O principal objetivo deste trabalho é comparar três textos de fontes distintas, mas que tratam do mesmo assunto.

No livro de Daniel, capítulo três, mostra que o rei Nabucodonosor fez uma estátua magnífica da altura de um prédio de 7 andares, toda revestida de ouro. Não se via e, não se vê hoje, uma estátua desse tamanho revestida de ouro.

Mas o rei não estava satisfeito com isso, contratou músicos e instrumentos de toda a espécie. Instrumentos como o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, algo de aparência ímpar.

Se em pleno século XXI é difícil encontramos uma orquestra em uma praça tocando para todos, com tão variados instrumentos, quanto mais naquela época juntar todos estes instrumentos e colocá-los em uma praça para todo o povo. Vale lembrar que alguns instrumentos eram privilégios de apenas para os reis e a corte.

A forma estética da estátua de ouro, juntamente com a maravilhosa orquestra são o palco de uma estratégia para alcançar todos os que estão na Babilônia. Não tem como passar pela cidade e não se maravilhar com uma estátua de ouro daquele tamanho e não parar para ouvir e apreciar a orquestra tão rara e bela que o rei colocou para introdução de seu próprio culto. Mexendo com as emoções através das músicas, fica mais fácil concluir que só um deus poderia proporcionar tão bela estética para um povo simples e desprovido deste privilégio em seu cotidiano.

Mas por que o rei Nabucodonosor colocou aquela banda toda na rua antes do grande ato de adoração de sua imagem? A estátua gigante de ouro não era suficiente? Não.

Eu gostaria de fazer um paralelo deste acontecimento com uma reportagem que li em um site que trás as “noticias Super Gospeis” falando do mega show que juntou, segundo eles, mais de um milhão de pessoas: “Seis anos depois de seu primeiro CD gravado ao vivo, o Ministério de Louvor … grava mais um CD, mas como todos os outros, não foi apenas um show. Mais de um milhão de adoradores se reuniram ali no Centro Administrativo da Bahia para proclamar que só o Senhor é Deus! Um coral de 4.500 vozes de igrejas da Bahia estava presente naquela maravilhosa noite.”

A reportagem continua falando das músicas e dezenas de dançarinos e músicos que estavam naquele mega show, fala de um palco gigante construído apenas para o evento e da cidade que se mobilizou toda em volta do evento.

Não é apenas um louvor, nem apenas um show, como diz o repórter, é O evento de adoração. Onde se reúne toda espécie de músicos, instrumentos, show de luzes, telões e até um coral de 4500 vozes. A multidão vai ao delírio com as músicas e o show. O espetáculo sonoro e estético é algo não visto antes pela grande parte daquelas pessoas que estavam ali presentes.

Não é à toa que os CDs e DVDs de grupos como estes estão entre os mais vendidos do Brasil. São grupos que alcançaram a multidão com suas músicas e seus mega shows.

Qual o paralelo que quero fazer entre um mega show idólatra e profano de Nabucodonosor e o Mega show de adoração das bandas atuais, como este show na Bahia? O argumento em que Marx Weber se baseia e usa ao definir a estética no livro “Os Pensadores, Ensaios de Sociologia” na pagina 257 é que:

“Na realidade empírica, histórica, esta afinidade psicológica entre arte e religião levou a alianças sempre renovadas, bastante significativas para a evolução da arte… Quanto mais desejavam ser religiões universalistas de massa, tanto mais sistemáticas eram as suas alianças com a arte.”

Nisso, Weber interpretou com maestria a grande aliança entre a arte e a religião. A arte não é só uma ferramenta para a expansão e aceitação de uma religião para um povo, mas é o elemento básico de massificação de uma nova religião. No movimento Gospel brasileiro a intenção de alcançar as massas é o que nutre a grande aliança entre a arte e a religião.

Foi assim com Nabucodonosor e é, principalmente, nos dias de hoje, no movimento gospel Brasileiro. Não devemos negar a arte, como os que querem purificar a religião protestante, mas devemos entender a posição que ela ocupa nos nossos dias.

O uso da arte é para a massificação da religião gospel, este é o objetivo final, é o valor maior. E a adesão legitima qualquer forma de arte, ainda mais uma arte mágica, um show mágico, onde qualquer desvio bíblico fica em segundo plano.

