{"id":10076,"date":"2017-10-17T08:00:50","date_gmt":"2017-10-17T11:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10076"},"modified":"2017-11-10T16:26:07","modified_gmt":"2017-11-10T19:26:07","slug":"para-cantar-a-mesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/10\/17\/para-cantar-a-mesa\/","title":{"rendered":"\u00c0 mesa com m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #993300;\"><em>Conte\u00fado oferecido como Mais na Internet na edi\u00e7\u00e3o #368 da revista <strong>Ultimato<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<h6><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por G\u00e9rson Borges<\/strong><\/span><\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-10280\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_10_11_17_song-food.jpg\" alt=\"\" height=\"296\" width=\"400\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_10_11_17_song-food.jpg 500w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/imag_dest_10_11_17_song-food-300x222.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Comida e m\u00fasica, sem d\u00favida uma excelente combina\u00e7\u00e3o. Um restaurante com (boa) m\u00fasica ao vivo sempre \u00e9 charmosamente bem-vindo. Especialmente se o <em>couvert <\/em>art\u00edstico for baratinho e o cantor ou instrumentista talentoso. Na adolesc\u00eancia e na juventude, tempos de estudante universit\u00e1rio sem dinheiro, cheguei a fazer \u201cbicos\u201d como \u201cm\u00fasico da noite\u201d ao cantar cl\u00e1ssicos da MPB como \u201cSampa\u201d, de Caetano e Gil, \u201cEspanhola\u201d, de Venturini e Guarabyra, ou os sucessos da r\u00e1dio daquela \u00e9poca. Dava gosto ver a casa cheia, casais saboreando os pratos e parando para aplaudir o cara corajoso e despojado (s\u00f3 por fora \u2013 gelava de timidez) do banquinho e do viol\u00e3o. Ou n\u00e3o: chato era terminar um Tom Jobim caprichado, tanto na intricada harmonia de bossa nova quanto na afina\u00e7\u00e3o, e ser engolido pela aten\u00e7\u00e3o que o p\u00fablico concedia ao molho t\u00e1rtaro do lanche ou ao papaia com cassis da sobremesa.&nbsp; Mas como diria o Bituca, a gente estava l\u00e1 batalhando o p\u00e3o, \u201csem se importar se quem pagou quis ouvir\u201d.<\/p>\n<p>Eu, meio culpado pela forma\u00e7\u00e3o protestante mais legalista do que a m\u00e9dia, n\u00e3o gostava da ideia de ser um \u201cm\u00fasico da noite\u201d. Via-me mais com um \u201cm\u00fasico do dia\u201d infiltrado naquele universo de bares e restaurantes. Um \u201cm\u00fasicon\u00e1rio\u201d, dizia a mim mesmo. O problema era o risco de dizer \u201cam\u00e9m, irm\u00e3os\u201d depois de uma can\u00e7\u00e3o do Guilherme Arantes, e, no culto de domingo, confuso com essa hist\u00f3ria de noite\/dia, depois de \u201cTu \u00e9s fiel, Senhor\u201d, mandar um \u201cobrigado, gente!\u201d.<\/p>\n<p>Mas o que me fez relembrar esse tempo de cancioneiro n\u00e3o \u00e9 velha crise profano x sagrado. Isso est\u00e1 resolvido: B\u00edblia e teologia reformada \u2013 tudo pode, precisa e deve ser feito para a gl\u00f3ria de Deus. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um cent\u00edmetro nesse universo a respeito do qual Jesus n\u00e3o diga \u2018\u00e9 meu!\u2019\u201d (Kuyper).&nbsp; At\u00e9 comer ou cantar em um restaurante barato no s\u00e1bado \u00e0 noite pode ser redimido e missional. Ali\u00e1s, um dos meus amigos daquelas noites musicais confessou Jesus como Senhor e Salvador e se tornou crist\u00e3o. Minha reflex\u00e3o \u00e9 sobre essa <em>harmoniza\u00e7\u00e3o<\/em>, para usar um termo peculiar aos en\u00f3logos e cr\u00edticos gastron\u00f4micos, entre saborear um bom prato e deliciar-se com uma boa can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A primeira can\u00e7\u00e3o que me vem \u00e0 mente sobre essa saborosa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 um salmo. O salmista canta e saboreia a gra\u00e7a de Deus, o Sumo Pastor: \u201cPreparas uma mesa perante mim na presen\u00e7a dos meus inimigos, unges a minha cabe\u00e7a com \u00f3leo, o meu c\u00e1lice transborda\u201d (Salmos 23.5). N\u00e3o damos conta de que os <em>Tehilim<\/em> \u2013 os salmos de Israel \u2013 s\u00e3o um hin\u00e1rio, uma colet\u00e2nea de ora\u00e7\u00f5es e can\u00e7\u00f5es, tanto de louvor quanto de lamento.