Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade,  a humildade e o domínio próprio. — Gálatas 5.22-23 (NTLH)

Recentemente fiz um estudo sobre o fruto do Espírito de Gálatas 5. Não esperava grandes surprezas, pois é uma passagem bastante batida. Entretanto, a observação do fruto ser singular e não plural (“fruto” e não “frutos”) em Gálatas 5 enquanto os dons do Espírito (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-11) serem plural começou a me intrigar. A observação habitual se segue: a palavra “dons” está no plural porque nem todo cristão possue todos os dons. Eles pertencem na sua totalidade ao corpo de Cristo todo, a igreja, enquanto o “fruto” do Espírito deve se manifestar, sim, em todos os discípulos de Cristo. Até então, tudo bem Sem novidades… Continue lendo →

Recemente recebi diversos comentários a respeito de uma publicação anterior: “10 nomes de Deus e 18 de Jesus“. O nome próprio mesmo (todos os outros mencionados em referida publicação são ou nomes genêricos ou títulos), geralmente representado sem as vogais como YHWH ou YHVH, é o que dá mais confusão e causa mais polêmica. Por isto, resolvi publicar abaixo parte da introdução que escrevi para A Torá Bilingue, uma publicação da Abba Press de 2010. Um vídeo sobre os recursos da Torá Bilingue se encontra aqui:

E o texto reproduzido se segue… Continue lendo →

Não canso de dizer que a Bíblia Missionária de Estudo (BME) não é uma Bíblia de Estudo para missionários — pelo menos, não exclusivamente. Em vez de objetivar o ministério em terras alheias — por sinal, esperamos que sirva para estimular e dar recursos aos missionários –, é a própria Bíblia em si que entendemos como “missionária”. O simples fato da existência da Bíblia é o maior indício que Deus queira comunicar-se conosco e, ao ler o que está escrito, nela sobressai um plano, um objetivo para o povo que ele chamou e para o mundo que criou. É isso que entendemos de “missão” (eis o título). Por isso, o público da BME são todos aqueles que fazem parte desta missão da divulgação das boas-novas — enfim, todo o povo de Deus.

Por causa desta abrangência maior, a gestão da BME, de certo modo, pertence a todos nós que ouvimos a voz de Deus por meio desta Sua Palavra e nos engajamos em uma missão, mesmo uma missão com diversas incumbências específicas de acordo com o chamado e os dons de cada um. No meu caso, eu me lembro de ter ouvido a pregação simples do meu avô aos 5 anos sobre o papel da fé na vida e ter crido. Naquela tarde, em meu quarto, me lembro de ter entregue a vida a Cristo e iniciado uma vida de oração. Mas tarde, na época da faculdade e por meio da leitura e estudo da Bíblia, eu entendi que ser discípulo de Jesus significava assumir a missão de Deus para a minha vida. Eu ainda não sabia como isto iria se traduzir em termos de carreira profissional, mas no meu caso desconfiava de uma vocação como missionário em outro país. Quatro ou cinco anos depois, aos 25 anos de idade, eu já estava no Brasil e recebi da minha denominação a designação de “evangelista urbano”, que significava plantar igrejas nas cidades do interior do Centro-Oeste do Brasil. Eu fiz isso nos meus primeiros seis anos no Brasil, porém, desde o início com a consciência que a igreja brasileira, grosso modo, sabia melhor evangelizar e plantar igrejas que os meus conterrâneos. Diante desta observação, eu e minha esposa Marta (que conheci no meu primeiro dia no Brasil!), começamos a orar durante aqueles anos para que Deus nos usasse no preparo de brasileiros para o ministério transcultural. Enquanto isto, eu comecei a estudar missiologia (a “ciência” de missões) com o objetivo de me tornar professor. Foi nesta época que a minha atenção voltou-se para o conceito de missão na Bíblia. Este foi assunto da minha tese de mestrado e eventual doutorado. Sem saber, e em retrospectiva, acredito que Deus estava me preparando para a produção da BME.

A minha visão de “missões”, então, foi se voltando cada vez mais para suas bases bíblicas. Quando eu tinha oportunidade de falar sobre missões, falava quase sempre sobre suas bases bíblicas. Foi isso que aconteceu em 1983, quando o Rev. Elben César me convidou para pregar na conferência missionária da Igreja Presbiteriana de Viçosa (MG). Dei três palestras sobre as bases bíblicas de missões que se tornaram, por sua vez, três artigos na revista Ultimato. Depois recebemos o convite para morar em Viçosa e dar início ao Centro Evangélico de Missões. Aqueles estudos e, eventualmente as teses e pesquisas de mestrado e doutorado, transformaram-se ao longo dos 30 anos seguintes em centenas de palestras e sete livros que destacam a missão de Deus por meio da Palavra de Deus.

