{"id":10041,"date":"2017-09-22T15:17:08","date_gmt":"2017-09-22T18:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/?p=10041"},"modified":"2017-09-23T20:48:12","modified_gmt":"2017-09-23T23:48:12","slug":"a-arte-crista-nao-e-aquela-produzida-por-um-artista-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/2017\/09\/22\/a-arte-crista-nao-e-aquela-produzida-por-um-artista-cristao\/","title":{"rendered":"A arte crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 aquela produzida por um artista crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808000;\"><strong>Livro da Semana &nbsp;| &nbsp;F\u00e9 Crist\u00e3 e Cultura Contempor\u00e2nea<\/strong><\/span><\/p>\n<h4>O que qualifica um objeto como arte? Qual seria o n\u00facleo de sentido da modalidade est\u00e9tica?<\/h4>\n<p>Para Rookmaaker, esse n\u00facleo seria a beleza. Ainda que ele aprofunde o sentido do belo para al\u00e9m das elabora\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas, a tradi\u00e7\u00e3o de valorizar a composi\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica das partes em um todo \u00e9 largamente mantida. Para ele, a beleza \u00e9 uma qualidade formal, vista no arranjo e no inter-relacionamento entre as partes de um todo, e ligada intimamente \u00e0 no\u00e7\u00e3o de unidade-na-diversidade. Na arte, a beleza \u00e9 demonstrada na estrutura formal do tema expresso, bem como na composi\u00e7\u00e3o interna da obra de arte:<\/p>\n<p><em>A beleza \u00e9 expressa nas linhas, na cor, no molde e na forma, no ritmo e no som, nas rimas e no relacionamento de palavras e composi\u00e7\u00f5es, na unidade e na diversidade. \u00c9 por meio destas coisas que a beleza \u00e9 realizada: n\u00e3o de forma abstrata. [26]<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-10042\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_fe_crista_cultura_web-208x300.jpg\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_fe_crista_cultura_web-208x300.jpg 208w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/files\/capa_fe_crista_cultura_web.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/>Na vis\u00e3o de Rookmaaker, o artista, ao compor uma obra de arte, deve ter como meta a beleza, da mesma forma que Deus, ao fazer o mundo belo, viu que tudo era bom! A partir deste n\u00facleo modal do belo como norma est\u00e9tica, Rookmaaker aponta as v\u00e1rias analogias est\u00e9ticas em outras modalidades componentes da realidade poliss\u00eamica[27] da cria\u00e7\u00e3o, como orienta\u00e7\u00f5es do artista ao buscar uma arte profunda e verdadeira, ou reveladora da profundidade do real. Assim, devemos ter na arte a modera\u00e7\u00e3o dos excessos (antecipa\u00e7\u00e3o da modalidade econ\u00f4mica do real),[28] harmonia social e balan\u00e7o entre sentimentos e palavras, al\u00e9m do estilo, do princ\u00edpio de identidade e contradi\u00e7\u00e3o e do poder emocional.<\/p>\n<p>A arte deve ter vida, movimento, ritmo est\u00e9tico, polifonia e unidade na diversidade. Na arte, devemos encontrar a predomin\u00e2ncia de alguns temas em rela\u00e7\u00e3o a outros (antecipa\u00e7\u00e3o da modalidade jur\u00eddica), a demonstra\u00e7\u00e3o de amor pelo pr\u00f3ximo e uma orienta\u00e7\u00e3o geral em dire\u00e7\u00e3o ao Criador, determinada pelo cora\u00e7\u00e3o do artista.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Uma arte bela e enriquecedora da vida deve refletir as normas presentes em outras dimens\u00f5es do real, sendo qualificada, por\u00e9m, pela norma pr\u00f3pria de sua modalidade est\u00e9tica, a beleza. Na tradi\u00e7\u00e3o neocalvinista de Kuyper e Dooyeweerd, a defini\u00e7\u00e3o deste n\u00facleo de sentido do est\u00e9tico \u00e9 objeto de discuss\u00e3o e discord\u00e2ncia, como a obje\u00e7\u00e3o de Calvin Seerveld, tamb\u00e9m um neocalvinista, que aponta o car\u00e1ter alusivo, ou metaf\u00f3rico e obl\u00edquo, de uma objetifica\u00e7\u00e3o art\u00edstica como n\u00facleo de sentido do est\u00e9tico, rompendo com a tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica do belo.