Sempre queremos pensar positivamente sobre a maneira que a igreja deve agir, pensar, ou se comportar. Afinal, queremos ser povo AMADO e ABENÇOADO por Deus! Mas se fosse contrário? Se a gente quisesse o contrário? Como seria? Bem, um bom ponto de partida se encontra em Provérbios 6.16-19:

O SENHOR odeia seis coisas, e o seu próprio interior detesta:

  1. o orgulhoso cheio de si
  2. o mentiroso
  3. o assassino
  4. o safado calculista
  5. quem não vê a hora de fazer maldade
  6. quem mente que viu e
  7. quem provoca brigas entre irmãos.” (tradução minha)

Pronto. Queres invocar sobre ti o ódio do Deus criador de tudo? Basta um pouquinho de orgulho (freqüente e popularmente conhecido como “minha honra”). Ou prefere “esticar” um pouquinho a verdade quando “necessário”? E assim vai. O que todos estes males têm em comum é isso: todos são auto-afirmativos, ou violentos e quebram o elo de confiança e lealdade que existe entre os seres humanos.

Interessante que o pior deles, a “sétima coisa” efetivamente resume os demais: “aquele que semeia contendas entre irmãos”. Este Deus detesta. Se quiseres deixa deixar Deus irado mesmo, inclines o teu coração para bela discórdia e uma boa disputa. Afinal, discordar é direito do nosso individualismo. “Cada um tem a sua opinião”. Mais ainda, discordar é pré-requisito do homem moderno, pois a crítica é a pedra fundamental da ciência (aqui falo sério, sem sarcasmo). Por fim, a discórdia é para o bem daquele com o qual discordamos, porque só assim poderá ser corrigido. Espero que eu tenha conseguido convencê-lo da importância e propriedade de discordar, por estas três razões: nossa constituição de indivíduos, a exigência da modernidade, e o nosso “amor” pelo outro que queremos iluminar pela nossa briguinha.

Três motivos a favor da discórdia, e só um contra. Qual era mesmo o motivo contra? Deus DETESTA. Consegui convence-lo?