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	<title>Tais Machado &#187; Contando os dias</title>
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		<title>18ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 10:57:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Do jeito que a ciência é ensinada nas escolas, não é à toa que a maioria das pessoas acha que o conhecimento científico cresce linearmente, sempre se acumulando. No entanto, uma rápida olhada na história da ciência permite ver que não é bem assim: o caminho que leva ao conhecimento é tortuoso e, às vezes,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Do jeito que a ciência é ensinada nas escolas, não é à toa que a maioria das pessoas acha que o conhecimento científico cresce linearmente, sempre se acumulando. No entanto, uma rápida olhada na história da ciência permite ver que não é bem assim: o caminho que leva ao conhecimento é tortuoso e, às vezes, vai até para trás, quando uma ideia errada persiste por mais tempo do que deveria. [...] Apresentar a ciência nas escolas e universidades ou nos meios informais de comunicação como um triunfalismo infalível da civilização esconde um de seus lados mais interessantes: o drama da descoberta, as incertezas da criatividade.”<br />
Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 29/04/2012</p>
<p>“Eugenia quer dizer criar jovens belos, bons e perfeitos. [...] Na peça filosófica, Sloterdijk dizia que o projeto eugênico ocidental é filho de Platão (‘A República’, por exemplo), e que se ele não deu certo nas engenharias político-sociais utópicas modernas, nem na educação formal propriamente, estava dando certo na biotecnologia e nas tecnologias de otimização da saúde. Alguém duvida que academias de ginástica, consultoras em nutrição, espiritualidades narcísicas ao portador (como a Nova Era e sua salada de budismo, decoração de interiores e física quântica), cirurgias e tratamentos estéticos, checkups anuais, ambulatórios de qualidade de vida, pré-natal genético e interrupção aconselhada da gravidez de fetos indesejáveis sejam eugenia? [...] A fuga da agonia humana diante do sofrimento via nossa decisão (silenciosa) de tornar a vida perfeita a qualquer custo, mesmo que esta decisão venha empacotada em conceitos baratos como ‘qualidade de vida’, ‘felicidade interna bruta’ ou ‘direito a autoestima’.”<br />
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 30/04/2012</p>
<p>“Casa nova, escola nova, outra empresa, às vezes outra cidade ou até país. Abraçar o novo implica, por um lado, abandonar o familiar, a rotina confortável e as expectativas usuais e, por outro, lançar-se ao desconhecido. Não é à toa que pessoas diferentes têm respostas diversas a mudanças. Para começar, o valor do ambiente que se tornou familiar é extremamente pessoal: depende da sua história particular naquele contexto, das suas experiências, das memórias formadas ali, enfim, do valor associado ao que se está deixando. [...] Em algumas pessoas, o sistema que gera angústia frente ao desconhecido é mais forte do que em outras. [...] É possível ter sentimentos aparentemente contraditórios em relação a uma mudança para um novo emprego, por exemplo: sentir-se ao mesmo tempo angustiado, empolgado e aliviado, ou destemido, mas saudoso. Toda mudança é, contudo, um estresse.”<br />
Suzana Herculano-Houzel – Revista MenteCérebro – abril de 2012</p>
<p>“Muitas pessoas com síndrome da fadiga crônica tendem a assumir responsabilidades demais, o que as leva a um completo esgotamento, que enfraquece seu sistema imunológico, provocando um ataque de vírus novos e oportunidades, ou reativando um antigo, pré-existente. Esses sintomas da síndrome de burnout são um grande, grande aviso para desacelerar. Os seres humanos não são insuperáveis. Nossos sistemas podem enfraquecer, especialmente quando não dormimos o suficiente; trabalhamos duro demais; assumimos tarefas demais (por exemplo, no trabalho ou na educação de uma criança); ou ainda quando sofremos alguma tragédia familiar ou pessoal, como luto, divórcio, infertilidade, ou até o nascimento de um filho. É importante acrescentar que, na maioria dos casos, as pessoas se recuperam. Algumas poucas, porém, uma minoria desafortunada fica tão abalada que seus organismos lutam para se recuperar e, nesse processo, seus sintomas se tornam crônicos – se não permanentes e piores. Essa é a zona de perigo que exige uma ajuda urgente. Nessas pessoas, os cronicamente Fadigados, como eu os chamo, os próprios mecanismos de cura entram em colapso e seus corpos simplesmente ‘morrem’; não melhoram. Para fazer com que se recuperem  precisamos ‘curar os mecanismos de cura’, como o sistema imunológico.”<br />
Kristina Downing-Orr, Revista Psique – abril de 2012</p>
<p>“Para conviver bem em sociedade, precisamos aprender a respeitar certos limites de agressividade no trato com terceiros. O mundo, porém, é um lugar mais complexo e multifacetado do que querem as narrativas de que nos valemos para dar sentido às coisas. [...] Precisamos ser honestos para reconhecer que as dinâmicas do relacionamento entre jovens não podem ser resumidas numa luta das vítimas boazinhas contra agressores malvados.”<br />
 Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 01/05/2012</p>
<p>“A família passou do singular ao plural. Antes, havia &#8216;a família&#8217;. Quando nos referíamos a essa instituição todos compartilhavam da mesma ideia: um homem e uma mulher unidos pelo casamento, seus filhos e mais os parentes ascendentes, descendentes e horizontais. E, como os filhos eram vários, a família era bem grande, constituída por adultos de todas as idades e mais novos também. [...] Essa ideia de família só sobreviveu intacta até os anos 60. Daí em diante &#8216;a família&#8217; se transformou em &#8216;as famílias&#8217;. Os grupos familiares mudaram, as configurações se multiplicaram. Hoje, são tantas as formações que, creio eu, não conseguiríamos elencá-las.”<br />
Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 01/05/2012</p>
<p>“Uma palavra que vive seu tempo de glória é dirupção. Ou ‘disruption’, em inglês, termo que vem sendo mal traduzido por ‘disrupção’ ou ‘disruptura’, já que o verbo em português é ‘diruir’ ou ‘derruir’, que significa ‘desmoronar’. Poderíamos falar em ‘ruptura’, mas outra tradução seria ‘ruína’ ou ‘derrubada’, já que dirupção é uma ruptura feita à força. Traz noção de colapso, de descontinuidade, de desorganização e de deslocamento. A internet causou e ainda causará muita dirupção. Dirupção é aquele momento em que um comportamento é totalmente modificado, e o dinheiro muda de mãos. Começou pelos correios, quando a internet introduziu o e-mail décadas atrás. Avançou na indústria da música e de jogos, alterando profundamente sua forma física, seu sistema de produção, de marketing, de distribuição e de fruição. [...] Espera-se que a próxima indústria a ser diruída pela internet seja a da educação, embora o ensino a distância venha do século 20. A dirupção que destruirá escolas tradicionais mal começou. [...] ‘A internet é o reino da descontinuidade’, disse o designer Oliver Reichenstein. É o espaço onde perdemos a noção do tempo. Por isso tanta nostalgia. Temos uma continuidade a reconquistar.”<br />
Marion Strecker – Folha de S.Paulo, 03/05/2012</p>
<p>“Aos 40 anos, você pesa dez quilos mais do que aos 20. Aos 60, já acumulou mais uma arroba de gordura, não resiste aos doces nem aos salgadinhos, fuma, bebe um engradado de cerveja de cada vez, é viciado em refrigerante, só sai da mesa quando está prestes a explodir e ainda se dá ao luxo de passar o dia no conforto. Quando se trata do corpo, você se comporta como criança mimada: faz questão absoluta de viver muito, enquanto age como se ele fosse um escravo forçado a suportar desaforos diários e a aturar todos os seus caprichos, calado, sem receber nada em troca. Aí, quando vêm a hipertensão, o diabetes, a artrite, o derrame cerebral ou o ataque cardíaco, maldiz a própria sorte, atribui a culpa à vontade de Deus e reclama do sistema de saúde que não fez por você tudo o que deveria. Desculpe a curiosidade: e você, pobre injustiçado, não tem responsabilidade nenhuma?”<br />
Drauzio Varella – Folha de S.Paulo, 05/05/2012</p>
<p>“Quando se analisa os tais três pilares do desenvolvimento sustentável, o mais frágil é justamente o do meio ambiente. O progresso no combate a pobreza, por exemplo, que tirou milhões de pessoas dessa situação em vários países, notadamente no Brasil, não foi acompanhado da melhoria dos indicadores ambientais. Ao contrário, as convenções sobre mudanças climática, biodiversidade e combate à desertificação que resultaram da Rio-92 não lograram avanços significativos. Suas agendas estão praticamente bloqueadas. Assim, a questão da governança ambiental mundial se tornou fundamental para a implementação dos acordos internacionais já existentes e para a preparação dos que terão de ser definidos no futuro próximo.”<br />
