{"id":178,"date":"2010-06-19T14:03:53","date_gmt":"2010-06-19T14:03:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=178"},"modified":"2010-08-26T14:07:17","modified_gmt":"2010-08-26T14:07:17","slug":"arte-e-adoracao-em-busca-das-razoes-do-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2010\/06\/19\/arte-e-adoracao-em-busca-das-razoes-do-coracao\/","title":{"rendered":"Arte e Adora\u00e7\u00e3o:  Em busca das raz\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ArteAdorar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-179\" title=\"ArteAdorar\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ArteAdorar.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ArteAdorar.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ArteAdorar-112x150.jpg 112w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Diante do convite para falar aos irm\u00e3os da Fraternidade Teol\u00f3gica  Latino-americana (FTL-BR), que realizava consulta nacional sobre o tema  \u201cteologia e arte\u201d, pensei em fazer uma esp\u00e9cie de anatomia de minha incipiente experi\u00eancia pessoal, na seara da arte e adora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pensando em  fazer uma reflex\u00e3o pessoal, evitei os livros. Com isso, corro o risco de  dizer o que j\u00e1 foi dito, ou carecer de consist\u00eancia. Paci\u00eancia.<\/p>\n<p>Meu prop\u00f3sito \u00e9 encontrar em meu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o um sentido, uma raz\u00e3o, que integre a arte e a adora\u00e7\u00e3o num sistema razo\u00e1vel (o \u201cculto racional\u201d do ap\u00f3stolo Paulo).<\/p>\n<p>Adiantando a conversa, esse sistema harmonizaria os seguintes conceitos:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6o bem, envolvendo o Criador e a sua cria\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>\u25e6o belo, o sublime e o inef\u00e1vel;<\/li>\n<li>\u25e6a gratid\u00e3o, adora\u00e7\u00e3o e culto e<\/li>\n<li>\u25e6o louvor e a arte, exterioriza\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Minha tese, exposta no primeiro pensamento, a seguir, \u00e9 que esses  conceitos s\u00e3o indissoci\u00e1veis na adora\u00e7\u00e3o. Sempre que um deles est\u00e1  presente, encontramos os outros, de alguma forma. E se algum deles  falta, temos uma adora\u00e7\u00e3o deficiente. \u00c9 o que encontro, olhando para  minha experi\u00eancia. Resta saber se \u00e9 uma experi\u00eancia generalizada e  generaliz\u00e1vel. Da\u00ed eu ter aproveitado uma \u201cconsulta\u201d da FTL para  apresentar o tema, com uma pergunta impl\u00edcita: \u201cisso \u00e9 assim com  voc\u00eas?\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Como sabemos que as palavras (e os conceitos que elas representam) s\u00e3o mediadoras da realidade,  ao ponto de termos nossa consci\u00eancia atrelada \u00e0 linguagem, a tradu\u00e7\u00e3o  de realidades internas em conceitos pode ajudar-nos a compreender as  raz\u00f5es do nosso pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. Foi esse o pressuposto que me animou a  aproveitar a oportunidade para socializar quest\u00f5es, de forma  estruturada.<\/p>\n<p>Bem, o caminho adotado foi uma esp\u00e9cie de explora\u00e7\u00e3o de significados, em busca de palavras mediadoras.  Uma tentativa de olhar para dentro, para meu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o e, dali,  retirar defini\u00e7\u00f5es suficientemente gen\u00e9ricas para serem compartilhadas.  Para tanto, organizo meu relat\u00f3rio de viagem em sete pensamentos ou  proposi\u00e7\u00f5es. Vamos a eles.