Artigos com o marcador Hêrmeneutica/Teologia
Esta Copa do Mundo não é nossa!
22/06/10
Só se fala da Copa do mundo, a taça que todos estão correndo atrás com todas as suas forças.
Não sei se vocês sabem, mas esse negócio de Copa do Mundo já existe há muito tempo na bíblia, ela é mais conhecida como “A Copa da Ira de Deus” ou “O Cálice da Ira de Deus”.
Em uma linguagem poética, um antropomorfismo judaico, onde Deus é descrito com um Rei que tem um cálice, uma copa na mão e com a iniqüidade humana esta copa vai enchendo até ser servida ou derramada com um juízo nunca visto antes.
Como diz o Sl 75:8 “Na mão do Senhor está uma COPA cheia de vinho espumante e misturado; ele o derrama, e todos os ímpios da terra o bebem até a última gota”.
Os justos da terra são aqueles que evitam o derramar dessa COPA. Foi assim que Abraão no seu diálogo com Deus conseguiria evitar a destruição de Sodoma e Gomorra se houvesse 10 justos. Pois onde têm justos, o cálice não precisa ser derramado! Mais >
Qual é o meu lugar no texto?
03/06/10
Passamos tanto tempo aprendendo como podemos nos aprofundar no texto bíblico, estudamos as línguas originais, grego e hebraico, aprendemos a fazer exegese, compramos livros de chaves bíblicas, interlineares, lexos, analíticos e compêndios de teologia sistematizada.
Isso é muito importante, mas tão importante quanto, é sabermos voltar para a superfície. Voltar para o aqui e agora com o texto, com o que aprendemos na essência da mensagem.
E se errarmos nesse caminho de volta, não adiantou nada o quão profundo formos na revelação de Deus, se tornará inútil se não conseguirmos trazer a tona o sentido do texto para o dia de hoje, para o nosso coração.
Uma das coisas que já fazemos automaticamente e, por isso erramos muitas vezes, é o paralelo nosso com os personagens do texto. Mais >
Um dia a casa cai!
17/03/09
Dizem que o evento do homem ter pisado na Lua é a farsa do século. Não acho não. A farsa não só do século, como da história, é a religião.
Como diria Karl Marx: a religião é o ópio do povo. E ele tinha razão. Logo após uma época onde a razão era o crivo de tudo, mergulhamos de cabeça na era da intuição, na era da religiosidade.
Hoje não é mais vergonha ter religião como era há alguns anos atrás, Muito pelo contrário, não ter religião, não ter fé é mostrar uma insensibilidade à vida.
É engraçado como toda religião se resume em: o homem fazendo algo para alcançar o divino. Em todas as religiões o homem passa a sua vida, ou várias vidas, pagando a sua dívida com o divino. No hinduísmo, islamismo, judaísmo, espíritas, cristianismo e também os evangélicos.
O fazer algo para que Deus nos abençoe ou para que ele nos retribua com a salvação é apenas uma cópia barata das outras religiões.
Mas um dia o cenário pode cair, e acredito que já esta caindo. Se nós evangélicos pregamos uma coisa e vivemos outra, provamos que somos apenas mais uma opção religiosa e que Jesus é apenas mais um ópio.
Não podemos usar a religião como uma fuga de nós mesmos, como um jeito de ser justificado de nossos pecados. Ir a igreja, dar o dízimo, transar depois do casamento, fazer o bem ao próximo é bom, mas não justifica ninguém.
A vida religiosa pode enganar por um tempo, mas um dia a casa cai e todos verão que era apenas fachada, só para os outros verem.
É por isso que adoro a mensagem do evangelho e do Reino de Deus, pela única vez vi Deus indo até o homem e Ele mesmo pagando o preço.
No direito romano, diz Santo Agostinho, a pena é estipulada não pelo erro que cometeu, como é aqui no Brasil, mas por quem você ofendeu. Se você matasse um escravo, sua pena era leve, mas se matasse um governador provavelmente receberia a pena de morte. Tudo se baseia em quem você é e a quem você ofendeu e, não necessariamente, o que você fez.
O problema é que o ser humano ofendeu a Deus, pois pecamos contra Ele, e nossa divida não tem como ser paga por nós. A única forma é se Ele mesmo decidir pagar, pois uma dívida contra Deus só pode ser paga por um Deus.
