Timóteo Carriker

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Artigos por Timóteo Carriker

O segundo convite

Semana 55: Lucas 14.15-24*

Um dos que estavam à mesa ouviu isso e disse para Jesus:

Felizes os que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!

Então Jesus lhe disse:

Certo homem convidou muita gente para uma festa que ia dar. Quando chegou a hora, mandou o seu empregado dizer aos convidados:

“Venham, que tudo já está pronto!”

Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse ao empregado:

“Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me desculpe.”

Outro disse:

“Comprei cinco juntas de bois e preciso ver se trabalham bem. Peço que me desculpe.”

E outro disse:

“Acabei de casar e por isso não posso ir.”

O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Ele ficou com muita raiva e disse:

“Vá depressa pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.”

Mais tarde o empregado disse:

“Patrão, já fiz o que o senhor mandou, mas ainda está sobrando lugar.”

Aí o patrão respondeu:

“Então vá pelas estradas e pelos caminhos e obrigue os que você encontrar ali a virem, a fim de que a minha casa fique cheia. Pois eu afirmo a vocês que nenhum dos que foram convidados provará o meu jantar!”

Na passagem que acabamos de ler, Jesus nos conta uma parábola onde uma pessoa importante deseja uma festa cheia de alegria e cheia de pessoas. Todos que conhecem a parábola sabem que ela se refere ao grande banquete de celebração do messias. Geralmente pensamos que isto se refere a um evento no fim dos tempos. E se refere a isto. Só que pouco se percebe que a festa já se iniciou e se for ler o conto com cuidado veremos que Jesus também se referia a algo que já se iniciou. A grande pergunta que permanece através de toda a parábola é: qual é a nossa parte nesta história e qual é o seu papel na festa? Ou, para a fazer a pergunta dum jeito que já se acostumaram a ouvir: quem é você nesta história? As parábolas quase sempre nos levam a fazer esta pergunta e a pergunta é séria: quem é você nesta história? Mais >

O grande e piedoso eu!?

Semana 54: Lucas 14.1-11

Num sábado, Jesus entrou na casa de certo líder fariseu para tomar uma refeição. E as pessoas que estavam ali olhavam para Jesus com muita atenção. Um homem, com as pernas e os braços inchados, chegou perto dele. E Jesus perguntou aos mestres da Lei e aos fariseus: — A nossa Lei permite curar no sábado ou não? Mas eles não responderam nada. Então Jesus pegou o homem, curou-o e o mandou embora. Aí disse: — Se um filho ou um boi de algum de vocês cair num poço, será que você não vai tirá-lo logo de lá, mesmo que isso aconteça num sábado? E eles não puderam responder. Certa vez Jesus estava reparando como os convidados escolhiam os melhores lugares à mesa. Então fez esta comparação: — Quando alguém convidá-lo para uma festa de casamento, não sente no melhor lugar. Porque pode ser que alguém mais importante tenha sido convidado. Então quem convidou você e o outro poderá dizer a você: “Dê esse lugar para este aqui.” Aí você ficará envergonhado e terá de sentar-se no último lugar. Pelo contrário, quando você for convidado, sente-se no último lugar. Assim quem o convidou vai dizer a você: “Meu amigo, venha sentar-se aqui num lugar melhor.” E isso será uma grande honra para você diante de todos os convidados. Porque quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.

No Evangelho de Lucas, há muitas refeições. Isto já nos diz algo sobre como poderemos conceber a vida cristã: algo do cotidiano, que todos fazem, algo que fazemos juntos, algo com uma dimensão de gostoso, nutritivo mas onde também pode haver atrito e disputa pela “melhor” parte. Tudo isto faz parte da caminhada da fé. E na passagem acima encontramos uma parábola (vv.7-11; ou “comparação”, dita em v.7) e como todas as parábolas tem significado além do óbvio. O “óbvio”, por sinal, já é uma boa “lição” de boa etiqueta: não se procura o melhor lugar para sentar quando chega a uma casa como convidado, mas deixa-se que o hospedeiro o honre, conforme queira. Mas há mais… Mais >

A tragédia de um incêndio

Semana 53: Lucas 13.31-35

Naquele momento alguns fariseus chegaram perto de Jesus e disseram: — Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo. Jesus respondeu: — Vão e digam para aquela raposa que eu mandei dizer o seguinte: “Hoje e amanhã eu estou expulsando demônios e curando pessoas e no terceiro dia terminarei o meu trabalho.” E Jesus continuou: — Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã; pois um profeta não deve ser morto fora de Jerusalém. — Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Agora a casa de vocês ficará completamente abandonada. Eu afirmo que vocês não me verão mais, até chegar o tempo em que dirão: “Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!”

Não aparece a palavra “fogo” ou “incêndio” nesta passagem mas a sua referência é clara na imagem da galinha. O comportamento da galinha diante de um incêndio é bem conhecido para quem foi criado no sítio ou na fazenda. Não é raro, depois de uma incêndio, achar uma galinha morta carbonizada e os pintinhos sãos e salvos debaixo das suas asas…

É impossível, até escandoloso, refletir sobre este texto sem se horrizar pelos fatos da segunda maior tragédia de incêndio na história do Brasil ocorrida anteontem à noite em Santa Maria. Fiquei espantado ao assistir as cenas naquela cidade onde eu e a minha esposa labutamos para estabelecer uma igreja entre 1982 e 1983. Profundo lamento e tristeza pelos pais e amigos das vítimas e indignação pelos reponsáveis, donos e autoridades civis, que permitiram de uma forma ou outra tamanho descaso.

