Arquivo de agosto 2011

Semana 35: Jó 34.1, 5-12

Eliú continuou a falar:

Job declara: “Estou inocente; mas Deus recusa-se a fazer-me justiça. Passo por mentiroso, mesmo tendo razão; sou atingido pelas suas flechas, sem ter culpa nenhuma.” Haverá alguém semelhante a Job? Tem a boca cheia de insolências; junta-se aos malfeitores, faz companhia aos criminosos, ao dizer: “O homem não ganha nada em estar de bem com Deus.” Escutem-me então, gente insensata; nem vos passe pela ideia que Deus pratique o mal ou cometa qualquer injustiça! Deus paga ao homem conforme o que ele faz e retribui-lhe conforme o seu comportamento. A verdade é que Deus não pratica o mal e nunca distorce a justiça. (Sociedade Bíblica de Portugal)

Reflexão

Ao longo do Livro de Jó, o leitor é obrigado a lidar com uma das questões mais complicadas da teologia e da filosofia: a origem do mal e a sua ligação com Deus. A questão é complicada porque a fé cristã, como a judaica, rejeita um conceito absolutamente dualista do mal e do mal como aquele que se encontra em algumas filosofias orientais, como, por exemplo, o confucionismo onde o ying e o yang existem em perfeita harmonia. A perspectiva bíblica é dum Deus sobernano sobre tudo! Tudo, o bem e o mal. Certamente isto é uma das lições de Jó. Só que isto cria um “problema”. Se Deus é soberano sobre tudo, inclusive por seu criador de tudo, o que dizer da origem do mal e da relação contínua do mal com o soberano. Se o mal possue poder independente de Deus, o que isto diz da soberania de Deus. E de modo converso, se o mal é também subordinado ao Deus como o Soberano, o que isto diz da justiça de Deus? Entendeu o problema? (Não parece um bom assunto para levantar numa devocional!). E a solução desta “dilema”?

Não sei se vamos chegar nesta devocional à solução “correta” mas sei claramente que a solução do moço Eliú, como também dos amigos do Jó, não é a solução correto, mesmo que seja a solução mais popular e divulgada até os dias de hoje entre os seguidores de Deus! Esta solução equivocada é verbalizada por Eliú nos versículos 10-12: nem vos passe pela ideia que Deus pratique o mal ou cometa qualquer injustiça! Deus paga ao homem conforme o que ele faz e retribui-lhe conforme o seu comportamento. A verdade é que Deus não pratica o mal e nunca distorce a justiça.

Veja bem, o problema não está na afirmação em si. O problema está mais com o seu pressuposto e a sua conclusão. Claro que Deus não é o autor do mal. O pressuposto é que Deus nada tem a ver com o mal. Entretanto, quem leu o primeiro capítulo de Jó tem que admitir que Deus permitiu que Satanás usásse maldade contra Jó. Também Eliú errou na sua aplicação ao pressumir que quem é afligido pelo mal, merceu tal aflição por ter cometido alguma injustiça. Novamente, a afirmação em si é um princípio divino seguro: “Deus paga ao homem conforme o que ele faz e retribui-lhe conforme o seu comportamento” (Jó 34.11, veja também Pv 24.12; Jr 17.10; 32.19; Ez 33.20; Mt 16.27; Rm 2.6; 2Co 5.10; 1Pe 1.17; Ap 22.12 e semelhantemente Gl 6.7). Mas a aplicação do princípio por Eliú é simplesmente equivocada: de que Jó cometeu algum mal que redundou nos seus sofrimentos.

Oração

Pai bondoso, a lição de Jó é insistente. Já vimos numerosos vezes de tal modo que nos espantamos com esta Tua palavra. Agradecemos-Te ó Pai pela Tua bondade. Agradecemos-Te pelo Teu Espírito Santo que nos fortalece e conforta nas horas da aflição. Em nome de Jesus. Amém.

Semana 34: Jó 32 e 33

Jó 32.1-7 (NTLH)

Jó estava convencido da sua inocência, e por isso os três amigos desistiram de continuar a discutir com ele. Acontece que ali estava um homem chamado Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, do grupo de famílias de Rão. Eliú ficou muito zangado com Jó porque este dizia que era inocente e que Deus era culpado. E também ficou zangado com os três amigos porque eles não puderam responder a Jó, dando assim a idéia de que Deus estava errado. Eliú esperou para falar no fim, pois os outros eram mais velhos do que ele. Quando viu que eles não souberam como responder a Jó, Eliú ficou zangado. Então Eliú, filho de Baraquel e descendente de Buz, disse: “Eu sou moço, e vocês são idosos. Foi por isso que não me atrevi a dar a minha opinião. Pensei assim: ‘Que fale a voz da experiência, que os muitos anos mostrem a sua sabedoria!’