<\/p>\n<p>1. Aprouve ao Criador que o  cora\u00e7\u00e3o humano fosse capaz de decodificar o bem como belo e, assim,  aprendesse a expressar gratid\u00e3o, esteticamente.<\/p>\n<p>Acredito que ao  homem foi dado expressar-se afetiva, emocionalmente, \u201cde todo o  cora\u00e7\u00e3o\u201d. Nessa aptid\u00e3o emocional reside a capacidade art\u00edstica. O dom  da est\u00e9tica. Talvez por isso, o incenso do choro e as flores do louvor  exalem perfumes t\u00e3o gratos a Deus, a ponto de convid\u00e1-lo a passear no  meio deles.<\/p>\n<p>Desenvolvo um pouco mais meus termos, pois considero esse primeiro pensamento a base para os demais.<\/p>\n<p>Aprouve ao Criador  \u2014 Essa capacidade prov\u00e9m de Deus. Na forma de dom ou talento, ele a  distribui, conforme sua sabedoria e prop\u00f3sitos eternos. Penso que tudo  come\u00e7a com um Deus que implanta no cora\u00e7\u00e3o do homem o dom da est\u00e9tica.  Refiro-me, ent\u00e3o, ao cora\u00e7\u00e3o como a sede metaf\u00f3rica das emo\u00e7\u00f5es e dos  afetos. A arte, a meu ver, \u00e9 a capacidade de perceber e expressar o belo  emocionalmente. Eis um verso b\u00edblico esclarecedor:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6Disse  mais o Senhor a Mois\u00e9s: Eis que chamei pelo nome a Bezalel&#8230; e o enchi  do Esp\u00edrito de Deus, de habilidade, de intelig\u00eancia e de conhecimento,  em todo artif\u00edcio, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata,  em bronze, para lapida\u00e7\u00e3o de pedras de engaste, para entalho de  madeira, para toda sorte de lavores\u201d (\u00cax 31:1-5).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Decodificar o bem como belo  \u2014 Essa associa\u00e7\u00e3o entre o bem e o belo \u00e9, a meu ver, a mais remota  predisposi\u00e7\u00e3o humana para a arte. E se todo bem prov\u00e9m dele, faz-se ele  mesmo o bem maior, estando ele mesmo na origem do senso est\u00e9tico humano.  Mas saliento que, por enquanto, essa predisposi\u00e7\u00e3o se manifesta  potencialmente, pois o bem e o belo ainda s\u00e3o externos ao homem. Nesse  momento te\u00f3rico, ele apenas \u00e9 capaz de perceb\u00ea-los, de decodific\u00e1-los e  de goz\u00e1-los ou fru\u00ed-los. Veja alguns versos sobre isso:\n<ol>\n<li>\u25e6Tributai  ao Senhor a gl\u00f3ria devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos  seus \u00e1trios; adorai o Senhor na beleza da sua santidade (1 Cr 16:29).<\/li>\n<li>\u25e6Uma  coisa pe\u00e7o ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do  Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e  meditar no seu templo (Sl 27:4).<\/li>\n<li>\u25e6Naquele  dia, o Renovo do Senhor ser\u00e1 de beleza e de gl\u00f3ria; e o fruto da terra,  orgulho e adorno para os de Israel que forem salvos (Isa\u00edas 4:2).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Esses versos nos levam a considerar que, se Deus \u00e9 o bem maior, h\u00e1 de  ser percebido pelo cora\u00e7\u00e3o humano como a beleza maior, por for\u00e7a dessa  associa\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel. Ent\u00e3o, sob o impacto do bem, nosso cora\u00e7\u00e3o  experimenta a est\u00e9tica \u2014 o belo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Expressar gratid\u00e3o esteticamente  \u2014 Por que a gratid\u00e3o se inclui nos processos psicol\u00f3gicos da est\u00e9tica?  