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51ª semana de 2012

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“O potencial da tecnologia na educação é imenso para melhorar a experiência do aluno, do professor e para instrumentar a sala de aula e colocar instituições de ensino na vanguarda da educação inteligente. Agora, é a hora de investir nossos esforços e recursos em novos modelos educacionais que irão aumentar as habilidades de nossos jovens e reforçar a competitividade do Brasil.”
Rodrigo Souto, “O Estado de S.Paulo” – 16/12/2012

“É um desafio numa cultura onde a eficiência não está em primeiro lugar. Eu acho que um dos grandes desafios do Brasil é essa consciência da necessidade de fazer as coisas da forma mais rápida e mais simples para atingir o mesmo resultado. […] Eu não acredito que pessoas que executem atividades sem reflexão gerem valor para a empresa. Se não se pensa de forma crítica no trabalho que se realiza, porque está sendo feito de uma certa maneira, não se consegue ter melhoria contínua. Há outras formas de fazer as coisas. É ter essa capacidade crítica para poder inovar e gerar novas formas de fazer as coisas.”
Rui Rocheta, “O Estado de S.Paulo” – 16/12/2012

“A crise econômica europeia levou os 21 monges de uma abadia na Bélgica a exportar um lote da cerveja que produziam para consumo próprio. Outras abadias europeias já exportam cervejas regularmente, mas esta é a primeira vez para a St. Sixtus.”
“O Estado de S.Paulo” – 18/12/2012

“Conhecimento científico, mesmo quando bem fundamentado, não leva por si só a promover virtudes cívicas, bons comportamentos ou políticas virtuosas. De pouco valem os estudiosos do cérebro, se o cérebro de quem decide prefere ignorar ou desprezar as suas contribuições. Mas o desconhecimento e o desprezo pelo conhecimento certamente deixa vítimas. Os resultados da educação brasileira estão aí como prova.”
João Batista Oliveira, “O Estado de S.Paulo” – 18/12/2012

“Os brasileiros nunca se divorciaram tanto como no ano passado. A constatação está na pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta segunda-feira. Em 2011, foram concedidos 351.153 processos judiciais ou escrituras públicas de divórcio. Comparado a 2010,. O número representa um crescimento de 45,6% no total de separações desse tipo no País. A taxa geral de divórcios que aparece na pesquisa, de 2,6 por mil, foi a maior da série histórica do IBGE, iniciada em 1984, quando foi de 0,5. O indicador é obtido pela divisão do número de casamentos dissolvidos pela população, multiplicando-se o resultado por mil. Segundo a pesquisa, em 2011 a faixa com divórcios com proporção mais elevada – 20,8% – foi a dos casamentos entre cinco e nove anos de duração, seguida pela de um a quatro anos (19%). Isso provocou queda de três anos no tempo médio entre as datas do casamento e da sentença do divórcio- de 18 anos em 2006 para 15 em 2011. […] Todos os Estados brasileiros apresentaram crescimento na taxa geral de divórcio no ano passado em comparação com o anterior. Também houve crescimento no guarda compartilhada dos filhos: 2,7% em 2001, 5,4% em 2011. […] O trabalho retrata o crescimento na proporção de casamentos nos quais as mulheres são mais velhas que os homens. Eram 20,3 em 2001 e passaram para 23,7% em 2011.”
Wilson Tosta, “O Estado de S.Paulo” – 18/12/2012

“É frequente que a crença em magníficos milagres própria da infância desapareça com ela. A partir de um determinado momento, somos forçados a nos contentar com milagres bem mais modestos, embora não menos espantosos. Milagres advindos não da emergência do sobrenatural na realidade humana, mas decorrentes dos próprios movimentos da vida, que, em sua perseverante luta contra a destruição e a morte e com seus ininterruptos processos de transformação, tomam rumos e desdobramentos imprevisíveis, impondo mudanças e criando o novo.”
Sérgio Telles, “O Estado de S.Paulo” – 22/12/2012

“O bom trabalho educativo é feito por professores que sabem atuar nas circunstâncias que encontram. Educar é também uma arte do possível e, portanto, deve ser apreciada em seu contexto, e não julgada de forma abstrata. […] Por não lamentarem a falta da escola ideal, que deveriam ter, ou dos alunos ideais, que ninguém tem, e por encararem o desafio que realmente vivem.”
Luis Carlos de Menezes – “Revista Nova Escola” – dezembro de 2012

“Uma corrida para chamar a atenção do outro. Cresceu a busca pela aparência física, que é amiga íntima do consumismo. Os hippies só queriam amor, sexo, paz e aconchego. Nada parecido com autoerotismo e exibição no Facebook. E o Facebook atiça a inveja. E mexe com a frustração. Estar ali é como ser dono de uma revista de celebridade que publica as próprias notícias. Você vai à praia e põe lá. Compra e posta. Quem não foi e não tem baba. Olhar a vida alheia gera tensão. Não traz felicidade.”
Flávio Gikovate, “Revista Claudia” – dezembro de 2012

42ª semana de 2012

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“Todo mundo se empluma para ser visto. A noiva é a construção da ideia de perfeição para o olhar do outro. A gente se veste querendo que o outro nos veja de um modo perfeito. O outro não quer a perfeição, mas desnudar essas camadas de ilusão, de mentira.”
Fernanda Young – Folha de S.Paulo, 14/10/2012

