Devocional

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O maior congresso!

Prezado Teófilo,

No primeiro livro que escrevi, contei tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo do seu trabalho  até o dia em que ele foi levado para o céu. Antes de ir para o céu, ele deu ordens, pelo poder do Espírito Santo, aos homens que ele havia escolhido como apóstolos.  Depois da sua morte, Jesus apareceu a eles de muitas maneiras, durante quarenta dias, provando, sem deixar dúvida nenhuma, que estava vivo. Os apóstolos viram Jesus, e ele conversava com eles a respeito do Reino de Deus.


Atos 1.1-3 (NTLH)

Há cinco anos escrevo pequenas reflexões bíblicas do estilo mais devocional. Primeiro, em 2010, usei como base a Carta aos Romanos. Depois, em 2011 escrevi sobre o Livro de Jó e nos anos 2012 até 2014, o Evangelho segundo Lucas. Achei que havia encerrado, mas alguns amigos tem me encorajado a continuar. Nos últimos meses tenho pensado sobre isto e resolvi dar continuidade aos estudos no Evangelho de Lucas com uma nova série de reflexões no Livro de Atos. Por que Atos? Parte da resposta é óbvia: o Livro de Atos é a continuação do Evangelho de Lucas. Lucas escreveu o seu Evangelho para relatar a história  de Jesus e sua significância, culminando com a promessa da vinda do Espírito Santo.  Escreveu Atos para relatar como esta promessa se cumpriu na vida da igreja. Mas há pelo menos mais dois motivos… Mais >

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No caminho para Emaús

Semana 77: Lucas 24.13-53

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús… — Lucas 24.13

A quem esta passagem se refere? Quem eram os dois discípulos? E por que “dois”? Eram dos 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10. E eram dois porque em Lucas 10, Jesus os enviou de dois em dois. Estavam cumprindo a ordem de envio por Jesus.

E qual era a reação destes dois discípulos diante do encontro com o estranho (Jesus) que achavam não saber nada a respeito dos últimos eventos tão importantes na vida da cidade de Jerusalém? Eles estavam atônitos, ignorantes até mesmo da presença de Jesus entre eles. E Jesus, por sua vez, foi paciente, ouvinte, e os acompanhava com interesse genuíno e intimidade. Mais >

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O discipulado autêntico

Semana 76: Lucas 23.13-26

Aí toda a multidão começou a gritar:— Mate esse homem! Solte Barrabás para nós! Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por assassinato. Então Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez com a multidão. Mas eles gritavam mais ainda:— Crucifica! Crucifica! — Lucas 23.18-21

Estamos diante dos últimos dois cenários que Lucas relata antes da crucificação de Jesus. O clima não poderia ser mais pesado. O Evangelho inteiro caminha para este momento: Mais >

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Não à ostentação…. Sim à cura

Infelizmente não vou poder participar da Consulta Teológica e Pastoral: Uma Chamada à Humildade, à Integridade e à Simplicidade nos dias 3 a 5 de abril (aliancaevangelica.org.br/consultateologica/). Mas nem por isto eu não queria dar o meu apoio ao evento. E para este fim, ofereço a seguinte reflexão…

Depois disso o Senhor escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir…. Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias. E não parem no caminho para cumprimentar ninguém…. Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: “O Reino de Deus chegou até vocês.” – Lucas 10.1, 4, 9 (NTLH) Mais >

Discipulado radical: como esperamos?

Semana 74: Lucas 21.5-6

Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse: — Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra. (21.5-6)

Na reflexão passada vimos que Jesus desafia os seus discípulos (estes ficam explícitos em Mateus) a respeito da urgência da hora em que uma nova época estava eclodindo. Quais as implicações? Primeiro, na última reflexão reparamos que devemos nos dispor a dar tudo pela causa, sem meio termos. E isto, seguindo o exemplo da viuva pobre que dava a última tostão.

Depois da passagem acerca da viuva pobre aparecem as palavras acima acerca do templo, o lugar sagrado de culto e sacrifício a Deus. Os judeus, como nós hoje, devem ter ficado orgulhosos do seu templo que Herodes havia, há pouco, reformado. Mesmo que não brilhava como nos dias de Salomão, era uma construção magnífica. E Jesus, como costuma fazer, espantou os seus ouvintes com as palavras acima. O templo será destruído? O lugar sagrado onde Deus próprio habitava? “Como isto é possível?” diziam os seguidores de Jesus. Afinal a destruição do templo é imaginável, sim. Já aconteceu antes. Mas é algo extraordinário e até mesmo cataclísmico. É coisa do “fim dos tempos”… Mais >

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Discipulado radical: quanto dou?

Semana 73: Lucas 21

Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, (v.1a)

e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:— Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver….

Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias…. (v.37)

O capítulo 21, como o capítulo 20 na reflexão anterior, deve ser lido de uma só vez. Os versículos 1 e 37, citados acima, deixam isto claro. São vários ensinos, mas todos dados enquanto Jesus estava no pátio do Templo.

Ele acabara de aconselhar o povo a tomar cuidado com o ensino dos mestres da Lei (20.46-47) que exploram as pessoas. Agora Jesus vai dar o seu ensino e isto, justamente em relação a urgência da hora. Vamos considerar o primeiro ensino: a respeito das nossas contribuições financeiras. A “lição” em si é bem clara: quem merece elogio não é quem dá “muito” (sempre um valor relativo à posição econômica da pessoa) mas quem dá tudo. Na versão do relato por Marcos, Jesus dirige este ensino especificamente aos seus discípulos (Mc 12.41-44). Logo aplica-se ao discipulado. E a lição é idêntica a outra lição dada acerca do jovem rico (Mt 19.16-22; Mc 10.17-22; Lc 18.18-23). Para seguir Jesus é necessário antes vender tudo e dar aos pobres. Duas observações: Mais >

Para que serve a igreja?

Semana 71: Lucas 19.28-48

Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte:“A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões. — Lucas 19.46 (NTLH)

A passagem acima conta três incidentes consecutivos: a entrada de Jesus em Jerusalém em cima de um jumentinho, a sua vista de Jerusalém quando se aproximava e o seu choro consequente, e a sua expulsão dos vendedores do Templo. Os três incidentes precisam ser lidos em conjunto. Aliás, a história das dez moedas na passagem anterior (19.11-27) é também a história dos mesmo incidentes. E não devemos nos apressar em passar daquele Templo (singular e única) para os templos (plural) das nossas igrejas, que por sinal, são mais análogos às sinagogas do que propriamente ao Templo. Eventualmente uma analogia compete. Mas antes disto, vamos manter o enfoque na história. E para tanto, reparemos as reações dos envolvidos nesta história: do povo, dos líderes religiosos, e de Jesus… Mais >

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É Deus quem manda

Semana 68: Lucas 18.15-30

o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças… quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele (vv.16-17)

É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha (v.25)

aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna (vv.29-30)

Na última reflexão consideramos Lucas 18.15-30, porém de uma outra perspectiva, a perspectiva do tempo e do conteúdo do “reino de Deus” sendo já e aqui. Agora queremos o significado dos exemplos que Jesus levanta. O que tem a ver crianças, a entrega de riquezas, e a disposição de deixar parentes (as três referências acima)? Mais >