João Paulo Capobianco – Folha de S.Paulo, 05/05/2012</p>
<p>“Só o fato de nós perguntarmos, 20 anos depois da Rio-92, aonde chegamos e para onde queremos ir agora já é muito importante. Por isso, não devemos encarar esta conferência como um evento isolado. Estamos falando de um processo que teve início duas décadas atrás e que não se encerrará em 2012. [...]Eu acredito que a participação e a integração de todos em torno da Rio+20 -em especial dos jovens, que estão conectados e fazem parte de uma geração multicultural, sem barreiras linguísticas, culturais ou tecnológicas- é fundamental. A Rio+20 será um ponto de convergência desses jovens em torno do objetivo comum e global da sustentabilidade, reforçando os valores da generosidade, do respeito pela diversidade e das responsabilidades partilhadas quando se enfrentam desafios tão complexos.”<br />
Lidia Brito – Folha de S.Paulo, 05/05/2012</p>
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		<title>17ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 12:35:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Constata a ONU que, embora tenha havido melhoria nos itens saúde e educação, comparados às décadas anteriores, ainda hoje cerca de 900 milhões de pessoas carecem de acesso à água potável, e 2,6 bilhões não dispõem de saneamento básico (no Brasil, 34,5 milhões de pessoas vivem sem este direito elementar, segundo o IPEA). A desigualdade&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Constata a ONU que, embora tenha havido melhoria nos itens saúde e educação, comparados às décadas anteriores, ainda hoje cerca de 900 milhões de pessoas carecem de acesso à água potável, e 2,6 bilhões não dispõem de saneamento básico (no Brasil, 34,5 milhões de pessoas vivem sem este direito elementar, segundo o IPEA). A desigualdade entre ricos e pobres se aprofunda, informa o documento. Mais de 900 milhões de pessoas (13% da população global) sobrevivem em extrema pobreza, e apenas 17 milhões terão saído desse estado de penúria em 2012 (cf. Banco Mundial, ‘Estado do Futuro 2011’). O Projeto Milênio alerta para a importância de se promover o desarmamento, reduzir o consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis, e combater a corrupção e o narcotráfico. [...] Para se ajustar aos Objetivos do Milênio, nosso país clama por reformas: política, judiciária, agrária e tantas outras que corrijam os desmandos que ainda imperam, resquícios de uma mentalidade colonialista que considerava cidadãos apenas aqueles que possuíam propriedades.”<br />
Frei Betto, Revista Caros Amigos – abril de 2012</p>
<p>“Em tempos complexos e carregados de emoção, como este que atravessamos, os líderes empresariais e governamentais deveriam se conscientizar da necessidade de manter os mais elevados padrões de honestidade. Nem sempre vamos gostar do que ouvimos, e nem do que temos a dizer. E , ainda que seja natural reagir com decepção diante de notícias ruins, temos de fazer um esforço para não temê-las.”<br />
Howard Schultz, Revista Época Negócios – abril de 2012</p>
<p>“A industrialização do planeta afeta o clima, aumentando a temperatura média global. [...] Mesmo que seja estatisticamente possível que o impacto humano seja pequeno, em vista da evidência que temos hoje, seria absurdo apostar nessa incerteza.”<br />
Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 22/04/2012</p>
<p>“Vá ao mercado perto de sua casa, olhe um abacaxi e pense no milagre que é a natureza, milagre que se repete em cada fruta, cada árvore, e que uma vida inteira seria pouco para refletir sobre o que é o paladar, o aroma, a textura de cada uma dessas coisas que se olha todos os dias, mas não se vê.”<br />
Danuza Leão – Folha de S.Paulo, 22/04/2012</p>
<p>“O que você desejará fazer regularmente para se manter saudável e motivado? Quanto lhe custará, por mês, sair da rotina, cultivar hábitos saudáveis, rever amigos e parentes, enfim, cuidar de você mesmo? Ao definir essa verba, você certamente estará vivendo um presente mais rico. [...] Quando surge um imprevisto, passeios e festas podem ser adiados, mas gastos fixos não. Quando podemos optar pela substituição de gastos, imprevistos são contornados com mais facilidade, sem que recorramos a dívidas. Enfim, aqueles que cuidam melhor de si também têm menor chance de ter problemas! Vai esperar mais para ajustar sua vida?”<br />
Gustavo Cerbasi – Folha de S.Paulo, 23/04/2012</p>
<p>“A carreira é hoje mais importante para as mulheres do que para os homens, de acordo com pesquisa do Pew Research Center feita nos Estados Unidos. O levantamento mostra que 66% das mulheres entre 18 e 34 anos colocam a profissão como prioridade. Entre os homens, o número é de 59%. Em 1997, a situação era inversa. Para 58% dos homens, o trabalho era considerado algo muito importante, enquanto um percentual um pouco menor de mulheres (56%) pensava desse modo. Sucesso no casamento é, hoje, prioridade para 37% das mulheres e para 29% dos homens. No total, 1.696 pessoas foram ouvidas.”<br />
Maria Cristina Frias – Folha de S.Paulo, 23/04/2012</p>
<p>“Pensamos que somos tão imprescindíveis que temos de estar presentes 24 horas por dia na vida alheia. E vice-versa: pensamos que somos tão importantes que os outros têm de estar permanentemente disponíveis para nós.”<br />
João Pereira Coutinho – Folha de S.Paulo, 24/04/2012</p>
<p>“Algo está muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contramão da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em razão do lucro rápido, compromete o futuro do próprio país. [...] O Brasil pode ser para o século 21 o que os Estados Unidos foram para o mundo no século 20. Mas são necessárias visão antecipatória e determinação de perseguir nosso destino de grande potência socioambiental. Não é fácil fazer a melhor escolha, porém é na pressão dos grandes dilemas que se forja a têmpera dos que estão afiados a talhar os avanços da história.”<br />
Marina Silva – Folha de S.Paulo, 27/04/2012</p>
<p>“Credibilidade e confiança são valores que decorrem do culto às virtudes, algo que se perdeu numa sociedade que confunde Estado laico com Estado ateu -ou, pior ainda, antirreligioso. A relativização dos valores levou-o a uma visão materialista e hedonista da existência, estabelecendo comportamentos viciados, condutas desleais e irresponsáveis, quando não simplesmente criminosas.”<br />
Kátia Abreu – Folha de S.Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“O termo ‘hen’, defendido por feministas e entusiastas e ainda pouco usado, substitui ‘han’ (ele) e ‘hon’ (ela) por uma versão neutra. Há cerca de quatro anos, ele entrou para a ‘Enciclopédia Nacional’. [...] O gênero neutro é parte de um movimento maior de busca por igualdade na Suécia. O país tem a maior proporção mundial de mulheres no mercado de trabalho, e o Fórum Econômico Mundial o elegeu como o de maior igualdade de gênero. Na escola-modelo Egalia, é uma preocupação desde os anos 2000 -quando os professores passaram a gravar as aulas uns dos outros. ‘Ficamos desapontados ao ver que tratávamos meninos e meninas de maneira diferente’, diz a diretora Lotta Rajalin. Hoje, a escola diz combater não o gênero biológico, mas o cultural. ‘Não tentamos fazer as crianças se esquecerem de seus sexos, mas do que é esperado deles’. Ou seja, grosso modo, não apenas os meninos são convidados para as aulas de futebol. Nem são só as meninas que têm acesso às bonecas. ‘É uma questão de democracia’, diz Rajalin.”<br />
Diogo Bercito – Folha de S.Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“O amor é construído naqueles dias de discussões intermináveis e de beijos profundos. No compreender, ceder e tentar melhorar. No compartilhar o que era, até então, privado. No resguardar individualidade e espaços. No descobrir e explorar em conjunto. O amor tem a vantagem do crescimento e da sensação de plenitude e o bom ônus do investimento diário.”<br />
Marta Suplicy – Folha de S.Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“Apesar dos avanços em todos os itens de educação do Censo apresentados ontem, os dados de escolaridade continuam preocupantes. Quase 1 milhão de crianças de 6 a 14 anos estavam fora da escola em 2010 &#8211; 3,3% da população nesta faixa etária. A evolução na década só é possível para a faixa 7 a 14 anos, porque a lei que fixou os 6 anos como idade para ingresso no ensino fundamental é de 2006. Na faixa de 7 a 14, o índice de crianças fora da escola era 3,1% em 2010 e representa uma melhora em comparação com 2000, quando a proporção era de 5,5%. Em relação à população adulta, 6 em cada 10 brasileiros com 25 anos ou mais de idade não têm o ensino médio completo. Em 2000, eram quase 8 em cada 10. A proporção de brasileiros com curso superior completo teve aumento significativo, mas ainda é baixa, de 7,9%. Em 2000, eram apenas 4,4%.”<br />