“Há algumas semanas, uma falha em minha conexão de internet me fez perceber que havia algo errado comigo. Talvez você tenha o mesmo problema. Graças a uma dessas panes súbitas que fazem da informática uma ciência inexata, todos os e-mails que mandei durante o dia inteiro não conseguiram sair do computador. Ao final do dia, movido por um tédio que só a desconexão forçada é capaz de provocar, decidi reler as mensagens presas na minha caixa de saída. O resultado foi revelador. Por dedicar muito pouco tempo a cada mensagem, escrevi respostas lacônicas para pessoas que haviam me mandado sugestões elaboradas. Aceitei um convite para um jantar ao qual não poderia ir. Enviei a um colega um recado com erros inaceitáveis para alguém que ganha a vida escrevendo. A vontade de resolver vários problemas instantaneamente, típica dos tempos digitais, me tornara afobado, distraído e monossilábico. Não curti.”
Danilo Venticinque – Revista Época, 15/10/2012

“Ouvir é o maior talento que um arquiteto deve ter. […] Não vejo graça em repetir. Quero me surpreender. Prefiro errar tentando algo novo a acertar repetindo uma solução que já sei que dá certo. […] Acho que não existe bom gosto ou mau gosto. Existe o meu gosto e o seu gosto. Quando vejo uma pessoa de bom gosto, é porque ela tem o meu gosto. […] Nunca faço o que quero, do jeito que quero. Sempre faço o que o cliente quer, só que do meu jeito. A diferença é sutil. […] Sempre me interessei pela diversidade. Das pessoas e trabalhos. A arquitetura é um mero pretexto para eu me relacionar com as pessoas. A única coisa que tem importância é que haja afinidade na maneira como vemos a vida.”
Isay Weinfeld – O Estado de S.Paulo, 15/10/2012

“Essa coisa de criar o parceiro ou a parceira ideal é muito ruim. Quando idealizam, as pessoas tendem a enquadrar os outros num conceito, uma ideia. Não dá certo. O amor tem de ser uma invenção diárias, a dois. Há uma cobrança de que o amor tem de durar para sempre, e essa é outra pressão que também pode sufocar uma relação. O importante é que não existem fórmulas para o amor. Cada dupla, cada casal faz sua história e tem de encontrar a fórmula apropriada para os dois.”
Jonathan Dayton, diretor de cinema – O Estado de S.Paulo, 16/10/2012

“Marxismo e religião são iguais: não podem ser comprovados ou contestados.”
David Pryce-Jones, Revista Exame, 17/10/2012

“O papel do artista é questionar. E, de repente, a gente se transformou nessa coisa arrumadinha, de bom gosto, enquadrada. O louco ainda pode ser alguém que propaga as verdades que ninguém quer escutar.”
Elias Andreato, ator e diretor – O Estado de S.Paulo, 18/10/2012

“Em 2010, a parcela de divorciados chegou a 3,1%, quase o dobro dos 1,7% de 2000. O aumento das separações tem diferentes explicações, como a maior aceitação social do divórcio e a simplificação dos trâmites legais. Além disso, há a maior inserção da mulher no mercado de trabalho, que deu a ela autonomia financeira para se livrar de relacionamentos. O retrato mostra ainda que cresce a parcela de casais sem filhos – um quinto do total.”
Denise Menchen – Folha de S.Paulo, 18/10/2012

“Você tem duas opções: a) envelhecer; b) morrer. Se tudo der certo, você fica com a primeira opção. Nesse caso, a próxima pergunta de múltipla escolha estético-existencial será algo como: a) envelhecer, tentando desesperadamente se transformar em outra pessoa – alguém que se parece vagamente com você, a não ser pela testa congelada, pelos olhos levemente assimétricos e pelos lábios que parecem mais um sashimi do que uma boca. Separando as duas opções, resta apenas o bom senso, que alguém já definiu como ‘a coisa mais mal distribuída do mundo’. […] O paradoxo é que, num país cada vez mais velho, a velhice esteja se tornando sinônimo de defeito, de prazo de validade expirado antes da hora – e aí aparecem eufemismos do tipo ‘melhor idade’. De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a expectativa de vida aumentou incríveis 25 anos de 1960 para cá.”
Carol Sganzerla – Revista TPM, outubro de 2012

“Em um mundo com 7 bilhões de habitantes, já existem 6,39 bilhões de linhas de telefonia móvel. O celular chegou até onde nem sequer tem água potável. Só no Brasil, há mais aparelhos habilitados do que habitantes. ‘Símbolo de status, inclusão social e autonomia, o celular atende à exigência de estar disponível o tempo todo – e derruba as fronteiras entre trabalho e vida pessoal’, explica a antropóloga Sandra Rubia Silvia, professora da Universidade Federal de Santa Maria, RS, que investiga o impacto dessa tecnologia nas relações sociais. ‘A rotina acaba sendo cadenciada por esse aparelho e há grandes chances de ultrapassar o limite de uso que seria razoável’, alerta o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP. Na velha e boa linguagem analógica, todos esses dados e evidências querem dizer o seguinte: com tantos aparelhos à disposição, aumenta a probabilidade de que eles virem uma espécie de extensão do corpo. Portanto, aparece a probabilidade de que os usuários fiquem conectados demais, dependentes demais, doidões demais – até os limites do vício. […] No Brasil, pesquisa da Ipsos feita com mil moradores de 70 cidades, de ambos os sexos, mostrou: 18% admitiram ter dependência de seus aparelhinhos. O número, claro, pode ser bem maior. ‘Nem sempre existe a noção da dependência. É comum as pessoas alegarem que vivem conectadas por causa do trabalho ou da família’, diz a psicóloga Iracema Teixeira, professora de Pós-Graduação da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro.”
Cristina Nabuco – Revista Lola, outubro de 2012