<\/p>\n<h4>Arte moderna como a morte de uma cultura<\/h4>\n<p>Por ser carregada de sentidos inerentes \u00e0 participa\u00e7\u00e3o inexor\u00e1vel na teia poliss\u00eamica da ordem criada, a arte de determinada \u00e9poca deve ser analisada em termos de sua compreens\u00e3o e express\u00e3o de aspectos m\u00faltiplos da realidade, sobretudo daqueles que lhe s\u00e3o mais caros, como a vis\u00e3o do humano e do divino. Rookmaaker faz essa abordagem de forma magistral em sua principal obra, A Arte Moderna e a Morte de Uma Cultura. De acordo com sua an\u00e1lise do desenvolvimento da arte, desde a antiguidade at\u00e9 as manifesta\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas e modernas, essa forma art\u00edstica representa claramente os valores e a compreens\u00e3o da realidade de uma cultura p\u00f3s-crist\u00e3. Essa cultura, ao abandonar os valores inerentes a uma vis\u00e3o crist\u00e3 da realidade, cria uma nova forma de compreender o homem, a cria\u00e7\u00e3o, o belo, o justo e todas as facetas do real. O acesso ao fluxo hist\u00f3rico dessa mudan\u00e7a cultural fornece os instrumentos necess\u00e1rios para a correta compreens\u00e3o do abrangente fen\u00f4meno da arte moderna. Ao introduzir o tema, Rookmaaker faz a seguinte afirma\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<em>A arte moderna n\u00e3o aconteceu simplesmente. Ela veio como resultado de uma profunda revers\u00e3o de valores espirituais na era da raz\u00e3o, um movimento que no curso de pouco mais de duzentos anos modificou o mundo. (29)<\/em><\/p>\n<p>Para Rookmaaker, a compreens\u00e3o manifesta na arte moderna n\u00e3o se apresenta apenas em express\u00f5es esteticamente desqualificadas, que podem ser destrutivas e empobrecedoras da vida. O protesto libertino contra as normas culturais e criacionais como rea\u00e7\u00e3o ao achatamento racionalista da realidade, o incentivo ao uso de drogas, a busca de um misticismo irracional, a fuga do real na abstra\u00e7\u00e3o excessiva, o cientificismo e a redu\u00e7\u00e3o da polissemia do real s\u00e3o facetas da realidade moderna representadas na arte do nosso tempo, exploradas e criticadas por Rookmaaker. O feio na arte moderna, para ele, tem um sentido distinto do feio encontrado em obras de per\u00edodos anteriores, pois nelas o feio contrasta com o belo em uma conex\u00e3o intrincada com a verdade, numa cria\u00e7\u00e3o bela, apesar de reconhecidamente manchada pelo horror do pecado. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte moderna, Rookmaaker questiona:<\/p>\n<p><em>Qual a diferen\u00e7a entre a beleza destas \u201chorr\u00edveis\u201d obras e o \u201chorr\u00edvel\u201d que encontramos na arte moderna? Novamente, \u00e9 uma quest\u00e3o de verdade. A arte moderna fala constantemente (e at\u00e9 de forma pesada) sobre a fei\u00fara da cria\u00e7\u00e3o de Deus, ou do desespero da esperan\u00e7a, ou da aus\u00eancia de sentido do que \u00e9 significante: uma vez que estas coisas s\u00e3o mentiras, elas nunca podem ser belas. Um pensamento horr\u00edvel nunca pode ser verdadeiramente belo, pois uma mentira n\u00e3o pode ser verdadeira; mas a verdade \u00e9 bela quando demonstrada em sua profundidade e plenitude. (30)<\/em><\/p>\n<p>Um chamado \u00e0 realidade criada, \u00e0 riqueza da vida vivida na cria\u00e7\u00e3o de um Deus de amor, que criou o homem \u00e0 sua imagem, e suas implica\u00e7\u00f5es na vida do artista s\u00e3o dire\u00e7\u00f5es apontadas por Rookmaaker como resposta \u00e0 perda de contato com a realidade, consequ\u00eancia da cultura e da arte modernas. Esta \u00faltima seria o resultado de uma declara\u00e7\u00e3o de autonomia em rela\u00e7\u00e3o a Deus e \u00e0s normas criadas por ele. De acordo com a an\u00e1lise detalhada de Rookmaaker, a nova cultura e sua arte est\u00e3o em total desconex\u00e3o com a express\u00e3o rica e verdadeira da realidade oferecida por Deus em sua cria\u00e7\u00e3o, afirmada pela regenera\u00e7\u00e3o em Cristo Jesus e corretamente interpretada por meio de sua revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>O crist\u00e3o nas artes e os tra\u00e7os de uma arte crist\u00e3<\/h4>\n<p>Como alternativa a uma arte negadora da vida humana, Rookmaaker n\u00e3o prop\u00f5e uma arte sacra, ou b\u00edblica em seu conte\u00fado, mas uma arte que seja plenamente