Quando o assunto é desenvolvimento e empoderamento de comunidades, é frustrante ver um projeto que não consegue impactar a comunidade no qual está inserido. Por outro lado, é muito animador quando uma ideia, que flutuava na mente de alguém, sai do papel e começa a transformar pessoas e comunidades. Essa transformação é o maior impacto que qualquer projeto pode alcançar.

A revista Passo a Passo chega à sua centésima edição celebrando os frutos de um trabalho que tem causado mudanças positivas nos leitores e em suas comunidades. A Passo a Passo, publicada a cada seis meses pela Tearfund, traz estudos bíblicos, testemunhos, estudos de casos, reflexões e muitas outras ferramentas sobre temas diversos para auxiliar pessoas que trabalham com igrejas locais para o desenvolvimento de comunidades.

Nesta última edição, que pode ser baixada gratuitamente aqui, a revista procura responder questões sobre a mudança: “por onde começar?”, “como obter dados precisos sobre os projetos?”, entre outras.

Com a ajuda de Deus, as igrejas e organizações cristãs estão realizando um grande e importante trabalho. Contar o que funcionou bem e as lições que aprendemos pode ajudar outros a crescer. O estudo bíblico abaixo, extraído da revista, ajudará você a saber qual é o seu impacto e como compartilhá-lo. Confira! Continue lendo →

Por Priscila Mesquita

Voluntários do ‘Cemear’ atuam em Anori, no interior do AM

A coordenadora do Cemear, Leandra Tomieiro, faz uma lição com as crianças (Foto: Guilherme Marques)

Eles têm entre 10 e 12 anos de idade, são vizinhos e moram no município de Anori, a 245 quilômetros de Manaus. Mas além da faixa etária e do contexto social idênticos, esses três amazonenses possuem ainda outra característica em comum: a sobrevivente capacidade de sonhar. 

Os nomes deles? Darlison Souza, Kamile Lima e Ana Paula Viana. Seus sonhos? Darlison quer ingressar no Exército, enquanto Kamile e Ana Paula pretendem ser veterinárias. Mas entre o presente e o futuro há um rio caudaloso de desafios a ser percorrido, semelhante ao extenso Solimões que banha a cidade de Anori.

Quem visita o Beco dos Aposentados, onde vivem os três pré-adolescentes, vê muitas crianças e adolescentes brincando descalços em chão de terra batida, cercados pelos perigos do tráfico de drogas, da prostituição e outros males da desigualdade social. Para alguns adultos, a fotografia cheia de palafitas e criminalidade já seria suficiente para colocar uma pedra sobre os sonhos de Darlison, Kamile e Ana Paula.

Mas esta não é a perspectiva da equipe de voluntários e “cemeadores” do Centro Educacional Missionário Esperança, Amor e Resgate, o Cemear.

Em funcionamento desde 2014, o Centro é uma associação sem fins lucrativos que atende a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos com aulas de alfabetização, informática, música e complemento escolar (português e matemática). Continue lendo →

Uma caravana de 28 voluntários formada por médicos, dentistas, enfermeiros e outros profissionais, atendeu 469 pessoas com serviços médico-odontológicos na primeira viagem Trans Saúde 2017. A iniciativa da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira aconteceu no período de 21 a 29 de janeiro, na região do Rio Solimões, no Amazonas.

Além dos serviços médicos, a caravana distribuiu 22 bíblias, realizou atendimento psicológico e distribuiu medicamentos e kits odontológicos. As atividades focaram em comunidades ribeirinhas onde já há presença de missionários, no intuito de fortalecer e consolidar o trabalho de evangelização.

Um dos voluntários disse que “todas as ações de saúde foram ferramentas para que o evangelho fosse pregado. Nenhuma pessoa saía do consultório sem que fosse ministrada com uma oração e uma palavra do Senhor. Levamos compaixão e apresentamos a graça aos ribeirinhos da Amazônia.” Continue lendo →

Equipe do Radical no sítio Belém

Desde 2007 a Missão Juvep realiza o Projeto Radical Sertão, uma desafiante iniciativa missionária direcionada para a zona rural do sertão nordestino. Nos últimos anos a Juvep tem enviado uma nova turma a cada ano. Ao todo, já são sete turmas formadas e enviadas ao campo missionário. As equipe enviadas atuaram em comunidades do sertão da Paraíba, Ceará e Pernambuco.

