amazonas-ribeirinhos (4)Imagine ter que gastar mais de mil e quinhentos reais do seu próprio bolso para viajar ao interior do Amazonas para pregar o Evangelho e levar ajuda física e social aos ribeirinhos. Apesar do valor do investimento, várias pessoas tem se voluntariado para participar de viagens como essas e são surpreendidas, pois, de acordo com o coordenador do projeto, “elas vão ao Amazonas na expectativa de mudar as vidas das pessoas e suas vidas é que são transformadas”.

Desde 2010, o pastor Felix Marinho trabalha no Sudeste como mobilizador para a causa missionária em comunidades ribeirinhas do Amazonas. Ele, que é um dos pastores auxiliares na Igreja Batista Boas Novas, em São Paulo, já organizou três viagens para o Amazonas, com a participação de diferentes igrejas do Rio de Janeiro, em parceira com a Missão Amazon Vida e a Primeira Igreja Batista de Parintins.

De acordo com Felix, o projeto tem caráter evangelístico e social e o objetivo é realizar diversas ações, tais como atendimentos médico, odontológico, exames oftalmológicos, distribuição de óculos de leitura, palestras educativas, construção de poços artesianos, distribuição de donativos, corte de cabelo, escola bíblica e evangelismo.

As próximas viagens acontecerão ainda este ano. A primeira no período de 14 a 22 de agosto e a segunda no período de 27 de agosto a 4 de setembro. As viagens têm como destino as comunidades próximas ao município de Parintins, na região do Baixo Amazonas.

Quem se interessar em participar do projeto, ainda é possível integrar a equipe da segunda viagem. Basta entrar em contato com o pastor Felix Marinho pelo e-mail felixalbuquerque@gmail.com e obter mais informações.

Confira uma breve entrevista que o pastor Felix concedeu ao Paralelo 10:

O que lhe motiva a organizar estas viagens?

Primeiramente entendo que a motivação maior é a obediência ao chamado (Mateus 28:19), amor ao próximo e o desejo de ver não somente sua vida transformada mais a comunidade onde vive. John Stott disse que o Evangelho é o maior instrumento de mudança social. Porque só o Evangelho pode mudar pessoas, e pessoas mudadas podem transformar a sociedade.  Tenho visto a transformação chegar em comunidades onde o Evangelho chegou.

Qual a importância de projetos como estes diante dos desafios da região?

O impacto é espiritual e também social. Estimativas mostram que existem mais de 40 mil comunidades ribeirinhas no Amazonas, sendo que mais de 10 mil não possui nenhuma igreja evangélica, tão pouco acesso ao Evangelho. No período que iniciamos as viagens com as igrejas brasileiras, diversos poços artesianos foram feitos no Amazonas. A água é um problema de saúde constante, apesar da abundancia de rios, pois a água retirada dos rios, muitas vezes, é imprópria para o consumo humano, principalmente no período da seca.  Em decorrência disso, as crianças são as que mais sofrem com problemas de saúde, com parasitoses, verminoses e doenças de pele. O poço transforma a qualidade de vida da comunidade e também dos moradores que vivem fora da comunidade, proporcionando saúde e bem estar social a todos. O atendimento médico/odontológico dá a oportunidade aos moradores da região em terem acesso gratuito a serviços que eles não conseguem, muitas vezes, nem na cidade. Seja porque não tem recursos para pagar a passagem de barco ou comprar a gasolina para se deslocar até cidade.

Tem a alguma história que aconteceu durante essas viagens que lhe impactou?

“Há alguns anos, fomos tentar visitar uma comunidade no interior do Amazonas, mas a liderança  não permitiu nossa entrada. Então, atracamos o barco do outro lado rio e enviamos as lanchas para buscar as pessoas que desejassem ser atendidas ou participar de nossas atividades no barco.  Entre as pessoas que foram, tinham muitas crianças. Ao final da tarde, levamos todos de volta para a comunidade e seguimos viagem para outro local. Um tempo depois, soubemos que no fim da tarde daquele dia duas crianças foram abastecer suas lamparinas com querosene, quando aconteceu uma explosão e um dois meninos sofreu queimadura de terceiro grau. Não havia muito que ser feito, infelizmente, pois a comunidade ficava muito longe do hospital mais próximo e os pais, desesperados, não sabiam o que fazer. Colocaram o menino na rede e ele, de forma muito serena, não parava de tentar consolar os pais, dizendo: ‘não se preocupem comigo, pois eu irei para a cidade que tem ruas de ouro’. Naquela mesma noite, ele não resistiu aos ferimentos, e veio a falecer, em decorrência das queimaduras. Quando soubemos desse acontecimento, ainda durante aquela viagem, fomos até a comunidade prestar solidariedade à família. Logo que chegamos ao local, fomos recebidos pelos pais do menino, que prontamente nos perguntaram onde era a cidade que tinha ruas de ouro, porque desejavam ir para lá reencontrar seu filho. Naquele dia, os membros da família entregaram suas vidas a Jesus Cristo”.

  1. Os Adventistas são mesmo imbatíveis, não? Quanto profissionalismo, investimento constante, certeza de que têm um eixo, um projeto. Com a tradição, sustentáculo, organização e apoio, fazem um grande trabalho de solidez a Igreja Adventista do 7º Dia na Amazônia. Vale a pena ler aqui http://www.salvavidasamazonia.org/

    O PROJETO RONDON, também, é um exemplo a ser seguido. Apoiado pelo governo, estadual e federal, envolve diversas universidades e é muito abrangente. Este ano mais de 2000 voluntários servirão.

    O e-mail indicado aqui pela revista ULTIMATO para contato com o Pastor Felix me levou a uma certa ASSOCIAÇÃO CAVALEIROS DO BEM. É esta a do Pastor Felix Marinho? Não sei. Enviei um e-mail indagando se:

    Endereço: Avenida Goiás – 420 –
    Bairro: Santo Antônio
    CEP: 9521320
    Cidade: São Caetano do Sul
    Estado: SP
    País: Brasil
    Telefone: 11-43182447
    Nome Fantasia: CAVALEIROS DO BEM
    E-mail: felixalbuquerque@gmail.com
    Site: http://www.cavaleirosdobem.com.br
    CNPJ: 13108176000103

    Assisti também um vídeo dele, aqui https://www.youtube.com/watch?v=mWoY7gxZ6uE , por sinal muito bonito.

    Desejo sucesso a estas organizações.

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