Porque n\u00e3o estamos falando de psicologia, apenas, mas tamb\u00e9m de  teologia. E a gratid\u00e3o aparece, a meu ver, como elemento essencial na  percep\u00e7\u00e3o de Deus. Sem gratid\u00e3o, n\u00e3o temos olhos para Deus. E, sem v\u00ea-lo  como ele se nos apresenta, tornamo-nos esteticamente deficientes. Ao  ponto de o ap\u00f3stolo Paulo dividir a humanidade entre aqueles que o  reconheceram como Deus e lhe deram gra\u00e7as e aqueles que se embruteceram, e fizeram sua arte representar aves, quadr\u00fapedes e r\u00e9pteis (Rm 1:23).<\/p>\n<p>Veja como o  ap\u00f3stolo unifica esses conceitos, em Cl 3:16b: \u201c&#8230;louvando a Deus, com  salmos, e hinos, e c\u00e2nticos espirituais, com gratid\u00e3o, em vosso  cora\u00e7\u00e3o\u201d. Numa s\u00f3 frase, ele fala de louvor, de arte, de gratid\u00e3o e do  cora\u00e7\u00e3o, ao nos ensinar sobre como viver a vida normal da igreja; como  vivenciar o mist\u00e9rio da nova e sobrenatural sociedade engendrada no  cora\u00e7\u00e3o do Pai, antes da funda\u00e7\u00e3o do mundo, viabilizada pelo Filho e  potencializada pelo Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o  humano tem fome e sede do bem. E s\u00f3 se sacia quando se alimenta de Deus,  que \u00e9 verdadeira comida e bebida da alma. Quando se depara com um,  confunde-o com o outro, e experimenta o sublime.  E tudo isso lhe causa imenso prazer; o prazer de um banquete est\u00e9tico.  (Um pensamento divertido: eis a origem da arte culin\u00e1ria.)<\/p>\n<p>2. Quando o bem (o belo, o  sublime) e a gratid\u00e3o se encontram, no jardim do cora\u00e7\u00e3o humano, este,  buscando representar o inef\u00e1vel, extravasa-se, emocionalmente, em  adora\u00e7\u00e3o, culto e louvor, por meio da arte.<\/p>\n<p>Quero me fixar, inicialmente, na id\u00e9ia do extravasamento.  A imagem que me ocorre \u00e9 a de uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica. Penso, tamb\u00e9m,  negativamente falando, numa explos\u00e3o col\u00e9rica, num acesso de raiva.  Diante da percep\u00e7\u00e3o do bem, decodificado como belo ou sublime (veja as  defini\u00e7\u00f5es adiante), o fen\u00f4meno acontece no cora\u00e7\u00e3o e se manifesta em  do\u00e7ura, cores, perfumes, sons harm\u00f4nicos e poesia. Um extravasamento  pr\u00f3ximo da arte. Ilustro o fen\u00f4meno com a poesia do salmista:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6A voz do Senhor faz dar cria \u00e0s cor\u00e7as e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: gl\u00f3ria! (Sl 29:9)<\/li>\n<li>\u25e6Preparas-me uma mesa na presen\u00e7a dos meus advers\u00e1rios, unges-me a cabe\u00e7a com \u00f3leo; o meu c\u00e1lice transborda (Sl 23:5).<\/li>\n<li>\u25e6Cantai  ao Senhor um c\u00e2ntico novo, porque ele tem feito maravilhas; a sua  destra e o seu bra\u00e7o santo lhe alcan\u00e7aram a vit\u00f3ria (Sl 98:1).<\/li>\n<li>\u25e6\u00d3 Senhor, Senhor nosso, qu\u00e3o magn\u00edfico em toda a terra \u00e9 o teu nome! Pois expuseste nos c\u00e9us a tua majestade (Sl 8:1).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Imagino encontrar nesse louvor o extravasamento daquele que se depara  com as obras do Senhor ou, por meio delas, contempla o pr\u00f3prio Deus. N\u00e3o  penso em uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, necessariamente, mas sim em sua  condi\u00e7\u00e3o emocional. Esse extravasamento n\u00e3o \u00e9, necessariamente est\u00e9tico,  mas est\u00e1 muito pr\u00f3ximo dele.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Talvez seja  tempo de algumas defini\u00e7\u00f5es que nos permitam perceber como certas  palavras usadas se interligam no que chamei de sistema de significados.  Recorro, agora, ao dicion\u00e1rio. Quando n\u00e3o encontro, defino, eu mesmo,  meus termos.