Testemunhos
Lições de Tacaratu: um depoimento
17/01/12
O ano de 1974 faz parte da história de missões. Foi quando 2.700 líderes do mundo evangélico reuniram-se em Lausanne, na Suíça, para discutirem a missão da igreja. Será que as questões sociais que afetam as pessoas deveriam preocupar a igreja? Desse encontro surgiu o Pacto de Lausanne e o começo de uma longa caminhada rumo ao resgate de um entendimento teológico mais amplo, mais completo e verdadeiramente mais “evangélico” sobre o que significa levar as “boas novas” a todos os povos.
Um outro encontro
Para mim, o ano de 1974 ficou marcado por um outro encontro, bem menor, promovido pelos meus pais e realizado debaixo de um mangueiral no município de Tacaratu, agreste pernambucano. O grupo ali reunido era composto por lideranças evangélicas sertanejas e por Mais >
Na periferia de Fortaleza brota a diaconia do pobre para o pobre
29/11/11
Cleidson é um jovem trabalhador, de 30 e poucos anos, que se viu, por causa de um vírus na coluna, sentado em cadeira de rodas. Entrou em depressão e nem permitiu que a mulher cuidasse dele. Numa Festa do Dia do Amigo, em Caucaia, viu cadeirantes jogando basquete, dançando, o que animou-o a retomar a vontade de viver
“Hoje ele é um voluntário do projeto de diaconia do pobre que ajuda pobre”, conta o bispo Sebastião Armando Gameleira Soares, da Diocese Anglicana do Recife, e que participou, em São Leopoldo, do encontro internacional sobre Diaconia. “Essa é uma das coisas mais bonitas que temos em nossa diocese”, comenta.
Na semana passada, o bispo recebeu o jovem Teógenes, um líder católico romano do projeto em Caucaia, para motivar a pequena congregação anglicana de Jaboatão, na Grande Recife, a adotar essa prática.
A visita às pessoas nas suas casas é o eixo central do projeto. “De acordo com a receptividade, os visitadores percebem as dores e os dons dessas pessoas, que, às vezes, não sabem onde aplicá-los”, afirma o bispo. Mais >
Um livro novo para uma aldeia nova
23/11/11
Indígenas em missão
09/11/11
A missionária indígena (da etnia Tukano) Leonízia Jutzi e seu esposo, Markus, estão envolvidos em vários ministérios, inclusive na coordenação do Curso de Tradutores Indígenas da Bíblia, um projeto inovador de inclusão dos cristãos indígenas em um trabalho por décadas feito por não-indígenas. Outro ministério de Leonízia, que foi bolsista do Paralelo 10 no curso de mestrado em missiologia do Centro Evangélico de Missões (CEM), são as oficinas sobre alcoolismo para indígenas. Leia abaixo a carta de outubro com notícias do casal.
Em julho, Markus e eu estivemos no Amazonas, onde participamos da Conferência Regional do CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas). Foi um tempo abençoado que Deus nos deu, onde compartilhamos sobre o Curso de Tradutores e oferecemos oficinas sobre o alcoolismo entre indígenas. Oferecemos esta mesma oficina numa Aldeia Tukano. Pude rever também a minha família e amigos queridos. Após este tempo em São Gabriel da Cachoeira (AM), fomos para uma outra cidade. Visitamos uma aldeia, para onde temos possibilidade de ir no ano que vem a fim de nos juntarmos à equipe do Projeto Amanajé que lá trabalha. Mais >
Congresso missionário no Nordeste
28/10/11
Durante o 6° Congresso Brasileiro de Missões alguns líderes nordesstinos se reuniram para conversar sobre a possível realização de um congresso de missões na região Nordeste. Há muito interesse por parte destes líderes em realizar o 2º Congresso Nordestino de Missões no segundo semestre de 2013. Um congresso assim demanda muita dedicação, investimento de tempo e recursos e, especialmente, muita oração. Mais >A esperança floresce no semiárido nordestino
24/10/11
“As famílias recebem água potável (em alguns lugares encanada), se unem para plantação de hortas, recebem visitas de técnicos agrícolas para serem capacitadas no cultivo, higienização da horta e na utilização do sistema hídrico”, entusiasmado, Wostenes Santos, coordenador geral de projetos da ONG ACEV Social, destaca como funciona o Programa “Sertão Sustentável”, que tem mudado a realidade de muitas famílias do semiárido nordestino. Entre os beneficiados, está o seu Teófilo, casado, pai de duas filhas, morador da comunidade Mendes, município de Quixabá, em Pernambuco.