fiel \u00e0 realidade criada por Deus, que represente o ser humano e a polissemia do real de forma fiel e verdadeira, a partir de insights b\u00edblicos. Para ele, o crist\u00e3o nada mais \u00e9 do que o homem na plena concep\u00e7\u00e3o da palavra:<\/p>\n<p><em>Cristo veio nos redimir para que possamos ser humanos, no sentido pleno da palavra. Ser novo homem significa que podemos come\u00e7ar a agir em nossa plena e livre capacidade humana, em todas as facetas da vida. [&#8230;] ser crist\u00e3o significa que a pessoa tem humanidade, liberdade de trabalhar na cria\u00e7\u00e3o de Deus. (31)<\/em><\/p>\n<p>Para Rookmaaker, a arte crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 a express\u00e3o de atos criativos individuais de pessoas que supostamente teriam encontrado a Cristo. O pecado, com seu potencial destrutivo, pode se manifestar tanto na obra de arte de um crist\u00e3o como na de um n\u00e3o crist\u00e3o. Ele afirma que \u201ch\u00e1 uma profunda diferen\u00e7a entre o crist\u00e3o e o n\u00e3o crist\u00e3o, mas n\u00e3o podemos procurar esta diferen\u00e7a nos locais errados\u201d. Ela est\u00e1 nas atitudes b\u00e1sicas do homem, \u201cem suas esperan\u00e7as e na compreens\u00e3o de sua tarefa\u201d. Por\u00e9m, ao analisarmos uma atividade espec\u00edfica, constatamos que \u201co crist\u00e3o pode ser t\u00e3o tolo e pecador quanto o incr\u00e9dulo s\u00e1bio e correto\u201d.32<\/p>\n<p>A express\u00e3o de uma arte crist\u00e3 deve ser buscada em manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de realidades hist\u00f3ricas concretas de uma cultura que viveu e percebeu de forma rica e plena a realidade de Deus, colhendo os frutos desta vida de obedi\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o em seus produtos culturais. Este reflexo cultural da produ\u00e7\u00e3o de artistas individuais \u00e9 fruto da b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus sobre uma realidade hist\u00f3rica, segundo sua promessa nas Escrituras (Cf. Dt 30.9). \u00c9 preciso levar em conta a m\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria ao tentar discernir o significado de uma arte crist\u00e3.<\/p>\n<p>Seguindo a linha de pensamento de Schaeffer, Rookmaaker busca discernir exemplos hist\u00f3ricos de manifesta\u00e7\u00f5es culturais moldadas por uma vis\u00e3o crist\u00e3 da realidade, com caracter\u00edsticas profundamente b\u00edblicas. As manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas do per\u00edodo da Reforma Protestante s\u00e3o um bom exemplo, assim como as inclina\u00e7\u00f5es culturais crist\u00e3s da arte gospel, do blues e do jazz primitivo, no contexto das comunidades negras norte-americanas profundamente influenciadas pelo evangelho. Existe uma sabedoria culturalmente compartilhada por grupos sociais a partir da viv\u00eancia multifacetada da alian\u00e7a de Deus em sua realidade criada, que se manifesta em express\u00f5es art\u00edsticas mais ou menos crist\u00e3s. Rookmaaker sup\u00f5e que a arte dos s\u00e9culos 16 e 17 em seu pa\u00eds natal reflete claramente uma vis\u00e3o crist\u00e3 da realidade:<\/p>\n<p><em>A qualidade e a quantidade de obras de arte produzidas no s\u00e9culo 17 na Holanda s\u00e3o impressionantes. Todos os museus do mundo se orgulham das obras de arte desse per\u00edodo de ouro [&#8230;] n\u00e3o apenas por ter existido tantos grandes artistas (Rembrandt, Ruysdael, Hobbema, Frans H\u00e1lls, Terborch, Potter, van de Velde, Vermeer, de Hoog e outros), mas por tantos artistas menores que tamb\u00e9m produziram arte de grande qualidade [&#8230;]. Certamente o calvinismo teve grande influ\u00eancia nos temas utilizados nas pinturas [&#8230;]. A prega\u00e7\u00e3o pura da Palavra permeava toda a vida na Holanda, introduzindo uma vis\u00e3o mais abrangente da realidade e da vida. N\u00e3o havia necessidade de representar um mundo mais ideal do que seu pr\u00f3prio pa\u00eds e tempo, mais ideal do que o mundo entre a queda e os \u00faltimos dias. Havia beleza suficiente para ser encontrada neste mundo. (33)<\/em><\/p>\n<p>De acordo com Rookmaaker, se consideramos que arte crist\u00e3 \u00e9 aquela produzida por um artista crist\u00e3o nascido de