Maria da Graça morava em uma pequena comunidade às margens do rio Maguari, no Pará. Ela estava prestes e se casar com José Raimundo, até que certo dia, enquanto descia à beira do rio para lavar roupa, um anjo apareceu a ela. Era o anjo Gabriel…

O trecho acima usa da imaginação para remontar um Natal Brasileiro. E como o Natal já está às portas, o Paralelo10 traz uma dica para quem quer celebrar o nascimento de Jesus em estilo bem brasileiro.

A cantata “Natal Brasileiro”, da produtora Mig e Meg, é uma opção muito criativa e que pode atrair não só o público infantil, mas todos aqueles que apreciam as diferenças e riquezas regionais do nosso país. O enredo traz vários personagens, como gaúcho, nordestino, indígena, entre outros, recontando e cantando o Natal com músicas e ritmos bem típicos.

Clique aqui para ouvir uma das músicas da cantata Natal Brasileiro.

A cantata completa pode ser adquirida no site da produtora Mig Meg.

Aconteceu no período de 9 a 18 de dezembro, em Boa Vista (RR), a Operação Jesus Transforma. Organizada pela Junta de Missões Nacionais (JMN), da Convenção Batista Brasileira, as atividades tiveram como foco os migrantes venezuelanos que estão vivendo em Boa Vista.

Desde meados de 2014, venezuelanos têm buscado abrigo no Brasil para fugir da crise econômica e política em seu país e encontrar melhores condições de vida. Além de Roraima, outros dois estados que têm recebido venezuelanos, principalmente indígenas da etnia Warao, são o Amazonas e o Pará.

A Operação Jesus Transforma reuniu voluntários de todo o Brasil para levar o evangelho a essas famílias, além de promover diversas ações, como doações de alimentos, roupas e itens de higiene pessoal.

O jornal da Globo em Roraima noticiou o trabalho:

 

Clique aqui e veja as fotos.

Com informações do site da JMN.
Atualizado em 20/12/17.

Poesia: Zenilda Lua | Foto: John Medcraft

De acordo com o Comitê Brasileiro de Registro Ornitológico o nome desta ave é ‘Garibaldi’ [Foto: John Medcraft]

Andava sentido, triste e mal amado
sem ter um roçado, um braço de Rio
sem ter uma musa ou penas brilhantes
calei-me bastante e não dei mais um pio

Pra me consolar veio o caboclinho
sabiá, rolinha, bem-te-vi, nambu
canário da terra, cancão e concriz
tiziu, carcará…veio até um tatu.

Trouxeram alento, comida de pronto
e eu feito um tonto tudo rejeitei
foi quando um deles, pediu um instante
me levou prum canto
e eu o escutei:

” Não se vende dois passarinhos por um ceitil? Sendo que nenhum deles cairá na terra sem a vontade do nosso Pai”!

“Arrepare e tome tento, oxe!”

De cada um de nós, Deus já fez a conta!
pare de sofrer, se alegre, se esbalde
Já que você vive comece a cantar!
Louve Jesus Cristo, irmão Garibaldi!

• Zenilda Lua, nascida em Patos (PB), reside atualmente em São José dos Campos(SP). Atua como Assistente Social, escreveu livros de poemas e é mãe de Brisa.

• John Philip Medcraft, nascido em Londres, naturalizado brasileiro, mora em Patos (PB) há 45 anos. É pastor presidente da ACEV (Ação Evangélica) com compromisso com missão integral nos sertões nordestinos. Apaixonado por Jesus, Betinha, Caatinga e QPR (idealmente nesta ordem).

Por Jénerson Alves

Confesso que tenho profunda afeição pelas palavras. Até porque, sei como é não conseguir manejá-las bem. Nasci com a língua presa, tive de fazer cirurgias quando criança para conseguir falar. Mesmo assim, ainda apresentei algumas sequelas na fala e me submeti a várias sessões de fonoaudiologia. Neste período, não eram poucos os apelidos que recebia dos colegas em sala de aula, pois eles nem sempre entendiam o que eu desejava verbalizar. Somente com muito esforço consegui controlar minha fala e tornar meus discursos mais inteligíveis.

Aprendi a ler sozinho, aos quatro anos de idade. Livros, cadernos, cordéis e revistas em quadrinhos fazem parte das mais diversas cenas da minha infância e adolescência. A escrita foi se tornando a melhor maneira de me comunicar. Já nos primeiros anos do Ensino Fundamental, destacava-me nas produções escritas, recebendo elogios de professores e estudantes. Isso aumentou ainda mais após eu despertar para a poesia. Escrevendo cordéis, constatei que era possível deixar fragmentos da minha alma em pedaços de papel.

