Reflexões
Fundamentos da missão do povo de Deus
08/05/12
Imagine a seguinte situação. Em uma reunião de membros de uma de sua igreja, o dirigente pede para quem for missionário que se coloque de pé. Quantos membros da sua comunidade se levantariam? Não é difícil prever a sua resposta. Atualmente, ser missionário passou a significar apenas aqueles homens e mulheres que deixam suas casas e se dedicam à pregação do evangelho em lugares distantes. Esta definição errada de missões que atrela a ação missionária apenas ao contexto transcultural produziu uma verdadeira crise na tarefa da evangelização urbana e, consequentemente, nas ações missionárias da igreja moderna. Mais >
Uma questão de limites
19/04/12
Há algumas semanas atrás li a postagem de um jovem cristão na rede social Facebook, na qual ele se dizia incapacitado para identificar e estabelecer os limites adequados para a sua intimidade. Ele se apresentava como alguém machucado, frustrados com as experiências que havia construído. A sua conclusão foi a seguinte: “Por não haver um manual”, optou por se entregar ao relativismo dizendo que “cada um estabeleça o seu limite!”. Li aquele pequeno texto e fiquei muito preocupado com o jovem. Além disso, ninguém deu uma resposta que viesse a ajudá-lo, de fato. Por isso, resolvi escrever este texto, como uma proposta sincera a postagem do jovem, apresentando um manual especial e eficiente, a Palavra de Deus, que ensina e orienta eficazmente sobre o assunto. Mais >
Novos confins
14/03/12
Como o Evangelho se espalhou pela Judeia e Samaria nos primeiros séculos, poderíamos pensar com isso que quando ele chegou em Chipre, Cirene, Antioquia e outras cidades mais distantes a ordem de Jesus da grande comissão fora cumprida. Tal posicionamento significaria o fim da responsabilidade missionária da igreja.
O missiólogo Timóteo Carriker defende que o longe é relativo ao lugar aonde o Evangelho chega em comparação de onde ele partiu. Assim, para o missionário presbiteriano Ashbel Simonton, o Brasil era os confins, e hoje, para o Brasil, os confins mais distantes seriam as ilhas da Indonésia. Mais >
Pescadores de peixes e de almas
05/03/12
Política: um ministério esquecido
24/02/12
Ministério e política parecem duas palavras que não aceitam harmonia. Talvez pelo conceito eclesiástico restrito que se tem acerca do que é um ministro da igreja, conceito que se restringe para aqueles que têm a vocação pastoral, ou que estão a maior parte do tempo direcionados a atividades eclesiásticas. Trafego pelos trilhos da doutrina do sacerdócio universal de todos os que fazem parte do povo de Deus; logo quem pertence ao povo de Deus é ministro dele. Servir ministerialmente a Deus não pode abraçar o dualismo inaceitável entre o profano e o sagrado, posição que cria uma separação que chega a ser pecaminosa. A Bíblia não nos deixa uma área de sombras, ela explicita claramente princípios que identificam atividades pecaminosas e outras que são lícitas e agradáveis a Deus. Isto se aplica diretamente ao que desejo tecer sobre ministério cristão e a ação política, fazendo algumas breves considerações.
A maioria das pessoas, em particular os evangélicos históricos, vê a ação política como atividade indigna de um cristão consagrado e comprometido com os valores das Escrituras. Quando um membro de igreja se apresenta como candidato a um cargo público eletivo, é com frequência tido como um “oportunizador”, mais um que visa apenas seus interesses pessoais. Mais >
Quilombolas: um desafio para a Igreja
17/02/12
Por Alison Worrall
Três anos de mapeamento pela Rede Mãos Dadas revelou-me a grande diversidade de povos e expressões étnico-culturais presentes no Nordeste. Nas viagens encontrei igrejas iniciando trabalhos em comunidades quilombolas. Andar pelas comunidades, na presença das crianças, despertou em mim um desejo de buscar mais conhecimento histórico, territorial e antropológico sobre o tema.
Denominados pelo governo como “comunidades e povos tradicionais”, os quilombolas são parte significativa da história do Brasil, embora, para a grande maioria dos brasileiros, sua realidade continue a ser praticamente invisível. Mais >
Anunciai a sua salvação de dia em dia
23/01/12
“…anunciai a sua salvação de dia em dia”
Salmo 96:2
A evangelização é vista muitas vezes de forma equivocada por muitos crentes: como uma “atividade de igreja”, ou seja, aquela realizada para a igreja, na igreja e com a igreja. O prejuízo dessa visão é o pensamento de que fora da igreja, na sua individualidade, a evangelização não é necessária nem obrigatória. Outro prejuízo é pensar que, ao participar de atividades evangelizadoras na igreja e com a igreja, você já cumpriu o seu papel, de forma a ficar despreocupado com sua agenda fora dali. Para exemplificar isso, basta alguém pensar que saindo para evangelizar com a igreja em dia e hora marcada, sua cota de participação do mês já foi alcançada, não precisando fazer mais nada! Mais >







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