Timóteo Carriker

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Artigos por Timóteo Carriker

Segundo dia do 7 CBM

Começamos o segundo dia do Congresso ouvindo o britânico Chris Wright, teólogo e articulador da importante Declaração de Lausanne na Cidade do Cabo. Falou: “sem a coerência da vida cristã (retidão e justiça), a missão do povo de Deus é prejudicado”.

Agora está falando o Dr. Carlos Del Pino, nosso ex-aluno de mestrado e hoje coordenador do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana na Europa… contando neste exato momento sobre os desafios missionários no berço do protestantismo.

E apenas estamos começando o dia…

Primeiro dia do 7 CBM

Eu e Marta passamos um primeiro dia no Sétimo Congresso Brasileiro de Missões encontrando muitos amigos íntimos de longa data e fazendo outros novos. Música pelo Carlinhos Veiga e família foi inspiradora, como também os testemunhos de envio missionário e a própria mensagem pelo amigo Ronaldo Lidório. Marta e toda a equipe do CIM-Cuidado Integral de Missionários promoveram um chá para os missionários e se comoveu pelos seus testemunhos.

que bom início!

Bíblia Missionária de Estudo

Untitled

No caminho para Emaús

Semana 77: Lucas 24.13-53

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús… — Lucas 24.13

A quem esta passagem se refere? Quem eram os dois discípulos? E por que “dois”? Eram dos 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10. E eram dois porque em Lucas 10, Jesus os enviou de dois em dois. Estavam cumprindo a ordem de envio por Jesus.

E qual era a reação destes dois discípulos diante do encontro com o estranho (Jesus) que achavam não saber nada a respeito dos últimos eventos tão importantes na vida da cidade de Jerusalém? Eles estavam atônitos, ignorantes até mesmo da presença de Jesus entre eles. E Jesus, por sua vez, foi paciente, ouvinte, e os acompanhava com interesse genuíno e intimidade. Mais >

O discipulado autêntico

Semana 76: Lucas 23.13-26

Aí toda a multidão começou a gritar:— Mate esse homem! Solte Barrabás para nós! Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por assassinato. Então Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez com a multidão. Mas eles gritavam mais ainda:— Crucifica! Crucifica! — Lucas 23.18-21

Estamos diante dos últimos dois cenários que Lucas relata antes da crucificação de Jesus. O clima não poderia ser mais pesado. O Evangelho inteiro caminha para este momento: Mais >

A traição de Pedro (e nossa?)

Semana 75: Lucas 22

Jesus continuou: Simão, Simão, escute bem! Satanás já conseguiu licença para pôr vocês à prova. Ele vai peneirar vocês como o lavrador peneira o trigo a fim de separá-lo da palha. Mas eu tenho orado por você, Simão, para que não lhe falte fé. E, quando você voltar para mim, anime os seus irmãos. Então Pedro disse a Jesus: Estou pronto para ser preso e morrer com o senhor! Então Jesus afirmou: Eu digo a você, Pedro, que hoje, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece. (Lucas 22.31-34 NTLH)

Quando o leitor encontra um capítulo de 71 versículos dividido em 12 episódios (dependendo da edição da Bíblia que segue) só pode concluir que este capítulo precisa ser lido de vez. Ou seja, os episódios são conectados, pelo menos na cabeça dos editores antigos que acrescentaram a enumeração de capítulos à Bíblia até o século XIII e de versículos até meados do século XVI. Isto foi o caso do capítulo 21 e novamente é o caso do capítulo 22. Lendo os 12 episódios juntos, fica mais claro o significado de cada um. Nesta reflexão queremos focar a traição de Pedro, mas dentro do contexto dos outros episódios. Mais >

Abraão, o Pai de “Missões”

Mais uma prévia da Bíblia Missionária de Estudo que será lançada pela Sociedade Bíblica do Brasil por ocasião do Congresso Brasileiro de Missões em outubro deste ano. Segue-se uma curiosidade:

Então o que é que podemos dizer de Abraão, o antepassado de nossa raça? O que foi que ele conseguiu? Se foi por causa das coisas que ele fez que Deus o aceitou, então ele teria motivo para se orgulhar, mas não para se orgulhar diante de Deus. Pois o que é que as Escrituras Sagradas dizem? Elas dizem:“Abraão creu em Deus, e por isso Deus o aceitou.” Romanos 4.1-3

Paulo escolheu Abraão como o seu “estudo de caso”, por vários motivos. Primeiro, Abraão foi o primeiro de receber a incumbência de “abençoar todas as famílias da terra”, que para Paulo e a igreja primitiva significa que Abraão é o pai não só dos judeus, pela bênção prometida de Deus para os seus descendentes, mas também é pai de todos aqueles que põe a sua fé em Deus inclusive os não judeus. E porque a fé de Abraão precedia a lei, Paulo argumenta que os não judeus não precisam das “marcas” principais naquela época da lei como a observância da circuncisão, do sábado e das lei alimentícias.