Luciana Nunes Leal – O Estado de S. Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“A educação é o segredo do maior avanço das mulheres em comparação com os homens. ‘Elas passaram os homens em escolaridade em 1996’, disse Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).”<br />
 O Estado de S. Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“É chato quando filmar um show fica mais importante do que vivê-lo. [...] Se é possível filmar e absorver ao mesmo tempo? Não. [...] Muita gente filma para provar aos amigos que esteve lá. Se sorveu cada segundo daquele momento fazendo com os olhos e o coração uma edição de imagens que câmera nenhuma poderia fazer, não importa. Sua câmera assistiu a um grande show.”<br />
Julio Maria – O Estado de S. Paulo, 28/04/2012</p>
<p>“Não é possível libertar-se de situações de opressão se você não sabe qual é sua história, se não entende por que está nisso, se não reconhece como os opressores são mais fortes do que você porque têm não apenas mais armas, mas mais crueldade também.”<br />
Alice Walker, Revista Cult – abril de 2012</p>
<p>“Um trabalhador que enfrenta altas exigências no trabalho, mas tem pouca autonomia para definir quando e como satisfazê-las, costuma ser vítima de estresse e males correlatos, incluindo mais problemas cardiovasculares. Trabalhadores que se sentem financeiramente vulneráveis tendem a sentir estresse e custos correlatos à saúde física e mental.”<br />
Jeffrey Pfeffer, Harvard Business Review – abril de 2012</p>
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		<title>16ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 20:18:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“No altar, um orador mulato, de 1,90 metro e 92 quilos, anuncia: ‘Aqui tem milagre. O paralítico que saiu andando da cadeira de rodas. O cego que começou a enxergar. Aids, câncer. Tudo que na UTI não tiver mais jeito, aqui tem’. [...] O orador é o apóstolo Valdemiro Santiago, 48. Ex-bispo da Igreja Universal&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“No altar, um orador mulato, de 1,90 metro e 92 quilos, anuncia: ‘Aqui tem milagre. O paralítico que saiu andando da cadeira de rodas. O cego que começou a enxergar. Aids, câncer. Tudo que na UTI não tiver mais jeito, aqui tem’. [...] O orador é o apóstolo Valdemiro Santiago, 48. Ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, ele rompeu em 1997 com Edir Macedo para abrir sua própria denominação, a Igreja Mundial do Poder de Deus. [...] ‘Sou um executivo das almas. Através de minha oração, Deus já curou muitas doenças incuráveis pelo recurso da ciência’. [...] Citando o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, o professor de sociologia da religião da USP Flávio Pierucci interpreta o sucesso de Santiago: ‘Quem o procura já chega sugestionado. Os milagres acontecem, mas só para quem acredita. Não curam o mal, mas podem curar a sensação de dor’, diz o professor, acrescentando que a oferta de serviços mágico-religiosos é antiga no país e praticada por diversas fés.”<br />
Morris Kachani – Folha de S.Paulo, 15/04/2012</p>
<p>“Ter emprego, liberdade, saúde e relações sociais eleva o bem-estar. Barulho, trânsito e brigas com familiares o reduzem.”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 15/04/2012</p>
<p>“Fomos acostumados desde tempos imemoriais à ideia de que existe uma ortodoxia sexual da qual apenas os pervertidos, os loucos e enfermos se afastam e vimos transmitindo esse absurdo monstruoso para nossos filhos, netos e bisnetos, auxiliados pelos dogmas da religião, os códigos morais e os hábitos instaurados. Temos medo do sexo e nos custa aceitar que, neste incerto domínio, há opções e variantes que devam ser aceitas como manifestações da diversidade humana.”<br />
Mario Vargas Llosa &#8211; – O Estado de S. Paulo, 15/04/2012</p>
<p>“Nunca a informação foi tão acessível como agora. Mas ainda continua sendo difícil ver além dos dados. Nossa avaliação é sempre bastante frágil. [...] Sociedades envelhecidas não têm capacidade de ousar e inovar. Os velhos, carregados de experiência e maturidade, são bons gestores. Mas o motor de um país é a ousadia. E o atrevimento não tem cabelos brancos. [...] Conseguir enriquecer como país antes de envelhecer. Estamos numa corrida contra o tempo. Queremos sucumbir ao inverno demográfico ou estamos dispostos a abrir a janela da renovação? Gente não é problema. É solução.”<br />
Carlos Alberto di Franco – O Estado de S. Paulo, 16/04/2012</p>
<p>“Cada vez mais plugados e cada vez mais solitários. Na sociedade contemporânea, a solidão é como uma epidemia fora de controle. O Facebook é a plataforma ideal para autopromoção delirante e inflação do ego via aceitação de um número gigantesco de ‘amigos’ irreais.”<br />
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 16/04/2012</p>
<p>“ ‘Não adianta achar’, afirma Julián Lichtmann, sócio diretor da Ingouville, Nelson &#038; Associados, ‘que promover alguém a cargo de gestão fará dele líder.’ Um dos principais problemas, segundo Monteath, da Robert Half, é ‘a promoção precoce de profissionais a cargos de gestão sem o devido preparo’. Chefes imaturos e inseguros têm maior dificuldade de admitir seu despreparo nas avaliações internas anuais. Nem todos os líderes ‘nascem prontos’, diz o consultor Lichtmann. Liderança também se aprende, e as melhores empresas investem em treinamento. Mas há os que não aprendem nunca: ‘Um líder é reconhecido pela forma como age, não pelo que fala’. Para um subordinado inteligente, é mole sacar o líder ‘artificial ou ambíguo’. Não basta amar o que se faz. É preciso gostar de pessoas para ser líder.”<br />
Ruth Aquino, Revista Época &#8211; 16/04/2012</p>
<p>“A multiplicação espantosa de canais e mídias, marca dessa era da comunicação, gera apetite infinito por conteúdo, e o cinema é o rei do conteúdo, a grande síntese de música, literatura, dramaturgia, artes plásticas&#8230;”<br />
Nizan Guanaes – Folha de S.Paulo, 17/04/2012</p>
<p>“O Ministério do Meio Ambiente tem apenas pouco mais de 0,5% do Orçamento federal. Como fiscalizar? Como cobrar multas, mesmo quando aplicadas? [...] Recursos naturais são hoje o fator escasso no mundo. E o Brasil poderia valer-se disso, pela situação excepcional que desfruta. Mas, ao que parece, continuaremos apenas pensando em lucros imediatos.”<br />
Washington Novaes – O Estado de S. Paulo, 20/04/2012</p>
<p>“Em tempos de comunicação viral, em que as informações e novidades são transmitidas como numa epidemia, a mutação é constante. É algo que extrapola o mundo virtual e modifica a forma de nos relacionarmos, de vivermos e de trabalharmos. [...] As vantagens desse novo tempo são incontáveis, assim como as polêmicas sobre para onde caminhamos. Alguns dizem que as redes sociais eliminam o contato pessoal e que esse &#8220;mundo paralelo&#8221; da internet sacrifica nosso afeto, tempo e criatividade. Outros acreditam no contrário: conectadas o tempo todo, as pessoas são mais informadas, produtivas, além de estabelecer maior leque de relações.”<br />
Marta Suplicy – Folha de S.Paulo, 21/04/2012</p>
<p>“Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias. [...] O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. [...] Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta. Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.”<br />
Drauzio Varella – Folha de S.Paulo, 21/04/2012</p>
<p>“O mais provável é que a maioria das ideias se cristalize na forma de intenção. E intenção sem ação vira enrolação. O mundo está cheio de boas intenções, mas não tem mais paciência com os enroladores.”<br />
Eugenio Mussak, Revista Vida Simples – abril de 2012</p>
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		<title>15ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 19:06:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Só progrediremos moralmente como espécie quando tornarmos a proteção da vida um lema.” Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 08/04/2012 “Para os cristãos, a Páscoa celebra a liberdade da alma diante das várias escravidões da vida. [...] Cristãos comem o corpo e bebem o sangue de Cristo, um inocente. E &#8220;nós&#8221; o matamos ou você&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Só progrediremos moralmente como espécie quando tornarmos a proteção da vida um lema.”<br />
 Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 08/04/2012</p>
<p>“Para os cristãos, a Páscoa celebra a liberdade da alma diante das várias escravidões da vida. [...] Cristãos comem o corpo e bebem o sangue de Cristo, um inocente. E &#8220;nós&#8221; o matamos ou você duvida de qual lado você estaria na história?”<br />
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 09/04/2012</p>