Em janeiro de 2017 os participantes da sétima turma partiram para os novos campos, onde permanecerão por um ano. São treze radicais compostos por adultos, jovens e jovens casais, os quais foram divididos em dois campos, ambos no sertão paraibano. Uma equipe ficou no povoado de Belém, no município de Tavares, localizado à 430 km de distância da capital João Pessoa. Nesse povoado vivem 160 famílias e aproximadamente 650 pessoas. A outra equipe ficou no povoado de Lagoa de São João, no município de Princesa Isabel, que está localizada à 448 km de distância da capital. Lá vivem 140 famílias, cerca de 550 pessoas. Continue lendo →

A grande seca que vem castigando os nordestinos há cinco anos consecutivos já trouxe muitos prejuízos para a população e deve se agravar ainda mais no período de fevereiro a abril. A Agência Brasil noticiou que um documento elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), apresentou previsões que indicam a diminuição de chuvas na região em 2017, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica. Um dos estados mais afetados pela falta de água é o Ceará. Assista ao vídeo produzido pela Veja:

 

Você conhece alguma igreja ou organização cristã que tem desenvolvido projetos ou atividades específicas para o enfrentamento da seca no sertão? Então clique aqui e compartilhe conosco. O Paralelo 10 quer construir uma ponte entre organizações que trabalham no sertão e igrejas de todo o Brasil.

“Pela linguagem somos. Pela linguagem damos sentido ao mundo. Na linguagem podemos nos ver da forma mais verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar no mundo”. Essas palavras do amazonense Sérgio Augusto Freire expressam muito bem o valor da linguagem para o ser humano. No Brasil, temos um universo vasto e rico de sotaques, gírias, vocábulos diferentes e regionalismos para descobrir.

No início de janeiro publicamos um artigo sobre a diversidade linguística do nordeste. Agora chegou a vez da região norte. Pelas bandas de lá, a miscigenação entre negro, ribeirinho, índio e nordestino criou uma linguagem tão rica e vasta quanto a flora e a fauna amazônica.

Embora essa diversidade linguística ainda não esteja vastamente registrada como no caso do nordeste, reunimos aqui duas fontes que podem ajudar quem quer conhecer um pouco mais a variedade linguística nortista. Confira:

Sérgio Augusto Freire de Souza, autor da obra Amazonês

Amazonês: Termos e expressões usadas no Amazonas

A obra é do amazonense Sérgio Augusto Freire de Souza, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestre em Letras pela própria UFAM e Doutor em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O livro é fruto de paixões misturadas: a paixão pela ciência, a paixão pela linguagem e a paixão pelo Amazonas. A paixão pela ciência se manifesta por meio da paixão pela linguagem. Pela linguagem somos. Pela linguagem damos sentido ao mundo. Na linguagem podemos nos ver da forma mais verdadeira: nossas crenças, nossos valores, nosso lugar no mundo, enfim. Somos o que aprendemos a ser durante nossa vida e aprendemos a ser via linguagem, no nosso caso a língua portuguesa.

Há vários portugueses espalhados no Brasil, todos bem diferentes do Português que aqui chegou, supostamente nas naus de Cabral. Depois que aqui aportou, seria impossível que o português de Portugal não sofresse influência das mais de trezentas línguas indígenas então existentes, bem como das línguas africanas e europeias que para cá também vieram, como registram a nossa história e os nossos estudos linguísticos. A língua portuguesa brasileira possui outra história e outra historicidade, diferentes das que embarcaram nas caravelas no séc. XVI. Por tantas diferenças, alguns linguistas já ousam chamá-la de língua brasileira. Se cada variante do português espalhada por esse país imenso tem sua nuance é porque também tem sua história particular. E a variante falada no Amazonas tem a sua. Os termos indígenas na linguagem da região são bem marcantes, como igarapé, igapó e bubuia. Continue lendo →

Começando mais um novo ano, os representantes do Paralelo 10 continuam fazendo um trabalho de formiguinha: promovendo a reflexão e a prática da missão integral em suas igrejas locais e comunidades.

O Eric Dionísio, representante em Alagoas, realizou um encontro informal com amigos para conversar sobre missões e os desafios da evangelização dos dias atuais, auxiliados pelo conteúdo da revista Ultimato. Ele também deu apoio em uma oficina de “Negócios Sociais”, promovida com o objetivo de despertar igrejas para a realização de projetos que causem impacto em suas comunidades. Eric pede oração pela expansão do reino de Deus em sua comunidade e pelo bom preparo daqueles que tem atendido ao chamado de Deus.

O Valdemar Vieira, da Paraíba, segue com seu trabalho ajudando na construção de igrejas, em parceria com o projeto Água Viva. Recentemente ele enviou fotos de onde funcionará uma congregação da igreja Ação Evangélica (Acev), em Água Grande.

No Rio Grande do Norte, em Nova Cruz, o Jean Oliveira promoveu em seu grupo de estudo uma discussão sobre o artigo “Missão Integral. Missão do reino”, de René Padilla. O presbítero José Pedro, que é professor de escola bíblica dominical, pregador e palestrante, foi quem apresentou o conteúdo do artigo e mediou a discussão.

Vejam a seguir os registros das atividades realizadas pelos representantes: