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	<title>Tais Machado &#187; Blog</title>
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	<description>Só mais um site Ultimato na Web</description>
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		<title>TEMPO PARA TUDO</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Mar 2011 12:22:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito”, já dizia o autor do livro de Eclesiastes (Ec 3.1). Passam-se os séculos e assim é. Como é difícil ter equilíbrio e sabedoria na distribuição do tempo. Talvez a mais importante escolha dentre nossos investimentos, afinal, é um dos nossos “bens” mais&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito”, já dizia o autor do livro de Eclesiastes (Ec 3.1). Passam-se os séculos e assim é.</p>
<p>Como é difícil ter equilíbrio e sabedoria na distribuição do tempo. Talvez a mais importante escolha dentre nossos investimentos, afinal, é um dos nossos “bens” mais preciosos – o tempo.</p>
<p>Perceber os ciclos da vida, ritmos próprios de cada fase, combinando potência com propósito, não é tão simples discernir cada estação de nossa curta existência aqui.</p>
<p>Colocar limites, ter paz ao saber que há tempo para responder e-mails e há tempo para deixar de responder e-mails; há tempo para postar no Twitter, Facebook, e  tempo de silenciá-los; há tempo de falar, pregar, dar palestras, e tempo de calar-se, de apenas ouvir e guardar no coração; há tempo de entrar e se envolver em vários empreendimentos, e tempo de afastar-se, manter certa distância; há tempo de se dedicar há determinadas causas e tempo de permitir-se deixa-las a fim de que sigam seus próprios caminhos; há tempo de aprofundar os estudos e tempo de refletir a respeito deles; há tempo de escrever e tempo de ler-se melhor por dentro; há tempo de pescar e tempo de comer o pescado; há tempo de passear no parque e tempo de construir parques; há tempo de nadar e tempo de só contemplar o mar; há tempo de desabrochar e tempo de cuidar do que desabrochou; há tempo de tomar iniciativas e tempo de apenas observar os movimentos, há tempo de se atirar e tempo de se recolher, há tempo de trabalhar e tempo de sair em férias. Pois é, eu estou saindo&#8230;</p>
<p>Se a graça de Deus me permitir, volto renovada, no início de maio, afinal nada como comemorar o dia do trabalhador, trabalhando, não é mesmo?</p>
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		<title>2011: O QUE ESCOLHO?</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2011 08:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[“A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Dilma Rousseff fez essa citação de nosso extraordinário escritor Guimarães Rosa, no discurso no Congresso, quando da sua posse, logo no dia primeiro. A vida, de fato, tem seus movimentos próprios e&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Dilma Rousseff fez essa citação de nosso extraordinário escritor Guimarães Rosa, no discurso no Congresso, quando da sua posse, logo no dia primeiro. A vida, de fato, tem seus movimentos próprios e a questão é qual nossa postura e decisões diante de cada um deles.</p>
<p>Em meus caminhos e escolhas qual o meu ponto de partida, minha referência, saio da onde? Das minhas certezas imutáveis ou de quem já viveu o suficiente para compreender que desconfiar de si mesmo é bom e necessário? Das fraquezas assumidas ou da ilusão da força própria e do pensamento positivo? De couraças e máscaras que disfarçam bem ou de quem se mostra, se deixa conhecer para valer?</p>
<p>Nesse início de ano onde tanto se projeta, certas considerações podem ser bem-vindas. Atentar para a dinâmica de minhas escolhas pode ser importante. Desejo terminar esse ano maior ou menor do que começo? Dietas à parte penso na alma que cresce e amadurece pelas descobertas que traz consciência sensível, cuidado maior e atenção terna. Menos obsessões, mas, mais aberturas. Ampliando conceitos, abandonando preconceitos, desapegando de coisas supérfluas e desfrutando de sabores ignorados até então.</p>
