Estudo Bíblico

Cheios do Espírito!

Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar.  De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados.  Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas.  Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa. — Atos 2.1-4 (NTLH)

Estes versículos iniciam a segunda divisão do Livro de Atos (2.1–8.4) que inclui, por sua vez, um apelo para todo Israel (2.1–3.26) e a vida e perseguições dos primeiros cristãos em Jerusalém (4.1–8.4). Este início relata a vinda do Espírito Santo em poder que foi antecipada pelas promessas feitas em Lucas 24.49 e Atos 1.4-5 e em cumprimento às promessas de Deus para os três pilares do judaísmo: Abraão, Moisés e Davi, sendo estes os mais notórios dos patriarcas, dos juízes e dos reis. Vejamos como este cumprimento se due em relação a cada um destes pilares. Mais >

Por que 12?

 — Portanto, precisamos escolher outro homem para pertencer ao nosso grupo e ser testemunha junto conosco da ressurreição do Senhor Jesus. Deve ser um daqueles que nos acompanharam durante o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, desde que foi batizado por João até o dia em que foi levado para o céu.
E foram apresentados dois homens:José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias.  Em seguida oraram, dizendo:
— Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra agora qual dos dois escolheste  para trabalhar conosco como apóstolo, pois Judas abandonou este trabalho e foi para o lugar que ele merecia.
Depois fizeram um sorteio para escolher um dos dois. O nome sorteado foi o de Matias, que se juntou ao grupo dos onze apóstolos. — Atos 1.21-26

Atos 1.15-26 conta a liderança de Pedro, em uma reunião de cento e vinte discípulos, para completar o grupo de apóstolos. O grupo havia sido reduzido para onze por causa da traição e morte de Judas e agora era necessário substitui-lo e completar o grupo dos doze. Mas por que era tão importante que o grupo de apóstolos fosse doze? Por que não poderia ficar em onze? Por que não esperar a vinda do apóstolo Paulo para completar os doze? Mais >

Onde está o céu?

No processo de estudar e ponderar alguma passagem bíblica costumo consultar alguns comentários. Favoreço especialmente N. T. Wright tanto pelo seu conhecimento técnico da língua e cultura antigas e a sua perspicácia teológica mais abrangente quanto pela sua facilidade de comunicação. Normalmente procuro sintetizar as suas ideias com as contribuições de outros para chegar às minhas, mas quando li o comentário de Wright sobre Atos 1.9-14 achei que valia à pena, especialmente pela sua explicação de “céus” e “terra”, simplesmente traduzir e passar adiante. O que se segue, portanto, é a minha tradução do seu comentário sobre a passagem unto com a minha tradução da tradução dele da passagem…

9Quando Jesus falou isto, ele foi elevado enquanto eles estavam olhando, e uma nuvem o encobriu da sua vista. 10Eles estavam olhando para o céu quando ele desapareceu. Então, bem aí, dois homens apareceram, vestidos de branco, em pé ao lado deles.

11“Galileus”, eles falaram, “por que vocês estão aqui olhando para o céu? Este Jesus, que foi levado de vocês para o céu, voltará do mesmo jeito que vocês o viram indo para o céu.”

12Então eles voltaram para Jerusalém do monte chamado Monte das Oliveiras, que era perto de Jerusalém, mais ou menos a distância você iria viajar num sábado. 13Eles então (“eles” aqui significa Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago o filho de Alfeu, Simão o nacionalista, e Judas o filho de Tiago) entraram na cidade e foram para a sala no andar superior onde estavam hospedados. 14Eles todos se dedicaram de todo o coração à oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e os seus irmãos.

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O que é da nossa conta

Um dia, quando estava com os apóstolos, Jesus deu esta ordem:

— Fiquem em Jerusalém e esperem até que o Pai lhes dê o que prometeu, conforme eu disse a vocês.   Pois, de fato, João batizou com água, mas daqui a poucos dias vocês serão batizados com o Espírito Santo.

Certa vez, os apóstolos estavam reunidos com Jesus. Então lhe perguntaram:

— É agora que o senhor vai devolver o Reino para o povo de Israel?

