Para órfãos e crianças vulneráveis
Por Julie Hefti

Criar arte e falar sobre ela pode ajudar as crianças a se recuperarem de experiências difíceis. As atividades podem incluir desenho, pintura, modelagem, colagem e qualquer outro tipo de arte. As atividades abaixo podem ajudar os órfãos e crianças vulneráveis a expressar suas emoções, crescer em autoestima e lidar com memórias difíceis.

O cuidador precisa ouvir bem, expressar compreensão e mostrar plena aceitação e amor. É importante perceber até que ponto a criança quer compartilhar. A atmosfera deve ser descontraída e amigável, e as crianças devem divertir-se enquanto fazem as atividades (por exemplo, usando diferentes cores e materiais).

Ideia 1: o lugar seguro

Um bom lugar para começar com as crianças que passaram por algo traumático é fazê-las desenhar um “lugar seguro”. Esta atividade também é útil para as crianças que estão ficando ansiosas. Incentive a criança a fechar os olhos e imaginar um lugar onde ela se sinta muito segura. Este poderia ser um lugar real ou imaginário. Dê-lhe bastante tempo para imaginar este lugar: isso pode ser difícil para crianças recentemente traumatizadas. Diga-lhe que, neste lugar, só estarão as pessoas que ela quiser e que nada de ruim poderá acontecer com ela. Faça perguntas para ajudá-la a criar uma imagem do lugar, como: “Dê uma olhada ao redor. O que você vê? Que cheiro você sente? O que você ouve? Você está muito feliz e seguro (a)… O que você está fazendo?”. Pergunte “O que mais?” para incentivar a criança a dar mais detalhes. Quando a criança tiver terminado de imaginar o lugar, ela poderá desenhá-lo ou criá-lo com canetas coloridas, lápis, tintas ou materiais diferentes. Incentive-a a se lembrar desse lugar e pensar nele quando sentir medo ou estiver triste.

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Iniciou dia 21 de agosto a segunda viagem de 2017 do Luz na Amazônia II – Barco da Bíblia. Considerada a maior livraria de literatura bíblica da Amazônia, o barco percorrerá dez municípios dos estados do Amazonas e Pará, até primeiro de novembro.

A embarcação saiu de Belém (PA) e viajará por 72 dias até Abaetetuba (PA), com a expectativa de alcançar mais de 12 mil pessoas. A iniciativa faz parte do programa Luz na Amazônia, da SBB, criado para levar conhecimento e literatura bíblica à população que vive na região norte do país.

A primeira viagem deste ano ocorreu entre 3 de abril e 31 de maio, alcançando mais de 15 mil pessoas dos estados do Amapá e Pará. A embarcação destaca-se por reunir uma área de livraria ampla e moderna e um espaço cultural, com peças do acervo Museu da Bíblia.

A livraria flutuante funcionará das 8h às 20h, nas cidades em que estiver aportada.

Confira o roteiro da viagem:

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Por José Marcos da Silva

Caro/a amigo/a que agora lê esse texto, saiba que o fiz com muito carinho, na esperança de que, no poder do Espírito, a sua vida seja edificada através dele. É um texto simples, que tem a finalidade de mostrar a Igreja de Jesus como o único agrupamento de pessoas que tem a convicção de que foi chamado para cumprir a Missão Redentora de Deus que é, como você bem sabe, a reconciliação de todas as coisas ao estado inicial, antes da queda (Cl 1.19, 20).

Como bom sertanejo que sou, fiz questão de escrever em formato de literatura de cordel, um gênero literário muito comum no Nordeste brasileiro.

Antes de passar adiante, quero dar algumas orientações para a apreciação  poética da leitura:

1ª. Tente ler cada verso respeitando uma pulsação de sete sílabas métricas em cada verso (exemplo: vou/fa/lar/de/um/a/ssunto que/jul/go/mui/toim/por/tante).

2ª. Não leve em conta a pontuação que está no meio dos versos (frases);

3ª. Veja as referências nas notas de rodapé, depois de terminar as estrofes.

Fazendo essas coisas, você aproveitará tanto a rima quanto a métrica e, ainda, edificará a sua vida.

01

Vou falar de um assunto
Que julgo muito importante
E com isso abordo um ponto
Bem central e interessante
No qual a Bíblia Sagrada
Registra de capa a capa
Do primeiro ao último livro
Trata-se de uma missão
Que o Autor da Criação
Cercou de bastante brilho

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Por Marcos Almeida

Foto: Pedro Coelho

Tomei banho nas águas de Maués. Mergulho nas lembranças. Vi um peixe fisgar o pescador. Verdade. Conheci a hospitalidade dos botos cor-de-rosa e suas acrobacias exuberantes. Segui olhando as margens dos rios intermináveis. Descansando nas bacias de espelhos que refletiam os cascos dos barcos. Assisti atento ao encontro das correntezas negras e marrons. Desvendei aromas, cheiros, perfumes, sabores, tons de tantos verdes e azuis. Céus que cantavam a glória eterna de Deus. Ecoavam às árvores o que Ele também nos deu, assim de forma mais extravagante: o conhecimento do Seu Eterno amor. Teu é tudo o que existe, Senhor!

