Arte e Cultura

Coração Nordestino

Num ritmo tipicamente regional a canção Coração Nordestino
é uma expressão viva intensamente espiritual que em forma de
súplica apresenta diante de Deus as necessidades mais profundas do
Nordeste e do nordestino.

Meu Jesus liberte o coração do nordestino
Do homem, do menino que nasceu aqui
Vem, Jesus, transforme, mude a sua história
Faz ele feliz

O menino que brinca de baleadeira,
As mulheres rendeiras lá do Ceará,
O homem boiadeiro toca o seu berrante para não chorar
A seca castiga e o gado morre
E o rio que corre é dos olhos seus
Meu Nordeste carente, povo tão valente
Deus ama você!
Ceará, Alagoas, Paraíba, Sergipe
Pernambuco, Bahia,
Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão,
-Êta terra linda!
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste,
Pelo cabra da peste, pelo sanfoneiro,
Pelo homem sem escola, homem sem história, pelo violeiro.

Meu Nordeste, todos que me escutam
Do sertão à cidade
Jesus Cristo deseja encher sua vida de felicidade
Meu Jesus morreu também pelo Nordeste,
Pelo cabra da peste, pelo sanfoneiro,
Pelo homem sem escola, homem sem história, pelo violeiro.

 

de Bartolomeu Lopes Nascimento, bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico da Missão JUVEP, em João Pessoa, PB.

Originalmente publicado no livro Água & Luz – Os grandes desafios missionários no Nordeste, de Ildemar Nunes de Medeiros

A arte de Pito

Arte_Pito_Parintins (2)“Quanto mais eu estudo, mais eu entendo que a arte não pode vir de outra fonte que não seja Deus”.

A declaração acima é do artista plástico Glebson Oliveira da Silva, 27 anos, que vive em Parintins, cidade do interior do Amazonas. Além de trabalhar com desenho e pintura artística (aerografia), Pito, como é conhecido por muitos, é um expoente da cultura hip-hop na cidade: dança desde os dois anos de idade e também faz grafite.

Estudante do 8° período do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Pito é fundador do grupo “Gravidade Zero”, composto atualmente por 30 pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

A visão de que o hip-hop não é apenas dança, música e grafite surgiu em 2005, quando ele participou de um encontro mundial de hip-hop em Caracas, na Venezuela, com pessoas de 148 países. “Fiquei surpreso, pois o evento priorizava palestras e discussões sobre a realidade da periferia, discriminação racial e problemas sociais. Ali, o hip-hop estava unindo pessoas de várias partes do mundo, de diferentes religiões, etnias e culturas. Retornei a Parintins com uma nova visão sobre a cultura hip-hop. Entendendo como uma grande ferramenta de resistência e mobilização”, conta.

Confira a entrevista que Ultimato fez com o artista e algumas de suas obras: Mais >