<\/p>\n<ol>\n<li>\u2022Bem (H = Dicion\u00e1rio Houaiss)\n<ol>\n<li>\u25e6tudo que leva ao aperfei\u00e7oamento espiritual do ser humano;<\/li>\n<li>\u25e6o  pr\u00f3prio Deus, enquanto manancial eterno e perfeito de tudo o que \u00e9  prop\u00edcio ao progresso das criaturas e finalidade desse progresso.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Belo (H)\n<ol>\n<li>\u25e6Qualidade  atribu\u00edda a objetos e realidades naturais ou culturais, apreendida  primordialmente atrav\u00e9s da sensibilidade (e n\u00e3o do intelecto), e que  desperta no homem que a contempla uma satisfa\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o ou prazer  espec\u00edficos, de natureza est\u00e9tica;<\/li>\n<li>\u25e6de elevado valor moral; sublime.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Sublime (H)\n<ol>\n<li>\u25e6que apresenta inexced\u00edvel perfei\u00e7\u00e3o material, moral ou intelectual;<\/li>\n<li>\u25e6elevado, augusto; superlativamente belo, esteticamente perfeito;<\/li>\n<li>\u25e6o  que h\u00e1 de mais elevado nas a\u00e7\u00f5es ou nos sentimentos; o m\u00e1ximo de  perfei\u00e7\u00e3o ou beleza; grandiosidade, poder, for\u00e7a incompar\u00e1vel.\n<ol>\n<li>\u25a0Isa\u00edas 33:5 &#8211; O Senhor \u00e9 sublime, pois habita nas alturas; encheu a Si\u00e3o de direito e de justi\u00e7a.<\/li>\n<li>\u25a0Isa\u00edas 52:13 &#8211; Eis que o meu Servo proceder\u00e1 com prud\u00eancia; ser\u00e1 exaltado e elevado e ser\u00e1 mui sublime.<\/li>\n<li>\u25a0Isa\u00edas  57:15 &#8211; Porque assim diz o Alto, o sublime, que habita a eternidade, o  qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito  tamb\u00e9m com o contrito e abatido de esp\u00edrito, para vivificar o esp\u00edrito  dos abatidos e vivificar o cora\u00e7\u00e3o dos contritos.<\/li>\n<li>\u25a0Filipenses  3:8 &#8211; Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade  do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi  todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Gratid\u00e3o\n<ol>\n<li>\u25e6Reconhecimento por um benef\u00edcio recebido (Aur\u00e9lio).<\/li>\n<li>\u25e6Um fen\u00f4meno racional\/emocional; o sentimento de gratid\u00e3o.<\/li>\n<li>\u25e6O dom da gratid\u00e3o e a capacidade de agradecer (inclusive, pelo dom do reconhecimento).<\/li>\n<li>\u25e6Produz ou expressa harmoniza\u00e7\u00e3o \u00edntima com o que Deus \u00e9 e faz. Adora\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>\u25e6Express\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o (alma), est\u00e1 ligada com gratid\u00e3o e muito pr\u00f3xima da arte, pois acontece na dimens\u00e3o do sublime.<\/li>\n<li>\u25e6Do sublime para a arte, basta a capacidade de percep\u00e7\u00e3o e express\u00e3o emocional.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Louvor (H).\n<ol>\n<li>\u25e6Elogio, baseado em fatos e em cren\u00e7as;<\/li>\n<li>\u25e6objetiva o reconhecimento, a homenagem, a honraria;<\/li>\n<li>\u25e6enaltece os m\u00e9ritos de algu\u00e9m e demonstra gratid\u00e3o, agradecimento.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Arte\n<ol>\n<li>\u25e6Capacidade de perceber e\/ou expressar, emocionalmente, o belo; seja por mimetismo, seja por criatividade;<\/li>\n<li>\u25e6dom pelo qual o artista representa, imita, cria e recria o belo.\n<ol>\n<li>\u25a0\u00caxodo  31:6b-11 &#8211; &#8230;e dei habilidade a todos os homens h\u00e1beis, para que me  fa\u00e7am tudo o que tenho ordenado: a tenda da congrega\u00e7\u00e3o, e a arca do  Testemunho, &#8230; eles far\u00e3o tudo segundo tenho ordenado.