<\/p>\n<p>Falando em salmos, \u201cVinho e P\u00e3o\u201d (No nome forte de Jesus), canto lit\u00fargico e eucar\u00edstico dos mais belos que conhe\u00e7o e canto com minha comunidade de f\u00e9 e igrejas Brasil afora, \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o de Brian Jeffery Leech, versada lindamente em portugu\u00eas por Guilherme Kerr, meu amigo, mentor e parceiro musical, que descreve com po\u00e9tica inspirada a riqueza espiritual da mesa e da Ceia do Senhor:<\/p>\n<blockquote><p>Quem serve o vinho e parte o p\u00e3o<\/p>\n<p>\u00c9 o pr\u00f3prio Cristo, ressurreto e nosso irm\u00e3o<\/p>\n<p>O Rei da Terra e c\u00e9us \u00e9 nosso anfitri\u00e3o<\/p>\n<p>Com vinho e p\u00e3o n\u00f3s celebramos comunh\u00e3o<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Jesus \u00e9, ao mesmo tempo, di\u00e1cono, anfitri\u00e3o e o alimento e a bebida servidos em uma mesa sacramental, m\u00edstica e muito generosa. Estar numa mesa assim \u00e9 uma experi\u00eancia profundamente tocante. \u00c9 a mesa do Evangelho da Gra\u00e7a. O mesmo Guilherme \u2013 autor e compositor de algumas das can\u00e7\u00f5es que mais canto e cantarei para celebrar o evangelho, verdadeiras capelas musicais nas quais entro para adorar com m\u00fasica e poesia \u2013, ao lado de outro saudoso amigo, o Jorge Rehder, enchem meu cora\u00e7\u00e3o de anseio pela <em>koinonia<\/em> \u2013 comunh\u00e3o \u2013, pr\u00f3pria do reino de Deus, caracterizada pela \u201cUnidade e Diversidade\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Da multid\u00e3o dos que creram<br \/>\nEra s\u00f3 um o cora\u00e7\u00e3o e a alma,<br \/>\nUma s\u00f3 mente, uma semente,<br \/>\nSomente uma esperan\u00e7a brotando dentro da gente.<br \/>\nNosso era o p\u00e3o cada dia, nosso era o vinho, santa folia,<\/p>\n<p>O que se parte e reparte, a pr\u00f3pria vida,<br \/>\nGalho ligado \u00e0 parreira, vida, em comum, verdadeira.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>A mesa do Senhor n\u00e3o era apenas simb\u00f3lica; a eucaristia era mais do que concreta \u2013 dava-se gra\u00e7as ao partir o p\u00e3o, que lembrava a morte do Senhor e alimentava n\u00e3o apenas cora\u00e7\u00f5es, mas est\u00f4magos famintos. A refei\u00e7\u00e3o, segundo Atos dos Ap\u00f3stolos, antes de ser memorial (batista) ou sacramental (reformada), era real. P\u00e3o para os famintos, partilhado e partido \u201ccom singeleza de cora\u00e7\u00e3o\u201d. Havia m\u00fasica nessa mesa eucar\u00edstica? Sim. Salmos. Hinos judaicos. <em>Tehilim <\/em>ao Deus de Abra\u00e3o, de Isaque e de Jac\u00f3, que tirara o seu povo da escravid\u00e3o eg\u00edpcia. Mateus 26.30 narra como a \u00faltima Ceia de P\u00e1scoa de Jesus com seus <em>Talmidim <\/em>se encerra: \u201cDepois de terem cantado um hino, sa\u00edram para o monte das Oliveiras\u201d. Mesa <em>koin\u00f4nica<\/em>. M\u00fasica lit\u00fargica.<\/p>\n<p>Falando em p\u00e3o, \u201cO Cio da Terra\u201d, cl\u00e1ssico de beleza tel\u00farica de Chico Buarque e Milton Nascimento, faz- nos refletir sobre o trabalho, o labor da sobreviv\u00eancia, que jaz no \u00e1rduo processo humano de plantar, processar, cozinhar e consumir um alimento ou bebida:<\/p>\n<blockquote><p>Debulhar o trigo,<\/p>\n<p>Recolher cada bago do trigo<\/p>\n<p>Forjar no trigo o milagre do p\u00e3o<\/p>\n<p>E se fartar de p\u00e3o.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>O mesmo Chico, compositor inspirado e inventivo como poucos, sobretudo nas d\u00e9cadas de 60\u201380, presenteia-nos com outra can\u00e7\u00e3o desse par m\u00fasica\/comida, \u201cFeijoada Completa\u201d, um tutorial intensivo e abrangente de brasilidade e comensalidade em ex\u00edguos minutos:<\/p>\n<blockquote><p>Mulher, n\u00e3o v\u00e1 se afobar;<br \/>\nN\u00e3o tem que p\u00f4r a mesa, nem d\u00e1 lugar.<\/p>\n<p>Ponha os pratos no ch\u00e3o e o ch\u00e3o t\u00e1 posto<br \/>\nE prepare as lingui\u00e7as pro tira-gosto.