COBERTURA ESPECIAL CONGRESSO ALEF 2016

Por Phelipe M. Reis

whatsapp-image-2016-10-22-at-01-07-29Um jovem equatoriano pobre que sonhava ser escritor. Sem dinheiro, achando que sabia falar inglês, vai para os Estados Unidos para estudar. Que frustração! Se deu conta que só sabia gramática, mas não tinha fluência na língua e, portanto, não conseguia acompanhar as aulas. Lembrou-se que o reitor da universidade havia sido missionário no Equador e foi falar com ele. O reitor ofereceu ao jovem moradia no alojamento dos estudantes e emprego para aprender a língua e custear suas despesas. Durante um ano ficou trabalhando no restaurante universitário. Ele colecionava pedaços de papel onde escrevia as palavras que eram desconhecidas e buscava inseri-las durante as conversas com estudantes. Assim conseguiu fluência no inglês para começar seus estudos que o levariam para uma caminhada acadêmica e teológica marcante na história da igreja latino americana.

René Padilla, um dos convidados do congresso Alef 2016, contou um pouco de sua história ontem (21) pela manhã durante um café com alguns poucos pastores e líderes. A conversa foi longa. Envolvimento com o movimento estudantil, proposta de casamento, revolução cubana e, claro, a missão da igreja na América Latina, foram alguns dos assuntos comentados por ele.

Como sempre gosta de enfatizar e esclarecer, Padilla falou que a missão integral não surgiu com a intenção de ser uma teologia. O que motivou o surgimento dela foi a busca por respostas bíblicas diante dos questionamentos feito no ambiente universitário. Trabalho que ele começou a desenvolver na América Latina em 1959, mesmo ano em que Fidel Castro e Che Guevara entram em Havana e instauram a revolução cubana. Continue lendo →

COBERTURA ESPECIAL CONGRESSO ALEF 2016

Por Phelipe M. Reis

O segundo dia do Congresso Alef 2016 para pastores e líderes, que começou na última quarta-feira (19) e vai até sábado (22), em Natal (RN), foi um momento para reafirmar convicções, esclarecer conceitos e fazer contrapontos.

alef-2016_24119alef-2016Quais as marcas de uma igreja transformadora? Como a igreja local pode ser um local de acolhimento para os quem vivem à margem da sociedade? Por que a segmento evangélico cresce, mas não transforma a sociedade? Esses foram alguns dos questionamentos que pautaram o painel temático realizado na tarde de ontem (20), com a participação de René Padilla, Ricardo Agreste e Carlos Queiroz.

A igreja, o pobre e o rico

A respeito das marcas de uma igreja transformadora, Padilla listou alguns pontos, entre eles: a missão não é nossa, mas sim de Deus e compreende todas as dimensões da vida humana; a igreja não pode comunicar uma mensagem que não está vivendo; a igreja precisa eliminar o dualismo secular e sagrado; e a igreja precisa conhecer sua realidade. “A igreja não precisa de muito dinheiro para realizar a missão. O principal é conhecer a Deus, crescer como discípulo e entender que está sendo chamada para participar da missão, não só com palavras, mas pelo estilo de vida e boas obras”, destacou Padilla.

Carlos Queiroz explicou que quando a igreja está numa região de periferia, a própria comunidade é a igreja e, portanto, nem precisa fazer esforço para acolher os excluídos. Por outro lado, o pastor também mencionou o modelo de igreja shopping center, onde apenas algumas pessoas têm acesso e vão para consumir produtos religiosos: a pregação ou pregador. A respeito dessas igrejas, Queiroz destacou: “A igreja precisa abrir as portas aos pobres. O pobre tem um evangelho para nos oferecer, ele tem a cara da manjedoura”. Continue lendo →

COBERTURA ESPECIAL CONGRESSO ALEF 2016

Por Phelipe M. Reis

O Congresso Alef 2016 para Pastores e Líderes começou com um chamado à ação. O público, de aproximadamente 300 pessoas, presente na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Paz e Vida, onde acontece o encontro, foi advertido contra a “síndrome dos congressos”. O preletor da noite, Sérgio Queiroz, presidente da Fundação Cidade Viva, desafiou os pastores e líderes a não cair na tentação de se limitar à reflexão teológica, mas “matar a idolatria do discurso” e entrar em ação.

