Devocional

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Não à ostentação…. Sim à cura

Infelizmente não vou poder participar da Consulta Teológica e Pastoral: Uma Chamada à Humildade, à Integridade e à Simplicidade nos dias 3 a 5 de abril (aliancaevangelica.org.br/consultateologica/). Mas nem por isto eu não queria dar o meu apoio ao evento. E para este fim, ofereço a seguinte reflexão…

Depois disso o Senhor escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir…. Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias. E não parem no caminho para cumprimentar ninguém…. Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: “O Reino de Deus chegou até vocês.” – Lucas 10.1, 4, 9 (NTLH) Mais >

Discipulado radical: como esperamos?

Semana 74: Lucas 21.5-6

Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse: — Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra. (21.5-6)

Na reflexão passada vimos que Jesus desafia os seus discípulos (estes ficam explícitos em Mateus) a respeito da urgência da hora em que uma nova época estava eclodindo. Quais as implicações? Primeiro, na última reflexão reparamos que devemos nos dispor a dar tudo pela causa, sem meio termos. E isto, seguindo o exemplo da viuva pobre que dava a última tostão.

Depois da passagem acerca da viuva pobre aparecem as palavras acima acerca do templo, o lugar sagrado de culto e sacrifício a Deus. Os judeus, como nós hoje, devem ter ficado orgulhosos do seu templo que Herodes havia, há pouco, reformado. Mesmo que não brilhava como nos dias de Salomão, era uma construção magnífica. E Jesus, como costuma fazer, espantou os seus ouvintes com as palavras acima. O templo será destruído? O lugar sagrado onde Deus próprio habitava? “Como isto é possível?” diziam os seguidores de Jesus. Afinal a destruição do templo é imaginável, sim. Já aconteceu antes. Mas é algo extraordinário e até mesmo cataclísmico. É coisa do “fim dos tempos”… Mais >

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Discipulado radical: quanto dou?

Semana 73: Lucas 21

Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, (v.1a)

e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:— Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver….

Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias…. (v.37)

O capítulo 21, como o capítulo 20 na reflexão anterior, deve ser lido de uma só vez. Os versículos 1 e 37, citados acima, deixam isto claro. São vários ensinos, mas todos dados enquanto Jesus estava no pátio do Templo.

Ele acabara de aconselhar o povo a tomar cuidado com o ensino dos mestres da Lei (20.46-47) que exploram as pessoas. Agora Jesus vai dar o seu ensino e isto, justamente em relação a urgência da hora. Vamos considerar o primeiro ensino: a respeito das nossas contribuições financeiras. A “lição” em si é bem clara: quem merece elogio não é quem dá “muito” (sempre um valor relativo à posição econômica da pessoa) mas quem dá tudo. Na versão do relato por Marcos, Jesus dirige este ensino especificamente aos seus discípulos (Mc 12.41-44). Logo aplica-se ao discipulado. E a lição é idêntica a outra lição dada acerca do jovem rico (Mt 19.16-22; Mc 10.17-22; Lc 18.18-23). Para seguir Jesus é necessário antes vender tudo e dar aos pobres. Duas observações: Mais >

A autoridade não se impõe

Semana 72: Lucas 20.1-47

Certo dia, Jesus estava no pátio do Templo ensinando o povo e anunciando o evangelho. Então chegaram ali alguns chefes dos sacerdotes e alguns mestres da Lei, junto com alguns líderes do povo, e perguntaram:— Diga para nós:com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade? Jesus respondeu:— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam: Quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas? – Lucas 20.1-4

Estavam apertando o cerco. Jesus já estava em Jerusalém e a oposição pelas lideranças religiosas estava crescendo  mesmo enquanto a popularidade de Jesus no meio do povo também estava crescendo. Quem já leu este ou outro Evangelho já sabe o que estava por vir. E esta oposição que levará à morte intensificava quando os líderes religiosos questionaram a autoridade de Jesus. É justamente este o assunto do capítulo 20: primeiro, por meio da pergunta destes líderes sobre a origem da autoridade de Jesus; segundo, pela parábola do lavradores maus que Jesus conta; terceiro, pela pergunta dos infiltrantes sobre os impostos; quarto, pela pergunta dos saduceus sobre a ressurreição; pela pergunta de Jesus sobre o messias davídico; e finalmente pela denúncia por Jesus dos líderes religiosos. Mais >

Para que serve a igreja?

Semana 71: Lucas 19.28-48

Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte:“A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões. — Lucas 19.46 (NTLH)

A passagem acima conta três incidentes consecutivos: a entrada de Jesus em Jerusalém em cima de um jumentinho, a sua vista de Jerusalém quando se aproximava e o seu choro consequente, e a sua expulsão dos vendedores do Templo. Os três incidentes precisam ser lidos em conjunto. Aliás, a história das dez moedas na passagem anterior (19.11-27) é também a história dos mesmo incidentes. E não devemos nos apressar em passar daquele Templo (singular e única) para os templos (plural) das nossas igrejas, que por sinal, são mais análogos às sinagogas do que propriamente ao Templo. Eventualmente uma analogia compete. Mas antes disto, vamos manter o enfoque na história. E para tanto, reparemos as reações dos envolvidos nesta história: do povo, dos líderes religiosos, e de Jesus… Mais >

A conversão do Zaqueu

Semana 70: Lucas 19.1-10

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:— Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa. Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:— Este homem foi se hospedar na casa de um pecador! Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:— Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais. Então Jesus disse:— Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

Jericó era uma das últimas paradas de Jesus na sua jornada para Jerusalém, onde ele sabia que destino lhe aguardava. Mais do que nunca era a hora de decisão. Quem estava com ele estava com ele. As pessoas precisavam decidir uma vez para todos qual seria o seu relacionamento com Jesus e isto significava primeiro o reconhecimento no seu interior de quem ele realmente era. Porque se era mesmo o messias, se era, como falava, o portador de salvação, a decisão era mais clara. Precisava ficar corpo e alma do lado dele. Mas a medida que Jesus se aproximava de Jerusalém esta decisão precisava ser tomada. E, às vezes, era tomada pelas pessoas que menos se esperava. A história do Zaqueu era um destes casos. A história é simples, simples, simples. Não exige nenhum esforço intelectual para entendê-la. Mas exige uma quantidade enorme de coragem e decisão para ouvir esta história no miolo do seu coração e agir de acordo.  Mais >

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Ver não depende só de olhos

Semana 69: Lucas 18.31-43

…Os discípulos não entenderam nada do que Jesus disse. O que essas palavras queriam dizer estava escondido deles, e eles não sabiam do que Jesus estava falando (v.34)…

..Senhor, eu quero ver de novo! — respondeu ele. Então Jesus disse:— Veja! Você está curado porque teve fé. No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus…(vv.41b-43a NTLH)

Em Lucas 18.31-43, doze discípulos, seguidores há três anos e íntimos de Jesus, mesmo com boa visão, não “enxergaram” o que Jesus estava dizendo. Por outro lado, um desconhecido de Jesus, mesmo cego, enxergou direitinho, e pela fé, foi curado. Vamos ver estes dois casos mais de perto… Mais >

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É Deus quem manda

Semana 68: Lucas 18.15-30

o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças… quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele (vv.16-17)

É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha (v.25)

aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna (vv.29-30)

Na última reflexão consideramos Lucas 18.15-30, porém de uma outra perspectiva, a perspectiva do tempo e do conteúdo do “reino de Deus” sendo já e aqui. Agora queremos o significado dos exemplos que Jesus levanta. O que tem a ver crianças, a entrega de riquezas, e a disposição de deixar parentes (as três referências acima)? Mais >