<p>“Eles precisam viver no mundo como ele é, viver nos mesmos espaços públicos que todos, inclusive o espaço escolar, e conviver com todo tipo de pessoa, não apenas com aqueles que também portam diferenças aparentes. Todos somos diferentes. Se não respeitarmos as diferenças, se não aprendermos a conviver com a diferença, isso recairá, uma hora ou outra, contra nós e contra nossos filhos.”<br />
Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 10/04/2012</p>
<p>“O Brasil enfrenta hoje um grande desafio geopolítico e geoeconômico. Temos de sair de uma posição defensiva nas políticas econômica e externa e decidir que país queremos ser.”<br />
Rubens Barbosa – O Estado de S. Paulo, 10/04/2012</p>
<p>“No Brasil, muitas pessoas ainda acreditam que viver só não é uma escolha legítima para a mulher. Em uma cultura que considera ter um marido como um capital, as mulheres sozinhas são vistas como párias. Enquanto em outras culturas viver só é uma opção cada vez mais desejável, aqui ainda é sinônimo de exclusão social e de fracasso pessoal.”<br />
Mirian Goldenberg – Folha de S.Paulo, 10/04/2012</p>
<p>“Já quase a metade dos brasileiros (48,5%) está com excesso de peso. Isso é um problema sério. Ao que parece, seguimos a mesma rota dos EUA, onde a epidemia de obesidade teve início e a proporção de gordos já beira os 75%. [...] A obesidade é uma doença crônica, incurável e intratável porque vencê-la exige passar por cima de todos os nossos instintos alimentares.”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 11/04/2012</p>
<p>“É impossível deter as Cachoeiras de desejos, sobretudo quando são proibidos por lei, mas aceitos placidamente pelos costumes da terra, como a amizade e a malandragem. Essas coisas que viciam, como disse um deputado mineiro que construiu um castelo feudal. E, mais que isso, a certeza de que o governo tem muito mais do que pode administrar. Principalmente quando se sabe que aquilo que é de todos (ainda) não é de ninguém. Como prender bandidos num país onde mentir em causa própria é um princípio constitutivo do sistema legal?”<br />
Roberto DaMatta – O Estado de S. Paulo, 11/04/2012</p>
<p>“Além de ser um direito, a educação inclusiva é uma resposta inteligente às demandas do mundo contemporâneo. Incentiva uma pedagogia não homogeneizadora e desenvolve competências interpessoais. A sala de aula deveria espelhar a diversidade humana, não escondê-la. Claro que isso gera novas tensões e conflitos, mas também estimula as habilidades morais para a convivência democrática. O resultado final, desfocado pela miopia de alguns, é uma educação melhor para todos.”<br />
Rodrigo Mendes – Folha de S.Paulo, 12/04/2012</p>
<p>“Quando todas as portas estão fechadas, os perdedores têm ao menos a sabedoria dos que foram profundamente feridos e que lhes permite reconhecer e sentir a dor e vulnerabilidade dos outros. Isso explica que saibam dar a ternura e amizade que jamais receberam.”<br />
 Antonio Skármeta – O Estado de S. Paulo, 14/04/2012</p>
<p>“No fundo, o centralizador faz do controle uma forma de suprir o poder que, na verdade, não tem.”<br />
Fabio Steinberg, Revista Alfa – abril de 2012</p>
<p>“Muita gente pensa que aprendizado é só o que você consegue apresentar, colocar no papel. Mas é muito mais. No trabalho, as pessoas lidam com problemas mais complexos. Para solucioná-los, é necessário muitas vezes recorrer a diferentes tipos de conhecimento e experiências, ser capaz de reuni-los e aplicá-los. Esse tipo de competência é pouco ensinado e avaliado nas escolas. Os profissionais aprendem mais na prática e geralmente nem conseguem explicar como e onde aprenderam.”<br />
Michel Eraut, Revista Vocês/a – abril de 2012</p>
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		<title>14ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 00:40:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“O número de brasileiros que diz ter lido pelo menos um livro em um período de três meses diminuiu em relação a 2007, segundo a pesquisa &#8220;Retratos da Leitura no Brasil&#8221;, feita pelo Ibope Inteligência com o Instituto Pró-Livro. Em 2007, eles eram 55% da população (ou 95,6 milhões de pessoas). No resultado apresentado ontem&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O número de brasileiros que diz ter lido pelo menos um livro em um período de três meses diminuiu em relação a 2007, segundo a pesquisa &#8220;Retratos da Leitura no Brasil&#8221;, feita pelo Ibope Inteligência com o Instituto Pró-Livro. Em 2007, eles eram 55% da população (ou 95,6 milhões de pessoas). No resultado apresentado ontem em Brasília, o índice caiu para 50% da população (88,2 milhões). O número de livros lidos por ano, que inclui as obras indicadas pelas escolas, também caiu -de 4,7 por pessoa em 2007 para 4 em 2011. [...]O MinC incluiu no Plano Nacional de Cultura a meta de que, até 2020, os brasileiros leiam quatro livros por ano fora do aprendizado formal.”<br />
Nádia Guerlenda – Folha de S.Paulo, 29/03/2012</p>
<p>“Na secularização, Deus não é pronunciado, o que não significa que esteja ausente. Ele está presente sob o nome de justiça, amor, retidão, boa consciência, solidariedade e compaixão. Ilusão dos cristãos pensarem que Deus esteja presente somente onde seu nome é pronunciado, pois muitos se dão por piedosos e comportarem-se como malfeitores. Nosso mundo político está cheio deles. Já o ‘secularismo’ é a patologia da secularização  ao afirmar que só existe este mundo e qualquer aceno a algo que o transcenda é ilusão ou alienação.”<br />
Leonardo Boff, O Estado de S. Paulo – 01/04/2012</p>
<p>“O conselho que tenho para oferecer aos líderes é a importância da empatia no desenvolvimento da humildade, a importância de compreender as situações pelas quais as pessoas que trabalham na empresa estão passando. Se o objetivo é envolvê-los no trabalho, é fundamental compreendê-los de fato, bem como os desafios que enfrentam.”<br />
Jaimes Champy, O Estado de S. Paulo – 01/04/2012</p>
<p>“Pergunte-se a um grupo de médicos qual o órgão mais importante do corpo humano e certamente assistiremos a diálogos intermináveis e inconclusos. O fígado é o filtro, o coração é a bomba, o cérebro toma decisões, cada um com sua fatal indispensabilidade. Impossível o funcionamento aceitável do corpo sem o concurso dessas peças. Coração sem fígado envenena-se, fígado sem cérebro desgoverna-se, cérebro sem coração morre de inanição e, dizem os poetas, de falta de emoção&#8230; Sustentabilidade urbana, conceito complexo e mal conhecido, apresenta também seus três componentes orgânicos essenciais, inexoráveis e indispensáveis: o espaço ambiental e cultural, o desenvolvimento econômico e a responsabilidade social. Inútil privilegiar um deles em detrimento de qualquer dos outros.”<br />
João Crestana, O Estado de S. Paulo – 04/04/2012</p>
<p>“Os fundamentalistas são todos iguais: &#8216;apenas&#8217; querem que a lei de seu deus seja mandatória para todos os demais.”<br />
Contardo Calligaris – Folha de S.Paulo, 05/04/2012</p>
<p>“A corrupção é o capital sem lei. Todos os que a invocam, ainda que marginalmente, viram seus servidores. Sem exceção. Sem uma única exceção.”<br />
Eugênio Bucci, O Estado de S. Paulo – 05/04/2012</p>
<p>“Concordo em gênero, número e caso com dom Tarcísio Scaramussa, da CNBB, quando ele afirma que não faz sentido nem obrigar uma pessoa a rezar nem proibi-la de fazê-lo. [...]Como ateu, não abraço nenhuma religião, mas, como liberal, não pretendo que todos pensem do mesmo modo. [...] A minha impressão é a de que não faltam oportunidades para conhecer as mais diversas mensagens religiosas, onipresentes em rádios, TVs e também nas ruas. Na cidade de São Paulo, por exemplo, existem mais templos (algo em torno de 4.000) do que escolas públicas (cerca de 1.700).”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 06/04/2012</p>
<p>“Sentimos nostalgia das coisas que estão desaparecendo da vida contemporânea. Quando eu era criança, a família só tinha um aparelho de telefone, a torradeira durava 25 anos. [...] Fiz 65 anos em fevereiro. Nos Estados Unidos, sou oficialmente um cidadão que entrou na velhice. É um choque. O avanço dos anos começa a tomar conta de você. Tanta gente importante para mim tem morrido. [...] Você se pergunta: como aquele menino ficou tão velho? [...] Me irrita, às vezes, ficar ouvindo a falação incessante de jovens com tão pouca história de vida.”<br />
Paul Auster, O Estado de S. Paulo – 06/04/2012</p>
<p>“A evolução do cérebro humano esteve associada às demandas da complexidade do ambiente social. [...] Surgiram evidências de que certas regiões do cérebro são mais desenvolvidas em pessoas que mantêm contato com maior número de parentes, amigos e colegas de trabalho. [...] Está cada vez mais evidente que o cérebro é uma ferramenta social.”<br />
Drauzio Varella – Folha de S.Paulo, 07/04/2012</p>