Jó 32.15 – 33.1 (NTLH)

“Jó, estes três estão derrotados e não têm mais palavras para continuar a discutir. Eles já pararam; não falam mais. Será que devo continuar esperando enquanto estão calados? Não! Eu darei a minha resposta agora e direi o que penso sobre o assunto. Tenho muito o que falar e já não consigo mais ficar calado. Se eu não falar, sou capaz de estourar como um odre cheio de vinho novo. Não agüento mais; preciso desabafar, quero dar a minha opinião. Não vou tomar partido nesta discussão e não vou adular ninguém. Eu não costumo bajular; e, se bajulasse, o Criador logo me castigaria. “Por isso, Jó, escute as minhas palavras e preste atenção em tudo o que vou dizer.

Jó 33.31-33 (NTLH)

“Agora, Jó, escute com atenção; fique calado, pois vou falar. Se você tem alguma coisa a dizer, responda, pois eu gostaria de lhe dar razão. Se não, fique calado e escute, que eu lhe ensinarei como ser sábio.”

Reflexão

Escolhi as passagens acima, dos capítulos 32 e 33, só para você pegar o fio da meada. Quem sabe mais tarde poderá ler a passagem toda depois. O cenário é triste…

Eliú é um moço mais novo que acompanhava o diálogo entre Jó e os seus três amigos desde o capítulo 2. Mantinha-se calado dando preferência aos mais velhos. Mas quando os três amigos de Jó finalmente se calam diante dos protestos de Jó e da sua insistência de inocência, o coitado não se consegue mais permanecer calado. Considera os três amigos de Jó como medrosos e se encarrega de “dar uma lição” tanto para os amigos de Jó quanto para o próprio Jó. Seu pressuposto é o mesmo que os amigos de Jó: que Jó é culpado, pecaminoso e mereceu a sorte que recebeu. E se considera ungido e dirigido pelo próprio Espírito de Santo na sua resposta. É um drama de pretensão e insensatez mascaradas de suposta espiritualidade. É um cenário que nos dá uma triste lição.

Hoje tenho 59 anos mas ainda corro perigo de agir e vira e mexe ainda ajo com Eliú. Especialmente desprezível  é o forte apelo ao Espírito Santo, sonhos e visões para tentar justificar a sua posição. Confesso que fico com um pezão para trás quando escuto este tipo de apologética. Quem realmente anda pelo Espírito Santo de Deus não precisa fazer propaganda disto. Antes o atitude do apóstolo Paulo: “o menor de todos os santos” (Ef 3.8) e “eu sou o maior dos pecadores” (1Tm 1.15).

Oração

Pai amado. Revista-nos do Espírito de Cristo que se humilhou ao ponto de morrer na cruz. E nos dê, sim, uma porção extraordinária do Seu Espírito Santo, não para nos orgulhamos mas para brotar em nós o Seu fruto: humildade, bondade, perseverança, os demias. Em nome de Jesus. Amém.

Semana 33: Jó 31.37

Darei conta a Deus de todos os meus atos e na presença dele ficarei de cabeça erguida. (NTLH)

Reflexão

No sábado passado enterrei uma criança de um ano e oito meses, morta subitamente por uma infeção hospitalar. Dor irracional para os pais e parentes. E eu não tinha palavras. Ninguém tinha.

Logo em seguida, um casamento na igreja duma filha duma amiga muito querida nossa. Festa e bolo para todos!

Domingo no culto encontramos com duas ex-alunas de 8 anos atrás. Muita risada e boas lembranças. Mas tristes notícias de outros alunos que não permaneceram na fé ou passaram por dificuldades ruins.

Na segunda-feira, na minha caminhada na praia, avistei uma baleia durante mais que uma hora brincando e levantado a calda dentro de 100 metros de distância. Fiquei extático!

Como a vida é estranha. Mistura sem sentido de sentidos incompreensíveis, inesperados e inexplicáveis. Bons e ruins. Dádiva e dor de Deus. Tudo embrulhado no mesmo pacote.

Que tem o versículo acima a ver com isso? Faz parte da longa defesa de Jó em relação a sua retidão. É o seu resumo da defesa. Assim, Jó está afirmando que, independentemente das circunstâncias e mesmo às vezes querendo, Jó não iria chutar o balde. Continuaria a viver uma vida reta e justa sabendo que um dia ele, como nós, teria que dar conta a Deus.

A vida traz sensações estranhas e extremamente antagônicas, desde o mais horrível dor irracional até a exultação do coração. E a nossa fé? Vacilará de acordo com estas sensações. Ou podemos dizer junto com Jó e diante de Deus: “ficarei com a cabeça erguida”.

