Na próxima sexta-feira e no sábado (dias 25 e 26) acontecerá uma grande festa na região de Paragominas, no Estado do Pará. Será a comemoração pelo resultado de 20 anos de intenso trabalho missionário. Vamos celebrar e dedicar o Novo Testamento Tembé.

Desde 1991 a equipe de missionários da Associação Linguística Evangélica Missionária (ALEM), composta por Norval, Lau, Quezia e Lídia, iniciou o projeto de tradução do Novo Testamento na língua Tembé. Eles fixaram residência na aldeia Tekohaw (que significa “aldeia nova”) na região do Gurupi (PA). Durante três anos essa equipe esteve envolvida neste grande projeto, fazendo uma adaptação do já traduzido Novo Testamento em Guajajara (uma língua muito semelhante ao idioma Tembé). Em 1994, houve uma mudança no time: o casal Norval e Lau precisou deixar o campo, e foi substituído pelo missionário Paulo Oliveira que casou com Quezia. Este casal deu continuidade ao trabalho na aldeia por mais dez anos.

Parte do ministério dessa equipe era incentivar o uso da língua nativa na aldeia. Se eles quisessem que o povo lesse a Bíblia em sua própria língua, era importante que esse povo mantivesse o uso do que pode ser considerada sua maior expressão cultural: sua língua. Para isso, eles trabalharam na área de educação paralelamente à área de tradução do Novo Testamento. E este trabalho teve grandes resultados. Hoje, alguns dos indígenas que foram alunos desses missionários estão atuando como professores da língua na escola da aldeia. É um trabalho que está longe de acabar, mas já é possível ver resultados.

A grande festa de dedicação do Novo Testamento Tembé será realizada em dois locais. Na sexta-feira, dia 25 de novembro, vamos fazer um culto de agradecimento a Deus pela conclusão desde grandioso projeto na Aldeia Tekohaw. Foi ali que esta obra começou e viu seu desenvolvimento. Muitos indígenas da aldeia ajudaram a equipe na tradução. Houve momentos em que, ao finalizar um determinado trecho, os missionários o entregavam para cada família ler e dar a sua contribuição para o texto ficar o mais parecido possível com a fala de um tembé. O missionário Paulo Oliveira foi muito enfático ao mencionar essa participação conjunta. Segundo ele, a festa precisa ser realizada na aldeia Tekohaw porque todos eles foram partes essenciais na elaboração deste trabalho. No sábado, 26, haverá um culto de gratidão a Deus na Igreja Presbiteriana de Paragominas (PA). Essa igreja deu o suporte necessário para a equipe de missionários enquanto moravam na aldeia.

Vamos contar com a presença de muitos convidados em ambos os eventos. Todos os missionários que fizeram parte da primeira equipe vão estar ali. Também comparecerão vários irmãos indígenas, entre eles os índios Tembé da região de Tomé-Açu (PA), os irmãos da Igreja Indígena Guajajara no Maranhão, dois irmãos kayapó e alguns irmãos da igreja indígena Xerente, que ajudaram financeiramente a finalização desta obra. Parte dos missionários da Missão ALEM estará presente. Nós, da Missão Evangélica aos Índios do Brasil (MEIB), também estaremos lá. O objetivo é firmar parceria entre essas duas missões (ALEM e MEIB) formando uma equipe de missionários para trabalhos futuros entre os Tembé de Tekohaw.

Juntas, a Igreja Brasileira e as missões ALEM e MEIB têm grandes desafios pela frente. Apesar de já haver um Novo Testamento traduzido na língua deste povo, os Tembé do Gurupi ainda precisam ser alcançados com o Evangelho (a aldeia de Tekohaw, por exemplo, tem somente uma família de cristãos).

Precisamos nos unir para vencer esses desafios, que podemos dividir em quatro focos principais:

  • Formação de uma equipe de missionários para trabalhar na região.
  • A evangelização do povo utilizando o Novo Testamento na língua.
  • A plantação de uma igreja genuinamente indígena entre os Tembé.
  • O incentivo do uso das escrituras ali por meio de um forte trabalho de educação.

Nossa oração é que o povo da “Aldeia Nova” (significado de Tekohaw) seja extremamente abençoado com o Livro Novo que estão recebendo. Que a poderosa mensagem deste livro traga transformação para a sociedade tembé e que eles sejam testemunhas das verdades do Deus criador.

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Héber Negrão tem 29 anos, é mestre em Etnomusicologia e casado com Sophia. Ambos são missionários e trabalham com a Missão Evangélica aos Índios do Brasil (MEIB) em Ananindeua (PA).

  1. Deus abençõe e recompense por mais esta vitória. Quando dizemos que a Seara do Senhor é imensa, não temos noção do que estamos dizendo.

    Com Jesus é: Missão dada, Missão cumprida. Deus abenções esses mísseis !!!

  2. Glória a Deus!
    Ele existe (não sei como pode alguém duvidar), e Ele é bom. Somente um Deus assim pode cuidar com tanto desvelo de um povo, uma nação ou uma tribo. Ele é Deus!
    A oração dos Tembés foi ouvida: “Que o teu amor alcance-me, Senhor, e a tua salvação, segundo a tua promessa.” (Sl 119. 41 – NVI).

  3. Chegamos ontem da viagem descrita no artigo. O evento da dedicação do NT em Tembé foi lindo. Cada família da aldeia recebeu um exemplar, bem como cada aluno que estuda a língua tembé na escola.
    Agora precisamos de missionários ali para incentivar o uso das Escrituras pelas pessoas da aldeia.
    Deus é bom!

  4. Fazer parte da equipe descrita no artigo foi um grande privilégio. Morar entre os Tembé então, foi um presente dos céus! Eu e minha família jamais esqueceremos esse povo! Hoje, trabalhamos em uma aldeia de outra etnia, traduzindo a Palavra de Deus porque cremos que se Jesus viesse em pessoa aos indígenas brasileiros falaria a eles em suas línguas nativas!

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