<p>Viver também é relacionar-se. E relacionar-se é uma possibilidade de me conhecer mais e melhor. Então, o que escolherei? Ampliar e aprofundar relacionamentos, ou, encolhimento da minha própria alma? Quando nos fechamos, impedimos a chegada de outros, optamos pela superficialidade, e assim podemos viver empobrecidos, desperdiçando boas oportunidades.</p>
<p>Claro que há tempo para o recolhimento, a necessidade da solitude, mas me parece que o medo tem predominado nas relações, as distâncias são preferidas, e vivemos escondidos em nossas muralhas particulares.</p>
<p>O que se tem para perder? Se proteger tanto do quê? Por que tanta resistência em se entregar? Preservo o quê exatamente? Nosso medo de perder o que nem sabemos explicar ao certo é perigoso. Quanto mais nos limitamos nas relações, há grande possibilidade de menor sermos.</p>
<p>Tem gente fechada por medo da dor de amar. Outros reclusos nutrem o medo de que se conhecidos serão rejeitados. Outros desistem antes de tentarem por pura preguiça. E assim vamos nos acomodando, concluindo que poucas relações é mais fácil de “controlar”.</p>
<p>A honestidade está em extinção, inclusive nas relações. A farsa pode convencer, mas agarrar-se a uma ilusão é sempre uma vida menor. Enquanto que descobrir as próprias fraquezas e partilhá-las pode ser mais difícil, mas certamente será mais corajoso, verdadeiro e digno.</p>
<p>Uma mentalidade estreita, que vai se estreitando quanto mais medo cultivo, quanto menos amor conheço. Um amor que aprendo quando me arrisco em relacionamentos de amizade, onde exercito a musculatura afetiva, abro novos espaços em mim, permito que outro seja um outro que me ensina novas maneiras de ver e entender a realidade. O que vou escolher?</p>
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		<title>27 de outubro de 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 22:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>

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		<description><![CDATA[“Nunca estamos em paz com nossa consciência – ela é feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequências, causas e razões de nossos atos. Estar ‘em paz com a consciência’ é, no fundo, não ter consciência.” Christian Dunker, psicanalista, Revista Mente e Cérebro, outubro de 2010   “Vou me convencendo que escrever poesia, pelo&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Nunca estamos em paz com nossa consciência – ela é feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequências, causas e razões de nossos atos. Estar ‘em paz com a consciência’ é, no fundo, não ter consciência.”</p>
<p style="text-align: right;">Christian Dunker, psicanalista, Revista <em>Mente e Cérebro</em>, outubro de 2010</p>
<p> </p>
<p>“Vou me convencendo que escrever poesia, pelo menos na situação contemporânea, exige do autor a atitude de quem sabe posar para uma foto. O segredo, naturalmente, é relaxar o rosto, abandonar aquela fixidez que normalmente nos deixa com um ar assustado e burro diante das lentes do fotágrafo.”</p>
<p style="text-align: right;">Marcelo Coelho, <em>Folha de S.Paulo</em>, 27 de outubro de 2010</p>
<p> </p>
<p>“Merleau-Ponty sempre dizia que a filosofia não é um ídolo a ser adorado e venerado, pois ela nasce e se desenvolve para explicitar os problemas de nossa experiência cotidiana, as questões suscitadas por nossa vida individual e coletiva. [...] Procuro fazer com que a descoberta das ideias e dos conceitos seja uma aventura ao mesmo tempo trabalhosa e prazerosa, um esforço para percorrer uma trilha em que as palavras aumentem de sentido, os pensamentos se alarguem e nos façam descobrir sempre o novo e nos tragam a alegria do conhecimento.”</p>
<p style="text-align: right;">Marilena Chaui, Revista <em>Cult</em>, outubro de 2010</p>