27ª semana de 2012

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“Hoje, na maior parte dos casos, em particular nas sociedades mais abastadas, os homens parecem mais escravos das coisas do que seus beneficiários. O caráter contraditório do crédito não é estranho a essa sociedade na qual, a depender do ângulo em que se olha, tudo parece de cabeça para baixo.”
Leda Maria Paulani – O Estado de S.Paulo, 01/07/2012

“A segurança não deveria ser ‘o mais importante’ – não em detrimento da liberdade, da aventura e do desconhecido. Não é porque existem cada vez mais ferramentas para controlar as pessoas que as autoridades devam usá-las. Não é porque acidentes acontecem que a vida deva ser vivida como se eles fossem sempre iminentes. […] Estamos criando conformistas mimados, inclinados a verem perigo por todos os lados. Recentemente, me chamaram para uma palestra em uma escola. Eu disse: ‘Deixem seus desejos respirarem. Observem com paciência. Ouçam através dos silêncios. Olhem além da próxima esquina. Confiem no alvoroço da intuição. Escutem o murmúrio do universo. Liberem a sua imaginação. Sigam a bússola do seu coração, esse grande demolidor da sabedoria convencional, rumo ao desconhecido’.”
Roger Cohen – Folha de S.Paulo, 02/07/2012

“No Reino Unido, um levantamento com base em 5.000 petições de divórcio, feito por uma empresa, constatou que a palavra ‘Facebook’ aparecia em 33% dos processos movidos em 2011 por “conduta inapropriada” do parceiro. Para Fonseca, a internet inflacionou o número de traições e diversificou as modalidades: ‘Adultério antigamente dava o maior trabalho. Era só o telefone fixo no meio da sala de casa. Hoje tem celular e gente conversando com o amante no chat enquanto o parceiro oficial está bem ao lado’.”
Juliana Cunha – Folha de S.Paulo, 03/07/2012

“O aumento dos rompimentos, no entanto, não pode ser atribuído apenas às facilidades legais. ‘Muitos fatores demográficos contribuem para que haja mais divórcio: o aumento da renda feminina e da escolaridade, a queda no número de filhos’, diz José Eustaquio Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE. Em dez anos, a taxa de divórcios no Brasil quase dobrou, de 1,7% a 3,1%. ‘Parece pouco, mas em demografia é uma taxa muito expressiva, indica transição no perfil da população’, diz Alves.”
Folha de S.Paulo, 03/07/2012

“Busco coisas em que as pessoas se equivalem. Situações nas quais todo mundo se encontra. A risada é uma delas. Assim como o sexo, a morte e o amor. Uma pessoa apaixonada é sempre uma pessoa apaixonada. Com 12 anos ou 95, na favela, no convés de um iate. E o riso também. A graça da arte se dá nesses temas que diminuem as diferenças.”
Marisa Orth, atriz – O Estado de S.Paulo, 03/07/2012

“Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação óbvia de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos. Se ponho um link para um filme do Woody Allen, se cito uma frase de Nietzsche; mesmo quando posto uma foto de um churrasco, não estou eu, também, editando-me? Tentando pegar esse aglomerado de defeitos, qualidades, ansiedades, desejos e frustrações e emoldurá-lo de modo a valorizar o quadro -engraçado, profundo, hedonista?”
Antonio Prata – Folha de S.Paulo, 04/07/2012

“O que diferencia o empreendedor dos outros é a atitude diante da vida. Pense num compositor de música. As palavras estão à disposição de todo mundo, mas Chico Buarque faz poesia com elas. Os sons também estão disponíveis, mas tem gente que os transforma em música. As pessoas, os espaços, as tecnologias estão ao alcance de todos, mas só alguns conseguem ver oportunidades de negócios. Esses são os empreendedores.”
William Ling – O Estado de S.Paulo, 05/07/2012

“A lógica econômica tem prevalecido sobre a dinâmica puramente religiosa. A teologia da prosperidade tem atendido melhor as expectativas de consumo e os interesses egoísticos das diferentes camadas sociais. Como disse o sociólogo Flávio Pierucci em artigo póstumo, a sociedade não precisa mais de um Deus transcendente quando os indivíduos pagam pelos serviços prestados em nome dele e transformam os bens tangíveis em ideal divino. Atualmente, o que se considera sagrado é o consumo. O crescimento das correntes evangélicas pentecostais no país tem sido compatível com o fato de que o sagrado está cada vez mais comercializado e dessacralizado. É o Brasil cada vez mais desencantado.”
José Eustáquio Diniz Alves – Folha de S.Paulo, 06/07/2012

02ª semana de 2012

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“Eventos hoje têm agenda publicitária e pragmática. Apresentados como um lugar mágico em que não há dúvidas e todos se sentem mais inteligentes no final, a maioria tem um forte componente de autoajuda, principalmente quando levado em conta o currículo e conteúdo apresentado. No TED, a mais popular (e copiada) entre as conferências “new age”, apresentações curtas, rasas e emotivas são intercaladas com números musicais ou cômicos. […] O resultado é um ambiente raso e hipócrita, em que críticas são desencorajadas. As apresentações, quase religiosas, pregam que só há um lado “certo” a seguir: aquele apresentado pela celebridade que ocupa o palco e apresenta, para uma plateia ignorante, sua visão particular de Paraíso.Todos estão livres para expressar suas opiniões, desde que concordem. O milenar hábito de discordar e debater vem se tornando, aos poucos, fora de moda. A maior crítica permitida é uma ironia covarde, camuflada sob perfis anônimos ou mascarados.”
Luli Radfahrer – Folha de S.Paulo, 09/01/2012