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Mulher, voc\u00ea vai fritar<br \/>\nUm mont\u00e3o de torresmo pra acompanhar:<br \/>\nArroz branco, farofa e a malagueta;<br \/>\nA laranja-bahia ou da seleta.<br \/>\nJoga o paio, carne seca,<br \/>\nToucinho no caldeir\u00e3o<br \/>\nE vamos botar \u00e1gua no feij\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p>Todas as estrofes terminam com essa convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 mesa, \u00e0 confraterniza\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria: \u201cE vamos botar \u00e1gua no feij\u00e3o\u201d. Poucas coisas s\u00e3o mais incentivadoras da comunh\u00e3o que um almo\u00e7o de domingo \u2013 e com feijoada, eu diria como brasileiro e carioca. Chico cita doze alimentos e convida o ouvinte a saborear uma grandiosa experi\u00eancia de comunh\u00e3o. Outro r\u00e1pido curso sobre a riqueza cultural da culin\u00e1ria brasileira \u00e9 \u201cFarinha\u201d, de Djavan, que ressalta a beleza humana perdida ou vencida pela modernidade:<\/p>\n<blockquote><p>A farinha \u00e9 feita de uma planta da fam\u00edlia das<br \/>\nEuforbi\u00e1ceas, euforbi\u00e1ceas<br \/>\nDe nome <em>manihot utilissima<\/em><\/p>\n<p>Que um tio meu apelidou de macaxeira<br \/>\nE foi a\u00ed que todo mundo achou melhor!<br \/>\nA farinha t\u00e1 no sangue do nordestino<br \/>\nEu j\u00e1 sei desde menino o que ela pode dar<br \/>\nE tem da grossa, tem da fina, se n\u00e3o tem da quebradinha<br \/>\nVou na vizinha pegar pra fazer pir\u00e3o ou mingau<br \/>\nFarinha com feij\u00e3o \u00e9 animal!<br \/>\nO cabra que n\u00e3o tem eira nem beira<br \/>\nL\u00e1 no fundo do quintal tem um p\u00e9 de macaxeira<br \/>\nA macaxeira \u00e9 popular, \u00e9 macaxeira pr\u2019ali, macaxeira pra c\u00e1<br \/>\nE em tudo que \u00e9 farinhada a macaxeira t\u00e1<br \/>\nVoc\u00ea n\u00e3o sabe o que \u00e9 farinha boa<br \/>\nFarinha \u00e9 a que a m\u00e3e me manda l\u00e1 de Alagoas<\/p><\/blockquote>\n<p>Sou do Sub\u00farbio, bairro humilde de um Rio de Janeiro mais solid\u00e1rio. Lembro que a gente pegava emprestado um ovo e um punhado de farinha de trigo ou mandioca, como na can\u00e7\u00e3o, com a vizinhan\u00e7a. Depois pagava com um pouco do resultado \u2013 um punhado de cuscuz de tapioca ou de broa de milho. Essa culin\u00e1ria solid\u00e1ria se perdeu. Hoje em dia, tempos secularizados de <em>fast food<\/em> individualista, a gente \u00e9 capaz de comer almo\u00e7o de \u201cdois hamb\u00fargueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles em um p\u00e3o com gergelim\u201d, ao lado ou em frente a um rosto que n\u00e3o conhecemos e com quem n\u00e3o trocamos sequer uma palavra.<\/p>\n<p>Jesus, por sua vez, comia com publicanos, pecadores e fariseus, e travava um di\u00e1logo inclusivo e acolhedor com eles. Como lembra Fagner Santos em seu marcante livro, \u201cTeologia da Mesa\u201d,<\/p>\n<p>Que n\u00f3s possamos aprender com Jesus a n\u00e3o recusar assentar-nos \u00e0 mesa com aqueles que nos desejam mal; antes sejamos claros e honestos em constrang\u00ea-los em amor, expondo o evangelho em nosso testemunho de vida, pois para os que est\u00e3o no evangelho, mesa \u00e9 lugar de comunh\u00e3o e de vida, n\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o e morte; a mesa de Jesus fala do seu sacrif\u00edcio, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, a qual gera vida para a eternidade.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>A mesa de Jesus \u00e9 acolhimento, n\u00e3o exclus\u00e3o. A li\u00e7\u00e3o \u00e9 clara. E bela. Ao comer com Zaqueu e Pedro, por exemplo, Jesus nos ensina a comensalidade do perd\u00e3o. Comida-pretexto para ministrar a gra\u00e7a:<\/p>\n<p>Jesus nos constrange a viver com pessoas que precisam de acolhimento e amor; n\u00e3o podemos ser como os fariseus, que condenavam aqueles que n\u00e3o lhes pareciam bem aos olhos; antes, devemos ter o mesmo sentimento de Jesus, o qual enxerga, acolhe e convive com estas \u201covelhas que n\u00e3o t\u00eam pastor\u201d. Que sejamos verdadeiros imitadores de Cristo, a fim de que, atrav\u00e9s de n\u00f3s, ele se revele a todos.