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		<title>Pai Nosso</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Oct 2010 16:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[  Pai nosso, ensina-nos a ser família. Por ser Pai e ser nosso não posso requerer exclusividade assumir-me como única antes, aprendendo com o Pai e sua bondade preciso aprender a repartir minha túnica A diferença deve ser celebrada A família maior festeja a diversidade que o Pai previu e criou com liberdade, e amou&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Pai nosso, ensina-nos a ser família.</p>
<p>Por ser Pai e ser nosso</p>
<p>não posso</p>
<p>requerer exclusividade</p>
<p>assumir-me como única</p>
<p>antes, aprendendo com o Pai e sua bondade</p>
<p>preciso aprender a repartir minha túnica</p>
<p>A diferença deve ser celebrada</p>
<p>A família maior festeja a diversidade</p>
<p>que o Pai previu e criou</p>
<p>com liberdade, e amou</p>
<p>O Pai é nosso</p>
<p>então, melhor será não me fechar</p>
<p>sair ao encontro e ouvir</p>
<p>perceber a riqueza disfarçada na diferença</p>
<p>e cultivar, em Cristo, a crença.</p>
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		<title>Mineiros, minérios, minas</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 16:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[            “Os 33”, assim passou a ser conhecido o grupo de homens que trabalhavam na mina San José, em Copiapó, norte do Chile (região do deserto de Atacama), onde ficaram soterrados por 70 dias.             O resgate foi bem-sucedido, se tornou um espetáculo midiático, o alpinismo político tirou proveito, e documentários, filmes e livros estão&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>            “Os 33”, assim passou a ser conhecido o grupo de homens que trabalhavam na mina San José, em Copiapó, norte do Chile (região do deserto de Atacama), onde ficaram soterrados por 70 dias.</p>
<p>            O resgate foi bem-sucedido, se tornou um espetáculo midiático, o alpinismo político tirou proveito, e documentários, filmes e livros estão sendo preparados.</p>
<p>            Uma frase, dentre as muitas, me chamou mais a atenção. Veio por parte do mineiro Mario Sepulveda, logo que saiu, ele testemunhou: “Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram por mim e Deus venceu”.</p>
<p>            Biblicamente, talvez, possa nos remeter à história registrada no livro de Jó. De certa forma, também ali havia uma disputa, uma “grande aposta” como preferem chamar alguns teólogos, também entre Deus e o diabo. Mas, por agora, não vou me reter a esse episódio tão rico da Bíblia.</p>
<p>            Ao ouvir essa frase de Sepulveda me pus a pensar na vitória lá debaixo da terra. Também emocionada e agradecida a Deus por esse milagre, me juntei em festa. Apreciar a perseverança, os esforços, os recursos tecnológicos, a ajuda e esperança de tantos, faz considerar melhor a história carregada de expectativas e lições.</p>
<p>            Lá embaixo a guerra já foi vencida, mas outra aqui se apresenta. Uma outra guerra que é cotidiana, que também exige perseverança, disciplina, paciência, esperança, atenção e fé.</p>
<p>Aqui em cima, todo dia, há uma disputa. O problema é que nem sempre estamos conscientes dela.</p>
<p>             Não é toda hora que estamos atentos e dedicamos tempo considerando com maior cuidado o que cada decisão pode acarretar. Nem sempre as avaliações são bem feitas, as reflexões, no geral, tendem a ser mais superficiais.</p>
<p>             Nossa atenção se volta, na maior parte do tempo, para o que é visível, e ainda assim, dispomos de uma atenção temporária. Pressa e pressão nos empurram para o próximo item, para o próximo estímulo, a continuidade pede passagem, preferencialmente com velocidade.</p>
<p>             Os detalhes nos escapam, mas podem ser cruciais. Contudo, quem tem tempo para observar isso?</p>