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>\u2022Inef\u00e1vel (H)\n<ol>\n<li>\u25e6Indiz\u00edvel, indescrit\u00edvel; que n\u00e3o se pode nomear ou descrever em raz\u00e3o de sua natureza, for\u00e7a, beleza;<\/li>\n<li>\u25e6que causa imenso prazer; inebriante, delicioso, encantador.<\/li>\n<li>\u25e6Delicioso (H)\n<ol>\n<li>\u25a0Que permite frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica;<\/li>\n<li>\u25a0que encanta por sua beleza.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>O coment\u00e1rio inicial que apresento \u00e0s defini\u00e7\u00f5es acima \u00e9 que existe uma  estreita interliga\u00e7\u00e3o entre esses termos. Eles se re\u00fanem no jardim do  cora\u00e7\u00e3o humano. Ao perceber o bem em sua forma extrema, esse cora\u00e7\u00e3o o  decodifica como sublime (que Houaiss define como \u201csuperlativamente belo, esteticamente perfeito\u201d).  Da\u00ed fazer o dicion\u00e1rio a liga\u00e7\u00e3o entre o sagrado e o sublime. E o texto  b\u00edblico chama a Deus de \u201co sublime\u201d e estende o significado tamb\u00e9m ao  seu Filho. Mas o sublime, muitas vezes \u00e9 inef\u00e1vel.  Ou seja, indescrit\u00edvel, em sua for\u00e7a e beleza. Ent\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o humano  se extravasa em gratid\u00e3o, louvor e adora\u00e7\u00e3o. E o faz por meio da arte. E  percebe que tudo \u00e9 delicioso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>3. A vida crist\u00e3 na igreja,  cheia do Esp\u00edrito, \u00e9 fortemente alimentada por manifesta\u00e7\u00f5es singelas e  espont\u00e2neas de arte, que harmoniza a adora\u00e7\u00e3o, o belo e a vida  comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em Ef 5:18-20,  Paulo conclui suas recomenda\u00e7\u00f5es sobre a viv\u00eancia comunit\u00e1ria da nova  sociedade que Cristo inaugurou com a recomenda\u00e7\u00e3o de que nos enchamos do  Esp\u00edrito. E adianta o resultado: \u201cfalando entre v\u00f3s com salmos,  entoando e louvando de cora\u00e7\u00e3o ao Senhor com hinos e c\u00e2nticos  espirituais, dando sempre gra\u00e7as por tudo a nosso Deus e Pai&#8230;\u201d<\/p>\n<p>O Ap\u00f3stolo est\u00e1  propondo um modo de vida comunit\u00e1rio a ser vivido cotidianamente,  permanentemente \u2014 a vida normal da igreja. E esse modo de vida envolve  (ou consiste em):<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6falar uns com os outros com salmos;<\/li>\n<li>\u25e6entoar, louvar de cora\u00e7\u00e3o ao Senhor;<\/li>\n<li>\u25e6hinos e c\u00e2nticos espirituais,<\/li>\n<li>\u25e6com a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as por tudo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Paulo insere nas rela\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas o belo, o emocional, o cora\u00e7\u00e3o,  a gratid\u00e3o, como elementos normais, saud\u00e1veis, necess\u00e1rios \u00e0 sa\u00fade  espiritual da igreja. Como que a dizer que essa dimens\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o  favorece a sa\u00fade da igreja; como que a dizer que a arte, em todas as  suas formas, \u00e9 elemento importante na vida espiritual da igreja de seus  membros.<\/li>\n<\/ol>\n<p>4. Quando a palavra de Deus  nos exorta, instrui, admoesta ou consola, por meio da igreja, esse  processo \u00e9 ungido de boas emo\u00e7\u00f5es (oriundas da gratid\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o), que  se materializam em express\u00f5es art\u00edsticas, tais como louvor a Deus:  salmos, hinos e c\u00e2nticos espirituais.<\/p>\n<p>Paulo se det\u00e9m a equilibrar o intelecto, a raz\u00e3o e as emo\u00e7\u00f5es, que se expressar\u00e3o esteticamente.