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		<title>13ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 15:23:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito mais superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é a moeda forte nesse mercado. [...] É importante lembrar que existem outras possibilidades&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito mais superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é a moeda forte nesse mercado. [...] É importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem e devem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?”<br />
Jairo Bouer, Revista Época – 26/03/2012</p>
<p>“A civilização contemporânea vive a explosiva combinação de evolução tecnológica rápida e evolução ética e social lenta.”<br />
Ricardo Abramovay – Folha de S.Paulo, 27/03/2012</p>
<p>“Precisam considerar que o imenso valor que estamos dedicando ao consumo tem servido para que os mais novos criem preconceitos e estereótipos que servem para excluir, segregar, desprezar seus pares. E antes que você pense que seu filho pode ser alvo ou vítima dessa situação, considere principalmente que ele pode ser um agente dela. Lembre-se que seu filho vive neste mundo que o bombardeia com informações que o direcionam a fazer isso. ‘Quer ser popular? Compre tal objeto.’ ‘Quer ser convidado para todas as festas? Use tal roupa.’ ‘Quer ter sucesso? Tenha tal carro’. Frases desse tipo repetidas como mantras colam em seu filho. Por isso, você terá de fazer mais por ele. Uma boa atitude pode ser a de analisar criticamente as propagandas bonitas, vistosas e bem-humoradas que seduzem seu filho. Com sua ajuda, seu filho pode entender que a única coisa verdadeira nesse tipo de propaganda é o objetivo de vender.”<br />
Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 27/03/2012</p>
<p>“Antes havia debates para ver quem tinha razão. Hoje, todos têm razão e ai daquele que criticar tendências em nome de critérios e paradigmas seculares da arte. A inteligência foi substituída pela sacralização da irrelevância massificada; a própria ideia de &#8220;estética&#8221; é considerada por muitos como individualismo neoconservador, autoritário, produzindo parâmetros repressivos. A libertação da tutela dos chamados ‘maîtres à penser’, dos seres que nos guiavam orgulhosamente para algum Sentido foi uma coisa boa, mas abriu as portas para um vale-tudo formal que desqualifica qualquer tentativa de crítica literária, vista como um ataque contra a liberdade da estupidez. Claro que é bem-vinda a esfuziante aparição de milhares de criadores, dos blogueiros dos twiteiros, dos hipertextos da época pós pós; claro que algum dia isso vai dar em novos valores de ‘qualidade’, de ‘importância’, destilados dos alambiques da internet. Estamos numa fase da exaltação da ‘quantidade’, como se a profusão de temas e criações substituíssem a velha categoria da ‘qualidade’. Essa nova era nos ensinou que não chegaremos a nenhum destino definitivo, mas alguns parâmetros de valor estético terão de ser recolocados na literatura. Em geral, as diagnoses sobre as mutações a que assistimos hoje em dia se dividem ou em lamentos por um passado de ilusões perdidas ou em euforia por um admirável mundo novo em que todos sejam autores e leitores, nessa democracia da falta de critérios.”<br />
Arnaldo Jabor – O Estado de S. Paulo, 27/03/2012</p>
<p>“O número de brasileiros que diz ter lido pelo menos um livro em um período de três meses diminuiu em relação a 2007, segundo a pesquisa &#8220;Retratos da Leitura no Brasil&#8221;, feita pelo Ibope Inteligência com o Instituto Pró-Livro. Em 2007, eles eram 55% da população (ou 95,6 milhões de pessoas). No resultado apresentado ontem em Brasília, o índice caiu para 50% da população (88,2 milhões). O número de livros lidos por ano, que inclui as obras indicadas pelas escolas, também caiu -de 4,7 por pessoa em 2007 para 4 em 2011. O MinC incluiu no Plano Nacional de Cultura a meta de que, até 2020, os brasileiros leiam quatro livros por ano fora do aprendizado formal.”<br />
Nádia Guerlenda – Folha de S.Paulo, 29/03/2012</p>
<p>“O juiz prende, decide a vida de famílias e de empresas. Veste roupas talares, cheias de renda, se sente Deus. É uma doença profissional. Todos nós, magistrados, precisamos tratar esse resquício que fica na alma com ajuda psicológica.”<br />
Eliana Calmon, 67, Revista Claudia – março de 2012</p>
<p>“Eu não acredito em one man show. O que funciona é uma equipe integrada e motivada trabalhando dentro dos objetivos e estratégias que são definidos, planejados e controlados. Esta é a base da ação desenvolvida sob a minha gestão na Embraer.”<br />
Maurício Botelho, Harvard Business Review &#8211; março de 2012</p>
<p>“Eu não conseguiria viver assim, com esse séquito. Esse é o perigo da fama: uma hora você acredita que é especial. Aí você dança.”<br />
Rodrigo Santoro, ator, Revista Alfa – março de 2012</p>
<p>“São inúmeras as agências financeiras que regularmente publicam informes sobre quem é mais rico, como vivem os ricos, de que forma investem ou gastam seu dinheiro. O Credit Suisse publica, anualmente, análise da distribuição da riqueza no mundo. Calcula que a metade da população adulta retém apenas 1% da riqueza global. E 67,6% da população adulta (3 bilhões de pessoas) sobrevivem com 3,3% da riqueza global. No vértice da pirâmide, os 10% mais ricos abocanham 84% da riqueza global, e 0,5% &#8211; os mais ricos – é dono de 38,5% da riqueza global. [...] Na Índia, o país de maior número de famintos, o cidadão mais rico construiu, para residir com sua família, um prédio de 27 andares com três heliportos&#8230; Os mais ricos entre os ricos já não temem ostentar seus luxos, como é o caso, no Brasil, de Eike Batista e daquelas figuras esdrúxulas do programa Mulheres ricas, da Band. E o mais grave: suscitam inveja e admiração, e incutem em muitos a acumulação de riqueza como ideal de vida.”<br />
Frei Betto,  Revista Caros Amigos – março de 2012</p>
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		<title>12ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 09:48:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“O programa El Sistema absorve milhares de jovens venezuelanos, oferecendo uma intensa formação musical como antídoto para os males da pobreza, uma realidade apesar da riqueza petrolífera da Venezuela. Segundo José Antonio Abreu, o programa funciona contra a violência. ‘Quando nos apresentamos no exterior, somos mensageiros da paz, mas também da justiça social’, afirmou. A&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O programa El Sistema absorve milhares de jovens venezuelanos, oferecendo uma intensa formação musical como antídoto para os males da pobreza, uma realidade apesar da riqueza petrolífera da Venezuela. Segundo José Antonio Abreu, o programa funciona contra a violência. ‘Quando nos apresentamos no exterior, somos mensageiros da paz, mas também da justiça social’, afirmou. A violência é um problema global, disse. ‘Orquestras e corais são instrumentos incrivelmente eficazes contra a violência’, afirmou. [...] ‘Tenho dedicado todos os meus esforços para que os mais pobres, os mais excluídos, tenham acesso à educação musical’, acrescentou. [...] Abreu, 73, é formado em teclado e composição e estudou regência. Seguiu uma carreira paralela como economista e foi parlamentar, consultor econômico e ministro da Cultura em governos anteriores do país. É solteiro e leva uma vista ascética. Se descreve como um católico devoto, &#8220;um sacerdote, um humilde servo de Jesus Cristo&#8221;, que aspira a ser ‘um servo ideal, nobre e invencível de Deus’.”<br />
Daniel J. Wakin – Folha de S.Paulo, 19/03/2012</p>
<p>“Os jovens têm vida de gente grande desde o início da adolescência. Vida social, pelo menos. Mas será que na vida pessoal eles amadurecem? Temos indícios de que não. Depois de conversar com vários jovens dessa idade, constatei um ponto interessante: os jovens manifestam uma dificuldade de dialogar com os adultos. Eles falam com os adultos: expõem suas polêmicas opiniões a respeito dos assuntos em pauta, têm sempre bons argumentos para convencer os mais velhos a aceitarem seus pedidos, sabem comunicar o que querem. Entretanto, em situações de conflito, principalmente quando essas envolvem algum aspecto de suas vidas, não sabem como se comportar, não conseguem enfrentar a situação, perdem toda a segurança que tentam mostrar que têm.”<br />
Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 20/03/2012</p>
<p>“O racismo, longe de ser uma patologia, parece-me um problema essencialmente ético -a atitude de considerar inferior quem se encara como diferente.”<br />
João Pereira Coutinho – Folha de S.Paulo, 20/03/2012</p>