“Pecado aqui significa a consciência de que você não é dono de si mesmo. Suas reações, pensamentos e esquemas rotineiros de enfrentamento da vida entram em colapso. E dói. E mais: é pecado porque o adultério faz você ver que existe alguém dentro de você que é despertado do sono por outra pessoa que não aquela que divide honestamente e cotidianamente o dia a dia da sua vida. Aquela pessoa que envelhece com você ao longo de uma vida de ‘pequenos detalhes’ que, ao serem somados, representam uma parceria de confiança, retribuição e generosidade.”
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 09/01/2012

“Por dados recentes do IBGE, descobre-se que a segunda maior favela do país, a Sol Nascente, com 56.483 moradores, fica em Brasília, a 30 km do Palácio do Planalto. Você dirá: como pôde esse complexo de ilegalidade e miséria, composto de 15.737 domicílios, expandir-se sob as barbas do governo federal? E a resposta será: Por que não? A 30 km, tal complexo não é visível a olho nu. E Brasília foi concebida para não ver nada além de seu núcleo.”
Ruy Castro – Folha de S.Paulo, 09/01/2012

“Tática contumaz do especialista preguiçoso é fazer-nos supor que todo problema é muito mais amplo do que parece. Depois, faz firula até mostrar que não há solução.”
Vinicius Mota – Folha de S.Paulo, 09/01/2012

“Steven Spierlberg é o cineasta mais influente de Hollywood. Com 43 anos de carreira, o diretor e produtor se mantém atual, e as imagens de seus filmes continuam a evocar simplicidade e sofisticação. Ele não só inova em tecnologias com o mesmo entusiasmo de um jovem estreante, como é fiel às fontes clássicas. ‘A fonte da minha juventude está no entusiasmo que algumas ideias me despertam’, disse Spielberg em entrevista a Época. ‘Há momentos em que saio pulando de alegria de uma sessão de cinema, porque vejo nascer em mim uma nova aventura’.”
Luís Antônio Giron e Marcelo Bernardes, Revista Época – 09/01/2012

“Métodos inovadores para estimular a poupança estão em estudo no mundo todo porque a abordagem tradicional – dizer às pessoas que elas precisam guardar para o futuro – simplesmente não está funcionando. Talvez porque a sociedade ofereça estímulos desproporcionais para o consumo imediato e o endividamento. Talvez porque a natureza humana seja resistente a encarar o futuro. ‘Em vez de fazer a melhor opção, simplesmente escolhemos a mais fácil’, afirma Vera Rita Ferreira, doutora em psicologia econômica pela PUC-SP.”
Revista Época – 09/01/2012

“Brasileiros apostaram R$ 9,73 bilhões nas loterias da Caixa Econômica Federal no ano passado, aumento de 10,5 em relação a 2010. A Mega-Sena segue como carro-chefe: arrecadou R$4,6 bilhões, 16% a mais que no ano anterior.”
O Estado de S. Paulo, 10/01/2012

“Como serão os hábitos de leitura dos brasileiros? Os resultados não são nada lisonjeiros. A média brasileira é de 1,8 livro por habitante/ano. Isso se compara com 2,4 para nossos vizinhos colombianos, cinco para os americanos e sete para os franceses.”
Claudio de Moura Castro, Revista Veja – 11/02/2012

“Na internet, nada sobrevive sem criatividade, inovação constante e confiança na marca.”
Marion Strecker – Folha de S.Paulo, 12/01/2012

“Não agimos segundo o que achamos certo, por “força de vontade”, mas para evitar punições e vergonhas. Ou seja, não somos nunca verdadeira e corajosamente bons, apenas queremos fazer bonito e não perder dinheiro (ainda menos em prol de nossos inimigos).”
Contardo Calligaris – Folha de S.Paulo, 12/01/2012

“Ao contrário do que dizem os advogados da internação compulsória, dependentes conservam algum grau de controle sobre a continuidade do uso. Estudos mostram que, quando o preço da droga sobe, cresce a procura por programas de tratamento. Considerando que o cérebro humano, com seus 90 bilhões de neurônios interligados em 100 trilhões de sinapses, é a estrutura mais complexa do Universo, o surpreendente seria se nossos comportamentos fossem unívocos e 100% previsíveis. O que os trabalhos neurocientíficos sugerem é que a mente é o resultado de uma cacofonia de módulos e sistemas autônomos atuando em rede.”
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 13/01/2012

“No Brasil, nos palanques, os candidatos dizem as piores verdades um sobre o outro. Dois anos depois, esquecidas as eleições, vencedor e vencido são vistos aos abraços. Campanha é uma coisa; política, outra. E nenhuma é para valer.”
Ruy Castro – Folha de S.Paulo, 13/01/2012

“É nessa direção que caminhamos. A educação é uma ferramenta de grande alcance para conquistas individuais e coletivas. Com ela, poderemos redesenhar o futuro de milhões de jovens brasileiros.”
Marconi Perillo – Folha de S.Paulo, 13/01/2012