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6Habite,  ricamente, em v\u00f3s a palavra de Cristo; instru\u00ed-vos e aconselhai-vos  mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e  c\u00e2nticos espirituais, com gratid\u00e3o, em vosso cora\u00e7\u00e3o (Cl 3:16).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Desta vez, ele explicita a necessidade do aprendizado, do conselho e da sabedoria, associados \u00e0 gratid\u00e3o, a cujo reino pertencem o louvor que acontece no cora\u00e7\u00e3o; ou seja, a adora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O que h\u00e1 de comum entre as passagens de Ef\u00e9sios, anteriormente citada, e de Colossenses? Minha resposta seria:<\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0\u00a0 o cora\u00e7\u00e3o como sede do genu\u00edno, da adora\u00e7\u00e3o (\u201cde cora\u00e7\u00e3o\u201d);<\/p>\n<p>2.\u00a0\u00a0\u00a0 arte, como componente da viv\u00eancia da espiritualidade;<\/p>\n<p>3.\u00a0\u00a0\u00a0 louvor e gratid\u00e3o, como elementos complementares, insepar\u00e1veis;<\/p>\n<p>4.\u00a0\u00a0\u00a0 a associa\u00e7\u00e3o entre vida relacional e arte (salmos, entoando, hinos e c\u00e2nticos espirituais);<\/p>\n<p>5.\u00a0\u00a0\u00a0 a indissociabilidade  entre a proximidade do Sublime, a gratid\u00e3o (harmonia afetiva com o  Criador) e a express\u00e3o emocional (adora\u00e7\u00e3o, louvor, arte).<\/p>\n<p>5. S\u00f3 um cora\u00e7\u00e3o grato  adora a Deus com inteireza; em caso de indiferen\u00e7a, ressentimento ou  culpa, o louvor pode perdurar por algum tempo, mas termina por  reduzir-se a louvor vazio de conte\u00fado.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com um cora\u00e7\u00e3o grato a Deus; emocionalmente harmonizado com o que ele \u00e9 e faz:<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6Porquanto,  tendo conhecimento de Deus, n\u00e3o o glorificaram como Deus, nem lhe deram  gra\u00e7as; antes, se tornaram nulos em seus pr\u00f3prios racioc\u00ednios,  obscurecendo-se-lhes o cora\u00e7\u00e3o insensato. Inculcando-se por s\u00e1bios,  tornaram-se loucos e mudaram a gl\u00f3ria do Deus incorrupt\u00edvel em  semelhan\u00e7a da imagem de homem corrupt\u00edvel, bem como de aves, quadr\u00fapedes  e r\u00e9pteis (Rm 1:21-23).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>A harmonia leva \u00e0 adora\u00e7\u00e3o, ainda no \u00e2mbito do cora\u00e7\u00e3o:\n<ol>\n<li>\u25e6Ouve,  Israel, o Senhor, nosso Deus, \u00e9 o \u00fanico Senhor. Amar\u00e1s, pois, o Senhor,  teu Deus, de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, de toda a tua alma e de toda a tua  for\u00e7a. Estas palavras que, hoje, te ordeno estar\u00e3o no teu cora\u00e7\u00e3o (Dt  6:4-6).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Surge, ent\u00e3o, o louvor, seu ve\u00edculo, sua manifesta\u00e7\u00e3o. A arte, ent\u00e3o,  se manifesta, como representa\u00e7\u00e3o externa do sublime. Se, no entanto, a  harmonia desaparece, se o ressentimento surge, ent\u00e3o, a adora\u00e7\u00e3o se  esclerosa.\n<ol>\n<li>\u25e6Com  isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. E orou ao Senhor e  disse: Ah! Senhor! N\u00e3o foi isso o que eu disse, estando ainda na minha  terra? Por isso, me adiantei, fugindo para T\u00e1rsis, pois sabia que \u00e9s  Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em  benignidade, e que te arrependes do mal. Pe\u00e7o-te, pois, \u00f3 Senhor,  tira-me a vida, porque melhor me \u00e9 morrer do que viver. E disse o  Senhor: \u00c9 razo\u00e1vel essa tua ira?