<p>“O Brasil é o país em que os blogs são mais acessados pelos usuários de internet no mundo. A conclusão é de um estudo apresentado ontem pela consultoria comScore, que analisou hábitos e tendências de usuários da internet em 44 mercados. Segundo o relatório, 95,9% do total de visitantes brasileiros acessaram algum blog em dezembro de 2011, o maior percentual entre os países analisados pela consultoria. A média mundial é de 58,9%. Redes sociais, sites de compras coletivas e de envio de mensagens instantâneas são outras categorias em que o acesso dos brasileiros superou a média de outros países. Em 2011, o Brasil ultrapassou a França e se tornou o sétimo maior mercado de internet do mundo, com 46,3 milhões de acessos de computadores em casa ou no trabalho. O número não considera acessos de locais públicos -LAN houses e bibliotecas. Os brasileiros ficaram 26,7 horas conectados em dezembro, a quinta maior média mundial. Só americanos, britânicos, sul-coreanos e franceses superam essa marca. Segundo o relatório, quase um quarto do tempo (23%) foi gasto em redes sociais, com o Facebook agora à frente. Em 2010, 16% do tempo era dedicado às redes sociais. O Brasil é o mercado em que a rede criada por Mark Zuckerberg teve o seu segundo maior crescimento em 2011, de 187%, só perdendo para o Vietnã, onde o serviço se expandiu 198% no período. Cada brasileiro gastou 4,8 horas no site em dezembro.”<br />
Marianna Aragão – Folha de S.Paulo, 22/03/2012</p>
<p>“Hoje, 884 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água potável segura e 2,6 bilhões de pessoas (40% da população mundial) não têm acesso a saneamento básico. Portanto, temos um longo caminho para colocar a resolução da ONU em prática. No Brasil, há uma boa cobertura de distribuição de água tratada. Em relação ao saneamento, no entanto, os números são vergonhosos. Apenas 44,5% da população estão conectados a redes de esgoto -do esgoto coletado, somente 38% é tratado. Isso significa que menos de 20% da população têm acesso a esgoto tratado, o que implica no lançamento de grandes quantidades de material orgânico em nossos rios e no mar, no caso das cidades litorâneas.”<br />
Marina Silva – Folha de S.Paulo, 23/03/2012</p>
<p>“Para navegar em meio as ambiguidades sociais, acabamos desenvolvendo nosso senso moral. Jonathan Haidt sugere que ele pode ser decomposto em seis sentimentos básicos: proteção, justiça, lealdade, autoridade, pureza e liberdade, que constituiriam uma espécie de tabela periódica do instinto moral. O mapa ético de cada indivíduo seria uma combinação de diferentes proporções desses ‘ingredientes’.”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 23/03/2012</p>
<p>“O câncer infantil representa hoje a segunda causa de mortalidade entre crianças e adolescentes de até 19 anos no Brasil-só perde para acidentes e violência. São 11 mil casos novos por ano, com taxas de 70% de cura, em média. As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).”<br />
Cláudia Collucci – Folha de S.Paulo, 24/03/2012</p>
<p>“A verdade é que os membros de nossa espécie, aí incluídos os especialistas, temos dificuldades terríveis para sermos objetivos. Quem evidencia isso muito bem é Paul Slovic, em suas investigações na &#8216;heurística do afeto&#8217;. O nome é complicado, mas a ideia por trás dele não: as pessoas tomam decisões consultando mais suas emoções do que dados e cálculos racionais.”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 24/03/2012</p>
<p>“Se me emocionasse fazendo um discurso e ficasse com olhos cheios d’água, era porque eu era histérica, não sabia controlar as emoções. Já meu antecessor, era um ‘homem muito sensível’. Eu sempre era a gorda malvestida. E os homens mais cheinhos, eram os fortes, poderosos. Quando entrei para o governo, uma das coisas que mais me impressionou foi um artigo de uma revista feminina dizendo; ‘Inacreditável: a presidente do Chile usou o mesmo vestido duas vezes na mesma semana’. [...] O que mais me faz chorar é a injustiça. Ver uma mulher ou uma criança serem maltratadas me destrói. É indescritível minha sensação de impotência ao ver que mesmo a sociedade tendo evoluído tanto, ainda morrem de fome 12 crianças por minuto&#8230; isso é horrível.”<br />
Michelle Bachelet, 61, diretor executiva da ONU Mulheres, ex-presidente do Chile, Revisa Marie Claire – março de 2012</p>
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		<title>11ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 08:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Em tempos de ansiedade, é natural que a culpa comece a ser jogada nos outros. [...] Partes de um lado e outro se empenham para amplificar as acusações, num esforço que em nada contribui para a solução do problema. Simplesmente divide as pessoas, ofuscando o fato de que estamos todos no mesmo barco.” Nitin Nohria&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Em tempos de ansiedade, é natural que a culpa comece a ser jogada nos outros. [...] Partes de um lado e outro se empenham para amplificar as acusações, num esforço que em nada contribui para a solução do problema. Simplesmente divide as pessoas, ofuscando o fato de que estamos todos no mesmo barco.”<br />
Nitin Nohria &#8211; Harvard Business Review,  março de 2012</p>
<p>“Um dos argumentos mais populares entre os defensores da permanência da cruz é o de que a maioria da população é cristã. Bem, a maior parte dos brasileiros também é flamenguista ou corintiana. A ninguém, contudo, ocorreria ornar os tribunais com bandeiras e flâmulas desses clubes. Maiorias não bastam para definir a decoração de paredes públicas. De resto, nem todos os cristãos são entusiastas do crucifixo. Algumas denominações protestantes o consideram um caso acabado de idolatria, pecado cuja prática meus ancestrais judeus costumavam punir com o apedrejamento até a morte.”<br />
Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo, 11/03/2012</p>
<p>“Não é exatamente o ato do consumo que nos faz felizes. Felicidade é um estado de espírito e não uma reação momentânea a um acontecimento. O que realmente contribui para nosso bem-estar é a maneira com que aproveitamos os acontecimentos em nossa vida. [...] Se você quer ser mais feliz, planeje e poupe antes de consumir. Ambicione, conquiste e aprenda a degustar por um bom tempo suas conquistas, no lugar de cultivar o pobre vício em consumo.”<br />
Gustavo Cerbasi – Folha de S.Paulo, 12/03/2012</p>
<p>“Se há um tipo de estabelecimento que cresce nas cidades é o depósito. Há depósitos para aquilo que não queremos mais por perto, que não usamos mais. Poderiam ser chamados de depósitos de lixo, mas nem sempre é lixo o que eles guardam. O mundo do consumo fez crescer vertiginosamente o descarte: descartamos o aparelho de telefone celular quase novo porque saiu um outro com novíssimas funções. Descartamos o computador recente e em pleno funcionamento porque saiu um modelo menor e mais leve; descartamos o sofá da sala que já tem o nosso cheiro e se adaptou ao formato de nosso corpo porque a linha em uso agora é de outro estilo; e o aparelho de TV porque já está ultrapassado etc. Queremos descartar para poder consumir mais. E isso transformou-se em um problema, já que o que não usamos mais atrapalha nossa vida, dá uma aparência a ela que rejeitamos, recusamos. Há um outro tipo de estabelecimento que também cresce nas cidades, não tanto em quantidade, e sim na ampliação dos serviços que oferece: a escola. Até poucos anos atrás, a escola era o lugar para onde os mais novos eram encaminhados com o objetivo de estudar e/ou aprender a conviver com outros. Hoje, a escola transformou-se em um local que serve para muitas outras coisas. Ela serve, por exemplo, para abrigar crianças (falo de crianças integrantes de famílias de classe média para cima) cujos pais trabalham tanto que não podem ir buscar seus filhos no horário que as aulas terminam. Dessa maneira, a escola permanece aberta até altas horas, até que os pais sejam liberados de seus afazeres e possam ir buscar seus rebentos.”<br />
Rosely Sayão – Folha de S.Paulo, 13/03/2012</p>
<p>“A bicicleta é política, um instrumento para questionar a forma como São Paulo vem sendo concebida e propor alternativas que possibilitem o convívio, o uso democrático do espaço público e a circulação de pessoas. Uma arriscada tarefa, quando a incivilidade é a regra.”<br />
Gabriel Di Pierro Siqueira – Folha de S.Paulo, 14/03/2012</p>
<p>“Há 25 milhões de fumantes no Brasil e um crescente número de adolescentes que experimentam cigarros diariamente, candidatando-se à dependência e às consequências do tabagismo. Prevenção à iniciação é a palavra de ordem no cenário atual.”<br />
Paula Johns e Clarissa Nomsi – Folha de S.Paulo, 17/03/2012</p>
<p>“O superendividamento é um assunto que vem tirando o sono de muitas famílias. Os 40 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média e os outros tantos que se sentem mais seguros com a estabilidade econômica do país não estão apenas contando com uma renda mais elevada, mas também buscando um maior padrão de consumo. É a necessidade de extravasar um desejo reprimido durante décadas.”<br />
