Na última reflexão consideramos uma “primeira” fase da vocação de Paulo. Coloco a palavra “primeira” entre aspas porque é a primeira fase que conseguimos reparar nos seus escritos e não necessariamente a primeira de fato. Agora queremos considerar uma segunda fase…

Fase da salvação avaliada: de melhor que todos para ser escolhido

Não sabemos quanto tempo demorou, mas cerca de 15 a 18 anos depois da sua conversão, no ano 48 d.C, encontramos Paulo não mais silenciado e pasmado pela sua conversão. Ele já havia passado para uma nova fase, a fase da conversão avaliada. Veja como Paulo entendia, 15 a 18 anos depois, a sua conversão, especialmente o que ele era antes de conhecer Cristo. Continue lendo →

Tendemos a ter uma visão bem estática da nossa vocação “geral”, a vocação de nos assemelharmos a Cristo. Tendemos a pensar, ou pelo menos agir, como se a conversão ocorre de uma só vez e de maneira quase total, a ideia da transformação de vil pecador em santo discípulo de Jesus. Certamente este é o nosso alvo, mas a Bíblia fala do desenvolvimento da nossa salvação, ou podemos pensar igualmente na nossa vocação nestes termos (Filipenses 2.12), o que os teólogos chamam de “santificação”, algo que tendemos a separar da conversão, bem contrário da passagem de Paulo citada. Um famoso biblista sueco, Krister Stendahl, chamou atenção para esta mania em 1963 na sua reflexão, “O apóstolo Paulo e a consciência introspectiva do Ocidente”, hoje parte do seu livro, Paul among Jews and Gentiles (1976, em português: “Paulo entre judeus e gentios”). Ele reparou que o Ocidente deriva seu paradigma de conversão do encontro de Saulo/Paulo com Jesus no caminho para Damasco, a ideia sendo que ele a conversão veio como um relâmpago que derrubou Paulo do seu cavalo (não há cavalo no relato bíblico) e ele foi transformado uma vez para sempre. Esta visão não é o que lemos nas Escrituras, nem tampouco dos escritos de Paulo e nem tampouco do exemplo de Paulo. As suas cartas demonstram desenvolvimento da sua vocação/salvação. As passagens chaves são: Atos 8.1-3; 9.1-6; 22.3-21; 26.11-18; Gálatas 1.13-24; 1 Coríntios 9.1; 15.9; Filipenses 3.6; 1 Timóteo 1.12-17. Vejamos… Continue lendo →

Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar.  De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados.  Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas.  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa. — Atos 2.1-4 (NTLH)

Estes versículos iniciam a segunda divisão do Livro de Atos (2.1–8.4) que inclui, por sua vez, um apelo para todo Israel (2.1–3.26) e a vida e perseguições dos primeiros cristãos em Jerusalém (4.1–8.4). Este início relata a vinda do Espírito Santo em poder que foi antecipada pelas promessas feitas em Lucas 24.49 e Atos 1.4-5 e em cumprimento às promessas de Deus para os três pilares do judaísmo: Abraão, Moisés e Davi, sendo estes os mais notórios dos patriarcas, dos juízes e dos reis. Vejamos como este cumprimento se due em relação a cada um destes pilares. Continue lendo →

 — Portanto, precisamos escolher outro homem para pertencer ao nosso grupo e ser testemunha junto conosco da ressurreição do Senhor Jesus. Deve ser um daqueles que nos acompanharam durante o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, desde que foi batizado por João até o dia em que foi levado para o céu.
E foram apresentados dois homens:José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias.  Em seguida oraram, dizendo:
— Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra agora qual dos dois escolheste  para trabalhar conosco como apóstolo, pois Judas abandonou este trabalho e foi para o lugar que ele merecia.
Depois fizeram um sorteio para escolher um dos dois. O nome sorteado foi o de Matias, que se juntou ao grupo dos onze apóstolos. — Atos 1.21-26

Atos 1.15-26 conta a liderança de Pedro, em uma reunião de cento e vinte discípulos, para completar o grupo de apóstolos. O grupo havia sido reduzido para onze por causa da traição e morte de Judas e agora era necessário substitui-lo e completar o grupo dos doze. Mas por que era tão importante que o grupo de apóstolos fosse doze? Por que não poderia ficar em onze? Por que não esperar a vinda do apóstolo Paulo para completar os doze? Continue lendo →

Fiquei animado de ver o lançamento pelas Sociedades Bíblicas Unidas do aplicativo para smartphone, Bíblia Plus, uma ampliação a nível global do aplicativo lançado pela Sociedade Bíblica do Brasil, A Minha Bíblia. Além de oferecer gratuitamente versões da Bíblia em diversas idiomas, também oferece por um preço bem acessível diversas Bíblias de Estudo, inclusive a Bíblia Missionária de Estudo. O novo aplicativo vai disponibilizar a Bíblia em mais que 200 línguas. Veja o video abaixo e a reportagem que reproduzo na íntegra:

Bíblia Plus: o App que disponibilizará a Bíblia
em idiomas de mais de 200 países
Com lançamento global pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), o aplicativo
multilíngue chega para intensificar a disseminação das Sagradas Escrituras e
conquistar, especialmente, as novas gerações.

Neste mês de maio, as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) estão promovendo o lançamento global do Biblia Plus, o aplicativo que, efetivamente, coloca a tecnologia digital como suporte para levar a Palavra de Deus a todos os povos. O projeto das SBU – aliança da qual a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) faz parte e que reúne 146 Sociedades Bíblicas no mundo –, oferecerá as Escrituras em suas diferentes traduções, nos idiomas e grafias adotados em mais de 200 países, tudo em uma única plataforma, ao alcance de um smartphone ou tablet. As traduções bíblicas em diferentes línguas serão disponibilizadas em etapas. A expectativa é alcançar mais de 90 países entre 12 e 18 meses e a totalidade em no máximo três anos. Continue lendo →