O Nordeste e a desigualdade social

A política social do Governo Federal é a de um país sem miséria, que infelizmente tem se tornado um contra-senso, já que os últimos dados do Censo Demográfico revelaram que metade da população brasileira vive com menos de um salário mínimo. Ainda que a economia do Brasil seja a sétima maior do mundo, o contraste social impera em nosso país. E a situação fica mais drástica quando a região analisada é o Nordeste.

O Mapa de Pobreza e Desigualdade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Nordeste tem maiores dificuldades para vencer a barreira da linha de pobreza no país. A população nordestina sente a falta de acesso aos direitos de participação da vida social, política e cultural de onde vive. Exemplo disto, foi a realização de uma Conferência Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, na cidade de Vitória da Conquista – Bahia, onde não houve participação popular, apenas delegados escolhidos pelo poder municipal puderam participar da Conferência. Mas, se os direitos são da criança e do adolescente, aonde estão estas crianças e estes adolescentes? Mais >

Na periferia de Fortaleza brota a diaconia do pobre para o pobre

Cleidson é um jovem trabalhador, de 30 e poucos anos, que se viu, por causa de um vírus na coluna, sentado em cadeira de rodas. Entrou em depressão e nem permitiu que a mulher cuidasse dele. Numa Festa do Dia do Amigo, em Caucaia, viu cadeirantes jogando basquete, dançando, o que animou-o a retomar a vontade de viver

“Hoje ele é um voluntário do projeto de diaconia do pobre que ajuda pobre”, conta o bispo Sebastião Armando Gameleira Soares, da Diocese Anglicana do Recife, e que participou, em São Leopoldo, do encontro internacional sobre Diaconia. “Essa é uma das coisas mais bonitas que temos em nossa diocese”, comenta.

Na semana passada, o bispo recebeu o jovem Teógenes, um líder católico romano do projeto em Caucaia, para motivar a pequena congregação anglicana de Jaboatão, na Grande Recife, a adotar essa prática.

A visita às pessoas nas suas casas é o eixo central do projeto. “De acordo com a receptividade, os visitadores percebem as dores e os dons dessas pessoas, que, às vezes, não sabem onde aplicá-los”, afirma o bispo. Mais >

Somos uma igreja?

“A igreja deve ser igreja para os de fora, não apenas para os de dentro”. Essa frase, abraçada a textos bíblicos, sempre foi um desafio para uma igreja que se diz bíblica. A apostolicidade de qualquer igreja sempre é questionada a partir do momento de se diz: “somos uma igreja!”

Acreditamos que muitos em algum momento tenham pensado: “será que estou numa igreja verdadeiramente apostólica, ou seja, que persevera na doutrina dos apóstolos?”. “Será que não estou como Cazuza: ‘Ideologia, eu quero um pra viver’”? Entendemos que uma igreja deve ser bíblica, graciosa e relevante. Tentamos ser esta igreja diariamente com erros, acertos, esforços, alegria, choro, estresse e, acima de tudo, amor a Deus e, conseguinte, ao próximo assim como a nós mesmos.

Igreja cidadã

Em outubro realizamos no bairro da Cascalheira mais uma edição do projeto Igreja Cidadã, evento promovido pela Igreja Presbiteriana em Barreiras (BA), em parceria com outras entidades.

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Summit: está chegando!

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Populações indígenas têm piores indicadores sociais da Amazônia

(UOL) Se os indicadores sociais da Amazônia estão aquém da média nacional dos países que compartilham a floresta, as populações indígenas são ainda mais vulneráveis. O relatório “A Amazônia e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” avaliou indicadores de nove países – Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa – e identificou resultados piores para os indígenas.

O levantamento mostra que nos nove países há 1,6 milhão de indígenas, de 375 povos. Nem todos vivem em territórios reconhecidos, o que, segundo os pesquisadores, tem impacto direto na subsistência e na qualidade de vida das comunidades. “A erradicação da pobreza e da fome está intimamente associada à garantia do usufruto de seus territórios tradicionais. A consolidação territorial é que permite que as populações indígenas possam produzir seus alimentos por meio da pesca, caça, agricultura etc”, conclui o trabalho.

Os piores resultados estão relacionados à saúde. A ausência de serviços básicos e as distâncias geográficas na região acabam excluindo as populações indígenas do atendimento de saúde. A alta incidência de malária, tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis entre essas populações confirma a desigualdade. A taxa de incidência de tuberculose entre os indígenas do Brasil, por exemplo, é 101 para cada 100 mil pessoas. A média nacional é 37,9 casos para cada 100 mil. Na Venezuela, há tribos que registram 450 casos de tuberculose para cada 100 mil pessoas. Mais >

Conversa Paralela

Quinzenalmente, o Projeto Paralelo 10 envia seu boletim eletrônico – batizado de Conversa Paralela – para aproximadamente cinco mil endereços eletrônicos. Se você ainda não recebe as notícias via e-mail, cadastre-se!