O congresso, que começou na noite de ontem (19) e vai até sábado (22), tem um foco eclesiológico e pretende discutir sobre o papel da igreja local na missão de Deus. Leandro Virgínio, presidente da Alef e coordenador do encontro, destacou que a intenção é que o congresso não seja apenas um evento, mais um movimento de igrejas saudáveis que testemunhe Cristo em todas as áreas da sociedade.

Uma visão para uma cidade bíblicafoto-alef-2016-dia01-1

Sérgio Queiroz iniciou sua fala fazendo uma breve fundamentação bíblica sobre a teologia da cidade: destacando o relato da construção da primeira cidade (Gênesis 4.17), a ordem de Deus para que os israelitas trabalhassem para a prosperidade da cidade enquanto estavam exilados na Babilônia (Jeremias 29) e mencionando o choro de Jesus por Jerusalém (Lucas 19.41).

O pastor Sérgio, que também é procurador da Fazenda, contou sua experiência que chama de segunda conversão, quando saiu de uma grande igreja para pastorear uma pequena congregação com pouco mais de 100 pessoas e foi confrontado pelo pedido de socorro de uma viúva que bateu na porta de sua casa. “Fui incomodado pelos gritos da cidade. Me converter à missão de Deus produziu em mim movimento”.

Fruto dessa experiência, Queiroz começou um projeto que hoje se chama Cidade Viva, uma área de 150 hectares, onde pretende construir universidade, complexo esportivo, estrutura para formação profissional e geração de renda, entre outros diversos serviços para servir a população de João Pessoa. A Fundação Cidade Viva já conta com um Centro de Convenções, uma Escola Internacional e diversos projetos em andamento. Atualmente, a Fundação Cidade Viva é reconhecida como instituição de utilidade pública municipal, estadual e federal.

Reflexão e ação

foto-alef-2016-dia01-2De acordo com Leandro Virgínio, coordenador do encontro, a programação foi projeta com o intuito de oferecer diversas ferramentas e dicas práticas para ajudar os participantes a tirar suas ideias do papel e colocar em ação.

Na tarde de hoje (20), haverá um momento de trilhas temáticas onde os participantes poderão ouvir, discutir e aprofundar alguns assuntos a respeito da missão integral da igreja. Também terá um painel sobre o tema “Uma igreja transformadora para o contexto atual”, com Ricardo Agreste, Carlos Queiroz e Rene Padilla. À noite, os participantes terão uma abertura maior para perguntar e interagir com os palestrantes em duas plenárias: uma com Carlos Queiroz sobre o tema “Uma igreja transformada pelo evangelho” e outra com René Padilla sobre o tema “O evangelho hoje”.

Acompanhe diariamente a cobertura do Congresso Alef 2016 no blog Paralelo10.

Phelipe M. Reis é missionário, jornalista e trabalha do Portal Ultimato Online.

 

Num ritmo tipicamente regional a canção Coração Nordestino
é uma expressão viva intensamente espiritual que em forma de
súplica apresenta diante de Deus as necessidades mais profundas do
Nordeste e do nordestino.

Meu Jesus liberte o coração do nordestino
Do homem, do menino que nasceu aqui
Vem, Jesus, transforme, mude a sua história
Faz ele feliz

O menino que brinca de baleadeira,
As mulheres rendeiras lá do Ceará,
O homem boiadeiro toca o seu berrante para não chorar
A seca castiga e o gado morre
E o rio que corre é dos olhos seus
Meu Nordeste carente, povo tão valente
Deus ama você!
Ceará, Alagoas, Paraíba, Sergipe
Pernambuco, Bahia,
Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão,
-Êta terra linda!
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste,
Pelo cabra da peste, pelo sanfoneiro,
Pelo homem sem escola, homem sem história, pelo violeiro.

Meu Nordeste, todos que me escutam
Do sertão à cidade
Jesus Cristo deseja encher sua vida de felicidade
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste,
Pelo cabra da peste, pelo sanfoneiro,
Pelo homem sem escola, homem sem história, pelo violeiro.

