Artigos com o marcador O outro lado
Os Urubus Gospels da Internet
22/07/10
Tenho visto essa categoria aumentar a cada dia, e tenho que confessar que preciso lutar contra mim mesmo para não tornar-me um deles!
Os profetas sempre tiveram um papel fundamental no judaísmo e, no cristianismo, são como torres de vigias, quase nunca se encaixam nos padrões dos “sacerdotes” e estão lá para falar na cara os erros dos falsos profetas, sacerdotes, intérpretes. Os erros do povo de Deus.
Mas existe uma grande diferença entre um profeta e um cara que só gosta de criticar, o profeta é um cara que não se conforma com o erro, mas que ama muito a quem ele está criticando.
Certa vez ouvi a história de uma profetiza que entrou no gabinete pastoral e falou: Pastor, Deus vai destruir a nossa cidade esta semana por causa dos nossos pecados!
O pastor se levantou e olhou nos seus olhos e declarou: Isso que você esta profetizando é falso! E ela com os olhos arregalados perguntou o porque ele falava isso. Ele respondeu: Porque se você fosse profeta de Deus e esta mensagem fosse dele, você falaria isso com lágrimas nos olhos!
Nem sei se esta história é verdadeira, mas ela ensina algo que é muito verdadeiro: o profeta sente dor em mostrar os erros dos da sua casa. Não é prazeroso para ele, ele o faz porque Deus mandou e não tem saída, ele tenta sempre trazer o conserto e a reconciliação.
Com a internet, a voz dos que não eram ouvidos ganhou uma chance, mas com esta chance veio todo o tipo de “profeta” e frustrados religiosos.
Se você varre a sua casa e joga o lixo fora, você é uma pessoa que está se importando apenas coma a casa limpa. Mas se você vai com o seu lixo até o lixão e fica por lá observando os outros lixos, aí então você deixou de se importar com a casa e se encantou pelo lixo.
É isso que tenho visto em alguns blogs, vídeos, twitters aqui na internet. Pessoas que já saíram de casa para morar no lixão, onde ficam mexendo nos lixos gospels para encontrar os mais fedorentos e guardar para sua coleção. Assim, ficam o tempo todo mostrando aberrações gospels e se divertindo com o que Deus se entristece.
Apenas Urubus gostam de ficar o tempo todo em lixões ao redor das carniças. Este tipo de material não traz vida, não traz mudança social e religiosa, mas sim entretenimento bizarro, e isso os profetas nunca fizeram.
Tenho que confessar, eu sou por criação um cara muito crítico, mas não quero transformar este blog, meu Twitter, minhas peças ou pregações em um lixão onde não me importe mais com a limpeza da casa e sim em sobreviver da carcaça de quem já esta morto. Deus me ajude a criticar com amor e a não perder o foco!
A ignorância é prazerosa
29/06/10
Eu sou daqueles que pirou quando assistiu Matrix pela primeira vez no cinema em 1999. Que pena que os outros dois foram ruins e acabaram estragando a imagem do primeiro filme, que é praticamente perfeito.
Nunca me esqueço de uma cena num restaurante onde o personagem Cypher, que está traindo os da resistência, pega um pedaço de carne e fala: “Eu sei que este pedaço de carne não existe, mas a Matrix diz ao meu cérebro que ele é suculento e delicioso. Após nove anos, sabe o que percebi? A ignorância é maravilhosa…”
Essa cena descreve a pura verdade, a ignorância é prazerosa e cômoda, muitos querem continuar sendo iludidos para continuarem na zona de conforto.
Sempre tive dó desses músicos com ouvido absoluto, já pensou? Eles não curtem uma música como os outros, nem conseguem comer em restaurantes com música ao vivo, pois vão sempre estar incomodados com uma semi-tonada que alguém der. Mas eu, pelo contrário, posso “curtir” a música se estiver razoavelmente aceitável para a maioria.
Meu pai, por ser desenhista, me confidenciou certa vez que sempre que vai visitar alguém fica incomodado o tempo todo com os quadros “tortos” da parede. Mas a maioria das pessoas nem tinham, sequer, reparado nos quadros.
Foi assim que aconteceu comigo e com muitos que conheço, quando começamos a ler a bíblia e comparar com o que vivemos e temos visto.
Não dá para aceitar, é como se o quadro estivesse torto ou os instrumentos desafinados. Não conseguimos ficar calado, precisamos falar e mostrar que muita coisa que estamos vivendo não tem nada a ver com o evangelho.
Mas o que tenho reparado é que uma parte dos que estavam na ignorância decidem voltar para ela, pois o conhecimento gera uma responsabilidade que eles não querem carregar.
Karl Marx tinha uma boa parte de razão quando falou que a religião era o ópio do povo, pois assim como o ópio, certas teologias, mesmo sendo mentirosas, tiram da realidade a pessoa e criam uma neblina de ilusão prazerosa.
