{"id":1699,"date":"2018-09-24T16:11:03","date_gmt":"2018-09-24T19:11:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=1699"},"modified":"2018-09-24T16:11:03","modified_gmt":"2018-09-24T19:11:03","slug":"lectio-divina-lectio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2018\/09\/24\/lectio-divina-lectio\/","title":{"rendered":"Lectio Divina &#8211; Lectio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Atendendo ao pedido de um irm\u00e3o, preparei quatro textos sobre o tema da<br \/>\n<strong><em>Lectio Divina<\/em><\/strong>: <em>lectio, meditatio, oratio\u00a0<\/em>e <em>contemplatio<\/em>.<br \/>\nS\u00e3o textos pequenos, destinados a provocar a conversa<br \/>\nentre os participantes de um grupo de estudos. Apresento-os, a seguir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/Lectio-Divina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1701 aligncenter\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/Lectio-Divina-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"419\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/Lectio-Divina-300x200.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/Lectio-Divina.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 419px) 100vw, 419px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A leitura b\u00edblica n\u00e3o \u00e9 uma leitura comum. Esta afirma\u00e7\u00e3o se deve ao fato de que, ao nos acercarmos do texto b\u00edblico, levamos para ele muito de n\u00f3s, seja em termos de pr\u00e9-concep\u00e7\u00f5es sobre o fen\u00f4meno que essa rela\u00e7\u00e3o estabelece, seja sobre a forma de proceder a leitura em si. Explico, a seguir.<\/p>\n<p>A leitura b\u00edblica, quando feita como se l\u00eassemos um romance, um livro de hist\u00f3ria ou um livro de hist\u00f3rias, terminar\u00e1 por nos fornecer informa\u00e7\u00f5es dessa mesma natureza. Ou seja, embora haja uma grande riqueza no que ela pode nos trazer, nada nos acrescenta naquilo que poder\u00edamos chamar de &#8220;divino&#8221;. Assim, se nos acercamos do texto b\u00edblico com esse tipo de curiosidade, teremos muito da nossa expectativa satisfeita apenas nesse \u00e2mbito. Teremos lido mais um livro. Um grande e complexo livro.<\/p>\n<p>Se &#8220;o que de n\u00f3s&#8221; levamos para essa leitura \u00e9 curiosidade quanto ao mist\u00e9rio eventualmente nela oculto, estabeleceremos uma atividade mental de \u00edndole &#8220;perceptiva&#8221;, ou investigativa, quanto ao oculto, a c\u00f3digos eventualmente existentes, a palavras secretas, a fatos e ocorr\u00eancias sobrenaturais. E a B\u00edblia, certamente, nos saciar\u00e1 dessas coisas, ao nos mostrar cenas de anjos, dem\u00f4nios, gigantes, refer\u00eancias incompreens\u00edveis, an\u00e1temas, profecias, c\u00f3digos e coisas assim. E ainda poder\u00e1 nos provocar com express\u00f5es tais como: &#8220;quem tem ouvidos, ou\u00e7a&#8221;, e &#8220;aquele que tem entendimento decifre&#8221;.<\/p>\n<p>Assim ser\u00e1 para abordagens geneal\u00f3gicas, geogr\u00e1ficas, arqueol\u00f3gicas, m\u00edsticas, culturais, esot\u00e9ricas etc. Sim, a B\u00edblia pode nos ensinar muito sobre essas coisas.<\/p>\n<p>J\u00e1 nossas pr\u00e9-concep\u00e7\u00f5es sobre o fen\u00f4meno que ocorre no momento em que nos debru\u00e7amos sobre o texto b\u00edblico tamb\u00e9m podem afetar nossa leitura. Se entendemos, por exemplo, que o texto tem &#8220;o poder&#8221;, em si, de nos comunicar &#8220;o que ele cont\u00e9m&#8221; (uma forma de entender a palavra &#8220;revela\u00e7\u00e3o&#8221;), pode ocorrer que ele funcione como aquela caixinha de promessas, em que o verso b\u00edblico, no modelo hor\u00f3scopo, nos traz informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 aqui insuspeitas ou ocultas. Ou como o livro m\u00e1gico encontrado numa pir\u00e2mide que, ao ser aberto, libera seu conte\u00fado hologr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Ocorre que, muitas vezes, isso que levamos para a leitura b\u00edblica nos \u00e9 inconsciente. Como, ent\u00e3o, saber que nos aproximamos dela da forma correta? Acho que esse problema faz parte de n\u00f3s, da nossa psicologia, da nossa personalidade. Entretanto, proponho um caminho em que ele se torne menor, talvez at\u00e9 inofensivo, de modo que a leitura b\u00edblica alcance os efeitos desejados. E a primeira coisa a fazer \u00e9 definir que efeitos desejados s\u00e3o esses.<\/p>\n<p>O que devemos desejar, ao nos debru\u00e7ar sobre as escrituras? Que Deus nos fale pessoalmente. Que nos fale de si mesmo, tendo em vista a nossas rela\u00e7\u00f5es com ele mesmo e com nosso pr\u00f3ximo. Uma t\u00edpica &#8220;DR&#8221;. De tal modo que a leitura devocional seja tamb\u00e9m uma leitura da minha vida. Devemos, inclusive, iniciar nossa leitura debaixo dessa ora\u00e7\u00e3o: &#8220;Senhor, fale comigo&#8221;. Nesse momento, todos aqueles processos anteriormente comentados poder\u00e3o ser utilizados por ele para produzir em nossos cora\u00e7\u00f5es aquela consci\u00eancia que ele deseja nos trazer, pelo &#8220;ouvir&#8221; a sua Palavra.<\/p>\n<p>Uma grande diferen\u00e7a entre a leitura comum e a <em>lectio divina<\/em>\u00e9 que, crendo que &#8220;Deus nos fala por meio da sua Palavra&#8221;, podemos <em>assumir a postura de quem ouve<\/em>; decidir que ali, naquela passagem, pode surgir o momento em que, por meio do Esp\u00edrito Santo, ouvirei a voz de Deus, falando para mim, para o meu cora\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o para outrem), as coisas que, em mim, trar\u00e3o vida nova, renova\u00e7\u00e3o. Seja por meio de exorta\u00e7\u00e3o, repreens\u00e3o, consolo, confirma\u00e7\u00e3o, aprova\u00e7\u00e3o ou demonstra\u00e7\u00e3o de amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que devemos desejar, ao nos debru\u00e7ar sobre as escrituras? Que Deus nos fale pessoalmente.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[116],"tags":[5444,35378,26193,35379,35377,4794],"class_list":["post-1699","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-deus","tag-divina","tag-escrituras","tag-fala","tag-lectio","tag-silencio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1699"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1704,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1699\/revisions\/1704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1699"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1699"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1699"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}