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Exclusão

Semana 52: Lucas 13.22-30

Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando na sua viagem para Jerusalém. Alguém perguntou: — Senhor, são poucos os que vão ser salvos? Jesus respondeu: — Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão. — O dono da casa vai se levantar e fechar a porta. Então vocês ficarão do lado de fora, batendo na porta e dizendo: “Senhor, nos deixe entrar!” E ele responderá: “Não sei de onde são vocês.” Aí vocês dirão: “Nós comemos e bebemos com o senhor. O senhor ensinou na nossa cidade.” Mas ele responderá: “Não sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal.” Quando vocês virem Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus e vocês estiverem do lado de fora, então haverá choro e ranger de dentes de desespero. Muitos virão do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul e vão sentar-se à mesa no Reino de Deus. E os que agora são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

Que palavras duras! Falam do julgamento final e daqueles que serão incluídos no reino de Deus e daqueles que serão excluídos, São palavras duras tanto hoje e quanto nos dias de Jesus. Quem serão os incluídos e quem serão os excluídos? A passagem não os identifica com todas as letras, mas dá algumas boas pistas… Mais >

Pequenos inícios, grandes consequências

Semana 51: Lucas 13.18-21

Jesus disse: — Com o que o Reino de Deus é parecido? Que comparação posso usar? Ele é como uma semente de mostarda que um homem pega e planta na sua horta. A planta cresce e fica uma árvore, e os passarinhos fazem ninhos nos seus ramos. Jesus continuou: — Que comparação poderei usar para o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinha, até que ele se espalhe por toda a massa.

Quem não deseja “sucesso” na vida? Como cristãos, talvez não queiramos admitir nestes termos, mas de uma forma ou outra acredito que todas as pessoas querem ver resultado positivo dos seus esforços nesta vida. Se o investimento for no “reino de Deus”, seu retorno será garantido, pelo menos ao longo prazo. Pois mesmo um pequeno início—a sua participação—certamente surtirá grande efeito. Tanto a parábola do grão de mostardo quanto a parábola do fermento ensinam esta simples mas espantosa verdade. Mais >

Volte para Deus!

Semana 50: Lucas 13.6-9

Uma parábola: a figueira estéril

Então Jesus contou esta parábola: — Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.”

Versículo 6. Não há mudança de audiência da passagem anterior. Jesus estava falando com as mesmas pessoas. Sem nenhuma introdução, Jesus narra uma história sobre uma figueira plantada no meio duma vinha, uma prática comum em Israel (Jl 1.7, 12; Is 5.1-7; Rm 11.17ss). Em conjunto a vinha e a figueira são símbolos de paz (Mq 4.4; Zc 3.10). Também, em Oséias, a figueira, em suas primícias, é símbolo de Israel como um povo puro, inocente e responsável (9.10). Ao contrário, a figueira estéril é símbolo de Israel idólatra. Mais >

Nosso retorno a Deus

Semana 49: Lucas 13.1-5

Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: — Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.

Versículo 1: Um Massacre.

Em Lucas 12.54 sabemos que Jesus estava falando com o povo. Em 13.1 algumas das pessoas que estavam presentes chegam a Jesus para falar dos horrores cometidos por Pilatos, o rei dos judeus e fantoche do império romano na Palestina. Não sabemos quem eram as pessoas que relataram o incidente da torre. E não somos informados a respeito da sua intenção. Mas a resposta de Jesus nos indica que elas entendiam que aqueles galileus morreram em consequência de algum pecado. Mais >

Prioridades

Semana 48: Lucas 12.1-31

12.2-3 Tudo o que está coberto vai ser descoberto, e o que está escondido será conhecido. Assim tudo o que vocês disserem na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que disserem em segredo, dentro de um quarto fechado, será anunciado abertamente.

12.4-5, 7b Jesus continuou: — Eu afirmo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas depois não podem fazer mais nada. Vou mostrar a vocês de quem devem ter medo: tenham medo de Deus, que, depois de matar o corpo, tem poder para jogar a pessoa no inferno. Sim, repito: tenham medo de Deus….Não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos!

12.8-9 Jesus disse ainda: — Eu digo a vocês que, se alguém afirmar publicamente que é meu, então o Filho do Homem também afirmará, diante dos anjos de Deus, que essa pessoa é dele. Mas aquele que disser publicamente que não é meu, o Filho do Homem também dirá diante dos anjos de Deus que essa pessoa não é dele.

12.15 E continuou, dizendo a todos: — Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.

12.22 Então Jesus disse aos seus discípulos: — É por isso que eu digo a vocês: não se preocupem com a comida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir.

12.31 Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas.

Neste capítulo, como réplica para o tipo de espiritualidade que os fariseus e mestres da lei estavam provomendo, Jesus começou a delinear a sua proposta de espiritualidade. Ela não é nada fácil, mas estabelece um novo conceito de prioridades para a vida pública e privada. Só alguns exemplos desta proposta incluem: Mais >