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Agricultores familiares no Rio de Janeiro | Foto: GERJ/Paulo Filgueiras

As mudanças climáticas terão fortes efeitos negativos para a agricultura familiar das regiões Norte e Nordeste do país nas próximas décadas, segundo estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado no mês passado.

De acordo com o levantamento, os efeitos das mudanças do clima são uma ameaça não somente à segurança alimentar dessas comunidades rurais — que já registram baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) — como à produção de alimentos no país, uma vez que a agricultura familiar responde pela maior parte do alimento consumido domesticamente no Brasil.

Feito em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o estudo indicou que as áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas no Norte e Nordeste serão o semiárido e a região de savana do Nordeste — sul do Maranhão, sul do Piauí e a Bahia ocidental. Continue lendo →

Por John Medcraft

A música de Luiz Gonzaga “Apologia ao Jumento” diz que “o jumento é nosso irmão” e “o maior amigo do sertão” – a canção expressa algo do afeto entre o nordestino e o jumento. O animal é uma espécie de símbolo da luta pela sobrevivência no sertão.

Os meios de transporte modernos e poluidores nós temos no Nordeste como em qualquer região do Brasil. Entretanto, registrei algumas cenas mais interessantes, das quais o protagonista é o jumento.

O morador da Caatinga sempre dependeu do jumento para carregar água ou outras mercadorias e a criançada agradece os passeios na carroça, que ele bondosamente puxa. Mas nestas fotos, todas tiradas nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, registrei também o trabalho do pescador no barco, outro barco maior que transporta automóveis, e até um barco aposentado que virou jardim.

O sertanejo sonha com voos mais altos num avião caseiro e se você prestar bem atenção notará a mistura disso com sua religião católica.

Sonhos políticos também são expressos na foto colorida e alegre da quatrocicleta, na campanha de 2010 quando quatro rapazes ganhavam trocados para animar a campanha de alguém.

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Confira o registro de John Medcraft

 

• John Medcraft é inglês, naturalizado brasileiro, e mora em Patos (PB). É o presidente da Ação Evangélica (ACEV), uma igreja que neste ano completou 78 anos. A ACEV trabalha em todo sertão paraibano, e também em regiões de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

O que os missionários podem aprender com Estevão sobre proclamação, serviço e transformação de culturas?

Por Héber Negrão

Pixabay, Domínio PúblicoUm dos nomes mais conhecidos do início da história da igreja no Novo Testamento é o de Estevão. Ele foi um dos sete diáconos helenistas escolhidos pelos apóstolos para atender as necessidades sociais que igreja de Jerusalém estava passando. Podemos ler sua história no capítulo 6 de Atos dos Apóstolos.

É interessante ver o paralelo que existe entre a vida deste diácono e o de muitos missionários. Quero destacar inicialmente um padrão de vida de Estevão que todos os cristãos deveriam seguir, principalmente missionários que muitas vezes são os únicos cristãos onde vivem.

Em diversos versículos deste capítulo nós vemos Estevão como uma figura de Plenitude. Ele era cheio do Espírito Santo (v.5), cheio de fé (v.5), cheio de graça e de poder (v.8) e cheio de sabedoria (vv.3,10). Além do seu significado natural o termo “cheio”, nas Escrituras, também pode ser interpretado como “controlado por”. Não há dúvidas de que Estevão era completamente controlado pelo Espírito Santo. O resultado disso é que ele recebeu poder para operar milagres que até o momento apenas os apóstolos haviam realizado (At 2.43; 5.12, 6.8). As palavras de sabedoria que Estevão usou em seu sermão (At 7) também foram resultado desta plenitude do Espírito. Continue lendo →

Logo_RENASNo mês de setembro, duas cidades, uma do Norte e uma do Nordeste, sediarão encontros regionais da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). O primeiro será em Recife (PE), nos dias 15, 16 e 17 de setembro, e o segundo em Santarém (PA), nos dias 22, 23 e 24.

O objetivo principal dos encontros regionais é fortalecer as quase 30 redes regionais iniciadas por Renas, já que será possível agregar muito mais pessoas que não pode viajar por longas distâncias. Além disso, a regionalização dos encontros dará “rostos” mais regionais e contextualizados para cada encontro. Um evento já foi realizado na Bahia, em fevereiro, e outro acontecerá em Belo Horizonte (MG), após as eleições.

