea-lo. Chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que, quando Jesus quer deixar um memorial de si, n\u00e3o deixa um livro, mas uma refei\u00e7\u00e3o.3 A mesa foi um lugar de tenta\u00e7\u00e3o para Judas tamb\u00e9m: aceitar que Jesus estabeleceria o reino por meio da fraqueza e do sofrimento na cruz, e n\u00e3o da insurrei\u00e7\u00e3o militar. Ela \u00e9 um teste para Tiago e Jo\u00e3o, que quiseram us\u00e1-la para proveito pessoal, como Jac\u00f3. Mas, assim como na renova\u00e7\u00e3o da alian\u00e7a no Antigo Testamento, vemos Deus, o comer e o beber mais uma vez \u2013 um sacramento.<br \/>\nO famoso icon\u00f3grafo russo Andrew Rublev apreende a ess\u00eancia da refei\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria em sua interpreta\u00e7\u00e3o sobre G\u00eanesis 18, em que Abra\u00e3o e Sara hospedam estranhos e por fim descobrem tratar-se de anjos \u2013 mensageiros trazendo a presen\u00e7a de Deus. Em sua obra, Rublev mostra tr\u00eas anjos representando Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo \u00e0 mesa do convite com um c\u00e1lice ao centro, ilustrando a dupla hospitalidade \u00e0 mesa da comunh\u00e3o \u2013 nossas boas-vindas a Deus em nosso cora\u00e7\u00e3o e as boas-vindas de Deus \u00e0 sua casa de amor. Os tr\u00eas parecem estar apreciando a companhia uns dos outros e formam visualmente uma comunh\u00e3o ovalada. Seus corpos, no entanto, est\u00e3o voltados na dire\u00e7\u00e3o do observador, como num gesto de convite. Somos desejados \u00e0 mesa de Deus, e aquele que est\u00e1 assentado mais pr\u00f3ximo tem a m\u00e3o sobre o c\u00e1lice, assim como Deus coloca sua m\u00e3o sobre o mundo. E tudo isso acontece no contexto de uma refei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nJesus ilustra o fim da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o com uma festa. Diversas vezes isso \u00e9 sugerido nas par\u00e1bolas \u2013 da festa de boas-vindas do filho pr\u00f3digo ao banquete de casamento para o qual ele havia convidado todos os maltrapilhos do mundo. Na mente dos religiosos, at\u00e9 mesmo seu estilo de trabalho \u00e9 considerado impuro porque ele comia com cobradores de impostos e pecadores, e parecia ser, comparado ao asceta Jo\u00e3o Batista, \u201cum comil\u00e3o e beberr\u00e3o\u201d (Mt 11.19), a exemplo do filho rebelde de Deuteron\u00f4mio 21.20.<\/p>\n<p>A B\u00edblia termina com uma vis\u00e3o dupla do comer \u2013 nosso destino final. Haver\u00e1 um casamento e um vel\u00f3rio. Apocalipse 19 diz que os santos desfrutar\u00e3o \u201cdo casamento do Cordeiro\u201d (v. 9) e para os permanentemente \u00edmpios (como Esa\u00fa) haver\u00e1 um vel\u00f3rio ap\u00f3s o julgamento (v. 11-21). O modo como comemos diz tudo. Assim como disse acerca de Esa\u00fa e de Jac\u00f3. Um tinha inveja do que o outro possu\u00eda. Esa\u00fa tinha inveja da comida de Jac\u00f3; Jac\u00f3 tinha inveja da posi\u00e7\u00e3o de Esa\u00fa na fam\u00edlia. O cora\u00e7\u00e3o de cada um deles foi revelado no comer. Todos n\u00f3s ficamos vulner\u00e1veis quando estamos \u00e0 mesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Refei\u00e7\u00e3o comovente<\/strong><\/h4>\n<p>Os pais sabem que a disciplina inibe a digest\u00e3o. A mesa das refei\u00e7\u00f5es, se algu\u00e9m se importa em ter uma, \u00e9 o pior lugar para se disciplinar um filho. Amigos sabem que n\u00e3o d\u00e1 pra sentar e comer junto se h\u00e1 algo pendente, um pecado n\u00e3o confessado, entre eles. Quando isso acontece, ela se torna mesa da manipula\u00e7\u00e3o e do engano. A comida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para a nutri\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para a comunh\u00e3o, e n\u00e3o somente comunh\u00e3o entre pessoas, mas tamb\u00e9m comunh\u00e3o com Deus. Em quase todas as culturas, uma negocia\u00e7\u00e3o comercial \u00e9 selada durante uma refei\u00e7\u00e3o. Os amantes descobrem companhia (\u2013com significa \u201cpartilhado\u201d e \u2013panhia vem da palavra que significa \u201cp\u00e3o\u201d). Quando queremos a companhia de algu\u00e9m, repartimos o p\u00e3o. E quando queremos a companhia de Deus, vamos \u00e0 mesa. De fato, o prop\u00f3sito da eucaristia na igreja \u00e9 nos capacitar a viver eucaristicamente a vida como um todo. Desse modo, descobrimos Deus no trabalho, na fam\u00edlia, na vizinhan\u00e7a e na mesa simples da cozinha (alimentando-nos com Deus e de comida ao mesmo tempo). Robert Capon aconselha que devemos comer, antes de tudo, \u201cfestivamente, pois a vida sem celebra\u00e7\u00e3o n\u00e3o vale a pena ser vivida. Mas sem festa tamb\u00e9m, pois a vida \u00e9 muito mais que uma celebra\u00e7\u00e3o, e a sua grande simplicidade nunca deve passar desapercebida\u201d.4<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><strong>Por que comer?