{"id":163,"date":"2010-06-19T13:50:17","date_gmt":"2010-06-19T13:50:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=163"},"modified":"2010-08-26T13:53:09","modified_gmt":"2010-08-26T13:53:09","slug":"executivas-solitarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2010\/06\/19\/executivas-solitarias\/","title":{"rendered":"Executivas solit\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ExecSolitarias2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-164\" title=\"ExecSolitarias2\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ExecSolitarias2.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ExecSolitarias2.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2010\/08\/ExecSolitarias2-112x150.jpg 112w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Em sua edi\u00e7\u00e3o de julho de 2006, a revista Valor Econ\u00f4mico Online  publicou o artigo \u201cVida afetiva versus profissional: \u00e9 diferente para a  mulher?\u201d, assinado por Bet\u00e2nia Tanure, da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral. Nesse  artigo, a professora comenta sua pesquisa sobre \u201cas felicidades e  infelicidades dos executivos\u201d, detendo-se sobre o universo das rela\u00e7\u00f5es  afetivas das mulheres executivas.<\/p>\n<p>Uma das revela\u00e7\u00f5es dessa  pesquisa \u201c\u00e9 que os homens encontram dificuldades em aceitar mulheres  \u2018poderosas\u2019, que n\u00e3o dependam deles\u201d. Outra \u00e9 que \u201ca executiva tem de  enfrentar mais barreiras do que seu colega para encetar uma parceria  amorosa est\u00e1vel ou manter um relacionamento\u201d. Os dados mostram que \u201ch\u00e1  quase tr\u00eas vezes mais mulheres solit\u00e1rias do que homens na mesma  situa\u00e7\u00e3o. Entre as pesquisadas, 36% estavam separadas, solteiras ou  vi\u00favas, enquanto a propor\u00e7\u00e3o de homens sozinhos era de apenas 13%.  Muitas dessas executivas confessaram-se insatisfeitas por n\u00e3o encontrar  parceiros est\u00e1veis, especialmente aquelas que sentem a press\u00e3o do  rel\u00f3gio biol\u00f3gico. Algumas mulheres que j\u00e1 passaram da fase  convencionalmente reservada \u00e0 maternidade hoje lamentam a op\u00e7\u00e3o feita.  Essa cruel escolha n\u00e3o tem o mesmo efeito nos homens. Entre eles o peso  da idade \u00e9 menor no que diz respeito \u00e0 paternidade\u201d.<\/p>\n<p>As  executivas casadas s\u00e3o quase un\u00e2nimes em dizer que a necessidade de dar  aten\u00e7\u00e3o aos filhos acaba por prejudicar suas rela\u00e7\u00f5es com os maridos,  que se sentem preteridos. Mais que isso, elas dizem que os homens n\u00e3o  gostam de dividir igualitariamente as responsabilidades dom\u00e9sticas,  mesmo quando a maior fatia da renda familiar venha delas. Ao mesmo  tempo, um n\u00famero expressivo dessas executivas provedoras submete-se  totalmente \u00e0s decis\u00f5es dos maridos na elabora\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento dom\u00e9stico.  Tanure comenta que os depoimentos dessas \u201cam\u00e9lias modernas\u201d revelam que  o preconceito est\u00e1 muito arraigado nas pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p>O  paradoxo revelado pela pesquisa \u00e9 que \u201capesar da solid\u00e3o e dos  tormentos, a grande maioria das executivas continua apostando na  carreira. Elas sentem prazer no que fazem e obt\u00eam sucesso ao encarar os  desafios empresariais\u201d.<\/p>\n<p>O coment\u00e1rio final da articulista, diante  do paradoxo, \u00e9 triste: \u201cEssas mulheres atingiram a felicidade de ser  mais livres, mais capazes de escrever seus pr\u00f3prios destinos, mais donas  das suas decis\u00f5es. Ao mesmo tempo, entretanto, encontram s\u00e9rias  dificuldades quando tentam exercer essa liberdade nas rela\u00e7\u00f5es  afetivas\u201d.<\/p>\n<p>Confesso que, ao deparar com essa dif\u00edcil realidade  vivida pelas mulheres executivas, tenho a tend\u00eancia de disfar\u00e7ar meu  preconceito em miseric\u00f3rdia e sugerir a elas que voltem para casa \u2014 e  sejam felizes. Mas sei que essa \u201cnova mulher\u201d veio para ficar. Ent\u00e3o,  que fazer?<\/p>\n<p>A resposta que encontro \u00e9 o resgate do ensino de Ef 5,  21-32, trazendo-o para este cen\u00e1rio moderno. Sim, como seria a vida  dessas executivas solit\u00e1rias se, ao voltar do trabalho, encontrassem em  casa maridos empenhados em amar suas mulheres \u201ccomo tamb\u00e9m Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela\u201d (Ef 5, 25)? S\u00f3 saberemos se tentarmos \u2014 em ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua edi\u00e7\u00e3o de julho de 2006, a revista Valor Econ\u00f4mico Online  publicou o artigo \u201cVida afetiva versus profissional: \u00e9 diferente para a  mulher?\u201d, assinado por Bet\u00e2nia Tanure, da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral. 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