Seu Teófilo já conseguiu, apesar das muitas dificuldades, garantir a formação universitária de Mauba Sueny (23) e Maiara Maria (20). “Pago de faculdade e transporte, R$ 540,00 todo mês para formar minhas filhas”, acrescenta. O dinheiro, bem, o dinheiro vem da comercialização de hortaliças produzidas na pequena propriedade rural. Antes apenas um lugar seco e infrutífero, tendo por cenário uma simples casa, com poucos móveis, e como figurantes da vida uma família, que vê o tempo passar sem esperança de um papel protagonista de cidadãos por falta de recursos para educação, saúde e profissão.
Ocupando uma extensão de 841.260,9 Km², o semiárido nordestino caracteriza-se por apresentar reservas de água insuficiente em seus mananciais, o que causa um impacto considerável no período de seca. Este é um fenômeno natural cíclico resultante da escassez de chuvas que produz resultados cruéis para as populações fragilizadas pela desnutrição e pelas doenças próprias das situações de muita pobreza.
Para mudar essa realidade, é que várias ações têm sido demandadas no Semiárido, principalmente, através das organizações não-governamentais, como a ACEV Social. A ACEV tem sua sede em Patos, e existe há 73 anos, mas só há 6 anos formalizou-se como ONG. Estima-se que neste ano de 2011 as ações da ACEV Social irão beneficiar uma média de 200 famílias através do Programa Sertão Sustentável. Que promove desenvolvimento comunitário Rural, partindo da provisão de água (Projeto Poços) para a comunidade e o desenvolvimento sustentável da mesma, gerando por meio dos projetos PlantAÇÃO (agricultura familiar) e 4 Pernas (criação de rebanho de caprinos e ouvinos), sua inclusão produtiva, o que revela o potencial de transformação da realidade socioeconômica da região. Por meio do projeto Agroflorestal o Programa contribui no combate a desertificação do semiárido nordestino em seus diversos aspectos, sob a égide da conservação do bioma e ecossistema da Caatinga do Nordeste brasileiro. Mais >
RENAS e muitos encontros
27/09/11
Dos dias 15 a 17 de setembro participei do VI Encontro Renas que aconteceu em Luziânia (GO). Encontro é uma ótima palavra para este evento, afinal “encontro” foi o que mais aconteceu nestes dias.
Encontrei pela primeira vez Gleidson, um pastor assembleiano potiguar de muito (muito mesmo!) senso de humor. Ele é participante do Paralelo 10 e um dos parceiros locais d’A Rocha Brasil. Gleidson mora no bairro de Felipe Camarão, em Natal (RN). Foi uma alegria ver seu interesse em atuar com sua igreja local para a promoção do Reino de Deus. Um encontro acompanhado de muitas risadas.
Reencontrei Alison Worral, representante da Rede Mãos Dadas para o Nordeste. Alison é inglesa, mas tem coração brasileiro. Ela tem o dom de juntar pessoas em torno de uma causa. Alison sempre viaja pelo interior do Nordeste para mapear aquela região e encontrar pessoas, descobrir suas histórias e encontrar meio de apoiá-las. Ela tem sido uma grande parceira do Paralelo 10. Em suas visitas, sempre descobre alguém que tem recebido as revistas e o material de apoio e que se mostram muito felizes por isso.
Também reencontrei Elton e Zeni. O casal manauara passou dois anos em Viçosa estudando no Centro Evangélico de Missões como bolsistas do Paralelo 10. Agora eles estão de volta a Manaus enfrentando os desafios de uma re-adaptação, mas muito animados para apoiar e participar de projetos na terra natal. No momento, eles tem apoiado o trabalho do Projeto Neemias, um projeto realizado por alguns cristãos com moradores de rua da cidade. Os desafios são muitos e Deus tem os abençoado. Uma das atividades realizadas com este grupo é a distribuição da revista Ultimato e a discussão de parte de seu conteúdo.
Encontrei Robert Alan, um participante do Paralelo 10 que conheceu o projeto por meio da ABUB. Ele é de Salvador, BA. É sempre bom ver o rosto daqueles com quem nos falamos apenas por cartas ou e-mails. Mais >





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