* Por Elton e Zeni Bessa

 

Marcos Evangelista é pastor e missionário. Ele e sua esposa, Paula, e seus dois filhos, Gabriel e Melissa, têm doado suas vidas para que mesmo em meio às dificuldades e desafios da região Amazônica, pessoas sejam alcançadas com o evangelho de Cristo.
Essa família, juntamente com uma pequena equipe, desenvolvem um trabalho de apoio e desenvolvimento em igrejas locais na cidade de Maués no Estado do Amazonas. Já há alguns anos começaram a realizar um trabalho social com indígenas que vivem na periferia deste município, proporcionando inclusive, aulas de reforço escolar às crianças desta localidade.
Outras atividades também são realizadas com algumas tribos que preservam seus costumes e tradições e que ainda habitam lugares mais isolados da floresta. Entre essas iniciativas destaca-se a perfuração de poços artesianos, proporcionando uma melhora na qualidade da água consumida por essas pequenas comunidades.
A seguir, você pode conferir um relato destes bravos missionários e de algumas dificuldades e desafios enfrentados por aqueles que se dispõem a ser veículos da graça de Deus no interior do Amazonas.

Olá queridos amigos!

Outubro foi um mês muito especial. Após participarmos de uma conferência subimos até a comunidade indígena Vale do Quiinha para furarmos mais um poço artesiano. Era o mesmo local onde há dois meses perdemos um poço de sessenta metros de profundidade. Essa seria a terceira vez que alguém tentaria abrir um poço nessa comunidade. Entendíamos que a abertura desse poço não era apenas um evento físico, mas espiritual. Deus quer fazer jorrar água não só de um poço nessas tribos, mas também do interior dessas pessoas como Jesus disse (Jo 4.14). Furamos cinquenta e quatro metros. Foi um trabalho duro, mas ficou um poço excelente. Glória a Deus por isso!
Depois disso, junto com mais 10 pessoas, que estavam passando um tempo conosco, ajudando na evangelização, subi de voadeira até a comunidade Flechal. Buscaríamos o cacique Vitor, pois ele pediu para ir conosco até a cidade, para fazer um documento para que ninguém nos impeça de chegar até ele na reserva.
Quando lá chegamos, Vitor nos recebeu com muita alegria. Fizemos reparos no poço que furamos ali e retornamos com o Vitor para o barco. Navegamos com bastante dificuldade. Já havia escurecido e tínhamos que navegar em meio a muitas árvores submersas. Até cobra encontramos pelo rio, mas chegamos bem ao barco e retornamos à cidade.
Deus tem aberto as portas para evangelização das comunidades indígenas e ribeirinhas e esse tempo que os irmãos estiveram aqui renovou o nosso ânimo para trabalhar. Agradecemos a cada um que esteve aqui e a todos que de alguma forma contribuíram para a vinda deles.
Depois que os irmãos foram embora, eu, Fábio e Vagner voltamos à tribo, para levar o cacique Vitor de volta. Nossa viagem foi sem grandes dificuldades apesar de estarmos em uma voadeira e pegar uma pequena chuva. Ficamos um pouco com o Vitor em sua comunidade e decidimos retornar.
Saímos da tribo às três e meia da tarde para uma viagem de duas horas e meia. Quando estávamos chegando à metade do caminho, começou uma chuva com muitos ventos e relâmpagos. O rio ficou muito agitado e não pudemos prosseguir. Paramos em uma praia e viramos o bote (lancha) para fazermos um abrigo contra a chuva. Duas horas depois a chuva havia diminuído, o vento parou e decidimos continuar.
Tínhamos que atravessar o rio num percurso de mais ou menos dois quilômetros passando por uma ilha submersa. Quando começamos a travessia já havia escurecido e a chuva aumentou. Perdemo-nos na ilha e ficamos com bastante medo de bater em algum tronco de árvore e naufragar. Depois de algum tempo encontramos a direção com a ajuda dos relâmpagos que clareavam o céu.
Paramos em uma vila ribeirinha e tentamos dormir um pouco enquanto esperávamos a chuva cessar. Infelizmente o único lugar disponível na comunidade para dormirmos era um barquinho de madeira velho e cheio de água. Estávamos completamente molhados, com frio e não conseguimos dormir. Às 22 horas decidimos continuar a viagem, já que a chuva havia cessado.
Navegamos lentamente, pois o rio estava muito agitado. Foi uma viagem bastante temerosa, mas Deus nos guardou e à uma hora da manhã do dia seguinte chegamos na cidade de Maués.
Queridos amigos, continue orando por nós. Ore também pelo Cacique Vitor, para que Deus continue se revelando a ele.
Abraços para todos. Nós os amamos!
Com afeição,

Marcos e família

  1. É desafiador ler relatórios como este. Em meio a tento mercantilismo no meio chamado evangélico, é encorajador saber que ainda existem muitos servos de Deus trabalhando quase que anonimamente para espandir o Seu reino. Que nós também, servos do Deus altíssimo, nos esforcemos para desenvolver o ministério que Ele nos Deus com altruísmo e sem interesses escusos.
    Fortalece nossa fé e nosso coração em ti ó Deus para que assim procedamos!

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