“Uma reportagem da revista britânica The Economist mostrou que as asiáticas, de modo geral, estão fugindo do casamento. Mesmo em países com culturas que defendem a união precoce, às vezes arranjada, e para a vida toda, as mudanças ocorrem. Taiwan, Coreia do Sul e Hong Kong seguem a tendência japonesa. Na capital tailandesa, 20% das mulheres de 40 a 44 anos estão solteiras e, em Cingapura, o percentual chega a 27%. Nesses locais, a taxa de natalidade cai: com valores arraigados, as mulheres não se arriscam a providenciar filhos sem pais. A produção independente não é bem assimilada e corresponde a 2% dos bebês, número pequeno se comparado à Suécia, onde 55% das crianças nascidas em 2008 foram concebidas fora do casamento.”
Revista Claudia – janeiro de 2012

48ª semana de 2011

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“Deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico. Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante. O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir. […] Não é função da arte retratar a realidade, mas reinventá-la.”
Ferreira Gullar – Folha de S.Paulo, 27/11/2011

“Não conheço nenhuma palavra mais bonita do que ‘serendipity’. […] Inventada por um inglês, em 1754, que se inspirou numa lenda persa, ‘serendipity’ é uma palavra impossível de ser traduzida para outros idiomas num único termo. Superficialmente, ela significa o prazer das descobertas ao acaso. Um velho amigo encontrado numa inóspita cidade estrangeira, os acordes de um violino tocado em um parque numa tarde de outono, uma súbita paisagem de uma praia que aparece quando caminhamos numa mata fechada. Um encontro amoroso no final da madrugada, quando já estávamos conformados de ficar sozinhos ou um prato feito com ingrediente exótico num improvável restaurante de beira de estrada. Mas o significado profundo de ‘serendipity’ vai além do imprevisto. É o encanto da transformação dos acasos em aprendizagem. O bacteriologista Alexander Fleming viajou de férias e se esqueceu de guardar os pratos em que fazia experiências para curar infecções. Um fungo caiu do teto em um desses pratos. Descobriu-se o antibiótico. Se o tal fungo não tivesse caído na frente de um bacteriologista atento, seria apenas um bolor inútil. Por trás da palavra, existe a ideia de que o melhor da vida é a aventura do aprender pela experiência – o que compensaria os riscos e a dor provocada pelos sucessivos erros. […] Aí está a dor e a delícia do ‘serendipity’: para viver experiências, sempre estamos nos despedindo de alguma coisa de que gostamos.”
Gilberto Dimenstein – Folha de S.Paulo, 27/11/2011

“Se prevalecer a ideia de que a mulher é um bibelô a ser preservado, prevalecerá também a interpretação mais obscurantista do Islã, segundo a qual a mulher é propriedade do homem, e não ator com vontade própria.
Essa desgraçada cultura impregna ainda o mundo todo, a ponto de exigir um Dia Internacional contra a Violência de Gênero. No mundo árabe, essa (in)cultura é mais forte, exatamente pelo ranço da interpretação radical do Corão.”
Clóvis Rossi – Folha de S.Paulo, 27/11/2011

“A crise que afeta a zona do euro não alterará esse rumo político nem os compromissos assumidos quanto ao financiamento de ações climáticas urgentes em cooperação com os países menos desenvolvidos. […] É essencial que, em 2020, o aumento global de emissões seja contido e que, em 2050, decresça em 50% relativamente aos níveis de 1990. Trata-se de desafio global cuja resposta só pode ser encontrada com a cooperação de todos.”
Ana Paula Zacarias – Folha de S.Paulo, 27/11/2011

“Os homens estão comprando itens de luxo exatamente como as mulheres. Estão até se apaixonando por sapatos. É o que sugere estudo da Bain & Company, que usa a expressão ‘feminilização da sociedade’ para descrever o atual padrão de consumo. […] ‘Todas as marcas de luxo estão agora se concentrando em desenvolver suas linhas masculinas. Os homens têm se tornado mais e mais ‘fashion’ e ido às compras assim como as mulheres’, diz a italiana Claudia D’Arpizio, parceira da consultoria.”
Verena Fornetti – Folha de S.Paulo, 27/11/2011

“Acidentes acontecem e é muito mais difícil, senão impossível, preveni-los sem rigorosa fiscalização e com métodos de exploração obsoletos e análises sísmicas incompetentes. Não temos um plano nacional de emergência para vazamentos e só pensamos em discutir a questão dos royalties, ‘com a excitação com que algumas famílias debatem o testamento de um tio bilionário’, como bem observou Fernando Gabeira.”
Sérgio Augusto – O Estado de S.Paulo – 27/11/2011

“Quando houve o surgimento da moda dos blogs, muitos articulistas, principalmente os mais jovens, saudaram a chegada de uma linguagem e tecnologia que iria combater a mídia ‘mainstream’, com estilo mais autoral, atitude mais independente, interação mais democrática. Rodo por alguns blogs, sobretudo de moda, e vejo exatamente o contrário: escrita primária, comprometimento publicitário, busca da audiência pela audiência. Já os twitters, já chamados imprecisamente de microblogs, parecem confirmar cada vez mais a impressão de José Saramago: são grunhidos virtuais. Alguns de música postam um vídeo e só acrescentam a expressão ‘uau’ ou ‘uhu’ ou ‘ooôôôoo’. Isso que é argumento. Abro então o Facebook, que pouco mais é do que uma caderneta de contatos com álbuns de família e mensagens breves, e volto a pensar no livro de Alain de Botton: a era do exibicionismo veio para ficar, e não há ritual comunitário que possa reverter a tendência.”
Daniel Piza – O Estado de S.Paulo – 27/11/2011

