{"id":1326,"date":"2013-11-16T11:01:56","date_gmt":"2013-11-16T14:01:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=1326"},"modified":"2013-11-16T11:05:17","modified_gmt":"2013-11-16T14:05:17","slug":"eu-vejo-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2013\/11\/16\/eu-vejo-voce\/","title":{"rendered":"Eu Vejo Voc\u00ea"},"content":{"rendered":"<p><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><em><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2013\/11\/avatar-19401.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1332\" alt=\"avatar-1940\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2013\/11\/avatar-19401-300x187.jpg\" width=\"300\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2013\/11\/avatar-19401-300x187.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2013\/11\/avatar-19401-150x93.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/files\/2013\/11\/avatar-19401.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/em><\/em><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><em>I see you<\/em><\/span><\/strong>\u00a0\u2014 essa \u00e9 a sauda\u00e7\u00e3o usada pelos Na\u2019Vi, no filme Avatar. Virou uma esp\u00e9cie de bord\u00e3o popular. E me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/em><\/p>\n<p>Creio que o diretor do filme, James Cameron, quis inserir, numa simples sauda\u00e7\u00e3o, algo que representasse uma necessidade geral, um anelo existencial de qualquer pessoa que estivesse sentado no cinema; admitisse ela ou n\u00e3o. O resultado seria mais um elemento de conex\u00e3o entre a hist\u00f3ria e aquele que a ouve, ou assiste.<\/p>\n<p>Hoje em dia \u00e9 comum falar-se sobre o car\u00e1ter epid\u00eamico do transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH). A crian\u00e7a se mostra desatenta, hiperativa, impulsiva, impaciente etc. Pesquisas recentes revelam que esse transtorno chega \u00e0 vida adulta com for\u00e7a suficiente para \u201ctranstornar\u201d a vida social, acad\u00eamica e profissional de uma pessoa.<\/p>\n<p>\u00c9 curioso que Cameron tenha apontado, de modo quase impercept\u00edvel, outro lado dessa moeda. A express\u00e3o \u201cEu vejo voc\u00ea\u201d me parece denunciar outro tipo de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o: aquele decorrente\u00a0<em>da falta de aten\u00e7\u00e3o recebida<\/em>.<\/p>\n<p>Certamente, somos sensibilizados por essa sauda\u00e7\u00e3o, quando ela atinge, l\u00e1 dentro da alma, um anelo secreto: o de ser visto. Eventualmente, nem nos damos conta do fato de que ansiamos por aten\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma sede da alma, que a faz suspirar, sem que saibamos por qu\u00ea. Talvez ela suspire por amor e significado. Talvez ela anele ouvir: \u201ctu \u00e9s meu filho amado, em quem tenho prazer\u201d.<\/p>\n<p>Suponho que o lado mais importante do TDAH esteja nas suas causas. Dentre tantas apontadas, sugiro uma que n\u00e3o encontrei na literatura: o d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o dos pais. N\u00e3o, n\u00e3o me refiro ao fator gen\u00e9tico; esse \u00e9 muito documentado. Penso na aten\u00e7\u00e3o que dispensamos aos nossos filhos; fonte de sa\u00fade mental, f\u00edsica e espiritual. Mat\u00e9ria para miss\u00e3o e sacerd\u00f3cio.<\/p>\n<p>A revista Veja de 21\/5\/2011 traz, em sua se\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, mat\u00e9ria com o seguinte t\u00edtulo:\u00a0<em>D\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos.<\/em>\u00a0\u00c9 interessante notar que n\u00e3o se encontra, em todo o artigo, qualquer refer\u00eancia \u00e0 correria da vida; \u00e0s carreiras profissionais dos pais; a mortes, div\u00f3rcios e separa\u00e7\u00f5es; aos orfanatos e internatos etc. A raz\u00e3o \u00e9 simples: est\u00e1-se falando dos transtornos da crian\u00e7a, mas n\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Proponho, ent\u00e3o, uma nova linha de pesquisa a pais, pedagogos, neurologistas e psic\u00f3logos. Para os crist\u00e3os, em particular: o TDAF: \u201ctranstorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o familiar\u201d, onde se buscariam sinais, sintomas, causas e solu\u00e7\u00f5es para a falta de aten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias sobre as crian\u00e7as. Posso prever que algum sacrif\u00edcio (que eu chamaria de \u201cservi\u00e7o\u201d) seria requerido, no cap\u00edtulo das solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Imagino que, como resultado, a igreja encontraria junto \u00e0s crian\u00e7as um renovado espa\u00e7o de ministra\u00e7\u00e3o e evangeliza\u00e7\u00e3o. A mudan\u00e7a seria, em muitos casos, t\u00e3o sutil quanto o \u201cnestes \u00faltimos tempos\u201d de Hb 1: em lugar de mensagens enviadas \u00e0 dist\u00e2ncia (f\u00edsica e afetiva), surgiriam novas ideias sobre como se comunicar com esse p\u00fablico t\u00e3o importante; ideias que adviriam de uma renovada<em>\u00a0proximidade<\/em>, entendido o gesto divino da encarna\u00e7\u00e3o (Hb 1: 1-3).<\/p>\n<p>Poder\u00edamos, ent\u00e3o, apesar de tanta demanda por nossa aten\u00e7\u00e3o, saudar nossos filhos, dizendo a cada um, individualmente e em nome de Jesus:\u00a0<em>eu vejo voc\u00ea<\/em>.<\/p>\n<p>__________________________<\/p>\n<p>Publicado originalmente na revista <em>O Evangelista de Crian\u00e7as<\/em>, da <a title=\"APEC\" href=\"http:\/\/apecbr.com\/home\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=132&amp;Itemid=116\">Alian\u00e7a Pr\u00f3 Evangeliza\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as<\/a> &#8211; APEC, n\u00ba 230.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poder\u00edamos, ent\u00e3o, apesar de tanta demanda por nossa aten\u00e7\u00e3o, saudar nossos filhos, dizendo a cada um, individualmente e em nome de Jesus: &#8220;eu vejo voc\u00ea&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":1328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[116],"tags":[],"class_list":["post-1326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1326"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1333,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1326\/revisions\/1333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}