 

de Bartolomeu Lopes Nascimento, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico da Missão JUVEP, em João Pessoa, PB.

Originalmente publicado no livro Água & Luz – Os grandes desafios missionários no Nordeste, de Ildemar Nunes de Medeiros

george_seminarioPor George Ribeiro Corrêa

Estive reunido com um grupo de alunos do seminário CETEO (Centro de Estudos Teológicos Brasileiro) em Manaus, um grupo diferente dos que eu já havia compartilhado a revista anteriormente. Bem antes desse primeiro encontro, tive a oportunidade de apresentar a revista Ultimato e propus um encontro para compartilharmos um artigo. Os alunos (pastores, lideres e missionários) gostaram da ideia e no dia 08 de setembro pela manhã, antes de começar a aula do seminário, compartilhei com o grupo a edição de Julho/ Agosto com o tema de capa “Os pregadores da esperança e os pregadores da descrença”.Na ocasião discutimos o artigo de Rene Padilla “Da compaixão que motiva a Missão”, p.54. Na leitura e reflexão do texto aprendemos que, apesar de Jonas relutar em obedecer ao mandato de Deus para transmitir a mensagem ao povo de Nínive, após sua oração de desespero (Jn. 2.2), resolveu obedecer a ordem dada (Jn 3.1,3) e começou a pregar uma mensagem de juízo para que o povo se arrependesse.
Comecei falando que muitas vezes somos como Jonas, queremos fugir da missão que Deus nos deu de compartilhar com o nosso próximo o evangelho, ou que muitas vezes até compartilhamos, mas na realidade não estamos sensíveis às necessidades das pessoas como ser humano e como imagem e semelhança de Deus. O profeta Jonas queria a destruição de Nínive (Jn 4.1,2), perguntei por que um profeta de Deus desejava isso ao povo? Jonas talvez não sentisse a compaixão de Deus em seu coração para com os Ninivitas. Deus não olhou somente para os pecados da cidade, mas para a decisão que eles fizeram: arrependeram-se de seus pecados. Diz a passagem bíblica queː “Jonas entrou na cidade e a percorreu durante um dia, proclamandoː “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída”. Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco” (Jn 3. 4,5).

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Faltam menos de dez dias para o Congresso Alef 2016, um encontro de referência no Nordeste que reúne pastores, líderes e profissionais cristãos de diversas áreas, empenhados em contribuir para o cumprimento da missão de Deus por meio de igrejas locais. O Congresso, que acontecerá entre os dias 19 e 22 de outubro, em Natal (RN), vai refletir sobre o papel e responsabilidade da igreja local na missão integral do reino de Deus.

Com o tema “Igrejas em Movimento. Comunidades em Transformação”, a organização do evento espera reunir cerca de 400 pessoas para quatro dias de profunda reflexão bíblica, treinamentos e compartilhamento de recursos ministeriais e experiências práticas relevantes. Até o momento, entre os inscritos já há representantes dos estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Paraná e Ceará.

O encontro terá a participação do teólogo equatoriano René Padilla, um dos pioneiros da teologia da missão integral, na América Latina. Além de Padilla, outros preletores com participação confirmada são: Ricardo Agreste, Carlos Queiroz, Bebeto Araújo, Wilson Costa, Simea Meldrum, Jorge Henrique Barro, Lindon Carlos e Sergio Queiroz.

Lançamento

p10_10_10_16_congresso-alefDurante o congresso acontecerá o lançamento do livro “Igrejas em Movimento. Comunidades em Transformação”, publicado em parceria com a Garimpo Editorial. A obra conta com artigos com artigos de José Marcos Silva, Jorge Henrique Barro, Leandro Silva Virginio, Marcos Mendes, Valtenci Oliveira, Renildo Diniz Lopes Lopes, Siméa De Souza Meldrum, Bebeto Araújo e Rene Padilla.

A proposta é que “Igreja em Movimento – Comunidades em Transformação” seja uma ferramenta usada em processos de formação de lideres e discipulado em grupos pequenos. Para fortalecer o aprendizado, ao final de cada artigo há perguntas para estimular a reflexão e fixação dos conceitos, bem como a aplicação deste na realidade. Continue lendo →