Acreditamos que se alguém conhece a Verdade, ela vai libertar. Não só do pecado, mas do legalismo, de uma religião opressora, de um sistema político corrupto, de uma tradição morta.
Mas para isso temos que ter coragem e responsabilidade de escolher o que não é o mais prazeroso e nem o mais cômodo, para ficar com a verdade.
Em uma sociedade hedonista, vejo cada vez mais pessoas abraçando e valorizando a ignorância, dizendo: Eu sei que é mentira essa teologia, mas como a ignorância é prazerosa…
O contrato social para o desencargo de consciência.
11/03/10
Não assisto mais filmes “evangélicos”
06/01/10
Gosto muito de filmes, gosto de sentar e me divertir na frente de uma grande tela com um bom home theater. Dependendo da companhia, posso passar um bom tempo discutindo sobre a visão do diretor, roteiro, etc.
Um tempo atrás algumas pessoas começaram a me falar que tinha uma igreja nos Estados Unidos que estava fazendo filmes de qualidade e que eu deveria assistir. Falei não de cara, pois tenho medo que os evangélicos façam com os filmes o mercado paralelo que fizeram com as músicas.
Até que um dia alguém me emprestou um filme e pela capa pensei: Vamos lá, deve ser bom!
Mas, infelizmente, não foi nada bom. Não pela qualidade do filme, que é razoável, e nem pelas falas, que são fracas, mas pela história que, na essência, não tem a ver com o evangelho, é apenas uma repetição de um roteiro que deu certo lá fora.
O filme é a história de um treinador falido, com um carro que não presta e, que não pode ter filhos, e sei lá mais o que. Um dia ele aceita a proposta de treinar um time de futebol do colégio e tentar a sorte no campeonato importante da região.
Como todo filme, ele encontra muitos obstáculos e gente querendo derrubá-lo. Mas o diferencial é que ele decide evangelizar o time e colocar os princípios evangélicos nos garotos.
Tenho muitos amigos missionários/treinadores que trabalham com esta visão, e sei que esta estratégia é muito boa se for aplicada com discernimento e sabedoria. Pois assim como aí fora os treinadores sempre enfatizam a importância do treino e também da escola, nós, cristãos, colocamos mais uns pontos: Que um atleta completo tem que estar bem fisicamente, mentalmente e espiritualmente.
O que me irrita nos filmes “evangélicos” é que eles pegam exatamente o mesmo roteiro dos outros filmes, mas mudam a carcaça. Da garra, esperança ou sei lá o que para a religião evangélica.
No fim do filme, depois de muita luta e perseguição, pois o treinador colocou disciplinas espirituais nos garotos, eles chegam à final do campeonato em um último jogo emocionante.
E, para o meu desespero, eles ganham o campeonato de um time muito mais forte, ele ganha uma caminhonete novinha animal e, adivinha o quê mais? A esposa dele fica grávida. E os desavisados gritam aleluia!!!
Sei que filmes precisam ter final feliz, mas não é esta a lógica do reino, não foi assim que aconteceu com o mestre. Ele fez tudo certo e foi traído, abandonado e morto.
Podia sim ter um final feliz. Podia ser diferente sim, eles poderiam ter perdido aquele jogo, o treinador ter perdido a cabeça e gritado dentro de seu carro velho para os garotos que não adiantou nada. No outro dia ele indo para a escola veria um estudante que reconciliou com o pai, outro que parou de brigar na rua. Quem sabe os meninos no outro dia treinando bem cedo no campo e falando que a derrota mostrou que o jogo não é tudo e que o que aprenderam vão levar para sempre! Sei lá!
Quando encontramos Cristo não jogamos melhor futebol, nem ganhamos dos que odeiam o evangelho. Aprendemos com o mestre o valor da humildade, do amor, da ética.
Assisto muitos filmes essencialmente cristãos, que me fazem repensar a vida e que exaltam o amor e não a competição, a humildade e não a vitória. Estes eu assisto, mas os filmes denominados “evangélicos”, estes eu não assisto mais.
Na boca de quem?
05/11/09

Acabo de ler um artigo de Arnaldo Jabor falando sobre as dezenas de artigos na internet que são escritos em nome dele. Lá ele destila toda a sua ira e declara que nunca terá um Twitter, mesmo já tendo um com milhares de seguidores, inclusive eu.
O que me chama a atenção no artigo dele é que ele odeia os textos e acha uma imbecilidade, mas que as pessoas o param na rua para elogiar, e mesmo ele negando o texto, as pessoas não acreditam e falam que é modéstia dele.