Desta feita, desde cedo eu decidira que deveria cursar Jornalismo. E foi nas cadeiras da faculdade, logo nas primeiras aulas, que aprendi que “comunicar é tornar comum”. Assim, mesmo após formado, meu desafio através das matérias sempre foi narrar, esclarecer e analisar os fatos, buscando tornar a compreensão dos mesmos acessível às mais distintas camadas da sociedade. Não foram raras as vezes que utilizei de um recurso denominado “didatismo”, de modo que os textos assumiam um tom praticamente professoral, com pontos de intersecção entre o jornalismo e o ensino. O mesmo pode ser dito sobre os cordéis. A rima e a métrica da literatura popular, para mim, são elementos que auxiliam na compreensão de temas, que podem ser abordados tanto dentro quanto fora da sala de aula, onde o chão da existência agiganta-se como mestre.

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Foto: Suki Ozaki, 2006

Por Phelipe Reis

Lucas 10.25-37

Para testar Jesus, um líder religioso lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para ter a vida eterna?”.

Ele respondeu: “O que está escrito na Lei de Deus? Como a interpreta?”.

Ele disse: “Ame o Senhor seu Deus com toda a paixão, toda a fé, toda inteligência e todas as forças; e ame seu próximo como a você mesmo”.

“Boa resposta!”, disse Jesus. “Faça isso e viverá.”

Querendo fugir da resposta, ele perguntou: “Como saber quem é o ‘próximo’?”.

Jesus respondeu contando uma história:

Na companhia de amigos, um jovem Tukano navegava o rio Negro em direção a São Gabriel da Cachoeira. O município, que fica no noroeste do estado do Amazonas e possui um território maior que Portugal, reuniria num torneio de futebol representantes de algumas das 23 etnias indígenas que vivem na região.

Debaixo do forte Sol e o vento quente do calor amazônico, o time dos Tukanos venceu a final com uma goleada de 4 a 0 em cima dos Húpd’äh*. O jovem Tukano comemorou a vitória com os amigos bebendo um porção de caxiri. Em meio à muvuca do torneio e entre tanto indígenas, o jovem Tukano acabou se perdendo dos amigos.

No caminho de volta para embarcação, quando a luz do Sol quase já não iluminava a cidade, o jovem foi surpreendido por três assaltantes. Não bastou tomarem o pouco dinheiro que ele tinha, os assaltantes o espancaram e o feriram no rosto com uma faca. Deixaram o jovem sagrando, caído sobre uma grande pedra, que fica à beira do rio.

O sino começou a soar, anunciando o início da novena. Atrasado, o padre da paróquia caminhava em direção à igreja. Ao avistar o corpo do jovem franzino à beira do rio, o sacerdote apressou o passo para não se atrasar ainda mais para a celebração. Na volta, quem sabe, poderia dar alguma atenção. 

Com a Bíblia debaixo do braço e o violão à mão, um pastor passou pelo mesmo caminho, se dirigindo à sua congregação. Viu o rapaz caído, mas não se preocupou. “É só mais um índio bêbado”, pensou. Deu de ombros e seguiu seu caminho. 

Então vinha um indígena da etnia Húpd’äh, descendo o caminho em direção ao rio. Ao ver o rapaz, teve compaixão dele. Aproximou-se, limpou o ferimento e passou um pouco de óleo de andiroba. Depois, colocou o jovem em sua canoa, o levou para a casa e cuidou dele.

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Localizado no sertão piauiense, mais precisamente no município de Ribeira do Piauí, o maior parque de energia solar em operação da América do Sul produz energia suficiente para abastecer diariamente um município com 1,2 milhão de pessoas.

De acordo com a matéria do Jornal Nacional, veiculada dia 21/11, o parque está em uma área equivalente a setecentos campos de futebol, onde estão distribuídos quase um milhão de painéis solares. O que atraiu o projeto para o sertão piauiense foram as características da região: a forte radiação, a baixa umidade do ar e muitas horas de sol.

O Brasil tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. Em relação à geração de eletricidade, as hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por 64% da produção. Atualmente, a participação da energia solar na matriz energética do país é de apenas 0,2%, mas a meta é atingir 10% até 2030.

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Por George Correa

Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo. (Romanos 10.17)

O apóstolo Paulo sempre procurou anunciar a boa noticia da salvação. Naquele tempo, muitas pessoas ouviram sobre o evangelho e, pela fé, creram na mensagem de Jesus Cristo. É interessante notar que no versículo acima diz que a fé em Jesus vem através do “ouvir”. Uma pessoa pode ouvir alguém falando a respeito de Cristo, ou também pode ouvir a mensagem através de um aparelho que comunique o evangelho.

Nas populações ribeirinhas existem muitas pessoas que não sabem ler, pois não tiveram a oportunidade de ir à escola. Agora, porém, a oportunidade de ouvirem sobre o evangelho chegou através do aparelho “Proclaimer” (O Proclamador), um aparelho fácil de manusear com três formas de carregar – através de uma placa solar embutida, manivela ou carregador.

Nesse aparelho está narrado todo o Novo Testamento, de Mateus à Apocalipse, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, o que facilita o entendimento das populações ribeirinhas.

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