Oração

Somos gratos a Ti, SENHOR, pelo bem e pelo mal permites participar das nossas vidas. Nossa oração continua a ser: ‘livra-nos de todo mal’, mas quando vem apesar do nosso pedido continuaremos confiantes nos Teus bons designos. Em nome de Jesus Cristo. Amém

Semana 32: Jó 29-30

Capítulo 29:

E Jó continuou a sua fala e disse:

“Ah! Se eu pudesse voltar meses atrás, para os dias em que Deus me protegia! Naquele tempo, Deus iluminava o meu caminho, e com a sua luz eu podia andar na escuridão. Naqueles dias, eu estava bem de vida, e a amizade de Deus era a proteção do meu lar. O Todo-Poderoso estava comigo, e os meus filhos viviam ao meu redor.
Em casa sempre havia leite à vontade e também azeite, tirado das oliveiras plantadas entre as pedras. Quando eu saía para a reunião do tribunal e me assentava entre os juízes, os moços me viam e abriam passagem, e os idosos se punham de pé. As pessoas mais importantes paravam de falar e ficavam em silêncio. As autoridades se calavam; não diziam mais nada.

“Quem me ouvia falar me dava parabéns; os que me viam falavam bem de mim, pois eu ajudava os pobres que pediam ajuda e cuidava dos órfãos que não tinham quem os protegesse. Pessoas que estavam na miséria me abençoavam, e as viúvas se alegravam com o meu auxílio. A minha justiça e a minha honestidade faziam parte de mim; eram como a roupa que eu uso todos os dias. Eu era olhos para os cegos e pés para os aleijados.
Era pai dos pobres e defensor dos direitos dos estrangeiros. Eu acabava com o poder dos exploradores e livrava das suas garras as vítimas.

“Eu pensava assim:

‘Vou viver uma vida longa e morrer em casa, com todo o conforto. Serei como uma árvore de raízes que chegam até a água, uma árvore que todas as noites é molhada pelo orvalho. Todos só falarão bem de mim, e eu serei sempre vigoroso e forte.’

Todas as pessoas me davam atenção e em silêncio escutavam os meus conselhos. Quando acabava de falar, ninguém discordava. As minhas palavras entravam na cabeça deles como se fossem gotas de água na areia. Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. Eu era como um chefe, decidindo o que eles deviam fazer; eu os dirigia como um rei à frente do seu exército e os consolava nas horas de aflição.

Capítulo 30:

“Mas agora homens mais moços do que eu zombam de mim. Os pais deles não valem nada; eu não poria essa gente nem com os cachorros que cuidam do meu rebanho. De que me serviria a força dos seus braços? São homens magros, enfraquecidos de tanto passar fome e miséria. À noite, na solidão de lugares desertos, eles têm de roer raízes secas. Pegam ervas e cascas de árvores e se alimentam de raízes que não servem para comer. São expulsos do meio das pessoas, que os espantam, aos gritos, como se eles fossem ladrões. Têm de morar em barrancos medonhos, em cavernas ou nas rochas. Uivam no meio das moitas e se ajuntam debaixo dos espinheiros.
Raça inútil, gente sem nome, são enxotados do país.

“Mas agora essa gente vem e zomba de mim; para eles eu não passo de uma piada. Sentem nojo de mim e se afastam e chegam até a me cuspir na cara. Deus me enfraqueceu e me humilhou, e por isso, furiosos, eles se viram contra mim. Essa raça de gente ruim me ataca, me faz correr e procura acabar comigo. Eles não deixam que eu fuja, procuram me destruir, e ninguém os faz parar. Entram por uma brecha da muralha e no meio das ruínas se jogam contra mim. Eu fico apavorado. A minha honra foi como que varrida para longe pelo vento; a minha prosperidade passou como se fosse uma nuvem.

“Agora já não tenho vontade de viver; o desespero tomou conta de mim. De noite os ossos me doem muito; a dor que me atormenta não pára. Deus me agarrou pela garganta com tanta violência, que desarrumou a minha roupa.
Ele me atirou na lama; eu não valho mais do que o pó ou a cinza. “Ó Deus, eu clamo pedindo a tua ajuda, e não me respondes; eu oro a ti, e não te importas comigo. Tu me tratas com crueldade e me persegues com todo o teu poder.
Fazes com que o vento me carregue e numa tempestade violenta me jogas de um lado para outro. Bem sei que me levarás à Terra da Morte, o lugar de encontro marcado para todos os vivos. Por que atacas um homem arruinado, que não pode fazer nada, a não ser pedir piedade? Por acaso, não chorei com as pessoas aflitas? Será que não tive pena dos pobres? Eu esperava a felicidade, e veio a desgraça; eu aguardava a luz, e chegou a escuridão.

