Dia Internacional da Mulher | 8 de março

Por Juliana Stelli

Tenho pensado muito sobre essa coisa toda do DIY (faça você mesmo). Eu, que sempre preferi fazer do que comprar feito me peguei pensando em até que ponto o amor empregado na feitura das coisas serve de fato às pessoas. Porque é batata: sempre que recebo um convite pra um jantar, piquenique, qualquer coisa, já começo a maquinar na minha cabeça qual será a receita que vou preparar. E sei que é isso que as pessoas esperam de mim – e a culpa, se é que ela existe, é toda minha. Mas há dias em que há cansaço. Há a falta de tempo. Há a preguiça mesmo. E há dias em que o que bate é aquela certeza de que comprar feito é a melhor opção. Mas fiquei tão habituada a meter a mão na massa sempre que quando não o faço, me sinto meio poser, sabe? Daí, quase sempre acabo me obrigando a ir pra cozinha, afinal, – cozinhar é uma forma de amar os outros – não é? Não. Claro que não. Às vezes, amar os outros é ficar com estes – outros – o tempo que você gastaria cozinhando pra eles e depois limpando toda a bagunça da cozinha. Às vezes, amar os outros é deixar que escolham o que vão comer ao invés de constrangê-los a gostar do que você decidiu e preparou, afinal, você ficou um tempão na cozinha por amor. Mais >