{"id":1219,"date":"2013-01-25T08:38:39","date_gmt":"2013-01-25T11:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/?p=1219"},"modified":"2013-02-06T10:13:04","modified_gmt":"2013-02-06T13:13:04","slug":"a-reconciliacao-e-o-misterio-do-perdao-triangular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/amorese\/2013\/01\/25\/a-reconciliacao-e-o-misterio-do-perdao-triangular\/","title":{"rendered":"A Reconcilia\u00e7\u00e3o e o Mist\u00e9rio do Perd\u00e3o Triangular"},"content":{"rendered":"<p>O ap\u00f3stolo Paulo nos informa que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e que nos deu o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o, fazendo-nos seus auxiliares nessa miss\u00e3o gigantesca (2Co 5.18-20).<\/p>\n<p>Em que consiste essa comiss\u00e3o? Como cumpri-la, se nem sequer compreendemos seus mecanismos?<\/p>\n<p>Pensei em puxar o fio da meada investigando o mist\u00e9rio da gra\u00e7a de Deus, mas achei a tarefa dif\u00edcil demais. Optei, ent\u00e3o, por partir das nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias, com o aux\u00edlio da Palavra.<\/p>\n<p>Eis uma li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, de Jesus: \u201cDeixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irm\u00e3o; e, ent\u00e3o, voltando, faze a tua oferta\u201d (Mt 5.24).<\/p>\n<p>Sempre reverente diante do mist\u00e9rio, gostaria de extrair tr\u00eas li\u00e7\u00f5es dos dois textos b\u00edblicos mencionados. E depois refletir sobre elas.<\/p>\n<p>A primeira li\u00e7\u00e3o \u00e9 que Deus se envolve com as brigas de seus filhos. A tal ponto que toda ira, separa\u00e7\u00e3o ou ruptura assumem uma dimens\u00e3o triangular: eu, meu irm\u00e3o (ou inimigo) e Deus. \u201cQuer me agradar? Ent\u00e3o v\u00e1 e se acerte com seu irm\u00e3o; ent\u00e3o volte e me ofere\u00e7a esse gesto. E isso me ser\u00e1 agrad\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 que tanto o \u201cdevedor\u201d quanto o \u201ccredor\u201d est\u00e3o envolvidos nesse tri\u00e2ngulo, sem que o comportamento de um seja condi\u00e7\u00e3o para o do outro. A um Deus diz: \u201cDeixa no altar a tua oferta e vai procurar teu irm\u00e3o\u201d; a outro diz: \u201cSe teu irm\u00e3o te procurar, arrependido&#8230; perdoa\u201d. Mais ainda: \u201cSe teu inimigo tiver fome, d\u00e1-lhe de comer&#8230; aben\u00e7oa\u201d.<\/p>\n<p>E a terceira li\u00e7\u00e3o \u00e9: quando Jesus me diz para deixar no altar minha oferta e procurar meu irm\u00e3o, n\u00e3o esclarece se vou na condi\u00e7\u00e3o de \u201cdevedor\u201d ou de \u201ccredor\u201d. Se eu me lembrar que ofendi meu irm\u00e3o, devo procur\u00e1-lo para pedir-lhe perd\u00e3o; mas o que fa\u00e7o se me considero \u201ccredor\u201d? Devo procur\u00e1-lo, mesmo assim? Nesse momento, me vem \u00e0 mente nosso exemplo maior. N\u00e3o foi isso que Deus, em Cristo, fez? (Fl 2.7). Na encarna\u00e7\u00e3o, o ofendido nasceu, como crian\u00e7a, entre seus ofensores. E seu minist\u00e9rio entre n\u00f3s envolveu o bater \u00e0s portas&#8230;<\/p>\n<p>Por\u00e9m &#8212; dir\u00e1 voc\u00ea &#8211;, e se aquele a quem ofendi nem me receber? Ou se meu ofensor me disser que nada me deve? E se eu achar que n\u00e3o devo nada ao irm\u00e3o que me procura dizendo que o ofendi?<\/p>\n<p>Sugiro que, neste momento, alcemos voo da fria mec\u00e2nica do perd\u00e3o para a dimens\u00e3o da gra\u00e7a e do poder de Deus. Aqui, a triangula\u00e7\u00e3o se torna essencial. E a resposta que encontro a essas perguntas \u00e9 uma s\u00f3: ora\u00e7\u00e3o. Passo a orar pelo irm\u00e3o a quem ofendi, ou pelo irm\u00e3o que me ofendeu, ou mesmo pelo irm\u00e3o que diz que eu o ofendi. Oro para aben\u00e7oar. Passo a orar insistentemente, inclusive por mim mesmo, pedindo que Deus me d\u00ea condi\u00e7\u00f5es de prosseguir.<\/p>\n<p>Primeiro, pe\u00e7o o bem; em seguida, desejo o bem; e, finalmente, disponho-me a ser agente ou canal desse bem. Eis uma progress\u00e3o emocional misteriosa. A princ\u00edpio, cheia de impossibilidades. Contudo, prossigo em obediente ora\u00e7\u00e3o. Se meu irm\u00e3o n\u00e3o me perdoa, vou a Deus e oro por ele; se meu inimigo n\u00e3o me recebe, diante de Deus lhe ofere\u00e7o \u201cperd\u00e3o liminar\u201d (perd\u00e3o a quem n\u00e3o o pediu). O resultado de tudo isso \u00e9 o tri\u00e2ngulo funcionando; e o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o em curso.<\/p>\n<p>\u201cMas nada mudou! Eu orei tanto&#8230;\u201d &#8212; algu\u00e9m poderia dizer.<\/p>\n<p>Nada mesmo? Observe melhor seu cora\u00e7\u00e3o. E veja o que Deus j\u00e1 fez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto foi publicado na <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/338\/a-reconciliacao-e-o-misterio-do-perdao-triangular\" target=\"_blank\">Revista Ultimato<\/a>\u00a0n\u00ba 338.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ap\u00f3stolo Paulo nos informa que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e que nos deu o minist\u00e9rio da reconcilia\u00e7\u00e3o, fazendo-nos seus auxiliares nessa miss\u00e3o gigantesca (2Co 5.18-20).<br \/>\nEm que consiste essa comiss\u00e3o? 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