<\/strong><\/h4>\n<p>Afinal, por que comer? Comemos por satisfa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m nos encontramos para servir. A hospitalidade \u00e0 mesa \u00e9 uma das maneiras prim\u00e1rias de mostrarmos o amor de Deus. Reuven Kimelman, professor de Talmude e de Midrash, explora o impacto do ex\u00edlio sobre os membros ou ministros \u201cleigos\u201d em Israel. Eles foram apartados do templo e de sua liturgia formal, mas n\u00e3o separados da vida em Deus. Por isso, multiplicaram as b\u00ean\u00e7\u00e3os \u2013 b\u00ean\u00e7\u00e3os para a hora da refei\u00e7\u00e3o e b\u00ean\u00e7\u00e3os para fazer amor, centenas delas para cada dia, assim como as centenas de encaixes necess\u00e1rios para manter o templo em p\u00e9. Agindo dessa forma os rabinos tentaram n\u00e3o transformar a comunidade judaica em uma democracia, mas levantar todas as pessoas para que se tornassem sacerdotes juntas.<br \/>\nOs hor\u00e1rios de refei\u00e7\u00e3o eram vistos como ocasi\u00f5es para que aquilo que \u00e9 comum e ordin\u00e1rio fosse inundado pelo c\u00e9u. De acordo com o Talmude, \u201cenquanto o templo esteve em p\u00e9, o altar promovia reconcilia\u00e7\u00e3o a Israel, mas agora a mesa de um homem promove essa reconcilia\u00e7\u00e3o por ele\u201d.5 Parte da reconcilia\u00e7\u00e3o era receber estrangeiros e pobres \u00e0 mesa \u2013 um princ\u00edpio que levou a Espanha medieval \u00e0 pr\u00e1tica do sepultamento de ricos benevolentes em caix\u00f5es preparados com a madeira de suas mesas de refei\u00e7\u00e3o. As mesas, desse modo, se tornam altares rab\u00ednicos. \u201cQuando dois se assentam juntos e as palavras entre eles s\u00e3o da Torah, a presen\u00e7a divina est\u00e1 no meio deles\u201d (Avot 3.3).6 Desse modo, comemos como miss\u00e3o, estendendo o reino de Deus, reino de amor e de transforma\u00e7\u00e3o, ao mundo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m comemos como sacramento, encontrando-nos com Deus. Cada refei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma lembran\u00e7a da provis\u00e3o criadora de Deus (por isso oramos \u201co p\u00e3o nosso de cada dia d\u00e1-nos hoje\u201d). Mas ela \u00e9 tamb\u00e9m uma confiss\u00e3o de adora\u00e7\u00e3o (por isso oramos \u201csantificado seja o teu nome\u201d). Cada refei\u00e7\u00e3o \u00e9 um rumor da encarna\u00e7\u00e3o, de que Deus reveste a si mesmo de carne, de que Deus est\u00e1 presente naquilo que \u00e9 comum, que \u00e9 corriqueiro. Cada refei\u00e7\u00e3o \u00e9 um relance da reden\u00e7\u00e3o quando damos as boas-vindas uns aos outros ao redor da mesa mostrando a hospitalidade de Deus e, por incr\u00edvel que possa parecer, experimentando essas boas-vindas enquanto as repartimos \u2013 recebendo aquilo que oferecemos.<\/p>\n<p>Finalmente, comemos como profecia. Cada refei\u00e7\u00e3o faz com que voltemos nossos olhos para o futuro, aguardando o fim pelo qual todas as ang\u00fastias da hist\u00f3ria humana anseiam, a segunda vinda de Cristo e a plena consuma\u00e7\u00e3o do reino de Deus, os novos c\u00e9us e nova terra, e \u2013 adivinhe! \u2013 uma maravilhosa refei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPortanto, comer \u00e9 uma janela para a eternidade e um caminho para Deus.7 Leon Kass comenta, com sensibilidade:<\/p>\n<p>A alma faminta busca satisfa\u00e7\u00e3o nas atividades animadas tamb\u00e9m por perplexidade, ambi\u00e7\u00e3o, afei\u00e7\u00e3o, curiosidade e encantamento. N\u00f3s, seres humanos, nos deleitamos na beleza e na ordem, na arte e na a\u00e7\u00e3o, na sociabilidade e na amizade, na percep\u00e7\u00e3o e na compreens\u00e3o, na can\u00e7\u00e3o e na adora\u00e7\u00e3o&#8230; Todos esses apetites da alma faminta podem ser, de fato, parcialmente saciados \u00e0 mesa, desde que nos aproximemos dela com o esp\u00edrito apropriado. A refei\u00e7\u00e3o \u00e0 mesa \u00e9 a forma cultural que nos capacita a responder simultaneamente a todas as caracter\u00edsticas dominantes do mundo: necessidade interior, plenitude natural, liberdade e raz\u00e3o, comunidade humana, e a misteriosa fonte de tudo isso. Na refei\u00e7\u00e3o humanizada, podemos alimentar nossas almas at\u00e9 mesmo enquanto alimentamos nossos corpos\u201d.8<\/p>\n<h5><strong>Notas<\/strong><br \/>\n1. KASS. Hungry Soul. p. 208-209.