Segundo, porque Abraão era o pai fundador de Israel (Isaías 51.1-2; Gênensis 12.1-3) e por isso serve de paradigma para todos os judeus. E Paulo sabia que nem sempre os judeus entenderam direito a história de Abraão. Os rabinos viam em Abraão o maior exemplo de retidão e justiça e o consideravam o “amigo” especial de Deus (2 Crônicas 20.7; Is 41.8; Tiago 2.23). Entenderam que Abraão mereceu este favor de Deus pela sua retidão durante a vida toda (Gênesis 15.6; compare Jubileu 23.10; 24.11; Siraque 44.20-21; 1 Macabeus 2.52), ou que Abraão era justo porque Deus havia escrito a Lei no seu coração antes (2 Baruque 57.2; Qumrã Documento da Comunidade 3.2-3; Mishná Kiddushin 4.14). Até citaram as Escrituras para dizer que Deus o abençoou porque obedeceu a Deus (Gênesis 22.15-18; 26.2-5), sem perceber que estes versos falam da obediência de Abraão depois da sua justificação (veja Tiago 2.17-21; Efésios 2.10). Paulo entendeu a importância de Abraão na auto identidade dos judeus e queria contar direito a sua história, o que nos leva ao terceiro motivo por que Paulo cita Abraão.

Paulo cita Abraão, em terceiro lugar, porque o plano de Deus de reverter o efeito do pecado na história da criação começou com o chamado de Abraão. E isto Deus fez prometendo abençoar Abraão e todos os seus descendentes (os judeus) e, por meio deles, abençoar todas as famílias da terra (gentios). Logo, a história de Abraão tem tudo a ver com a justificação de judeus e gentios que Paulo expõe nesta carta.

Em quarto lugar, ao contar a história de Abraão, Paulo ilustra a maneira como se deve ler as Escrituras, com os olhos da fé e não o esforço humano de ganhar favor de Deus, uma distinção que Paulo apresentou no capítulo 3. Paulo propõe um jeito de ler as Escrituras que está servindo bem até os dias de hoje:

  • lendo com grande abrangência (ao longo das Escrituras) e
  • procurando o cumprimento das promessas de Deus mais adiante (o que chamamos de “revelação progressiva”), acima de tudo, cumprimento na pessoa de Jesus Cristo.

Erramos muito hoje quando lemos e aplicamos textos, por exemplo do Antigo Testamento, sem este simples procedimento: perguntar como estas coisas se cumprem adiante, qual o seu “destino” no tempo de Jesus ou nos tempos de hoje ou mais adiante, e acima de tudo, perguntando se e como estas coisas são cumpridas ou não em Cristo Jesus.

E em quinto lugar e ligado ao motivo anterior, Paulo, ao citar Abraão e Davi, novamente quer demonstrar que a sua perspectiva não era novidade, e sim, simplesmente a perspectiva das Escrituras, lidas com os olhos da fé e devidamente arrazoadas.

 

As distâncias viajadas por Paulo

Mais uma prévia da Bíblia Missionária de Estudo que será lançada pela Sociedade Bíblica do Brasil por ocasião do Congresso Brasileiro de Missões em outubro deste ano. Segue-se uma curiosidade:

Local Via terra Via mar Subtotal
Arábia 300 km (12 dias) 300 km (12 dias)
Síria/Cilícia 1.800 km (70 dias) 1.800 km (70 dias)
Jerusalém 1.080 km (45 dias) 1.080 km (45 dias)
Galátia 1.440 km (60 dias) 980 km (10 dias) 2.420 km (70 dias)
Jerusalém 1.080 km (45 dias) 1.080 km (45 dias)
Macedônia/Acaia 3.110 km (125 dias) 2.060 km (20 dias) 5.170 km (145 dias)
Ásia 2.900 km (115 dias) 3.210 km (35 dias) 6.110 km (150 dias)
Espanha 1.000 km (40 dias) 1.800 km (15 dias) 2.800 km (55 dias)
Creta 120 km (5 dias) 1.300 km (14 dias) 1.420 km (19 dias)
Últimas viagens 900 km (35 dias) 1.700 km (17 dias) 2.570 km (52 dias)
Total 13.730 km (552 dias) 11.050 km (111 dias) 24.780 km (663 dias)

Fonte: Eckhard J. Schnabel. Paul the Missionary. Downers Grove: InterVarsity Press, 2008. p. 122.

 

Observações: Primeiro, as viagens de Paulo para Síria e Cilicia ocuparam 10 anos de sua vida e por isto, o cálculo de distância é baixo, pois certamente viajou mais durante este período. Segundo, uma viagem para a Espanha não é confirmada no Novo Testamento (veja a intenção da viagem em Rm 15.23-29) mas é fortemente sugerida pelo bispo Clemente em 95 d.C., e na tradição antiga. Paulo menciona a viagem para Creta na sua Carta a Tito e outras viagens nas suas outras cartas. Em comparação, Alexandre o Grande viajou cerca de 32.000 quilômetros, com toda a parafernália de líder mundial de Guerra e as regalias do maior governante de sua época.