<\/li>\n<li>\u25e6Ent\u00e3o,  perguntou Deus a Jonas: \u00c9 razo\u00e1vel essa tua ira por causa da planta?  Ele respondeu: \u00c9 razo\u00e1vel a minha ira at\u00e9 \u00e0 morte (Jn 4:9).<\/li>\n<li>\u25e6Este povo honra-me com os l\u00e1bios, mas o seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de mim (Mt 15:8).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>6. Por que Deus nos pro\u00edbe de adorar \u00eddolos, mas n\u00e3o usa a palavra louvor?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Porque o louvor j\u00e1 \u00e9 exterioriza\u00e7\u00e3o. O perigo (que contamina o homem) est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6N\u00e3o  as adorar\u00e1s, nem lhes dar\u00e1s culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus,  Deus zeloso, que visito a iniq\u00fcidade dos pais nos filhos at\u00e9 \u00e0 terceira e  quarta gera\u00e7\u00e3o daqueles que me aborrecem (Ex 20:5).<\/li>\n<li>\u25e6Filho  meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os  ouvidos. &#8230; Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o cora\u00e7\u00e3o, porque  dele procedem as fontes da vida (Pv 4:20-23).<\/li>\n<li>\u25e6Mas o que sai da boca vem do cora\u00e7\u00e3o, e \u00e9 isso que contamina o homem (Mt 15:18).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Gostaria de come\u00e7ar a \u201cpassar a r\u00e9gua\u201d nesses pensamentos,  traduzindo-os em \u201craz\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o\u201d. E come\u00e7o perguntando: qual \u00e9 a  raz\u00e3o que um cora\u00e7\u00e3o tem para adorar? Minha resposta seria a gratid\u00e3o,  termo que englobaria todos os sentimentos que nos harmonizam com o  Criador: amor, admira\u00e7\u00e3o, respeito, venera\u00e7\u00e3o, temor etc., provenientes  de uma \u201cconcord\u00e2ncia\u201d \u00edntima e sem reservas com tudo o que ele \u00e9 e faz  (apesar da dor). Usei, anteriormente, as palavras \u201charmonia\u201d,  \u201charmoniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Nesse mesmo  diapas\u00e3o, a raz\u00e3o para n\u00e3o adorar seria o ressentimento, que englobaria  todos os sentimentos que nos desarmonizam com o Criador: indiferen\u00e7a,  amargura, inconformismo, revolta, \u00f3dio, medo etc. Ocorre-me o elemento  neutro, a indiferen\u00e7a, que tamb\u00e9m pode ser encaixada no \u201cn\u00e3o lhe deram  gra\u00e7as\u201d, porque tamb\u00e9m s\u00e3o indesculp\u00e1veis.<\/p>\n<p>Dessa forma, a adora\u00e7\u00e3o flui emocionalmente, no cora\u00e7\u00e3o, e o louvor lhe d\u00e1 raz\u00e3o, sentido e express\u00e3o.<\/p>\n<p>7. \u201cEntrar no quarto\u201d \u00e9  mergulhar na dimens\u00e3o sublime do sagrado, onde o inef\u00e1vel se apresenta  ao cora\u00e7\u00e3o. Ali, as experi\u00eancias da express\u00e3o, da oferta e da  transforma\u00e7\u00e3o ser\u00e3o vivenciadas.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6Mateus  6:6 &#8211; Tu, por\u00e9m, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta,  orar\u00e1s a teu Pai, que est\u00e1 em secreto; e teu Pai, que v\u00ea em secreto, te  recompensar\u00e1.<\/li>\n<li>\u25e6Jo\u00e3o  4:23 &#8211; Mas vem a hora e j\u00e1 chegou, em que os verdadeiros adoradores  adorar\u00e3o o Pai em esp\u00edrito e em verdade; porque s\u00e3o estes que o Pai  procura para seus adoradores.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Quando Jesus nos recomenda a \u201centrar no quarto\u201d, est\u00e1 nos ensinando o  caminho para a experi\u00eancia do sublime: o belo poss\u00edvel na experi\u00eancia da  percep\u00e7\u00e3o e express\u00e3o emocionais. O quarto \u00e9 lugar de experi\u00eancias  profundas e duradouras. Eu diria estruturadoras da vida. E essas  experi\u00eancias, que defino como sendo express\u00e3o, oferta e transforma\u00e7\u00e3o, em outro texto[1],  h\u00e3o de se constituir em mat\u00e9ria-prima da vida espiritual do crist\u00e3o.  