Lembro-me do meu pai contando quando ele compôs a sua primeira canção. Ele tinha muito medo de mostrar para os companheiros do JV, pois sabia que iam ridicularizar. Foi quando teve a idéia de não falar de quem era a musica, e ensinou no acampamento como se tivesse sido a tradução de algum conjunto de fora. A musica “Eu quero andar” foi muito cantada na década de setenta. Quando ele teve coragem de falar que eles podiam gravar, pois tinha sido ele quem tinha composto os amigos não acreditaram. Pois a musica era muito boa para ter sido feita por alguém que não era um compositor profissional.
Em uma era da personificação, do endeusamento dos líderes, da teofania nos apóstolos, o conteúdo não importa tanto, o que vale é: Isso foi dito na boca de quem?
Não importa se a musica, ou se a tradução é um lixo, foi a banda da Austrália, ou outro lugar, que a compôs. Não importa se o que ele fala é claramente uma jogada capitalista para ganhar dinheiro, ele é um homem de Deus.
Recordo-me um bom tempo atrás, de ir jantar com um conhecido que é apóstolos na igreja dele. Eu falava que estava incomodado com as mensagens de um certo evangelista estava fazendo na TV, pois a sua mensagem tinha mudado muito o conteúdo. Ele vira para mim e fala: “Você deveria ter vergonha Marcos, enquanto estamos comendo esta pizza ele provavelmente está trabalhando para levantar sustento para falar na TV no horário nobre.”
Mais uma vez, não importa o conteúdo, e sim a personalidade, o esforço de chegar lá. Se o que o cara fala é verdade, mas é um “Zé ninguém” ele está com ciúmes, ou querendo aparecer. O pior que as vezes é mesmo. Mas se o cara já tem um destaque, foi todo mundo que não o entendeu, mas ele está certo.
Nestas comunidades do Orkut de pastores de destaque, estou em uma ou duas de mestres que admiro. Estes dias em uma delas começou um tópico se o pastor tinha falado tal coisa ou não no púlpito. Começaram os ataques e defesas dos seguidores nervosos. Em uma briga que parecia que só tinha duas opções: ou ele falou tal afirmação e não presta mais, ou entenderam errado o que ele tinha dito e ele continua perfeito. A possibilidade de ele ter errado no que ele falou, mas vou continuar ouvindo, pois sei que ele tem conteúdo tirando este erro nunca foi cogitada.
O meu maior medo é que esse pensamento tem criado na nossa juventude. Pois hoje o jovem não gasta o seu tempo em buscar conteúdo no que vai falar ou o que vai escrever, porque não importa. Ele vai procurar prestigio e fama, porque se eles as tiverem não importa o que ele vai falar, tudo será aceito.
Vejo isso nos blogs e nas charges, se brincamos ou até criticamos um personagem bíblico ninguém reage, mas se fazemos o mesmo com o líder das igrejas, chove de e-mails e recados dos súditos indignados por tocarmos nos seus ungidos.
A personificação dos ministérios está criando uma geração acrítica, idólatra e imbecil!
Tbm naum vjo o avivamento vindo dos letrados
12/10/09

Tenho ouvido muitas reclamações sobre como os adolescentes, e agora os jovens, estão escrevendo “errado” na internet. Ouço que este novo jeito de escrever está estragando a língua portuguesa e criando uma geração que não sabe ler os textos que vou chamar de “clássicos”.
De alguns anos para cá, não é tão difícil encontrar na internet palavras como naum (não), tbm (também), vc (você) entre centenas de outras palavras que estão sendo abreviadas ou escritas como se fala, para facilitar agilizar a comunicação na net. E a perspectiva é de piorar com o fenômeno do Twitter chegando no país e “forçando” ainda mais as pessoas a escreverem abreviadamente.
Mesmo concordando que temos negligenciado o estudo da língua portuguesa e a valorização da nossa cultura e, também com a opinião que estamos entrando em uma geração que desaprendeu a desenvolver um pensamento com mais de um parágrafo. Pretendo dessa vez ver o outro lado da moeda, para sermos mais justos em nosso julgamento e vermos que este fenômeno não é de todo mal.
Minha crise com o português mais rebuscado veio da simples situação de que por um bom tempo da minha vida eu tentava ler o Antigo Testamento e não entendia quase nada. Pensava que a bíblia, principalmente o AT, era algo tão profundo que eu teria que estudar teologia para entender. Quando entrei no seminário, ao me deparar com outras versões e traduções, percebi que o meu problema na adolescência não era a teologia e sim o português. Pois a tradução que tínhamos na minha igreja era de mais de 50 anos e não estávamos falando a mesma língua.
Foi quando me veio a segunda pergunta lógica, que fiz para a professora de português do seminário: por que não se populariza a Bíblia Linguagem de Hoje? (na época não tinha Nova Versão Internacional). Quando ela de bate pronto me respondeu com outra pergunta: Se popularizar como os letrados (catedráticos) vão continuar dominando o povo?
