“Acontecem às vezes momentos maravilhosos em lugares deslumbrantes, com pessoas incríveis, e se imagina que aquele é um dos grandes momentos da vida, se imagina até mesmo que aquilo é a felicidade. Anos depois, desses momentos só vai sobrar uma foto, se sobrar, e na memória, quase nada; no coração, nem pensar. Bom mesmo é ser feliz e perceber.”
Danuza Leão, Folha de S.Paulo, 22/05/2011

“O futuro se ancora nas escolhas que fazemos hoje, dentre aquilo que a vida nos apresenta e nossas criações próprias. Vivê-lo com qualidade ou jogá-lo fora depende de nós. Nos é dado redimensionar e reorganizar em nós o passado, mas, óbvio, não o viveremos mais. Passado e futuro são referências apenas do presente. É disso que trata uma psicanálise.”
Plinio Montagna, Folha de S.Paulo, 22/05/2011

“Como não mede sabedoria, a escola não tem espaço para ela, apenas para equações de terceiro grau. [...] E a formação no que realmente interessa para ser um cidadão pleno, com inteligências quantitativa e emocional equilibradas?”
Ricardo Semler, Folha de S.Paulo, 23/05/2011

“Controlar a situação não é ter as pessoas sentadas quietas, mas sim, tê-las envolvidas. Quando entro em uma classe as pessoas olhando quietas para o professor, não considero essa uma boa experiência de aprendizagem.”
Brian K. Perkins, Folha de S.Paulo, 23/05/2011

“Você quer mesmo aquilo que pensa em comprar? Ou é apenas um estímulo vindo de um vendedor habilidoso? Se quer, você precisa do que vai comprar? Se não lhe trouxer utilidade duradoura, esqueça. Há uso mais inteligente para seu dinheiro.
Se você quer e precisa, pergunte-se: você pode comprar?”
Gustavo Cerbasi, Folha de S.Paulo, 23/05/2011

“Vivemos no mundo da opinião pública e “ter opinião sobre tudo” é um fetiche típico do espírito de classe média. Alexis de Tocqueville (1805-1859) já dizia que a democracia é tagarela. Quando se depende da opinião pública já não há mais saída para escapar das “redes sociais” típicas do mundo contemporâneo, no qual as pessoas têm opinião sobre tudo.”
Luiz Felipe Pondé, Folha de S.Paulo, 23/05/2011

“O que temos feito para que esses jovens (entre 18 e 30 anos) amem a vida, desenvolvam o autocuidado e atitudes de respeito por si mesmos, tratem suas emoções com delicadeza e construam um projeto de vida que lhes permita olhar para o futuro como um alvo a ser alcançado e não uma fatalidade ou determinação? Temos estimulado o consumo na vida deles, de todos os modos. Carro, telefone celular e computador, por exemplo, não são desejados por eles pelas suas funções básicas e sim pelo modelo, pelas funções complementares, pela aparência e, principalmente, pelo status que a posse desses objetos lhes confere. Um jovem sente que tem mais valor quando tem um carro, mesmo que não tenha sido fruto de seu trabalho.”
Rosely Sayão, Folha de S.Paulo, 24/05/2011

“Experimentamos aguda alteração nos valores, nas atitudes e nas referências. Muito do que, até pouco tempo, servia para orientar, sustentar e reagir diante dos problemas tem perdido vigor, trazendo, a pessoas e grupos, a forte sensação de perplexidade diante de como pensar, sentir e agir.”
Raymundo Damasceno Assis, Folha de S.Paulo, 23/05/2011

“O sociólogo Sören Petermann, pesquisador da Universidade de Halle-Wittenberg, na Alemanha, estima que cada pessoa tenha uma rede social com 11 integrantes, em média. A amplitude de disseminação, no entanto, é grande: nesse formato, atinge até 30 indivíduos. Petermann distingue três tipos de apoio social: instrumental (ajudar durante fase de mudança; realizar tarefas juntos), emocional (ouvir o outro e apoiá-lo em momentos difíceis; aconselhar) e companheiro (participar de atividades sociais e de lazer como festas e passeios). Segundo a regra geral, o apoio companheiro é o mais fácil de ser encontrado, já o instrumental é o mais difícil. É comum encontrar em pequenos grupos pessoas que reúnem em si os três aspectos. Quanto maior uma comunidade, quase sempre mais especializados são os papéis de cada um. Em redes on-line como Facebook ou Twitter é teoricamente possível manter centenas de contatos. No entanto, encontram-se de fato, em média, apenas seis parceiros-referência com os quais as pessoas trocam experiências. Em resumo: mesmo na internet não se costuma cultivar redes de relacionamento maiores – para tanto, à maioria simplesmente falta tempo.”
Nikolas Westerhoff, Revista Mente e Cérebro, maio de 2011

“Toda vez que os pais fazem alguma ação que o filho já é capaz de fazer, chamamos isto de distorção de relacionamento, porque a finalidade dos pais, no íntimo, é se tornar inútil para os filhos. Se torna inútil, mas afetivamente importante, sempre.”
Içami Tiba, Revista Psique & Vida, maio de 2011