<p>              Lá embaixo, conheceu-se uma outra realidade. Embora a escuridão os cercasse, foram iluminados em vários aspectos, refletiram sobre alguns valores, tiveram tempo para acariciar lembranças, ponderar posturas, conhecer mais dos instintos e da natureza humana. Apesar de tantos limites e escassez sobrava tempo, e assim, puderem, quem sabe, ponderar mais sobre outros limites até então disfarçados. Talvez, tenham tido momentos de gritos desesperados, uma agonia que se expressou em barulhos e movimentos diversos, entretanto, é possível que tenham encontrado longos períodos de silêncio, momentos onde puderem ouvir e perceber que uma outra guerra acontecia. Portanto, quase num paradoxo metafísico, em meio à escuridão viram melhor a vida; entre a escassez, abundou reflexões; entre dores, descobriram e valorizam mais sabores; entre um tempo quase “perdido”, encontraram memórias esquecidas, talvez até alguns, enquanto morriam para algumas coisas, nasciam para outras, enfim, precisaram de um silêncio profundo, corroborado pelas circunstâncias forçadas, a fim de ouviram melhor.</p>
<p>               Agora, de volta à superfície, a superficialidade ganhará? Esquecerão com o tempo a riqueza maior que o ouro, aquela que ladrões não podem cavar e levar, que puderam ou poderiam ali adquirir?</p>
<p>               A boa notícia de que eles poderiam ser resgatados, já se concretizou. Mas se perderão agora? E a má notícia é que a guerra que Sepulveda viu não terminou lá embaixo. Continua aqui em cima.</p>
<p>               Todos nós precisamos ser lembrados que a guerra continua, companheiro! Vamos nos distrair, tentar silenciá-la, ou, ignorá-la? Para o que ou quem dizemos “sim” e “não”?</p>
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		<title>Que dias são esses?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 17:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>taismachado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[O que dizer desses dias que vivemos? Por que optamos pelas buscas que fazemos? Por que o investimento de nosso tempo se perde tanto em coisas não perenes, nem sempre sublimes, e em boa parte, de valor questionável e favorável a arrependimentos futuros? Será que não poderíamos pensar numa ética do tempo? “Tempo é dinheiro”&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que dizer desses dias que vivemos? Por que optamos pelas buscas que fazemos? Por que o investimento de nosso tempo se perde tanto em coisas não perenes, nem sempre sublimes, e em boa parte, de valor questionável e favorável a arrependimentos futuros?</p>
<p>Será que não poderíamos pensar numa ética do tempo? “Tempo é dinheiro” tornou-se um slogan que norteia a vida de muitos. E o tempo que se gasta atrás de dinheiro é escandaloso!</p>
<p>A ética do reformador Martinho Lutero dizia: &#8220;Se nossos bens não estão disponíveis à comunidade, são bens roubados&#8221;. Mas, hoje, já pouco se fala em ética e em reforma além do discurso.</p>
<p>Nosso tempo nos mostra que é comum cada um viver para si, e essa vida para si é uma luta para ter, acumular e convencer.</p>
<p>A maioria parte do pressuposto que “mais é bom”. Então, primeiro você busca ter, e uma vez que isso não satisfaz, passada a euforia da conquista, procura-se acumular. E muito do que leva as pessoas a tanto desejarem ter cada vez mais e acumular sempre é a esperança de convencer o outro que você vale por isso que você tem, acumulou, ou ao menos, aparenta ser a partir do que conquistou.</p>
<p>O sociólogo francês, Gilles Lipovetsky, afirma que “todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado”. E ainda comenta que o acesso ao conforto não aproximou a sociedade da felicidade. Venceu o estresse, a angústia e o medo, que são tão abundantes em nós que a sensação do vazio se faz maior. E nem sempre percebemos com o que temos tentado inutilmente preencher tais espaços.</p>
<p>O tédio e o vício pela novidade, a apatia e a adrenalina esticada são dois pesos de uma mesma balança. E a rotina tenta alguma estabilidade em vão.</p>
<p>O que fiz do meu dia? O que faço com o que tenho? O que faço com a vida que temporariamente me habita?</p>
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