Por conseguinte, trar\u00e3o seus componentes de adora\u00e7\u00e3o. Fecha-se, assim, o  c\u00edrculo com nosso tema, pois sabemos que a adora\u00e7\u00e3o \u00e9 em muito, uma  experi\u00eancia est\u00e9tica, pois \u00e9 conv\u00edvio com o Sublime e extravasamento do  inef\u00e1vel.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A express\u00e3o  \u00e9 o processo pelo qual transformamos em consci\u00eancia fatos, percep\u00e7\u00f5es,  sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos etc, da nossa vida. Ao transformar em palavras e  imagens nossas experi\u00eancias cotidianas, apropriamo-nos delas. E, no  quarto, o processo se reveste da dimens\u00e3o do sagrado, da presen\u00e7a de  Deus.<\/p>\n<p>A oferta \u00e9 o momento em que nos posicionamos a respeito. \u00c9 o momento do &#8220;eu&#8221; se apresentar. E a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o que decorre desse momento na presen\u00e7a de Deus. \u00c9 a dimens\u00e3o do milagre. Resumo tudo em um \u00fanico verso b\u00edblico.<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>\u25e6Buscar-me-eis  e me achareis quando me buscardes de todo o vosso cora\u00e7\u00e3o. Serei achado  de v\u00f3s, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de  todas as na\u00e7\u00f5es e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o  Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o ex\u00edlio  (Jr 29:13-14).<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<li>Conclus\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<p>Concluo reapresentando minha tese inicial, agora com uma reda\u00e7\u00e3o devocional.<\/p>\n<p>Aprouve ao  Criador que o cora\u00e7\u00e3o humano fosse capaz de traduzir o bem em belo e,  assim, pudesse ador\u00e1-lo tamb\u00e9m por meio da arte. Por isso, quando  entramos no quarto para apresentar-lhe nossos cora\u00e7\u00f5es, em louvor e  a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as, colocamo-nos na imin\u00eancia de vivenciar a experi\u00eancia  mais emocionante que um filho da Ad\u00e3o pode suportar: a percep\u00e7\u00e3o da  presen\u00e7a inef\u00e1vel e amorosa do Sublime. Nesse momento,  compreensivelmente, nosso c\u00e1lice transborda.<\/p>\n<p>[1] Ver meu livro: Louvor, Adora\u00e7\u00e3o e Liturgia, Vi\u00e7osa, Ultimato.<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" id=\"generic-picture-attributes\" src=\"http:\/\/www.amorese.com.br\/Blog\/Entradas\/2010\/6\/19_Arte_e_Adoracao__Em_busca_das_razoes_do_coracao_files\/ArteAdorar.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante do convite para falar aos irm\u00e3os da Fraternidade Teol\u00f3gica  Latino-americana (FTL-BR), que realizava consulta nacional sobre o tema  \u201cteologia e arte\u201d, pensei em fazer uma esp\u00e9cie de anatomia de minha incipiente experi\u00eancia pessoal, na seara da arte e adora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPensando em  fazer uma reflex\u00e3o pessoal, evitei os livros. Com isso, corro o [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[116],"tags":[],"class_list":["post-178","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=178"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":180,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178\/revisions\/180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}