“Se o teatro não for o lugar para discutir os temas da humanidade, da política, da economia, para pensarmos como vivemos e quem somos, eu não sei para que ele serve. Para que seria? Para a beleza? Existem muitas outras coisas bonitas. A poesia é muito mais bonita. O teatro é onde as pessoas podem, juntas, se engajar em alguma coisa. […] Hoje, falamos ao telefone enquanto estamos em uma reunião. Assistimos à televisão enquanto estamos na internet. Onde mais você pode fazer unicamente uma coisa? Apenas no teatro. E as pessoas vão valorizar isso cada vez mais e mais. […] Há sempre política, economia e questões sociais no que escrevo. Porque não fazer isso seria se dedicar a uma arte para privilegiados. As únicas pessoas que não se preocupam com economia, política e a sociedade são as que têm dinheiro suficiente para não ter que pensar nisso.”
Mike Barlett, 30, dramaturgo e diretor – O Estado de S.Paulo – 27/11/2011

“A maior parte dos tumores tem mais de um fator de risco, mas, entre todos eles, o mais comum é o envelhecimento. Ele faz com que as células fiquem ais tempo expostas a fatores que podem transformá-las em cancerosas. Mas se abrem oportunidades. O câncer não é doença que se forma do dia para a noite. É um processo muito longo, de uma a duas décadas, com exceção dos tumores associados a síndromes familiares. Então temos a oportunidade de atuar na juventude, reduzindo os riscos. Você nunca vai conseguir eliminar todo o risco, mas pode reduzi-lo. O jovem sempre pensa que é invulnerável e tende a ser um pouco mais solto em relação a hábitos. Mas o que ele faz agora vai cobrar a conta daqui a algumas décadas. Queremos conscientizá-lo de que hábitos saudáveis agora podem evitar que ele enfrente esse problema daqui a 20 anos.”
Marcelo Gehm Hoff, 43, médico, diretor do hospital Sírio-Libanês e do Instituto Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – O Estado de S.Paulo – 27/11/2011

“O consumo sustentável abrange tudo. É preciso pensar nisso desde a hora em que se acorda, economizando água, luz, telefone. Comprando menos detergentes e levando a sacola para o supermercado. Não comprar o que pode não usar para não ter desperdício. Tem que começar em casa e fazer sempre. Não se muda da noite para o dia, é preciso ir incorporando, ampliando as ações e dando exemplos para outros grupos, como trabalho, vizinhança.”
Lisa Gunn, coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) – O Globo – 27/11/2011

“Muitas pessoas diriam que ‘crescer numericamente’ é o ideal de todos, posto que sempre podemos COMPRAR mais, ser DONOS de mais coisas! Mas será este o único ideal de vida, de ambição e de felicidade para todo mundo, mesmo? Ou é parte do pacote de infelicidade eterno do que não somos ou não temos, em comparação com os ideais de beleza, sucesso e riqueza vendidos nas revistas, na televisão, no cinema comercial etc.”
Mônica Salmaso, cantora, Revista O Globo – 27/11/2011

“No dia em que todo ser humano for dotado de bom-senso, não precisaremos legislar sobre a quantidade de álcool tolerada ao volante ou sobre o que é razoável na fundamental tarefa de impor limites aos pequenos.”
Antônio Góis – Folha de S.Paulo, 28/11/2011

“As escolas, sobretudo as públicas, operam sucateadas, sem estrutura condizente, e conduzidas por professores justamente desmotivados, em virtude da tibieza dos seus salários. No Brasil há solução para quase tudo, menos para encontrar uma resposta condigna para essa questão que vem desde meados do século passado. É certo que o perfil do aluno está mudando. […] Como pretender alunos críticos, reflexivos e investigadores se lhes falta o essencial, que é o adequado domínio da língua portuguesa?”
Arnaldo Niskier, 75, doutor em educação – Folha de S.Paulo, 28/11/2011

“O medo é um sentimento expresso com frequência hoje em dia pelos cristãos árabes, uma triste ladainha para uma comunidade antiga, que durante muito tempo foi uma força política e cultural no mundo árabe. Milhões de cristãos -distribuídos principalmente por Egito, Líbano, Síria, Jordânia, Iraque e territórios palestinos- viraram pouco mais do que meros espectadores de fatos que estão remodelando um lugar que essa comunidade ajudou a criar, e às vezes são vítimas da violência desencadeada por tais fatos. Em meio a tantas narrativas que as revoltas árabes representam -de dignidade, democracia, direitos e justiça social-, muitos cristãos se limitam a uma versão mais sombria: a de que seu tempo pode estar se esgotando. ‘Não sou um cristão fanático’, me disse um amigo. ‘Não vou à igreja. Respeito todas as religiões. Mas, pelo que vejo agora, em 30 anos não restarão mais cristãos aqui.’ Os temores quanto ao destino dos cristãos do Oriente Médio costumam entrar de forma desconfortável no conflito entre o Ocidente e o mundo islâmico. Mas focar nesse conflito e nos fanatismos que o cercam é ignorar as nuances daquilo que os cristãos representam para esta região, e as lições que a sua história em outras épocas de tumulto podem oferecer. ‘Há uma parte do islã em cada árabe cristão’, me disse certa vez em Beirute o jornalista, diplomata e intelectual Ghassan Tueni. […] Os cristãos, me disse um amigo, foram marginalizados no mundo árabe por não terem líderes capazes de articular uma identidade que fosse além da religião e criasse uma comunidade mais ampla. […]As sociedades podem simplesmente ter mudado demais para que se imagine uma reconciliação entre fé e secularismo. Há muito poucas vozes dentro das minorias oferecendo tal visão, e muito poucos líderes para articulá-la.
Mas, há tantos anos, Al Bustani teve uma ideia que era tão simples quanto elegante: cidadania.”
Anthony Shadid – New York Times/Folha de S.Paulo, 28/11/2011

