Arquivo de junho 2012

Usar de subterfúgios

Semana 26: Lucas 7.35

Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira. (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)
Mas a justiça da sabedoria de Deus foi confirmada por todos os seus filhos. (Sociedade Bíblica de Portugal)

Não é fácil traduzir este versículo. A segunda versão acima, pouco conhecida no Brasil, é melhor. Uma tradução bem ao pé da letra seria: “Mas a sabedoria é vindicada por todos os seus filhos”. Idéia estranha, não? Dá para entender a dificuldade de uma tradução clara. Mais >

Predispostos à bondade

Semana 25: Lucas 7. 31-35

E Jesus terminou, dizendo: — Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas? Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: “Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram!” João Batista jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: “Ele está dominado por um demônio.” O Filho do Homem come e bebe, e vocês dizem: “Vejam! Esse homem é comilão e beberrão; é amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama.” Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira.

É tão fácil julgar não com objetividade e perspicácia. Às vezes, mais que deveria ser, se julga com preconceito e a predisposição de destruir. Esta é a lição que vemos nos versículos acima: alguém, ou alguns, conseguem aplicar a mesma condenação para duas situações opostas. Obviamente estão faltando a elas objetividade e até mesmo coerência. Se não, como as duas situações contrárias poderiam gerar a mesma condenação? Mais >

Encorajem uns aos outros

Semana 24: Lucas 7.23-30

E felizes são as pessoas que não duvidam de mim! Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João: — O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento? O que foram ver? Um homem bem vestido? Ora, os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios! Então me digam: o que foram ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta. Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: “Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho.” — Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele. Os cobradores de impostos e todo o povo ouviram isso. Eles eram aqueles que haviam obedecido às ordens justas de Deus e tinham sido batizados por João. Mas os fariseus e os mestres da Lei não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano de Deus para eles.

Jesus eram tão radical que a igreja há séculos ainda está tentendo ouvi-lo melhor. A passagem acima começa onde terminamos na última reflexão: o desafio de confiar em Jesus. E depois, Jesus começa a elogiar João. A princípio, isto em si, talvez não pareça nada de mais. Mas eu gostaria de colocar este “elogio” de Jesus dentro de dois contextos: o dele e o nosso. Mais >

“Deus me disse”???

Semana 23: Lucas 7.17-23

[João] os enviou ao Senhor Jesus para perguntarem: “O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?” (v.19) … [Jesus] respondeu aos discípulos de João: — Voltem e contem a João o que vocês viram e ouviram. Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho. E felizes são as pessoas que não duvidam de mim! (vv.22-23)

Alguém duvida que João Batista era homem de Deus? A Bíblia não deixa dúvida. O seu nascimento, o seu ministério e as palavras de Jesus ao seu respeito confirmam: João é uma figura extraordinária, homem de fé e de ação. Por que, então, ele precisava perguntar se Jesus era “aquele que ia chegar?” Será que João não poderia discernir isto? Mais >

O defunto dava pena?

Semana 22: Lucas 7.11-16

Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele. Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela. Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: — Não chore. Então ele chegou mais perto e tocou no caixão. E os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse: — Moço, eu ordeno a você: levante-se! O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe. Todos ficaram com muito medo e louvavam a Deus, dizendo: — Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!

Este incidente, como o anterior a respeito da cura do empregado do oficial romano, faz muito mais que simplesmente ilustrar as grandes proezas de Jesus: curando os doentes, expulsando os demônios e até ressuscitando os mortes. Estas, sem dúvida eram espetaculares e muito contribuiram para a fama de Jesus. Mas lembra da nossa reflexão anterior, “o prelúdio da cura”? Naquela lição, a compaixão, a justiça e a humildade do oficial, demonstradas em relação ao seu empregado, ao povo judeu, e a Jesus, eram o prelúdio da sua cura.

Há uma linda passagem, Isaías 58.1-10, que diz a mesma coisa. Fala das condições da cura (libertação do exílio) de Israel. Vale a pena ler.

Queres cura? Queres plena salvação, do tipo que brilha como a luz do sol? Então, trates o seu próximo com justiça, compaixão e humildade.

Mas dava pena mesmo. Uma mulher da cultura palestina antiga sem marido e sem filho para apoiá-la estava numa situação extremamente precária (lembra da história da Rute e da Noemi). O dó que Jesus sentia talvez não tenha sido tanto pela perda do filho em si, mas pela condição que isto dava à viuva. E de compaixão profunda brotou cura extraordinária. Pense nisto…

De compaixão e justiça profundas brota cura profunda, até mesmo vida da morte.

Oração

Incrível é o Teu amor, ó Pai. Incomparável a Tua compaixão! Retíssima a Tua justiça! Inunde os nossos corpos e as nossas almas do Teu Espírito para que brote vida da morte. Em nome de Jesus, quem Tu ressuscitaste da morte. Amém.