Marta Suplicy – Folha de S.Paulo, 17/03/2012</p>
<p>“O cinema é uma arte tão umbilicalmente ligada ao tempo que poderíamos dizer que todo filme, qualquer filme, por humilde que seja, não deixa de fazer uma referência a ele. Ou a ele estar subordinado. É de sua natureza. O cinema torna presente o que já desapareceu. Traz de volta &#8220;à vida&#8221; monumentos que não mais existem, modas que já passaram, pessoas que morreram. Em certo sentido, a fotografia, técnica mais antiga, e da qual o cinema deriva, também faz isso. Com uma diferença e vantagem para o cinema &#8211; ele traz de volta à vida não apenas as formas mortas, mas seu movimento e sua duração.”<br />
Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado de S. Paulo, 17/03/2012</p>
<p>“Uma qualidade importante dos grandes inventores é estar permanentemente apaixonados pelo que fazem. ‘As pessoas mais criativas quando fazem algo que amam’, afirma Teresa Amabile, professora da Hrvard Business School.”<br />
Amanda Kamancheck – Revista Você S/A, março de 2012</p>
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		<title>10ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 12:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[“Errar e admitir o erro são passos essenciais na busca pela verdade.” Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 04/03/2012 “Um estudo em janeiro na revista ‘Cyberpsychology, Behavior and Social Networking’ descobriu que quanto mais tempo as pessoas passam no Facebook, mais elas acham que seus amigos são felizes e, em consequência, se sentem mais tristes.”&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Errar e admitir o erro são passos essenciais na busca pela verdade.”<br />
 Marcelo Gleiser – Folha de S.Paulo, 04/03/2012</p>
<p>“Um estudo em janeiro na revista ‘Cyberpsychology, Behavior and Social Networking’ descobriu que quanto mais tempo as pessoas passam no Facebook, mais elas acham que seus amigos são felizes e, em consequência, se sentem mais tristes.”<br />
Anita Patil – Folha de S.Paulo, 05/03/2012</p>
<p>“O câncer não é uma doença, mas muitas. Podemos chamar todas da mesma maneira porque compartilham uma característica fundamental: o crescimento anormal das células. É um exagero dizer que a guerra contra o câncer está perdida, mas também não é realista dizer que essa é uma guerra que pode ser completamente vencida.”<br />
Siddhartha Mukherjee, Revista Época – 05/03/2012</p>
<p>“A inviolabilidade da criança sempre me pareceu superior à autonomia dos pais, exceto nos casos em que a gravidez representa ameaça para a saúde física ou psíquica da mãe. Só quando duas vidas estão em conflito é possível decidir salvar uma delas.”<br />
João Pereira Coutinho – Folha de S.Paulo, 06/03/2012</p>
<p>“A mulher é guerreira, mas ela não vai à guerra como os homens, para destruir inimigos. Ela vai à guerra para construir, para proteger e para nutrir os seus. Existe um consenso entre os ativistas sociais de que a mulher é o vetor mais eficiente de propagação de prosperidade, segurança familiar, saúde e educação”<br />
 Nizan Guanaes – Folha de S.Paulo, 06/03/2012</p>
<p>“A globalização e as novas tecnologias nos conectaram uns aos outros e abriram novas formas de ser, pensar, sentir e agir. Consumo responsável, alimentação saudável, respeito às diversidades, saber ouvir e participar da vida social e política, criatividade e inovação poderão ser os novos pilares da sociedade contemporânea -e o Brasil tem todas as condições para trilhar esse caminho. Resta saber se teremos a maturidade e as condições para a construção e a afirmação de novos valores.”<br />
Maria Alice Setubal – Folha de S.Paulo, 06/03/2012</p>
<p>“O corpo tem de dar lucro. As mulheres querem ser disputadas, consumidas, como um bom eletrodoméstico. [...] Sempre que chega esse Dia Internacional, nós machistas elogiamos o lado &#8220;abstrato&#8221; das fêmeas, sua delicadeza, sua capacidade de perdão (sic), sua coragem, em textos de hipocrisia paternalista, como se falássemos de pobres, de crianças ou de vítimas. Claro que na História, as mulheres foram e são oprimidas, estupradas na alma e corpo. Mas não é como vítimas que devemos lamentá-las ou louvá-las . Sua importância é afirmativa, pois elas estão muito mais próximas que nós da realidade deste mundo aberto, sem futuro ou significado. Elas não caminham em busca de um &#8220;sentido&#8221; único, de um poder brutal. Não é que sejam &#8220;incompreensíveis&#8221;; elas são mais complexas, imprevisíveis como a natureza. O homem se crê acima do mistério, mas as mulheres estão dentro. São impalpáveis como a realidade que o homem &#8220;pensa&#8221; que controla. A mulher pensa por metáforas. O homem por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim.”<br />
Arnaldo Jabor &#8211; O Estado de S. Paulo, 07/03/2012</p>
<p>“Pergunto se não seria uma urgência urgentíssima fazer uma campanha maciça, dura e realista, mostrando claramente a nossa resistência à cordialidade que sem dúvida é nossa, mas que deve ultrapassar as fronteiras da casa e do coração, para ser aplicada ao mundo da rua e a todos os que conosco compartilham o espaço urbano. Tal extensão do respeito pelo outro no mundo público chama-se igualdade! Esse valor a ser implementado pela polícia e pela lei, mas ao lado de uma conscientização de nossas alergias às situações igualitárias e o nosso pendor às diferenciações que excluem os &#8220;homens bons&#8221; ou a &#8220;gente boa&#8221; das regras, sendo a marca de quem detém alguma forma de fama, celebridade, &#8220;você sabe com quem está falando?&#8221; e, bem acima de tudo, poder político!”<br />
Roberto DaMatta &#8211; O Estado de S. Paulo, 07/03/2012</p>
<p>“Há homens impotentes que se esfregam contra mulheres no metrô lotado: esperam confirmar sua virilidade duvidosa graças à reação indignada que eles suscitam.”<br />
Contardo Calligaris – Folha de S.Paulo, 08/03/2012</p>
<p>“O Brasil é tetracampeão em felicidade no ranking de uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com a consultoria Gallup, na qual a Síria aparece em último lugar. Feita com cerca de 200 mil pessoas em 158 países, a pesquisa realizada em 2011 buscou saber a expectativa de felicidade das pessoas nos próximos cinco anos e também no presente. O Brasil vence nos dois. Depois do Brasil, no quesito &#8220;países mais felizes&#8221; aparecem Panamá, Costa Rica, Colômbia, Qatar, Suíça e Dinamarca. Entre os brasileiros, a pesquisa constatou também que as mulheres são mais felizes que os homens, o que Neri atribui ao maior nível de educação conquistado pelas mulheres nos últimos anos. De acordo com Neri, a educação traz felicidade porque se traduz em renda e, consequentemente, em uma vida melhor. Outra constatação da pesquisa é a de que as mulheres solteiras são mais felizes que as casadas no mundo inteiro, mas o índice cai à medida que a mulher envelhece. As que têm filhos menores de 15 anos também são mais felizes do que as que não têm filhos, indicou a pesquisa.”<br />
Denise Luna – Folha de S.Paulo, 08/03/2012</p>
<p>“Apenas 4,2% dos estudantes que concluíam o ensino médio da rede estadual paulista em 2011 tinham um conhecimento adequado em matemática. Seis em cada dez não sabiam nem o básico do que era esperado para a série na mesma disciplina. A informação faz parte do balanço do Saresp, exame do governo paulista que avalia anualmente o conhecimento de matemática e português de estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. [...] O balanço mostra que 58,4% dos alunos do 3º ano do ensino médio tiveram desempenho considerado &#8220;abaixo do básico&#8221; (insuficiente) em matemática, no conceito adotado pelo Estado.”<br />
Talita Bedinelli – Folha de S.Paulo, 08/03/2012</p>
<p>“Ademais, dados da OMS mostram que as taxas de filhos escolarizados são 40% maiores quando a mãe é alfabetizada, em contraposição ao pai alfabetizado. Comprovam também que para cada ano de escolarização da mãe a mortalidade infantil fica nove em cada mil nascimentos menor.”<br />
Miguel Srougi – Folha de S.Paulo, 09/03/2012</p>
<p>“Se não priorizarmos o transporte coletivo, o transporte individual irá tomar todo o espaço que dermos, e não será suficiente. Seus usuários ainda irão reclamar como crianças &#8220;birrentas&#8221; até espumar de raiva, levantando a bandeira do direito adquirido do uso do transporte individual, baseada na individualidade e no egoísmo do uso do espaço público. Quem viver verá.”<br />
Horácio Augusto Figueira – Folha de S.Paulo, 10/03/2012</p>