<br \/>\n2. As tr\u00eas narrativas sobre tenta\u00e7\u00e3o na B\u00edblia (Gn 3.1-19; Mt 4.1-11; 1 Jo 2.16) possuem uma simetria extraordin\u00e1ria, ao exporem tr\u00eas testes de verdadeira espiritualidade que ocorrem na vida cotidiana: 1) na provis\u00e3o: \u201cbom para se comer\u201d; \u201ctransformar pedras em p\u00e3o\u201d; \u201ca cobi\u00e7a da carne\u201d; 2) no prazer:\u201catraente aos olhos\u201d; \u201cjoga-te\u201d; \u201ca cobi\u00e7a dos olhos\u201d; e 3) no poder: \u201cdesej\u00e1vel para obter conhecimento\u201d; \u201ctudo isto te darei\u201d; \u201ca ostenta\u00e7\u00e3o dos bens\u201d.<br \/>\n3. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um convite aberto a uma mesa repleta de alimento (Sl 23.5; 36.7-9; Is 4.6; Jl 3.18; Am 9.13-14; Ap 19.1-10). Refei\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes em toda a B\u00edblia. Sara e Abra\u00e3o cozinham para estranhos em Manre (Gn 18.2-8); a vi\u00fava de Sarepta alimenta Elias (1 Rs 17); Deus alimenta o seu povo por quarenta anos com o man\u00e1 no deserto (\u00cax 16.32-36).<br \/>\n4. CAPON, Robert Farrar. Supper of the Lamb: a culinary reflection. Nova York: Smithmark, 1969. p. 27.<br \/>\n5. In: KIMELMAN, Reuven. Judaism and ay ministry. NICM Journal 5, n. 2, p. 47, 1980.<br \/>\n6. Ibid. p. 51. Veja Mateus 18.20.<br \/>\n7. Veja tamb\u00e9m HOLT, Simon. Eating. p. 322-328; KERR; Patricia. Hospitality. p. 505-510; WILKINSON, Mary Ruth. Meal preparation. p. 613-615. In: BANKS, STEVENS. Complete Book. Os seguintes recursos tamb\u00e9m podem ser consultados: BARER-STREIN, T. You Eat What You Are. Toronto: McClelland &amp; Stewart, 1979. BELL, D., VALENTINE, G. Consuming Geographies: we are where we eat. Londres: Routledge, 1997. BRAND, Paul. The Forever Feast. Ann Arbor: Servant, 1993. CHARLES, N., KERR, M. Women, Food and Families. Manchester, U. K.: Manchester University Press, 1988. DAVIES, H. The Bread of Life and the Cup of Joy: never ecumenical perspectives on the eucharist. Grand Rapids, Mich.: Eerdmans, 1993. KOENIG, J. New Testament Hospitality. Philadelphia: Fortress, 1985. MENNELL, S., MURCOTT, A., OTTERLOO, A. van. The Sociology of Food: eating, diet and culture. Londres: Sage, 1992. NOUWEN, Henri. Can you drink the cup? Notre Dame, Ind.: Ave Maria, 1996.<br \/>\n8. KASS. Hungry Soul. p. 228.<\/h5>\n<h6>\u2022 Trecho retirado do livro <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-espiritualidade-na-pratica\">A Espiritualidade na Pr\u00e1tica<\/a>, de Paul Stevens&nbsp;(Editora Ultimato).<\/h6>\n<p><strong>Leia mais<\/strong><\/p>\n<p>&gt; <a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/11\/08\/o-sabor-da-vida-depende-de-quem-a-tempera\/\">O sabor da vida depende de quem a tempera<\/a><\/p>\n<p>&gt; <strong>\u00c0 mesa com Jesus<\/strong>, <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/368\">edi\u00e7\u00e3o 368<\/a>, revista Ultimato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana &nbsp;|&nbsp; A Espiritualidade na Pr\u00e1tica<br \/>\nPor Paul Stevens<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA primeira e a \u00faltima refei\u00e7\u00e3o<br \/>\nO primeiro presente para Ad\u00e3o e Eva, o primeiro mandamento e a primeira b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus, \u00e9 a comida: \u201cDisse Deus: &#8220;Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as \u00e1rvores [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5153],"tags":[32198],"class_list":["post-10283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-prateleira","tag-livro-da-semana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10283"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12378,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10283\/revisions\/12378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}