Jesus respondeu:

— Não cabe a vocês saber a ocasião ou o dia que o Pai marcou com a sua própria autoridade.   Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra. — Atos 1.4-8

Na última reflexão observamos que Lucas inicia o seu relato com o aparecimento de Jesus para os discípulos durante 40 dias, em que ele lhes ensinava sobre o projeto do governo de Deus. Fizemos a comparação deste tempo com os nossos congressos atuais. Coloquei a palavra “congresso” entre aspas de propósito pois obviamente não havia congresso algum, e sim, vários encontros. Antes de prosseguir com o nosso estudo de Atos, convém esclarecer a cronologia de eventos, pois lendo Atos na sequência do Evangelho de João, ou até mesmo como um segundo volume das obras de Lucas (o primeiro sendo o seu Evangelho), é fácil entender que os eventos de Atos simplesmente seguem os eventos dos Evangelhos. Mas não é exatamente assim. O início de Atos relata parte do final dos Evangelhos também, da seguinte forma: Mais >

O maior congresso!

Prezado Teófilo,

No primeiro livro que escrevi, contei tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo do seu trabalho  até o dia em que ele foi levado para o céu. Antes de ir para o céu, ele deu ordens, pelo poder do Espírito Santo, aos homens que ele havia escolhido como apóstolos.  Depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus.


Atos 1.1-3 (NTLH)

Há cinco anos escrevo pequenas reflexões bíblicas do estilo mais devocional. Primeiro, em 2010, usei como base a Carta aos Romanos. Depois, em 2011 escrevi sobre o Livro de Jó e nos anos 2012 até 2014, o Evangelho segundo Lucas. Achei que havia encerrado, mas alguns amigos tem me encorajado a continuar. Nos últimos meses tenho pensado sobre isto e resolvi dar continuidade aos estudos no Evangelho de Lucas com uma nova série de reflexões no Livro de Atos. Por que Atos? Parte da resposta é óbvia: o Livro de Atos é a continuação do Evangelho de Lucas. Lucas escreveu o seu Evangelho para relatar a história  de Jesus e sua significância, culminando com a promessa da vinda do Espírito Santo.  Escreveu Atos para relatar como esta promessa se cumpriu na vida da igreja. Mas há pelo menos mais dois motivos… Mais >

Nome de Deus

Recemente recebi diversos comentários a respeito de uma publicação anterior: “10 nomes de Deus e 18 de Jesus“. O nome próprio mesmo (todos os outros mencionados em referida publicação são ou nomes genêricos ou títulos), geralmente representado sem as vogais como YHWH ou YHVH, é o que dá mais confusão e causa mais polêmica. Por isto, resolvi publicar abaixo parte da introdução que escrevi para A Torá Bilingue, uma publicação da Abba Press de 2010. Um vídeo sobre os recursos da Torá Bilingue se encontra aqui:

E o texto reproduzido se segue… Mais >

No caminho para Emaús

Semana 77: Lucas 24.13-53

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús… — Lucas 24.13

A quem esta passagem se refere? Quem eram os dois discípulos? E por que “dois”? Eram dos 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10. E eram dois porque em Lucas 10, Jesus os enviou de dois em dois. Estavam cumprindo a ordem de envio por Jesus.

E qual era a reação destes dois discípulos diante do encontro com o estranho (Jesus) que achavam não saber nada a respeito dos últimos eventos tão importantes na vida da cidade de Jerusalém? Eles estavam atônitos, ignorantes até mesmo da presença de Jesus entre eles. E Jesus, por sua vez, foi paciente, ouvinte, e os acompanhava com interesse genuíno e intimidade. Mais >

O discipulado autêntico

Semana 76: Lucas 23.13-26

Aí toda a multidão começou a gritar:— Mate esse homem! Solte Barrabás para nós! Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por assassinato. Então Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez com a multidão. Mas eles gritavam mais ainda:— Crucifica! Crucifica! — Lucas 23.18-21

Estamos diante dos últimos dois cenários que Lucas relata antes da crucificação de Jesus. O clima não poderia ser mais pesado. O Evangelho inteiro caminha para este momento: Mais >