<p>“Achava que tudo tinha de ser do meu jeito e ponto. Era muito difícil mudar meu ponto de vista. Por mais que diziam para não entrar no crime, estava certo de que deveria entrar nesse mundo. [...] Se eu disser que roubei por necessidade, ‘tô’ mentindo. Não passava fome, minha mãe me criava bem. [...] A mudança só aconteceu quando eu vim para a Fundação Casa. Tive alguns professores que começaram a colocar dúvidas em minha mente. Eles me perguntavam o que eu queria para mim. A música, o surfe ou o crime? Sempre gostei dos três. Fiquei um pouco indeciso, o crime ainda estava em mim. Acabei descartando o crime pouco a pouco. Não dá para fingir que não fez parte da minha vida. Aí, passei a gostar de mim. Aprendi a tocar percussão, compus canções e decidi pela música. [...] Ninguém lá em casa tem faculdade, por isso minha família ficou supercontente. Falaram: ‘Você mudou’. Eles disseram que aprendi a ouvir os outros. Você me pergunta se eu acho que mudei? Não acho, porque se achasse ainda teria dúvida. Tenho certeza de que mudei.”<br />
Afonso Benites – Folha de S.Paulo, 10/03/2012</p>
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		<title>09ª semana de 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 20:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O capital financeiro é hoje importante como nunca foi. [...] Sou otimista no sentido de que acredito que as pessoas vão reconhecer que há limites sérios no capitalismo e que é preciso considerar modos alternativos.” David Harvey – Folha de S.Paulo, 26/02/2012 “Estudos populacionais mostram que a maioria de nós passou ou passará por eventos&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O capital financeiro é hoje importante como nunca foi. [...] Sou otimista no sentido de que acredito que as pessoas vão reconhecer que há limites sérios no capitalismo e que é preciso considerar modos alternativos.”<br />
David Harvey – Folha de S.Paulo, 26/02/2012</p>
<p>“Estudos populacionais mostram que a maioria de nós passou ou passará por eventos traumáticos. Quando o indivíduo consegue processar essa notícia negativa de maneira a construir uma aliança de aprendizado, ele desenvolve algo chamado ‘resiliência’. Na física, é o nome que se dá à capacidade de um corpo de voltar à forma natural depois de sofrer uma deformação causada pela força de um agente externo. [...] A superação de um trauma anda de mãos dadas com o fortalecimento do caráter e das virtudes, as pessoas se descobrem melhores depois.”<br />
Júlio Peres, Revista Época – 27/02/12</p>
<p>“Existe uma distinção muito grande entre religião e espiritualidade. Religião é uma coisa às vezes perigosa, manipuladora, cheia de ‘não faça isso’, ‘não pode aquilo’. Uma religião pode até conduzir para o sentido contrário da espiritualidade. Respeito todas as religiões, mas acho que só vale o que nos coloca em contato com uma coisa maior. Só a troca nos coloca numa outra dimensão. A troca é o amor, a caridade. Tirar o foco de você e se doar, entrar numa outra sintonia. Como acredito no amor, a imagem que mais me alimenta é a do Cristo. Não me fiz de vítima. Achava que minha jornada seria tão enriquecedora que no final eu acharia tudo uma bênção. Como acho mesmo. Tive a oportunidade de ver como eu podia mudar tanta coisa.”<br />
Reynaldo Gianecchini, Revista Época – 27/02/12</p>
<p>“Passamos a ver as crianças como seres muito frágeis, prestando atenção a tudo o que diz respeito a seu corpo e a seu espírito. O resultado é um estilo de educação que acaba por escravizar os pais.”<br />
Pamela Druckerman, Revista Época – 27/02/12</p>
<p>“Os pais não sabem se delegam para a escola (que já reclama da sobrecarga de responsabilidades) ou se terceirizam a resolução dos problemas para os terapeutas. No baile dos perdidos, os conflitos geracionais ganham escala.”<br />
Jairo Bouer, Revista Época – 27/02/12</p>
<p>“Ambientalista é, hoje, um rótulo muito elástico, diferente do que era há 30 anos. Por isso, o ambientalismo está diante de uma tarefa: se reinventar. Por que, às vezes, a gente enfrenta dificuldades? Porque, muitas vezes, as explicações não são lineares. Você diz que algo vai acontecer, e não acontece. Veja a questão do aquecimento global. O tema é complexo, mas acho que o setor empresarial é outro hoje. Dificilmente uam empresa de nome não está preocupada com a gestão ambiental, é uma questão da comunidade. Avançar nisso exige mais tempo.”<br />
Fabio Feldmann &#8211; O Estado de S. Paulo, 27/02/2012</p>
<p>“Os líderes têm de ser mais inovadores, pois o planeta está se tornando cada vez mais complexo e os negócios precisam se adaptar rapidamente. E têm de ser humanos, buscando harmonia no ambiente de trabalho. As pessoas se preocupam cada vez mais com o significado e procuram empresas que preencham sua visão de mundo.”<br />
Peter Rodriguez, diretor da escola de negócios da Universidade da Virgínia, Revista Você S/A – fevereiro de 2012</p>
<p>“Ter sido arrancado de uma porção de coisas sem sair do lugar: eis uma descrição precisa e pungente do estado psíquico do enlutado. A perda de um ser amado não é apenas a perda do objeto, é também a perda do lugar que o sobrevivente ocupava junto ao morto.”<br />
Maria Rita Kehl, psicanalista – Revista Cult – fevereiro de 2012</p>
<p>“A carreira não deve ser pensada ou planejada como um projeto do indivíduo, mas sim como um projeto do casal. [...] De nada adiantará acumular riquezas e conquistar a tranquilidade da aposentadoria se, lá na frente, a única coisa a que você terá acostumado seu corpo e sua mente a sentir falta for o trabalho.”<br />
Gustavo Cerbasi – Folha de S.Paulo, 27/02/2012</p>
<p>“Se Freud já dizia que pessoas adultas são uma raridade, hoje ficaria chocado com o fato de que infantilidade se tornou um direito de todo cidadão. A maior desgraça da democracia, dizia Nelson Rodrigues, é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade.”<br />
Luiz Felipe Pondé – Folha de S.Paulo, 27/02/2012</p>
<p>“Na Espanha, o desemprego entre pessoas de 16 a 24 anos se aproxima dos 50%. Essa taxa é de 48% na Grécia, e de 30% em Portugal e na Itália. Aqui no Reino Unido, ela fica em 23,3%. A falta de oportunidades está alimentando uma crescente sensação de alienação e raiva entre os jovens de toda a Europa -um estado de ânimo que ameaça envenenar as aspirações de uma geração, e que já alimentou vários protestos violentos de Londres a Atenas.”<br />
Landon Thomas Jr. – The New York Times/Folha de S.Paulo, 27/02/2012</p>
<p>“A produtividade das empresas aumentaria se o trabalho em casa fosse permitido, pois evitaria estresse e perda de tempo no trânsito, segundo 51% das 1.200 pessoas abordadas pela companhia de recrutamento Monster. Para 44%, o ideal é trabalhar em casa e ir ocasionalmente à empresa. Cerca de 6% responderam que essa modalidade não funcionaria, pois se sentiriam dispersos.”<br />
Maria Cristina Frias – Folha de S.Paulo, 28/02/2012</p>
<p>“As pessoas não acreditam mais no ‘felizes para sempre’. Então, trocam o eterno pelo intenso, querem algo que as deixe muito loucas, como uma droga, ou as leve a estados profundos de desespero. Isso traz outra dificuldade, que é o ideal do amor extraordinário, fora do comum. Não temos, ou não usamos, referências do amor ordinário, que é o amor que temos na vida real, com alguns altos e baixos, mas, na maioria das vezes, com seus platôs.”<br />
Lisa Appignanesi – Folha de S.Paulo, 28/02/2012</p>
<p>“Seja autêntico. Não é possível contar uma história que não seja a sua. É possível enfatizar uma ou outra característica da sua história, mas não faz sentido contar histórias de pessoas, de projetos e de empresas perfeitas ou inventadas. As histórias autênticas e imperfeitas viram excepcionais ao serem contadas exatamente como são. No conjunto dos fatos, ou mesmo com o tempo, as pessoas facilmente percebem histórias que não são autênticas e isso mina a base de toda comunicação eficaz: a confiança. Um dos melhores comunicadores dos nossos tempos, o ex-presidente Lula, talvez seja o melhor exemplo disso. Ao se comunicar, é emotivo, por vezes impulsivo e muito simples e direto. Não construiu um estilo pseudorrebuscado e frio, conta sempre histórias diretas e simples, condizentes com sua personalidade e sua história de vida.”<br />
Julio Vasconcellos – Folha de S.Paulo, 01/03/2012</p>
<p>“Quase 60% das mulheres estão insatisfeitas com o trabalho, segundo pesquisa da empresa de consultoria de gestão e serviços de tecnologia Accenture com mais de mil executivas em 31 países, incluindo o Brasil. O trabalho, que ouviu no total 3.900 executivos, incluindo homens, conclui que mais de 40% dos entrevistados avaliam a falta de oportunidade e de um plano de carreira como obstáculo. Apenas 20% citam as barreiras familiares. Apesar do descontentamento com o trabalho, mais de dois terços disseram que não pretendem deixar os empregos atuais.”<br />
Maria Cristina Frias – Folha de S.Paulo, 02/03/2012</p>
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