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Já oferecemos ao leitor a lista de livros indicados para quem deseja servir em missões no nordeste. Agora chegou a vez da lista de livros indicados para os que se sentem chamados por Deus para levar o evangelho entre os povos indígenas do Brasil.

Mas por que gastar tempo lendo um monte de livros, se tem pessoas perecendo por não conhecer o evangelho? Questionamentos como esses são frequentes no meio evangélico, principalmente por jovens apaixonados por missões e que querem logo se lançar a uma empreitada missionária, sem passar pelo processo de treinamento e formação missionária.

É importante lembrar que para cumprir a vocação não basta ter paixão. Além de dedicação, esforço e trabalho, é necessário capacitação e estudo. Quando se trata de missões transculturais, chavões triunfalistas não ajudam muito, ou quase nada. Aqueles que desejam compartilhar o evangelho com pessoas de outras culturas precisam buscar conhecer as histórias e os costumes desses segmentos, bem como a maneira como vivem, pensam e leem o mundo.

Uma boa ajuda, seja para os que já estão atuando em algum campo ou para os que pretendem ir, é a leitura de obras que podem dar ao missionário um fundamento bíblico e missiológico, uma leitura contextualizada da realidade, além de desconstruir visões ingênuas e românticas do campo missionário.

Com auxílio de missionários e líderes experientes, preparamos um lista com 25 sugestões de leituras para quem quer atuar na evangelização entre os povos indígenas. Claro, a lista não esgota o assunto, muitas outras obras poderiam ser inseridas, mas por limitação de espaço escolhemos apenas 25. São livros na área de missiologia, evangelização, contextualização, eclesiologia e outros assuntos com foco na realidade indígena. Vale a pena conferir! 

  1. A Questão Indígena – Uma Luta Desigual
    Isaac Souza e Ronaldo Lidório (Org.) | Ultimato

Entender e responder à questão indígena é um desafio social, acadêmico e espiritual. Especialmente quando tratamos de aspectos culturais conflitantes como identidade e cidadania, a prática do infanticídio, alcoolismo, bem como a atuação missionária. A Questão Indígena — Uma Luta Desigual foi escrito por autores engajados integralmente nessas diferentes áreas.

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Por Letícia Rahn

Logo que conheci o CIMA meu coração queimou pelo projeto, imediatamente. Fiz minha inscrição para participar das duas etapas, Descubra e Experimente. Na primeira parte, foram seis dias intensos com treinamento e palestras de capacitação em missões, música e missão, evangelismo pessoal e vários temas relacionados à vida cristã.

Depois disso, seguimos para a etapa Experimente. Eu fui para Nova Teresina, um bairro muito carente de Teresina, Piauí, onde fiquei por cinco dias. Fomos acompanhados pelo pastor Pedro Farias da Assembleia de Deus de Nova Teresina. Vimos o quanto aquelas pessoas precisam conhecer o amor de Deus. Lá, o tráfico de drogas é intenso e a prostituição também. Quantas histórias e pessoas presas no vício das drogas. As casinhas são de sapê e as condições de vida são bem precárias.

Proclamamos o evangelho em muitos lares e fomos recebidos com muito amor em praticamente todas as casas que visitamos. Só tenho a agradecer a Deus pela experiência, por me permitir levar o evangelho àquelas pessoas. Valeu a pena cada segundo. Fica a gratidão em ver o quanto Deus tem feito naquele lugar, por meio de pessoas como o pastor Pedro.

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A Aliança Evangélica Pró Ribeirinhos (AEPR) realiza dia 5 de abril o Encontro de Organizações de Treinamento e Capacitação, em Manaus, AM. O encontro tem como objetivo fomentar parcerias, compartilhar recursos humanos, e unir esforços na cooperação para a evangelização na região Amazônica.

O momento também se propõe a ser um ambiente de estudo e discussão para a continuidade do processo de conhecimento, comunhão e intercâmbio entre organizações que fazem missões junto aos ribeirinhos; bem como um esforço para o mapeamento de áreas de atuação das organizações, a fim de promover parcerias estratégicas entre igrejas e agências missionárias. Mais informações e inscrições podem ser encontradas no site da AEPR.

O maior fruto do projeto é a transformação de vidas através do evangelho.  Não nos importamos em registrar quem “aceitou Jesus”, ou coisa parecida, mas temos acompanhado a transformação na vida dos ribeirinhos em relacionamentos de discipulado.

Sem placa, mas não sem nome. A Comunidade Viva (CV) se autodefine como “um grupo de pessoas buscando a verdade simples que nos fala de um relacionamento informal com Deus por meio de Jesus Cristo”. Os encontros acontecem no teatro do Shopping Manauara, um dos maiores da região Norte de Manaus, AM. Embora plantada em uma metrópole, a CV “insiste em se fazer ribeirinha”, afirma Winston Lages, um dos fundadores.

Há seis anos, a comunidade desenvolve projetos de sustentabilidade socioambiental em quatro comunidades ribeirinhas, em parceria com universidade, ONGs e outras organizações. Lages conta que as comunidades estão abertas ao evangelho, mas, devido ao alto custo das viagens, muitas não foram atendidas. Ele sonha com o envio de missionários autóctones para que o evangelho chegue a lugares mais distantes.

Confira a entrevista que Winston Lages concedeu ao Paralelo10.

