{"id":10167,"date":"2017-10-20T15:07:11","date_gmt":"2017-10-20T18:07:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10167"},"modified":"2017-11-10T08:10:31","modified_gmt":"2017-11-10T11:10:31","slug":"experimentando-a-hospitalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/10\/20\/experimentando-a-hospitalidade\/","title":{"rendered":"\u00c0 mesa com Jesus: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer!\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #993300;\"><em>Conte\u00fado oferecido como Mais na internet na edi\u00e7\u00e3o #368 da revista <strong>Ultimato<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<h6><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por Neiva Marize Cruvinel Garcia<\/strong><\/span><\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-10270\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_08_11_17_comer-150x150.jpg\" alt=\"\" height=\"266\" width=\"360\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_08_11_17_comer-300x222.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_08_11_17_comer.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>Comer juntos como fam\u00edlia parece ser comum na maioria das culturas e pa\u00edses. Lembro-me da primeira vez que deixei o Brasil a caminho dos Estados Unidos. J\u00e1 no voo, tive um pouco de indisposi\u00e7\u00e3o ao tipo de comida que serviram, por n\u00e3o me ser familiar. No segundo dia, senti saudade do nosso arroz com feij\u00e3o. Minha primeira semana foi de total imers\u00e3o no novo estilo de comida, pois meu trabalho era cozinhar para americanos idosos. Gostavam do que eu cozinhava, mas eu mesma n\u00e3o gostava dos pratos que preparava.<\/p>\n<p>Sou grata, pois cozinhar para americanos foi uma fonte de sustento para os primeiros anos mission\u00e1rios fora do Brasil. Foi durante esse per\u00edodo que aprendi a cultura, a l\u00edngua e os costumes norte-americanos, assim como v\u00e1rias outras culturas com as quais compartilhei a mesa. Nunca mais fui somente brasileira, pois havia me aculturado com o prop\u00f3sito de expandir o evangelho, servindo pessoas dentro dos seus costumes e sabores. Com alguns comi com as m\u00e3os, com talheres ou com pauzinhos. Comi usando casca de bananeira ou o mesmo prato do outro, sempre na cultura de cada mesa servida.<\/p>\n<p>Em 1996 mudamos para o Canad\u00e1 para o ensino de miss\u00f5es transculturais. Convid\u00e1vamos alunos para irem \u00e0 nossa casa e serv\u00edamos comidas \u00e9tnicas em celebra\u00e7\u00f5es especiais. Nessa \u00e9poca tamb\u00e9m fiz est\u00e1gio de um ano em uma igreja chinesa, onde aprendi receitas tradicionais. Voltamos para os Estados Unidos em 2000. Continuamos a ministrar a alunos internacionais universit\u00e1rios, principalmente asi\u00e1ticos. A maioria deles nunca havia visto uma B\u00edblia nem havia entrado na casa de um crist\u00e3o. Convidamo-nos para almo\u00e7arem em nossa casa aos s\u00e1bados. Quando eu perguntava o que gostariam de comer, diziam que queriam arroz asi\u00e1tico com qualquer outra coisa. Como havia um grande n\u00famero de alunos japoneses, fui intencionalmente aprendendo sobre os pratos japoneses. Tamb\u00e9m decidimos hospedar alunos asi\u00e1ticos, que moravam de um a quatro anos nos Estados Unidos para estudar. Com o tempo, tivemos liberdade para conversar sobre Jesus, a B\u00edblia e a f\u00e9 crist\u00e3. Ehud era pastor de miss\u00f5es em uma igreja local e, \u00e0 medida que os alunos se convertiam, eram batizados e discipulados antes de regressarem ao seu pa\u00eds. Outros vinham \u00e0 nossa casa somente pelo relacionamento e pela comida.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Um dos primeiros jantares especiais foi no Dia de A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as. Como muitos viajam nessa data, cozinhei pensando que viriam somente uns doze alunos. Para nossa surpresa, muitos foram chegando, at\u00e9 que contamos trinta adultos. \u00c0 essa altura, Ehud me perguntou se ele deveria buscar pizza, pois a comida n\u00e3o seria suficiente. Sem hesitar, disse-lhe que n\u00e3o; dev\u00edamos orar e esperar que Jesus aumentasse a comida. Servimos trinta e cinco pessoas, e a comida n\u00e3o acabou. Parecia que aumentava \u00e0 medida que chegava \u00e0 mesa. Quando normalmente deveria diminuir, mais comida surgia nas travessas. Todos comeram \u00e0 vontade e ainda levaram pratos cheios para as suas casas, como de costume.<\/p>\n<p>Aos poucos, esses alunos foram fazendo perguntas espec\u00edficas sobre a f\u00e9 crist\u00e3. Alguns diziam que ficavam envergonhados, pois nunca poderiam se tornar crist\u00e3os, e n\u00f3s \u00e9ramos t\u00e3o bondosos com eles. Diziam que vinham principalmente pela amizade e pela comida, pois sentiam muita falta de casa, mas n\u00e3o queriam nos enganar.<\/p>\n<p>Introduzimos o evangelho por meio de conversas simples, mas diretas. T\u00ednhamos B\u00edblias em v\u00e1rios idiomas, e os estudantes ficavam admirados ao v\u00ea-las na sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Assim, muitos se converteram ao redor da mesa servida e aben\u00e7oada. Esse minist\u00e9rio continua na casa de um jovem casal americano, a quem discipulamos e treinamos para servirem da mesma maneira.<\/p>\n<p>Ehud e eu, por nossa vez, estamos em outra cidade, em outra igreja. Mas j\u00e1 estamos colhendo informa\u00e7\u00f5es nas faculdades para iniciar contatos com alunos internacionais e seguir o exemplo de Jesus \u00e0 mesa, onde ele disse: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer!\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Neiva Marize Cruvinel Garcia<\/strong>, casada com Ehud Marques Garcia, estudou missiologia no Semin\u00e1rio Teol\u00f3gico Fuller, em Pasadena, Calif\u00f3rnia, e \u00e9 mestre em missiologia pela Escola de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Prairie, em Calgary, Alberta, Canad\u00e1. Foi de\u00e3 da escola de miss\u00f5es do Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es (CEM) entre 2013 e 2017 e atualmente \u00e9 mission\u00e1ria com a Diaspora Intercultural Academy.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conte\u00fado oferecido como Mais na internet na edi\u00e7\u00e3o #368 da revista Ultimato<br \/>\nPor Neiva Marize Cruvinel Garcia<br \/>\nComer juntos como fam\u00edlia parece ser comum na maioria das culturas e pa\u00edses. Lembro-me da primeira vez que deixei o Brasil a caminho dos Estados Unidos. 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