Nessa mensagem libertadora da cruz de Cristo é que somos perdoados completamente, porque Cristo pagou a pena e nos justificou. Por essa razão posso viver uma vida sem ilusão, sem falsidade, pois quem poderia me julgar já me julgou e declarou: PERDOADO!
Brincando com os cavalos
05/12/08

Tive o privilégio de crescer em um sítio e, entre a idade de 8 e 11 anos tive dois cavalos, era responsável por cuidar deles, tirar os carrapatos, limpar, passar remédio nas mordidas de morcego e, principalmente, levá-lo para onde tivessem verdes pastos. Essas eram as condições para eu poder brincar com ele. Nunca tive uma cela e nem cabresto, às vezes montava nele com uma corda e cavalgava meio sem direção. O fato de eu deixar ele me levar era a nossa brincadeira, era o que nós dois gostávamos. E o mais fantástico é que quase sempre ele me levava a um lugar que eu não conhecia.
Certa vez, tomei um coice e até uma mordida dele e o cara que nos vendeu falou que era porque eu não estava montando nele com o arreio e ele estava ficando desacostumado e voltando a ter vontade própria. Só comprando um arreio para domá-lo de novo.
Esta experiência que tive, brincando com os cavalos, me ensinou muito sobre hermenêutica. Vou explicar:
A pretensão moderna em dissecar a palavra de Deus de uma forma científica se tornou ineficaz pedagogicamente e de instrumento de transformação.
Não sei por que a maioria dos professores nas escolas nos ensinou que somos maiores que os textos só porque somos os intérpretes. Ler se tornou sinônimo de domínio. Como um cavaleiro domina o seu cavalo na arena de um rodeio, a hermenêutica se tornou o cabresto das letras e o premio é dado para aquele que demonstra mais habilidade em domar o cavalo.
Assim, vamos até o texto para analisá-lo de forma científica e confundimos neutralidade da pesquisa com frieza. Com isso, matamos as poesias, os contos, as narrativas, as parábolas, os textos apocalípticos, entre outros. A forma com que as escolas nos ensinaram a ler, só me serve para ler jornal.
Quero regredir a minha infância e brincar com os cavalos, voltar aos tempos em que a bíblia era lida para mim, assim como foi para os primeiros ouvintes do texto bíblico, onde não sou o domador de cavalos e sim o menino que brinca com o cavalo, que o monta sem superioridade, em uma confiança mútua, sem achar que conhece o caminho.
Quando ouvia as histórias como criança, na frente dos meus olhos já não estavam mais as letras como hoje estão e sim a imaginação, os sonhos que transformavam as palavras em imagens.
Quero ouvir Salmos como ouço Vinícius de Moraes, que narrem o livro de Gênesis como foi narrado Indiana Jones, quero imaginar Apocalipse como um gibi de manga, ouvir as parábolas contadas num banquinho de praça por Forest Gump, receber as regras de Levítico lidas em alta voz por um juiz de tribunal sério e inteligente, ser sussurrado cantares por minha amada e, abrir o e-mail, indevidamente, que Paulo mandou para Timóteo.
Quando ia brincar com os cavalos, só porque não estava domando-os, não significava que estava desrespeitando ou os rebaixando, estava apenas deixando-os ser o que são: cavalos.
Eu sei que, assim como brincar com os cavalos, ler a bíblia dessa maneira é bobeira, coisa de criança. Hoje somos adultos e temos que entrar na arena para que todos possam ver a nossa virilidade.
Mas…Não custa nada sonhar!
Por que alguns de nós viram assassinos?
20/10/08
Estou muito indignado com tudo que aconteceu em Santo André – SP esta semana, indignado com o despreparo da polícia, com o que um jovem tomado por um ciúme pode fazer, com a impressa que o coloca ao vivo só para dar audiência no ar e ganhar dinheiro com as desgraças alheias, indignado de como é fácil encontrar armas neste país e, com a igreja, que não vai se manifestar por achar que não tem nada a ver.
A notícia me pegou longe de casa, estava pregando em um acampamento em Joinvile e foi um grande susto, pois tinha certeza que o rapaz só estava enrolando e já tinha caído em si na burrada que tinha feito. E que era questão de tempo para ele soltar a menina.
Algumas perguntas ficaram em meu coração a serem resolvidas.
Por que algumas pessoas perdem a cabeça e se tornam assassinas? Mais >
Estou cansado de me cansar
17/04/08

Como os meus mestres se cansaram, sei que pode parecer prepotente, mas também decidi escrever um ESTOU CANSADO, mesmo que seja de me cansar. Ao respirar profundamente sinto que estou cansado de algumas coisas que se perpetuam na igreja.