novo, ficamos sem padr\u00e3o para avaliar a qualidade art\u00edstica da obra ou mesmo a subjetividade do artista em quest\u00e3o. Se, por\u00e9m, consideramos que arte crist\u00e3 \u00e9 aquela inspirada pela Palavra de Deus, no sentido de representar uma vis\u00e3o de mundo e da humanidade fiel \u00e0s Escrituras, ent\u00e3o podemos afirmar que a arte de determinada \u00e9poca \u2014 como a holandesa do s\u00e9culo 17, ou o gospel, jazz e blues do s\u00e9culo 20 nos Estados Unidos \u2014 \u00e9 uma arte com inclina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Esse padr\u00e3o conduz Rookmaaker a apresentar Rembrandt como representante hist\u00f3rico de uma arte crist\u00e3, ainda que inserido em formas e estilos pr\u00f3prios de sua \u00e9poca. Embora n\u00e3o se possa comprovar que Rembrandt tenha sido de fato um crist\u00e3o nascido de novo, sua arte reflete uma rica vis\u00e3o da realidade retirada das Escrituras e transformada em sabedoria existencial na forma de perceber a cria\u00e7\u00e3o. Uma profunda sabedoria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o da realidade, exemplificada magistralmente por Rembrandt, \u00e9 essencial para uma arte crist\u00e3. Rookmaaker comenta a sabedoria no contexto das obras de Rembrandt:<\/p>\n<p><em>Uma pessoa n\u00e3o pode escrever, falar ou pintar em um n\u00edvel mais profundo do que sua sabedoria lhe permite. Nenhum romance, estudo, discuss\u00e3o ou obra de arte pode apresentar maior entendimento do que seu autor possui. N\u00e3o precisamos, no entanto, entender esta sabedoria de forma individualista. Pois a sabedoria, que \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de insight, conhecimento, experi\u00eancia de vida, perceptividade, entendimento de normas, senso comum e empatia, n\u00e3o pode ser apreendida em sua inteireza por uma pessoa. A sabedoria e insight, conhecimento e vis\u00e3o de mundo da cultura circundante sempre nos ajudam ou nos limitam. (34)<\/em><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a raz\u00e3o por que nossa cultura oferece uma vis\u00e3o t\u00e3o rasa da realidade nas artes que produz. Uma vis\u00e3o permeada pelo secularismo, que reduz tudo a fatores econ\u00f4micos e tecnol\u00f3gicos, n\u00e3o pode ser um solo f\u00e9rtil para o artista, que ali \u00e9 nutrido. Da\u00ed a necessidade de uma reforma cultural e de insights em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, poss\u00edveis mediante o retorno a uma vis\u00e3o b\u00edblica e crist\u00e3 da realidade. Para Rookmaaker, uma arte plenamente crist\u00e3 s\u00f3 pode florescer em um contexto de vida espiritual e cultural enriquecido e por meio de vidas com um dep\u00f3sito de insight e de sabedoria profundamente b\u00edblico, que permitam uma percep\u00e7\u00e3o correta da realidade.<\/p>\n<h6>Trecho retirado do livro&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/fe-crista-e-cultura-contemporanea\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>F\u00e9 Crist\u00e3 e Cultura Contempor\u00e2nea&nbsp;<\/em><\/a>(Editora Ultimato).<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro da Semana &nbsp;| &nbsp;F\u00e9 Crist\u00e3 e Cultura Contempor\u00e2nea<br \/>\nO que qualifica um objeto como arte? Qual seria o n\u00facleo de sentido da modalidade est\u00e9tica?<br \/>\nPara Rookmaaker, esse n\u00facleo seria a beleza. Ainda que ele aprofunde o sentido do belo para al\u00e9m das elabora\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas, a tradi\u00e7\u00e3o de valorizar a composi\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica das partes em um todo [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5153],"tags":[],"class_list":["post-10041","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-prateleira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10041","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10041"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10041\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10051,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10041\/revisions\/10051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/blogdaultimato\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}