“A palavra ‘sustentável’ hoje em dia é como ‘ética’, ‘Cabala’, não quer dizer nada. É como escrever na porta de uma padaria ‘sob nova direção’ só para atrair clientes. Propaganda provinciana.”
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 28/11/2011

“Dizem os psicanalistas que, quando pequenos, temos prazer em cada centímetro do corpo. Com o passar do tempo, contudo, também a pele vai sendo adestrada, e a libido acaba restrita às “red light zones” de nossas íntimas moradas. Eis a nossa sina, buscar em vão o Éden perdido: na mulher amada, nas religiões, nas drogas.”
Antonio Prata – Folha de S.Paulo, 30/11/2011

“Viver está muito além das mesquinharias da realidade política, em que se ganha ou se perde, e da realidade individual também, em que só se pode ganhar ou perder na vida! Isso importa pouco em relação a esse outro mundo que te aguarda, esse outro mundo possível, que está na barriga deste. Vivemos num mundo infame, eu diria. Não nos incentiva muito, é um mundo malnascido. Mas existe outro mundo na barriga deste, esperando, que é mundo diferente e de parto complicado. Não é fácil o nascimento, mas com certeza pulsa no mundo que estamos.”
Eduardo Galeano, Revista Trip – novembro de 2011

“É banal que o amor nos leve a querer transformar parceiros e parceiras de forma que eles correspondam a nossas expectativas. O projeto de moldar o outro transforma qualquer convívio numa violência.”
Contardo Calligaris – Folha de S.Paulo, 01/12/2011

“O fim da exigência, no ano passado, de um prazo mínimo de separação antes da formalização do divórcio resultou num aumento recorde de 37% dessa prática em relação a 2009, e numa queda de 32% no número de separações.
Os casamentos que terminaram em divórcio duraram, em média, 16 anos, sendo que 41% deles não passaram dos dez anos, proporção que era de 33% em 2000, segundo as Estatísticas do Registro Civil, divulgadas ontem pelo IBGE. […] As únicas faixas etárias em que houve diminuição na proporção de casamentos foi entre homens e mulheres com menos de 24 anos, o que indica que brasileiros têm adiado a formalização do casamento.”
Antônio Góis – Folha de S.Paulo, 01/12/2011

24ª semana de 2011

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“A nostalgia não é um dos sentimentos mais em voga na praça. Talvez porque ela seja uma espécie de caldo Knorr emocional: um tempero artificial, mistura de esquecimento com saudade, que garante cor e sabor a situações que, quando vividas, lá atrás, nem foram assim grande coisa.”
Antonio Prata, Folha de S.Paulo, 15/06/2011

“O mercado brasileiro de entretenimento e mídia apresentou o maior crescimento entre as principais economias do mundo em 2010 e atingiu US$ 33,1 bilhões.
Segundo estudo da consultoria PwC em 58 países, no ano passado o Brasil cresceu 15,3%, à frente de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, alguns dos principais mercados do mundo. […] Os segmentos que tiveram mais representatividade no Brasil foram serviços de TV por assinatura e acesso à internet, em consumo, e publicidade em televisão, entre os anunciantes. Os três segmentos registraram um aumento superior a 20% no ano passado. […] Impulsionado por jogos on-line, em redes sociais e aplicativos para celulares, o mercado de games deve crescer, em média, 7,7% ao ano no Brasil até 2015. O ritmo será superior ao consumo de revistas, músicas e livros, que deve aumentar de 2,4% a 7,4%.”
Camila Fusco, Folha de S.Paulo, 15/06/2011

“Dos adolescentes brasileiros entre 14 e 18 anos, nove em cada dez possuem um celular, segundo relatório da consultoria inglesa ‘The Future Laboratory’, representada no Brasil pela Voltage. A pesquisa aponta também que a maioria dos jovens troca de aparelho a cada 14 meses e que 32% deles compram um novo celular apenas para se atualizarem tecnologicamente ou adquirirem um modelo diferente. O estudo inglês ainda mostra que os adolescentes no Brasil passam mais tempo em frente à televisão do que ao computador. São 11 horas semanais na TV, contra sete na internet.”
Maria Cristina Frias, Folha de S.Paulo, 16/06/2011

“Não se muda a sociedade, ou a educação, com planos grandiosos e metas genéricas.
Mais dinheiro não implica melhores resultados. São necessárias políticas consistentes e persistência na implementação. Nos anos 90, o Brasil universalizou o ensino fundamental; desde então, continua a expandir a educação na pré-escola e no ensino médio. Mas ainda persiste em grande escala o analfabetismo escolar e funcional, e o abandono escolar entre adolescentes não se reduz. A melhoria dos resultados do Pisa, em 2009, é boa notícia, porque nossa qualidade estava estacionada há décadas. Mas é pouco, pois 55% dos jovens de 15 anos nas séries apropriadas ainda não sabem o mínimo requerido de linguagem, e 73% desconhecem o patamar básico em matemática. Formamos muito pouco com alto nível de desempenho; com isso, comprometemos a competitividade do país.”
Cláudio de Moura Castro, João Batista A Oliveira, Simon Schwartzman, Folha de S.Paulo, 16/06/2011