“O meu coração está agitado e não descansa; só tenho vivido dias de aflição. Levo uma vida triste, como um dia sem sol; eu me levanto diante de todos e peço ajuda. A minha voz é um gemido triste, como os uivos do lobo ou os gritos do avestruz. A minha pele está ficando preta, e o meu corpo queima de febre. (NTLH)

Reflexão

Sim, a passagem hoje foi longa: dois capítulos inteiros. Por isso, vou ser breve nesta reflexão…

Como pastor eu preciso ouvir as pessoas. Eu sou uma pessoa naturalmente impaciente. Portanto, eu precisava aprender, ao longo dos anos, a ser paciente e ouvir. Não é fácil e continuo na aprendizagem. Bastam os meus próprios desafios e dificuldades…

Noutro dia, eu precisava exercer novamente o dom de ouvir. A pessoa perto de mim estava mais que esgotada. Estava desistindo da fé. Tudo parecia uma farça justamente porque, para ela, não “funcionou”, ou seja, ela continuava infeliz e se sentia oprimida. Pior, tudo isto dentro dum contexto público de reunião de oração. Ouvimos, oramos, ousamos alguma palavrinha mas a sua reação permaneceu, o que parecia “atrapalhar a paz” dos outros participantes. Eu não tinha uma boa resposta para a pessoa e acredito que a pessoa nem queria…

Esta é a sensação que tive novamente quando li os dois capítulos acima de Jó (se bem que Jó deixava claro que, apesar de tudo, inclusive toda a sua chateação bem explícita, ele não estava desistindo da sua fé). Os dois capítulos pertencem um ao outro e precisam ser lidos juntos. Não há alterativa. Para esta leitura é necessário fazer algo que, como crentes, somos pouco acostumados a fazer: ouvir (neste caso, ler) com paciência. Responder o quê? Não sei. Talvez na hora certa o Espírito Santo de Deus sopre alguma palavra de sabedoria para repassar mas por enquanto é necessário só ouvir e assimilar a sóbria verdade que a vida cristã se faz de grandes alegrias e profundas tristezas e decepções. Creremos somente nos bons momentos?

Oração

Querido e majestoso Pai. Graças te damos pelas alegrias que traz nas nossas vidas. Independentemente das circunstâncias te louvamos como Deus, Criador, Pai, e Consolador. Mantenhas-nos próximo de ti. Em nome de Jesus. Amém

Semana 31: Jó 28.1-3, 20-24, 28

Há minas de onde se tira a prata, há lugares onde se refina o ouro.
O ferro é tirado da terra, e das pedras se derrete o cobre.
Os mineiros levam luz para debaixo da terra; eles exploram lugares profundos e ali, na escuridão, procuram minérios... (vv.1-3)

De onde vem, então, a sabedoria? Em que lugar está a inteligência?
Nenhum ser vivo pode vê-la, nem mesmo as aves que voam no céu.
Até a Destruição e a Morte dizem: “Nós apenas ouvimos falar dela.”
Só Deus conhece o caminho; só ele sabe onde está a sabedoria
porque a sua vista alcança os lugares mais distantes do mundo; ele vê tudo o que acontece aqui na terra… (vv.20-24)

E ele disse aos seres humanos: “Para ser sábio, é preciso temer o Senhor; para ter compreensão, é necessário afastar-se do mal.” (v.28 NTLH)

Reflection

O final, v.28, exige um pouco de explicação. A palavra “sábio” traduz chokmah e a palavra “compreensão”, binah. As duas traduções são rotineiras das versões bíblicas e são boas, mas vale a pena elaborar um pouquinho as suas nuanças.

A “sabedoria”, por exemplo, não deve ser confundido com inteligência ou idéias abstratas. A noção no hebraico é bem prática. Refere-se à habilidade dum bom cozinheiro na cozinha ou o hábil marinheiro no manejo do barco. É sabedoria no sentido de bom senso, habilidade e até mesmo talento.

A compreensão” também não se refere à capacidade intelectual ou Q.I. Tem a ver com discernimento e perspicácia.

Agora sugiro incarecidamente que leia novamente a passagem acima, ou até o capítulo inteiro. Talvez conclua comigo, que mesmo à luz destas explicações, a afirmação de Jó é incrível. Vale a pena meditar somente neste versículo durante uns 100 dias!

Como adquirimos o que é mais precisoso neste mundo, a sabedoria e a perspicácia? Apenas (!) dois requisitos: temer ao Senhor e afastar-se do mal. Só!!!

(Sim, sim, “temer” [hebraico = riah] é mais no sentido de “respeitar profundamente”, mas como quando se apresenta diante dum rei ou juíz. Isto é, o elemento de “medo” ainda persiste, pois permanecemos diante de Um que tem as nossas vidas nas suas mãos, o que, por sinal, nos ajuda a cumprir o segundo requisito!).

Oração

Poderoso Deus, dobramo-nos diante de Ti e Te adoramos. Sopres o Teu Espírito sobre nós e nos capacites a sermos os Teus instrumentos. Em nome de Jesus. Amém.