Foi como cair o véu que me cegava, entender que a ignorância leva a escravidão, e que ela beneficiava quem estava no poder!
Na história, o dinamismo da língua, sempre incomodou quem estava no poder, e entenda o estar no poder como o que controla o conhecimento,com os estudiosos ridicularizando os que popularizavam a comunicação e os religiosos sacralizando o antigo (que já estava dominado) e profanando o novo, o desconhecido.
Foi essa a acusação aos rabinos, após o exílio, de estarem profanando as escrituras por traduzirem do Hebraico para o Aramaico a lei para o povo, assim também foi com o grego na septuaginta. O novo testamento foi rejeitado por muitos da sua época por ter sido escrito no grego do povo e não no clássico.Cinco séculos depois, a tradução da Bíblia para o Latim foi chamada de Vulgar (Vulgata), e não foi diferente com as traduções feitas após a reforma.
Sempre foi assim, era rejeitada a nova linguagem, considerada pobre e vazia, até que ela fosse dominada pelos poderosos, que a engessava e as controlava.
A tentativa de reforma da língua portuguesa, que vimos um tempo atrás, além de ser uma jogada econômica, foi um tapa buraco que não chegou nem perto da realidade do português que falamos hoje.
Você até pode não gostar na nova forma de escrever que a internet está trazendo com muita rapidez, mas acredito que em primeiro lugar ela é inevitável, pois a roda girou e a oportunidade da troca do poder esta bem a frente a todos com a net 2.0.
E para você que é cristão, não se espante se a reforma ou o avivamento vier desse novo jeito de pensar e escrever, pois foi assim que aconteceu na história do cristianismo até hoje!
Os Melhores da Terceira Divisão
17/09/09

Estes dias fui para a feira mais famosa de produtos cristãos aqui em São Paulo.
Lá eu vi de tudo: Chifre de cordeiro para unção, pipoca mágica, MissonCard o cartão de crédito para o seu ministério, Apóstolo que foi preso pregando em línguas, CD falando que conseguiu gravar a unção, faculdade teológica onde você faz a inscrição e ganha um celular, meninas de mini-saias vendendo livros, sem contar as dezenas de ministérios em cima de nomes e pastores bem produzidos. Já sabia que ia encontrar algo parecido, pois estamos vendo uma parte dos evangélicos no Brasil ir para este caminho faz um bom tempo.
Mas o que eu gostaria de falar é de um sentimento que tive ao andar pelo imenso saguão e olhar todos os expositores. As imensas lojas com uma decoração belíssima, o tapete vermelho nos corredores, a iluminação e efeitos visuais, os mega banners nos dão a nítida impressão que estamos na exposição do melhor que há no Brasil.
Muitas frases e títulos de CDs, DVDs e livros falando do quão bom é o produto e tal cantora, radio ou canal de TV.
Lembro-me de ter ouvido que alguns países, algum tempo atrás, fizeram uma jogada de marketing tirando todos os jogadores de tênis do ranking mundial (ATP), e fizeram um ranking interno no país, promovendo uma grande propaganda, abafando e descredibilizando o rankings da ATP. Pois perceberam que com esta manobra política, o país iria ganhar mais com o marketing, os atletas seriam melhores ranqueados e assim também ganhariam mais. E realmente esta jogada deu certo por um bom tempo.
Olhando o mercado gospel percebo a mesma jogada em muita coisa. Antes usávamos como desculpa a música para “adoração”, o filme evangelístico, mas cada vez mais percebemos que música é musica, filme é filme e palestra motivacional é palestra.
Fizeram um ranking interno onde nos canais de TVs e nas Rádios só passam o que está na proposta (financeira, é claro) do gospel brasileiro, onde todos ganham mais. Desde o produtor até os cantores, atores, palestrantes e empresas. Pois, afinal, não importa se a comida da lanchonete da esquina não é tão boa assim, vamos comer lá para ajudar o irmão.
Todos ganham, menos o consumidor cristão, pois pelo fato de colocarem na cabeça deles que só este pequeno círculo de “arte” e produto são os que ele pode consumir, baseado em um marketing agressivo de profanar quem não fechou contrato com eles, vão tornando cada vez mais medíocre o seu público e o fidelizando com produtos de terceira categoria.
Tirando este prejuízo catastrófico com os cristãos brasileiros, eles viciam o mercado deixando os artistas bons e de bom caráter que não querem se envolver com toda politicagem, à margem dos ouvintes, não por qualidade, mas por que não entraram no esquema.
É lógico que até no meio gospel existe gente com o material bom, mas o sentimento que temos é que estamos ouvindo as melhores músicas, da voz dos melhores músicos, as melhores revistas, peças, podcasts, livros, filmes, e quando caímos na real percebemos que são os melhores mesmo, mas que estamos na terceira divisão.








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