Com tanta ênfase nesta dimensão missionária da Bíblia durante o meu ministério, alguém poderia imaginar que a produção de uma Bíblia Missionária seria algo inevitável, mas não foi. Deus havia dado a visão desta produção para outra pessoa que eu conhecia quando ele era jovem e participou de uma Conferência Missionária na Assembleia de Deus em Jundiaí onde eu havia pregado. Jamierson conta que esta visão veio em 2001. Nos anos seguintes, ele consultava algumas pessoas sobre o projeto, que mesmo assim não decolou. Em 2007, ele me telefonou, se reapresentou, e me perguntou o que achava da ideia. Por um lado, eu o máximo, mas por outro, certa estranheza. “Por que nunca pensamos nisto antes?”. Assim, então, em 2007, o projeto começou concretamente e, em 2011, passou a ser um projeto abraçado entusiasmadamente pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Prontamente, coloquei-me a trabalhar nos seis meses posteriores, escrevendo notas para os primeiros oito livros da Bíblia, de Gênesis a Rute. Diante da grandeza do projeto, percebi a necessidade de montarmos uma equipe maior de autores de notas, reflexões temáticas e apêndices. Conseguimos uma boa e diversificada equipe de cerca de 50 pessoas, de boa reputação e que sabiam fazer a leitura “missionária” da Bíblia. Pessoas como: Bárbara Burns, Carlos Queiroz, Edison Queiroz, Elben César, Hernandes Dias Lopes, Ronaldo Lidório, Russell Shedd, Samuel Escobar, Silas Tostes e Valdir Steuernagel.

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Finalmente no seu quarto estudo, o tema do Chris Wright foi “Obedecendo ao mandato de Deus” com base em Mateus 28.16-20. Deixou esta passagem por último justamente porque se encontra no final do Evangelho como o clímax de tudo que o precedeu. A passagem é a seguinte…

Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Enfatizou que a passagem começa falando da autoridade de Cristo derivada e sobre todas as coisas: os céus e a terra, semelhante a postura de Paulo em Efésios 1.9-10 e Colossenses 1.16-17… Continue lendo →

No seu terceiro estudo, o tema do Wright foi “Espalhando o nome de Deus”. Citou 1 Reis 8.22-30, 41-43, 56-61…

Pôs-se Salomão diante do altar do Senhor, na presença de toda a congregação de Israel; e estendeu as mãos para os céus e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus como tu, em cima nos céus nem embaixo na terra, como tu que guardas a aliança e a misericórdia a teus servos que de todo o coração andam diante de ti; que cumpriste para com teu servo Davi, meu pai, o que lhe prometeste; pessoalmente o disseste e pelo teu poder o cumpriste, como hoje se vê. Agora, pois, ó Senhor, Deus de Israel, faze a teu servo Davi, meu pai, o que lhe declaraste, dizendo: Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos guardem o seu caminho, para andarem diante de mim como tu andaste. Agora também, ó Deus de Israel, cumpra- se a tua palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai.

Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei. Atenta, pois, para a oração de teu servo e para a sua súplica, ó Senhor, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que faz, hoje, o teu servo diante de ti. Para que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar, do qual disseste: O meu nome estará ali; para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar. Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no céu, lugar da tua habitação; ouve e perdoa. –vv. 22-30

Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido), e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome. – vv. 41-43

Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que prometera; nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo. O Senhor, nosso Deus, seja conosco, assim como foi com nossos pais; não nos desampare e não nos deixe; a fim de que a si incline o nosso coração, para andarmos em todos os seus caminhos e guardarmos os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, que ordenou a nossos pais. Que estas minhas palavras, com que supliquei perante o Senhor, estejam presentes, diante do Senhor, nosso Deus, de dia e de noite, para que faça ele justiça ao seu servo e ao seu povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o Senhor é Deus e que não há outro. Seja perfeito o vosso coração para com o Senhor, nosso Deus, para andardes nos seus estatutos e guardardes os seus mandamentos, como hoje o fazeis. – vv. 56-61

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O segundo estudo se intitulou “Chamando o povo de Deus” e se baseou em Êxodo 19.1-6:

No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte. Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.

Nesta passagem, conforme Chris Wright, Deus aponta em três direções: para o passado (graça), para o futuro (visão), e para o presente (obediência). Continue lendo →

10479353_1005491492811107_432276755984324978_oUm dos destaques do Sétimo Congresso Brasileiro de Missões, realizado nesta semana em Águas de Lindóia, era a participação do britânico, Chris Wright, para trazer as reflexões bíblicas. Foram quatro as reflexões, com em Gênesis 18.1-21; Êxodo 19.1-6; 1 Reis 8.22-30, 41-43, 56-61; e Mateus 28.16-20, um total de cerca de quatro horas de estudo.

Aqui queremos apenas resumir cada um dos quatro estudos para aqueles que não estavam. Quem sabe aqueles que estavam presentes e queiram acrescentar algum outro destaque, podem fazê-lo por meio dos comentários a este post. Continue lendo →