{"id":223,"date":"2010-06-19T15:09:22","date_gmt":"2010-06-19T15:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=223"},"modified":"2010-08-26T15:10:12","modified_gmt":"2010-08-26T15:10:12","slug":"a-sindrome-da-alienacao-parental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2010\/06\/19\/a-sindrome-da-alienacao-parental\/","title":{"rendered":"A s\u00edndrome da aliena\u00e7\u00e3o parental"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/Parental.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-224\" title=\"Parental\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/Parental.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/Parental.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/Parental-112x150.jpg 112w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\u201cA gente se escondia no quintal, para ele n\u00e3o levar a gente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMam\u00e3e dizia assim: \u2014 Mariana, diz pra ele que voc\u00ea n\u00e3o quer ir\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu me lembro que s\u00f3 de  pensar como seria eu estar com meu pai, passeando num shopping e tomando  sorvete, eu me sentia traidor de minha m\u00e3e. Por isso, eu disse ao  oficial de justi\u00e7a que ele havia tentado fazer coisa feia comigo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAos vinte anos, encontrei  nas coisas da minha m\u00e3e dezenas de cartas que ele me escrevera e  descobri que muito do que eu sabia (e pensava) sobre meu pai era  mentira. Mas como uma crian\u00e7a pode desconfiar da pr\u00f3pria m\u00e3e?\u201d.<\/p>\n<p>\u201cComo eu gostaria de ter  tido um pai; mas minha m\u00e3e matou meu pai dentro de mim. E eu sinto uma  imensa culpa porque acho que colaborei com ela\u201d.<\/p>\n<p>A s\u00edndrome da aliena\u00e7\u00e3o parental  est\u00e1 sendo reconhecida pelos ju\u00edzes, pelos psic\u00f3logos e j\u00e1 merece um  projeto de lei, em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara federal. Trata-se de um processo  pelo qual o genitor que, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, fica com a guarda da  crian\u00e7a, consciente ou inconscientemente destr\u00f3i, na mente dessa crian\u00e7a  a imagem do outro. Atualmente, isso \u00e9 feito mais pela m\u00e3e, porque ela  tem ficado com a guarda da crian\u00e7a em 90% dos casos (mas isso est\u00e1  mudando, e j\u00e1 se conhecem casos em que o pai, que ficou com a guarda do  filho, usa esses recursos de aliena\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>\u00c9 comum um genitor se  vingar do outro, tentando mat\u00e1-lo no cora\u00e7\u00e3o do filho comum. Para isso,  vale-se de sil\u00eancios, de palavras depreciativas, de rea\u00e7\u00f5es sem  palavras, ao ser mencionado o nome do outro etc.<\/p>\n<p>Ouvi um homem dizer que  esperara seu pai para o seu primeiro jogo de futebol. Mas ele n\u00e3o veio. A  m\u00e3e lhe disse: \u201cn\u00e3o fica triste, Z\u00e9, voc\u00ea sabe que seu pai \u00e9 muito  ocupado. Quem sabe ele vem num pr\u00f3ximo jogo? Mas ele gosta muito de  voc\u00ea, pode acreditar\u201d. Anos mais tarde, ele descobriu que seu pai n\u00e3o  havia sido comunicado, pela m\u00e3e, daquele jogo e de muitos outros  eventos. Questionada, ela disse que havia esquecido de dar os recados  dele.<\/p>\n<p>Muitos pais influenciam a  percep\u00e7\u00e3o que a crian\u00e7a tem do outro genitor no sentido de produzir  \u00f3dio, desprezo, repulsa ou indiferen\u00e7a. Repetem conceitos depreciativos,  avalia\u00e7\u00f5es caluniosas, relatos de fatos inexistentes (que explicam  fatos existentes) e interpreta\u00e7\u00f5es unilaterais de ocorr\u00eancias e  experi\u00eancias vividas com aquele outro genitor. O resultado \u00e9 a  implanta\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias falsas, que se afirmar\u00e3o como verdadeiras na  mente da crian\u00e7a. Em alguns casos, essas &#8220;mem\u00f3rias&#8221; se fixar\u00e3o como  lembran\u00e7as pessoais, como se, de fato, tivessem sido presenciadas pela  crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Estudos recentes tentam  avaliar os danos dessa \u201cmorte em vida\u201d do pai ou da m\u00e3e. E come\u00e7am a  descobrir que os preju\u00edzos emocionais s\u00e3o imensos.<\/p>\n<p>Nesse ponto, eu fico a  pensar se n\u00e3o temos feito algo parecido, no tocante \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de nossos  filhos (de sangue ou de alma) com seu Pai Celestial. Por atitudes,  coment\u00e1rios desairosos (muitas vezes habilmente dirigidos ao pastor da  igreja), desleixos, questionamentos, \u201cora\u00e7\u00f5es\u201d difamat\u00f3rias, maus  exemplos etc. O fato \u00e9 que, se quisermos matar o Pai dessas crian\u00e7as,  saberemos como tentar, mesmo que n\u00e3o haja uma \u201csepara\u00e7\u00e3o formal\u201d entre  n\u00f3s. O mundo nos tem ensinado essa arte.<\/p>\n<p>Meu medo \u00e9 estar fazendo  isso sem perceber. Quero estar atento, em temor. Que eu ame o \u201cPai de  meus filhos\u201d ao ponto de jamais ser preciso ouvi-lo dizer: Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te arg\u00fcirei e porei tudo \u00e0 tua vista (Sl 50:21).<\/p>\n<p>Por  outro lado, me conforta pensar que esse Pai n\u00e3o precisa de autoriza\u00e7\u00e3o  judicial, com dia e hora marcados, para visitar seu filho.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" id=\"generic-picture-attributes\" src=\"http:\/\/www.amorese.com.br\/Blog\/Entradas\/2010\/6\/19_A_sindrome_da_alienacao_parental_files\/Parental.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA gente se escondia no quintal, para ele n\u00e3o levar a gente\u201d.<br \/>\n\u201cMam\u00e3e dizia assim: \u2014 Mariana, diz pra ele que voc\u00ea n\u00e3o quer ir\u201d.<br \/>\n\u201cEu me lembro que s\u00f3 de  pensar como seria eu estar com meu pai, passeando num shopping e tomando  sorvete, eu me sentia traidor de minha m\u00e3e. 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