“Estamos vivendo uma escassez de profissionais qualificados; e a geração Y, que nasceu na década de 80 e foi criada no mundo digital, está dando uma banana para as empresas que pensam que, para atrair e reter talentos, basta aumentar salários.
Essa geração, na verdade, quer muito mais do que isso, como mostrou pesquisa recente da Cia. de Talentos. Nela, 35 mil jovens em todo o país contaram o que querem na hora de escolher as empresas para trabalhar. Cultura e ambiente de trabalho, oportunidade de desenvolvimento e qualidade de vida vêm acima da remuneração!”
Alexandre Hohagen, Folha de S.Paulo, 16/06/2011

“O casamento nos permite acusar alguém de nossa própria covardia -assim: eu quero fazer isso ou aquilo, mas tenho preguiça e medo; por sorte, agora que me casei, posso dizer que desisto porque assim quer minha parceira. Um casal não deveria servir para justificar as desistências de nenhum de seus membros; ao contrário, ele deveria potencializar os sonhos e os desejos de cada um dos dois.”
Contardo Calligaris, Folha de S.Paulo, 16/06/2011

“ ‘A prostituição infantil é muito sutil. Não é ostensiva. Os homens presenteiam as meninas com tênis, um celular e isso é suficiente para que consigam dormir com elas’, diz a delegada Noelle Xavier, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Porto Velho. Muitas vezes os pais da garota são coniventes, segundo Noelle, pois a miséria é o principal motivador da prostituição infantil.”
Maria Laura Nevez, Revista Marie Claire, junho de 2011

23ª semana de 2011

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“98,5% dos crimes cometidos no México ficam impunes, segundo o Instituto Tecnológico de Monterrey. Em casos de violência contra mulheres apenas um em cada cinco é denunciado.”
O Estado de S.Paulo, 08/06/2011

“Uma coisa importante que as redes sociais fizeram foi explicitar o sucesso das pessoas: quantos amigos você tem no Orkut, quantos scraps recebe no aniversário, quantos seguidores tem no Twitter, quantas pessoas curtem o que você fala no Facebook. Ou seja, estamos incessantemente colocando nosso ego à prova. E, no que eu tenho observado, não estamos preparados para isso. […] O ser humano sempre viveu a mercê do ego e ser famoso vicia.”
Bia Granja, Folha de S.Paulo, 08/06/2011

“Sem a experiência da própria solidão a vida nos parecerá postiça, artificial ou vulgar. A verdadeira e produtiva viagem solitária pode ser feita a dois, em grupo e até mesmo em meio à dissolução do indivíduo na massa, mas o pior mesmo é tentar evitá-la. […] O prejuízo psíquico causado pela impossibilidade de estar só é incalculável.”
Christian Ingo Lenz Dunker, psicanalista, Revista Mente & Cérebro – junho de 2011

“Fazer parte do grupo familiar e demonstrar isso cumprindo seus rituais, assumindo suas obrigações, compartilhando seus princípios, valores e tradições tornaram-se questões que, pelo jeito, os pais hesitam em repassar aos filhos. […] A maioria considera que os filhos precisam estudar e se divertir, estar com os amigos, que têm o direito de ter tudo o que seus pais não tiveram e que agora podem lhes oferecer etc.
Não ocorre de imediato aos pais que o fato de alguém ser filho ‘e fazer parte, portanto, de uma família’ é algo que acarreta ônus e bônus. Assim é a vida em relação a tudo, não é, caro leitor?”
Rosely Sayão, psicóloga, Folha de S.Paulo, 07/06/2011

“O objetivo da educação geral é preparar o graduando para lidar com complexidades e mudanças da realidade”.
Marcelo Knobel, pró-reitor de graduação da Unicamp, Valor Econômico, 10/06/2011

“Fugir de arapucas comerciais é um presente a mais que o casal se dá.”
Gustavo Cerbasi, economista, Folha de S.Paulo, 06/06/2011

“Escrever um romance é escrever um texto que o seu leitor pense ter sido vivido por você. Se você diz que não, o leitor dirá; ‘Não minta, é você. É tão franco, tão convincente’. E você diz: ‘É ficção’. E ele: ‘Não, não’. Bem, deixe o leitor pensar assim. Mesmo se eu disser que não, pensarão que estou mentindo. Sim, eu estou mentindo, gosto de mentir, porque sou um ficcionista.”
Orhan Pamuk, 59, ganhador do Prêmio Nobel de literatura em 2006, Folha de S.Paulo, 10/06/2011

“As pessoas se horrorizam, mas o casamento é um projeto social e sempre atende a interesses.”
Míriam Grossi, coordenadora do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades da Universidade Federal de Santa Catarina, Valor Econômico, 10/06/2011

“Por que achar que somos melhores que os outros, que nossas ideias, postura ou tendências são as que todo deviam seguir? Por que não aceitamos o outro como ele é, quem sabe gago, tímido, gordo, baixo, alto demais, magro demais, talvez lento de raciocínio? […] A vida já é bem difícil, sobretudo para os jovens que entram neste mundo atrapalhado no qual alguns ditam regras (que muitas vezes não seguem), comandam o circo, enveredam por caminhos sem conhecer direto o destino e inventam modas sem saber as consequências.”
Lya Luft, escritora, Revista Veja, 08/06/2011

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