Estou cansado das pregações longas, onde nos primeiros quinze minutos já estamos viajando e não estamos prestando atenção, mas ficamos até o fim porque aprendemos que temos que ficar.
Estou cansado das broncas de ministros de louvor, que jogam um peso nas nossas costas por não estarmos cantando e batendo palmas, sem levar em consideração como estamos naquele dia.
Estou cansado do púlpito e dos bancos enfileiradas, que nos isolam uns dos outros e nos colocam em um lugar abaixo do pregador.
Estou cansado de ver que a única interação que temos com o próximo em um culto é quando o pastor manda virar para a pessoa do lado e falar alguma coisa.
Quando poderei levantar a mão e tirar uma dúvida na pregação do culto de domingo à noite?
Quando chegará o dia em que não verei mais as nucas e me constrangerei ao olhar no olho daquele que não teve uma boa semana?
Quando poderemos cantar canções de lamento pelo evangelho que vivemos no Brasil?
Ou quando poderemos celebrar sem nenhuma canção?
Estou cansado de achar que quando vier o data show vai ser a evolução do culto, o primeiro passo para um culto mais jovial.
Estou cansado das músicas espirituais que nos ensinam a viver no céu esquecendo que temos que aprender a viver primeiro aqui na terra.
Estou cansado das reclamações de líderes de jovens falando que os adolescentes são descompromissados e com valores invertidos!
Estou cansado de achar que posso realmente impactar uma igreja pregando apenas um fim de semana e indo embora.
Quando será o dia em que colocaremos os homens para cuidar dos cultos das crianças e as mulheres dos cultos dos adultos? Quando o pastor de jovens será o pastor principal e o de adultos o auxiliar?
Quando tiraremos aquele tapume da porta da nossa igreja e deixaremos que aqueles que passam na rua nos vejam?
Quando um disciplinado pela igreja deverá cumprir a disciplina assistindo todos os cultos, participando de todas as ceias e passando a semana com todos os líderes?
Quando verei líderes e pastores pedindo desculpas por estarem gastando todo o dinheiro de Deus em templos ao invés de investirem em pessoas?
Sei que é chato ler o desabafo de um jovem, mas não se preocupe, estou cansado hoje, mas amanhã vou fazer como todos que conheço que escreveram um ESTOU CANSADO: Descansarei e me acomodarei!
Eu acredito na rapaziada
03/04/08

“Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão.
Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o leão.
Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada.
Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada…”
O tema do nosso IX Encontro para Pastores e Líderes de Jovens e Adolescentes “Eu acredito na rapaziada” foi tirado de uma música do poeta Gonzaguinha. Mas, muito antes da poesia de Gonzaguinha o apostolo Paulo falou para os jovens que não deixem que os desprezem por serem jovens (1ª Tm 4.12) e o apostolo João completou dizendo “Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o maligno.” (1 João 2:14b)
Nós da Missão Jovens da Verdade, MPC, SEPAL e outras inúmeras missões que trabalham com jovens, entendemos que Jesus foi o grande exemplo do líder que acreditou no jovem e o colocou como instrumento do seu Reino. Nos evangelhos vemos o Jesus adolescente que ensina os mestre no templo, o menino que entrega todo o seu lanche para Jesus fazer o milagre da multiplicação, o jovem Timóteo que bem novo assume uma igreja sozinho, ou as crianças que foram colocadas por Cristo como referencia do Reino de Deus.
Aos passos de Jesus prosseguimos em nossa missão de evangelizar, edificar e treinar a juventude para que se multiplique, engajada na tarefa de estender o Reino de Deus no Brasil e no mundo.
Ao longo dos anos percebemos que, quando se trata do ministério com jovens ou adolescentes, precisamos encorajar, investir e confiar. Temos entendido que aprender a “passar o bastão” tem sido um dos maiores desafios da liderança atual. Enfim, capacitar a juventude para que ela assuma as rédeas da Igreja do novo século será nossa difícil tarefa nos próximos anos.
Por isso, convidamos você, pastor ou líder de jovens ou adolescentes, para passar estes três dias conosco, aprendendo com os mestres, compartilhando experiências e louvando a Deus que acredita na rapaziada!
Marcos Botelho
Coordenador do Encontro
O encontro será no dia 6 a 8 de junho em Arujá/SP, confira os detalhes no site do Jovens da Verdade.






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