Arquivo de abril 2012

Vinho novo ou velho?

Semana 16: Lucas 5.37-39

Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: “O vinho velho é melhor.” (NTLH)

Entendemos a primeira parte do ditado de Jesus acima, não é? Imaginamos que o “vinho novo” representa a fé interior, o mover do Espírito, um novo momento na vida da igreja e coisas semlhantes. E isto é uma aplicação razoável. Mas a passagem anterior (5.17-35) esclarece um pouco melhor. O que estava acontecendo? Jesus estava exercendo o seu ministério de modo poderoso, inovador e até mesmo irritante para os fariseus e mestres da Lei que vieram de longe para assisti-lo (v.17). Por exemplo, Jesus ousava declarar os pecados perdoados das pessoas que ele curava (vv.18-26), teve a coragem de se socializa com gente “ruim” para o estabelecimento religioso (vv.27-32). E talvez pior de tudo, parecia que ele estava sempre em clima de festa ao invés do habitual luto politicamente (leia religiosamente) “correto”. Sim, Jesus estava fazendo muito coisa de modo diferente e fazia de propósito. Mais >

A sós com Deus

Semana 15: Lucas 5.15-16

Mas as notícias a respeito de Jesus se espalhavam ainda mais, e muita gente vinha para ouvi-lo e para ser curada das suas doenças. Porém Jesus ia para lugares desertos e orava.

Nestas últimas devocionais várias lições me apareceram a respeito da liderança cristão e um certo estilo de vida que caracteriza esta liderança. O mesmo ocorreu hoje na leitura da passagem acima. A lição é simples, porém profundo: quanto mais popular Jesus se tornara mais ele procurava se afastar das multidões a fim de se humilhar diante de Deus em oração. Boa lição, não? Mais >

Vamos pescar?

Semana 14: Lucas 5.1-11 (João 21)

Certo dia Jesus estava na praia…. Quando Simão Pedro viu o que havia acontecido, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: — Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador! Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão, também ficaram muito admirados. Então Jesus disse a Simão: — Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente. Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus. (Lucas 5.1a, 8-11 NTLH)

Então Jesus disse: — Tragam alguns desses peixes que vocês acabaram de pescar. Aí Simão Pedro subiu no barco e arrastou a rede para a terra. Ela estava cheia, com cento e cinqüenta e três peixes grandes, e mesmo assim não se rebentou. (João 21.10-11 NTLH)

Hoje, quando o li a passagem do Evangelho de Lucas acima, lembrei do incidente semelhante no final do Evangelho de João. Realmente não sei se é o mesmo incidente contado de maneira diferente. É difícil saber porque Lucas disse “certo dia Jesus estava na praia…”. Embora Lucas não localize o incidente depois da ressurreição de Jesus como ocorre no Evangelho de João, o que nos dá a impressão que era outro incidente, Lucas simplesmente não especifica claramente quando o incidente aconteceu. Entretanto, se for a mesma ocasião, a comparação das duas passagens se torna mais interessante ainda… Mais >

Ministério de sucesso?

Semana 13: Lucas 4.42-44

Quando amanheceu, Jesus saiu da cidade e foi para um lugar deserto. Mas a multidão começou a procurá-lo, e, quando o encontraram, eles não queriam deixá-lo ir embora. Mas Jesus disse: — Eu preciso anunciar também em outras cidades a boa notícia do Reino de Deus, pois foi para fazer isso que Deus me enviou. E ele anunciava a mensagem nas sinagogas de todo o país. (NTLH)

Quando se lê o contexto maior da passagem acima (vv. 31-45), fica evidente que a fama de Jesus era notória. Realizava um ministério empolgante que causou admiração pelo seu ensino, gratidão pelo seu ministério de expulsão de demônios e de cura, e um consenso generalizado de que Jesus precisava permanecer onde estava pois as necessidades eram grandes e tudo estava indo tão bem. Isto me lembro de uma expressão muito conhecida que aprendi na minha infância: “Se não está estragado, não concerte!” Mas Jesus não se comporatava desde modo. Mesmo com um ministério de impacto e com o apoio da multidão ele quis ir emboraI! Mais >

O “pecado” de Jesus

Semana 12: Lucas 4.14-29

Jesus voltou para a região da Galiléia, e o poder do Espírito Santo estava com ele. As notícias a respeito dele se espalhavam por toda aquela região. Ele ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. (vv.14-15)
…. Todos começaram a elogiar Jesus, admirados com a sua maneira agradável e simpática de falar, e diziam: — Ele não é o filho de José? (v.22)
…. Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo. (v.29 NTLH)

Há doze anos moro em Florianópolis, Santa Catarina. O catarinense tem as suas expressões e manias como os moradores de qualquer outra região no Brasil. Uma delas é “ias tão bem, mas descambaste!” Quando leio a passagem acima é isto que me ocorre. Jesus foi um sucesso! Pelo menos enquanto realizava curas e milagres e enquanto ensinava, expondo as Escrituras. Tanto a sua palavra quanto a sua compaixão e poder impressionava. Mas, como é de costume, há certos tabus, certas coisas que não se deve pensar, muito menos se afirmar, especialmente quando isto agride a prática do ouvinte ou se de outra sorte ameaça a sua percepção de justiça própria. E foi este o “pecado” que Jesus cometeu. Falou a verdade mesmo contra os seus ouvintes, uma conduta fatal para qualquer palestrante. Mas antes de refletir mais sobre isto, uma pergunta: percebeu a agressão de Jesus? Vamos ver mais detalhadamente… Mais >