Reflexões

Novos confins

Como o Evangelho se espalhou pela Judeia e Samaria nos primeiros séculos, poderíamos pensar com isso que quando ele chegou em Chipre, Cirene, Antioquia e outras cidades mais distantes a ordem de Jesus da grande comissão fora cumprida. Tal posicionamento significaria o fim da responsabilidade missionária da igreja.

O missiólogo Timóteo Carriker defende que o longe é relativo ao lugar aonde o Evangelho chega em comparação de onde ele partiu. Assim, para o missionário presbiteriano Ashbel Simonton, o Brasil era os confins, e hoje, para o Brasil, os confins mais distantes seriam as ilhas da Indonésia. Mais >

Política: um ministério esquecido

Ministério e política parecem duas palavras que não aceitam harmonia. Talvez pelo conceito eclesiástico restrito que se tem acerca do que é um ministro da igreja, conceito que se restringe para aqueles que têm a vocação pastoral, ou que estão a maior parte do tempo direcionados a atividades eclesiásticas. Trafego pelos trilhos da doutrina do sacerdócio universal de todos os que fazem parte do povo de Deus; logo quem pertence ao povo de Deus é ministro dele. Servir ministerialmente a Deus não pode abraçar o dualismo inaceitável entre o profano e o sagrado, posição que cria uma separação que chega a ser pecaminosa. A Bíblia não nos deixa uma área de sombras, ela explicita claramente princípios que identificam atividades pecaminosas e outras que são lícitas e agradáveis a Deus. Isto se aplica diretamente ao que desejo tecer sobre ministério cristão e a ação política, fazendo algumas breves considerações.

A maioria das pessoas, em particular os evangélicos históricos, vê a ação política como atividade indigna de um cristão consagrado e comprometido com os valores das Escrituras. Quando um membro de igreja se apresenta como candidato a um cargo público eletivo, é com frequência tido como um “oportunizador”, mais um que visa apenas seus interesses pessoais. Mais >

Anunciai a sua salvação de dia em dia

“…anunciai a sua salvação de dia em dia”
Salmo 96:2

A evangelização é vista muitas vezes de forma equivocada por muitos crentes: como uma “atividade de igreja”, ou seja, aquela realizada para a igreja, na igreja e com a igreja. O prejuízo dessa visão é o pensamento de que fora da igreja, na sua individualidade, a evangelização não é necessária nem obrigatória. Outro prejuízo é pensar que, ao participar de atividades evangelizadoras na igreja e com a igreja, você já cumpriu o seu papel, de forma a ficar despreocupado com sua agenda fora dali. Para exemplificar isso, basta alguém pensar que saindo para evangelizar com a igreja em dia e hora marcada, sua cota de participação do mês já foi alcançada, não precisando fazer mais nada! Mais >