Desde 2004, a Renas já promoveu dez encontros nacionais, com boa representatividade de igrejas, movimentos e organizações sociais, mas este ano não será realizado o encontro nacional.

De acordo com a Organização, o princípio, seja do encontro nacional ou regional, é fomentar ajuntamentos que gerem troca de informações, de experiências, de boas práticas. E mais: encontros que fortaleçam a busca pela justiça, para a glória de Deus.

Serviço
Evento 1: Encontro Regional de Renas em Recife (PE), de 15 a 17 de setembro.
Evento 2: Encontro Regional de Renas em Santarém (PA), de 22 a 24 de setembro.
Clique aqui para mais informações.

O esporte como instrumento de conscientização e mudança de vida

esporte-visão-mundiaçl“Um dos caras chegou em nossa roda chamando para matar outro. Nesse meio, só tinham dois que já tinham matado gente e três que não. Eu era um destes. Vamos? Eu disse: ‘bora’. A gente andou e quando chegou na esquina eu vi o rapaz. Parei, esperei e deixei os outros irem na frente. Meu pensamento era de fazer e ao mesmo tempo não. Escutei os caras dando tiro. Escutei a hora em que passou o revólver para o menino que nunca tinha matado, para que ajudasse também. Uma coisa que eu até hoje me lembro… Até hoje…”

Aos 19, José Roberto [foto] conta o episódio que vivenciou há cinco anos, bem como memórias dessa época em que passava tempo com outros rapazes alheios a perspectivas, orientação ou cuidado algum sequer por parte de seus próprios familiares, menos ainda da escola, da comunidade, dos governos e outros que seriam responsáveis por garantirem um desenvolvimento saudável para suas infâncias. Entre o grupo, alguns amigos de pequeno e outros, mais velhos, que chegaram depois. Todos transitando pelo universo da ilegalidade, até onde chegaram pelas circunstâncias de suas vidas. Para muitos, irrelevantes. Aos 14 anos, Betinho simplesmente seguia o grupo ao seu redor, assim como costuma fazer qualquer adolescente. Continue lendo →

Por Gizelle Corrêa

P10_20_05_16_18maio-manausEm Manaus (AM), o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de Maio) foi marcado por diversas atividades promovidas por órgãos públicos e pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), núcleo Amazonas.

As atividades começaram com a caminhada “Faça Bonito”, promovida pelo Lar Batista Janell Doyle, no bairro do Mauazinho. Em seguida houve a caminhada na cidade de Iranduba, que faz parte da região metropolitana de Manaus, onde tem sido identificado um alto índice de abuso infanto-juvenil[1]. Lá houve apoio de diversos órgãos como Conselho Tutelar, Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), Prefeitura e alunos de diversas escolas. Moradores se emocionaram ao ver a mobilização, pois muitos tiveram suas crianças violentadas e com seus sonhos roubados.

A mobilização serviu como grito de alerta para toda a sociedade. Às autoridades, para que implementem ações de políticas públicas para o enfrentamento dessa problemática. Às famílias, para que resguardem os direitos e protejam suas crianças e adolescentes de maneira mais eficaz. Aos professores e responsáveis, para que denunciem situações de violência. E aos abusadores, para que sejam coibidos de suas intenções e punição para aqueles que já causaram mal aos menores. Continue lendo →

Capa-ultimato-360No início deste mês, nosso setor de expedição enviou mais de 300 exemplares da edição atual da revista Ultimato para representantes do Paralelo10. São colaboradores espalhados em quase todos os dezesseis estados do Norte e Nordeste, com exceção apenas de dois: Tocantins e Acre, onde ainda não temos nenhum representante do projeto.

Os representantes receberam em casa a edição 360, que tem como matéria de capa “As muitas espiritualidades em São Thomé das Letras e a graça de Deus”. O título e a reportagem (pág. 21-34) foram inspirados pela visita do redator (o Mineiro com Cara de Matuto) a São Thomé das Letras, MG, considerada uma das cidades mais esotéricas do país.

Entre os artigos dos articulistas e das diversas seções de Ultimato, esta edição traz o texto “Cantando sem medo para o Deus verdadeiro”, de Héber Negrão. Ele é paraense, mestre em etnomusicologia e atua como missionário entre o povo Tembé. Sua reflexão conta a experiência de compor canções com ritmo, melodia e fraseado característicos da musicalidade do povo indígena Ka’a, que vive à margem de um rio no Pará.

Disponibilizamos a seguir o texto na íntegra. Confira: Continue lendo →