Não é novidade a diversidade linguística do nosso país. Para qualquer canto que você vá, certamente vai ouvir palavras desconhecidas, gírias esquisitas e sotaques peculiares. São aspectos que, em algum momento, podem até lhe fazer rir por parecer engraçado, mas são traços que compõem a identidade cultural, seja do nordestino ou do nortista.

Essa variedade linguística é tão importante, que se a pessoa não tiver um conhecimento mínimo das diferenças de vocabulário, por exemplo, poderá ofender alguém, sem perceber, ou criar uma grande confusão. Seja para uma conversa comum no dia-a-dia, ou mesmo para comunicar o evangelho de forma eficaz, é necessário conhecer essas diferenças e se munir de um repertório básico.

Quer conhecer um pouco mais sobre a diversidade linguística da região Nordeste? Veja o que selecionamos para você:

Dicionário do Nordeste

Editado e publicado em 2013, o Dicionário do Nordeste chega à sua terceira edição com mais de dez mil verbetes da linguagem regional e coloquial nordestina. É fruto de 21 anos de trabalho de pesquisa do jornalista e escritor pernambucano Fred Navarro. A publicação foi possível a partir da parceria entre a Editora Diário Oficial de Sergipe (Edise) e a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

 

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Minidicionário de Pernambuquês

O trabalho de Bertrando Bernardino foi publicado em 2002 pela Editora Bagaço. A quarta edição do minidicionário, apresenta a forma de se expressar dos nordestinos, em particular dos pernambucanos, matutos do agreste, sertão e zona da mata, além dos que vivem na capital. O pernambuquês retrata a maneira simples, rústica e forte de viver dos pernambucanos, e, o que a princípio pode parecer falar errado, nada mais é do que uma forma pura e correta de se comunicar. O minidicionário pode ser adquirido no site da Editora Bagaço.

 

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Dicionário de Cearês

Publicado em 2011 pela Clio Editora, o dicionário produzido por Marcus Gadelha surgiu a partir da mania de anotar termos e curiosidades sobre o Ceará, coletados da literatura de cordel, dos shows de humor, das pesquisas na internet e, principalmente, das rodas de conversa com amigos e outros guetos da boemia de Fortaleza. O Dicionário Cearês é para ser lido “duma só lapada”, como diz o próprio autor.

 

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Dicionário de Baianês

Baba, retado, porreta, tá rebocado, lá ele, é de lenhar, paletada, pau viola e se picar, são expressões que correm pelas ruas da Bahia, e que foram catalogadas em um livro. Publicado há mais de 20 anos pela EngenhoNovo, o Dicionário do Baianês é de autoria do engenheiro e escritor Nivaldo Lariú. Em entrevista publicada no site Geledés, Lariú reconhece a pretensão de sua obra: “O Dicionário de Baianês, nesse ponto de vista, está errado. Porque ele é de Salvador e do Recôncavo. Porque você percebe as diferenças pelo sotaque. O sotaque da região de Ipirá é diferente do de Itabuna, diferente do Recôncavo, diferente do pessoal de Rio Real, diferente do oeste, então tem todas as variações. Por isso, que neste caso, o Dicionário é pretensioso. Ele não é da Bahia toda […]”.

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Minidicionário do Gonzagão

Quando se fala em nordeste não tem como não falar em Luiz Gonzaga. E foi pela importante contribuição dele à cultura nordestina que uma escola em Petrolina transformou o “Rei do baião” em dicionário. O Vivência Centro Educacional publicou em 2012 o Minidicionário do Gonzagão, uma obra que garimpou preciosidades da língua nordestina, entre as 625 músicas de Gonzaga. Para o poeta e jornalista Carlos Laerte, que assina o texto de apresentação, “Luiz Gonzaga não cantou o sertão apenas enquanto temática, mas como linguagem. Assim, palavras de variações não padrão do léxico português, a exemplo de oitubro, tamo, oiando, iscrama e famia contam a história e a cultura nordestina à maneira do nordestino”.

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