Amanhece no centro da floresta. A matriarca da Aliança se aproxima, reverentemente e calmamente, me diz: “você vai fazer uma música pra eles”. Já estava pronta no coração. “Olho para os céus, de lá vem o meu socorro. Pai da Eternidade me mostra o que é o Amor. Amor perfeito e justo, que sempre me espera. Esse é o som, esse é o som, que rompe os céus: o Amor de Deus nos faz um, nos faz um com Ele”. Estávamos em dois mil e seis e a viagem que começo a relatar mudou minha vida para sempre! Continue lendo →

Poesia fotográfica – texto de Zenilda Lua e foto de John Medcraft

Ando incompleta de vazios.
Em tudo dei de achar graça.
Passei da angústia dolorida para um sentimento docíssimo que imita o cintilar dos lírios brandos.
Aprendo de azul mais que tudo.
Aprendo também de milagres, de pássaros, de cânticos e até de miçanga que já fora semente endurecida e, de repente virou um colar de ternura.
Aprendo de flor, de calêndula e até dos querubins que fizeram sonata nos campos de Salomão.
Do resto, não sei explicar direito não.
“Meu pranto tornou-se folguedo.
Meu pano de saco foi desatado.
Agora estou cingida de alegrias”.

• Zenilda Lua, nascida em Patos (PB), reside atualmente em São José dos Campos(SP). Atua como Assistente Social, escreveu livros de poemas e é mãe de Brisa.

• John Philip Medcraft, nascido em Londres, naturalizado brasileiro, mora em Patos (PB) há 45 anos. É pastor presidente da ACEV (Ação Evangélica) com compromisso com missão integral nos sertões nordestinos. Apaixonado por Jesus, Betinha, Caatinga e QPR (idealmente nesta ordem).

Por José Carlos Brito

Dona Luzia, moradora de Betânia do Piauí, a 500 km de Teresina, capital do Piauí, é uma das pessoas prejudicadas pela grande estiagem que afeta o semiárido nordestino, há cinco anos. A falta de chuva atinge, direta e indiretamente, todos os moradores da cidade, que têm no plantio e na criação de animais a maior fonte de renda para suas famílias.

Por causa dessa situação, os moradores criam outras maneiras de conseguir o sustento e o pão de cada dia. Com dona Luzia, que é mãe de cinco filhos, não foi diferente. Como sempre teve aptidão para trabalhos manuais, ela começou a fazer diversos materiais de bordado. Após participar de cursos oferecidos pela prefeitura, conseguiu aprimorar seu talento e montou uma pequena barraquinha para vender seus bordados na feira da cidade, que acontece aos sábados.

Sempre muito bonitos e bem feitos, o trabalho de dona Luzia chamou a atenção de uma equipe de missionários vindos de São Paulo que estavam visitando o sertão. Alguns dos participantes da equipe, donos de confecções de roupa em São Paulo, conheceram os bordados da dona Luzia e propuseram uma parceria: dona Luzia confeccionaria algumas peças de decoração usando os retalhos de roupas que sobram das lojas em São Paulo. Foram realizadas algumas amostram iniciais, e todas as peças confeccionadas por dona Luzia tinham uma qualidade igual ou até superior das que vinham de São Paulo.

Dona Luzia produzindo peças de artesanato

Assim nasceu o projeto ArteSertão, no início de 2017. A primeira coleção de peças foi intitulada de “Meu Mandacaru” e foi confeccionada por dona Luzia e outras duas pessoas, que ela chamou para apoiar na produção. A partir do material enviado de São Paulo, elas produzem diversas peças artesanais, tais como chaveiros, vasos, peças para design de interior com o formato do mandacaru. As peças são comercializados em conferências, feiras, e em breve em uma loja virtual.

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Conteúdo extra oferecido como Mais na Internet na revista Ultimato, edicão #367.

“Precisamos da sua ajuda para que os povos indígenas se rendam aos pés de Deus.”

Em poucas palavras e objetivamente, Nara Rúbia Taets, missionária da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, falecida no dia 11 de março de 2017, expressou em uma de suas cartas não apenas um desafio, mas também uma motivação do seu coração: fazer Deus conhecido e amado entre os indígenas.

Nara nasceu no dia 13 de julho de 1977, em Goiânia, GO, em uma família cristã. Cresceu na igreja e, incentivada pelas histórias contadas por seu pai sobre a vida dos índios e por relatos missionários sobre o trabalho com eles, sentiu-se desafiada a dedicar a própria vida a esse ministério. Com apenas 9 anos de idade, participando de uma entrevista em um programa de rádio dirigido pelo pai, Nara falou da chamada missionária de Deus para o trabalho entre os indígenas e nela persistiu até a juventude.

Na Missão ALEM, em Brasília, onde fez o curso de linguística, conheceu Elias de Oliveira Taets, com que se casou, teve dois filhos – Nayane, 13, e Eliseu, 11 anos – e compartilhou a chamada missionária.

Nara e Elias se mudaram para Boa Vista, RR, em 1999, quando foram convidados pela Junta de Missões Nacionais para trabalharem com indígenas de uma tribo que habita o Brasil e a Venezuela e que, somente no Brasil, somam mais de 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias, das quais 197 estão em Roraima.

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