Como surgiu a ideia do projeto com ribeirinhos?

O projeto de trabalho com ribeirinhos nasceu antes mesmo da Comunidade Viva. Foi em uma conversa na popa de um barco durante uma viagem missionária nos rios da Amazônia, entre os que seriam os futuros fundadores da Comunidade Viva. A CV nasceu urbana com um chamado ribeirinho. Entretanto, o primeiro contato, com as comunidades do Grande Lago de Manacapuru, onde desenvolvemos o projeto, iniciou como fruto de uma parceria com Asas de Socorro e, informalmente, com a Igreja Batista da Lagoinha (BH/MG).

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Por Stephanie Lira

Não deixemos que esse trabalho, que exige tanto esforço, se torne apenas um passeio. É preciso investir, não só dinheiro, mas a alma naquilo que fazemos.

Comunidade Terra Preta, Amazonas, 2017 (Arquivo pessoal)

Para quem fazemos, por quem fazemos e porque fazemos. Essas são as três perguntas que devemos responder antes de nos envolvermos em missões. É fato de que o chamado de todo cristão é ser um missionário, seja na função de facilitador ou colocando a mão na massa. Mas é fato também que é muito fácil se perder nesse caminho, caso não tenhamos bem esclarecidas as respostas a essas três perguntas.

Estamos em uma época em que o trabalho missionário tem sido muito abençoado pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Poucos anos atrás, 1960, por exemplo, a internet ainda não existia e muitos missionários precisavam (sem exceções) fazer longas viagens para que suas vozes fossem ouvidas. Hoje, a realidade é bem diferente. Mas não para todos.

O Amazonas possui um território com cerca de 1500 quilômetros quadrados (18,5% do território nacional). Existem nele várias áreas ainda não exploradas, outras que se tornaram reservas naturais. Por conta destas características, existem muitas regiões no Amazonas que nem sequer possuem energia elétrica, não possuem gerador e nenhum sistema de tratamento da água para o consumo.

Muitos homens e mulheres dedicam grande parte da sua vida para realizar um trabalho relevante, eficaz e consistente nessa região. Não é um serviço fácil. Requer comprometimento, amor e um entendimento verdadeiro do que precisa ser feito e qual a melhor forma de fazer. Não basta vontade, é preciso muito esforço.

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Dia 13 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Rádio. Entre os meios de comunicação, o rádio continua a ser o que atinge as maiores audiências, adaptando-se às novas tecnologias e aos novos equipamentos. Além de ser uma importante ferramenta de apoio ao debate e comunicação, na promoção cultural ou em casos de emergência, as ondas radiofônicas também são utilizadas para fazer a mensagem do evangelho chegar a lugares distantes, como em muitas comunidades ribeirinhas.

Aproveitando a ocasião, indicamos aqui no Pararelo10 um podcast de Irmãos.com, no qual Paulinho Degaspari Adriana Degaspari conversam com André Castilho e Renata Theodoro, da Rádio Transmundial, sobre a história do rádio e suas curiosidades.

Clique aqui para ouvir o podcast e descubra se o rádio vai mesmo morrer.

Nota: O Dia Mundial do Rádio é comemorado em 13 de Fevereiro em homenagem a primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). [Fonte]

O lugar é lindo, mas estiagem torna difícil a vida do povo sertanejo, que luta para sobreviver, carregando sempre um sorriso no rosto. O povoado fica na zona rural de Araci, Bahia, e se chama Baixinha de Fora. É lá que vive um jovem casal missionário, desde agosto de 2016. Naturais do estado de São Paulo, Elvis e Gilvânia atendem seis povoados. Caminham de casa em casa, conversam com as pessoas, fazem amizades e oferecem estudo bíblico os que dão abertura.

O casal dá suporte ao trabalho da missionária Márcia Rodrigues, que está há mais tempo no local. Foi ouvindo o testemunho dela, em março de 2013, que Elvis se sentiu direcionado por Deus a ir para o sertão da Bahia compartilhar do evangelho. Na entrevista abaixo, ele conta um pouco da vivência e dos desafios que o casal tem experimentado no campo.

Como você foi parar no sertão da Bahia?

Aos 22 anos, durante um culto em minha igreja, em São Paulo (SP), ouvi o testemunho da missionária Márcia Rodrigues Pereira, atuante no sertão da Bahia. E nesse dia, em março de 2013, Deus falou ao meu coração e me chamou para pregar o evangelho no sertão da Bahia. Dessa data até 2016 me formei no curso de Missão Integral, pelo Centro Evangélico de Missões (CEM), me casei, em 2015 e fomos enviados no dia 02 de Agosto de 2016 ao campo missionário no Sertão da Bahia.

Quais as principais dificuldades que um jovem casal missionário recém-casado pode enfrentar no campo?

Graças a Deus não passamos problemas em nosso casamento. Mas o fato de sermos jovens gera um pouco de preconceito dos mais velhos que não nos conhecem. Eles nos veem como meninos. E a nossa inexperiência, algumas vezes, dificulta o desenvolvimento do trabalho.

O que mudou na visão que você tinha sobre o sertanejo para como você os vê hoje?

Antes de ir ao campo, eu via os sertanejos como coitados. Mas agora os vejo como guerreiros e muito inteligentes.

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