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Jesus sabia que o casamento entre m\u00fasica e comida \u00e9 feliz e fecundo. No churrasco pela volta do filho pr\u00f3digo, com a picanha do bezerro cevado, ele n\u00e3o se esqueceu da m\u00fasica e da dan\u00e7a. Jesus n\u00e3o nos ensina a ser um <em>bon vivant<\/em>, mas a celebrar. O reino de Deus \u00e9 uma festa. A mesa est\u00e1 posta. Qual \u00e9 a m\u00fasica?<\/p>\n<p>Na viv\u00eancia da vida comunit\u00e1ria de f\u00e9 no Cristo de Nazar\u00e9, nunca faltar\u00e1 p\u00e3o, que sacia a fome do corpo; nunca faltar\u00e1 a can\u00e7\u00e3o, que enleva a alma. Comer juntos, cantar juntos \u2013 que coisa boa! Cada celebra\u00e7\u00e3o de domingo \u00e9 um ensaio \u2013 estamos afinando as vozes, timbrando nossos cora\u00e7\u00f5es, acertando o ritmo, decorando a melodia da festa definitiva. Cada vez que partimos o p\u00e3o e comemos lado a lado, irm\u00e3os e irm\u00e3s, provamos um tira-gosto do que ser\u00e1 servido no banquete dos banquetes:<\/p>\n<p>Depois destas coisas, ouvi no c\u00e9u uma como grande voz de numerosa multid\u00e3o, dizendo: Aleluia! A salva\u00e7\u00e3o, e a gl\u00f3ria, e o poder s\u00e3o do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos s\u00e3o os seus ju\u00edzos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a terra com a sua prostitui\u00e7\u00e3o e das m\u00e3os dela vingou o sangue dos seus servos. Segunda vez disseram: Aleluia! E a sua fuma\u00e7a sobe pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Os vinte e quatro anci\u00e3os e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Am\u00e9m! Aleluia! Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes. Ent\u00e3o, ouvi uma como voz de numerosa multid\u00e3o, como de muitas \u00e1guas e como de fortes trov\u00f5es, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a gl\u00f3ria, porque s\u00e3o chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma j\u00e1 se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho fin\u00edssimo, resplandecente e puro. Porque o linho fin\u00edssimo s\u00e3o os atos de justi\u00e7a dos santos. Ent\u00e3o, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que s\u00e3o chamados \u00e0 ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: S\u00e3o estas as verdadeiras palavras de Deus (<a href=\"https:\/\/www.bibliaonline.com.br\/aa\/ap\/19\/1-9\">Apocalipse 19.1-9<\/a>).<\/p>\n<p>Haver\u00e1 comida. Haver\u00e1 m\u00fasica. Comensalidade adoradora. Risos ruidosos. Abra\u00e7os apertados. Brindes sem fim. E a celebra\u00e7\u00e3o vai se estender por toda a eternidade \u2013 isso sim \u00e9 festa!<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><br \/>\n<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>https:\/\/www.letras.mus.br\/vencedores-por-cristo\/1468956\/.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>https:\/\/www.letras.mus.br\/guilherme-kerr\/1136973\/.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/www.letras.mus.br\/chico-buarque\/86011\/\">https:\/\/www.letras.mus.br\/chico-buarque\/86011\/<\/a>.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>SANTOS, Fagner Pereira. <em>Teologia da mesa<\/em>; comensalidade, espiritualidade e inclus\u00e3o na mesa de Jesus. Ed. Esperanza. p. 57.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>Ibid. p. 85.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Gerson Borges<\/strong> \u00e9 carioca do Sub\u00farbio e paulista do ABCD. \u00c9 educador, escritor, m\u00fasico, poeta e pastor na Comunidade de Jesus em S\u00e3o Bernardo (SP). Casado com Rosana M\u00e1rcia, pai de dois meninos e torcedor do Flamengo e do S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conte\u00fado oferecido como Mais na Internet na edi\u00e7\u00e3o #368 da revista Ultimato<br \/>\nPor G\u00e9rson Borges<br \/>\nComida e m\u00fasica, sem d\u00favida uma excelente combina\u00e7\u00e3o. Um restaurante com (boa) m\u00fasica ao vivo sempre \u00e9 charmosamente bem-vindo. Especialmente se o couvert art\u00edstico for baratinho e o cantor ou instrumentista talentoso. 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