Na última reflexão consideramos uma “primeira” fase da vocação de Paulo. Coloco a palavra “primeira” entre aspas porque é a primeira fase que conseguimos reparar nos seus escritos e não necessariamente a primeira de fato. Agora queremos considerar uma segunda fase…

Fase da salvação avaliada: de melhor que todos para ser escolhido

Não sabemos quanto tempo demorou, mas cerca de 15 a 18 anos depois da sua conversão, no ano 48 d.C, encontramos Paulo não mais silenciado e pasmado pela sua conversão. Ele já havia passado para uma nova fase, a fase da conversão avaliada. Veja como Paulo entendia, 15 a 18 anos depois, a sua conversão, especialmente o que ele era antes de conhecer Cristo.

Vocês ouviram falar de como eu costumava agir quando praticava a religião dos judeus. Sabem como eu perseguia sem dó nem piedade a Igreja de Deus e fazia tudo para destruí-la. Quando praticava essa religião, eu estava mais adiantado do que a maioria dos meus patrícios da minha idade e seguia com mais zelo do que eles as tradições dos meus antepassados. Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo. – Gálatas 1.13-15

Nesta segunda fase, Paulo avalia a sua herança, a sua formação anterior. Ele entendia que, quanto à religião, ele era muito bom, aliás melhor que os outros. Ele era uma pessoa muito zelosa e continua sendo. É verdade que ele colocar um “porém”, aliás, é um “porém” muito importante: “porém Deus, na sua graça, me escolheu…” Mas o que eu quero que vocês reparem é que este porém não alterou a sua avaliação que tinha sido um seguidor piedoso de Deus, mesmo que mal direcionado. Mais tarde, cerca de 5 a 7 anos depois, isto mudou. E assim, Paulo passou para uma terceira fase da sua salvação: a fase da sua salvação reconsiderada.