É lógico que não usamos os termos que Weber usava, usamos os termos evangélicos: a arte mágica ganhou o nome de canções cheias de unção e a massificação ganhou o nome bonito de evangelização.

Marcos Botelho


Tive uma ótima educação religiosa em casa. Lembro-me que toda noite, antes de dormir, minha mãe nos ensinava que deveríamos orar e lembrar, na presença do Pai, o que aconteceu durante o dia e agradecer.

Por isso, toda vez que deitava, me cobria bem com o cobertor pesado da minha cama e começava minha oração falando: “Obrigado Deus por ter feito isso e aquilo no dia de hoje…” Mas o que me incomodava é que quase nunca chegava ao fim da minha oração, pois ao lembrar do dia me vinha à cabeça as possibilidades de mil outros desdobramentos que podiam ter acontecido naquele dia, outras falas, outros encontros e, quando eu percebia já estava em um outro mundo, no da imaginação e da fantasia, onde era muito real o maravilhoso beijo que nunca tive coragem de dar naquela menina da escola, ou a comemoração do gol que nunca fiz (e na verdade nunca vou fazer), o discurso no estádio que foi aplaudido de pé e que mudou a história de um país.

O pior é que no meio da fantasia lembrava que estava orando, voltava rápido para a oração e falava: “muito obrigado Deus, em nome de Jesus amem”. E tentava retornar ao ponto onde eu tinha deixado a história. Às vezes conseguia, outras, já tinha ficado para trás e não era a mesma coisa, não era mais tão real.

Sempre foi assim na minha vida, nunca consegui ler longos trechos de livros de uma só vez, pois quando chegava na quarta ou quinta página parava e me perguntava o que tinha lido e não sabia mais, pois a minha cabeça já tinha ido longe por alguma faísca que um trecho do texto tinha me dado. Assim era com palestras, musicas e tudo mais.

Tive professores que me repreenderam dizendo que eu era muito avoado e que precisava me concentrar mais no presente, colocar os pés no chão.

Provavelmente eles tinham razão e foi quando comecei a exercitar a minha mente a não mais “viajar” quando lia um texto, ouvia uma palestra, uma música ou fazia uma oração.

Essa idéia veio muito mais forte quando comecei a lidar com a igreja local e descobri que fantasia para os evangélicos era algo ruim, daqueles que fugiam da realidade, uma coisa inútil e fútil, algo perigoso ou até pecaminoso para uma mente de um jovem cristão.

Atualmente, eu escrevo peças para palhaços e sei que o mais marcante em cada uma delas é o fato de saber lidar com a realidade dos problemas humanos sem perder a “graça” de uma boa história, sem perder o lúdico e a fantasia que tínhamos quando ouvíamos histórias quando crianças.

Hoje, em consultas e conversas de bastidores, o que mais os futuros escritores me perguntam é como ter uma mente fértil e criativa para produzir coisas novas e belas.

Minha oração é para que seus professores, seus pais ou suas igrejas não tenham te ensinado que colocar os pés no chão é o único caminho para entender a vida. Que você possa compreender que imaginar é experimentar um pouco mais do céu, das coisas espirituais, imaginar é bom, é benção, é dom de Deus.

Esta é a minha oração, mas não confie muito nela não, pois provavelmente não vou chegar ao fim dessa também… Amém!


A conta funciona mais para a cabeça dos homens, mas dizem que serve para algumas mulheres.

A conta é simples, não precisa ser nenhum matemático. O real problema é o porquê devemos fazer esta conta.

A maioria dos homens se preocupa muito em como será a sua vida sexual no casamento. Na cabeça dos jovens, o sexo é responsável por 70% da felicidade de um homem no casamento. Se este numero está certo e como eles mediram, quem é que sabe?

O problema é que no afinco da procura de uma namorada que se tornará sua esposa e realizará suas fantasias sexuais, a super valorização dessa área tem atrapalhado os jovens a escolherem a mulher mais adequada para casar.

Vamos dar um exemplo que mostra como a matemática do sexo é lógica e clara:

Se você é daqueles que está namorando, acha ela linda, bonitona de corpo, beija bem, sabe que você vai se dar bem com ela sexualmente, mas não consegue ficar com ela nem por uma hora sem brigar e fica de cara fechada um com o outro o dia todo, parece que você não vive sem ela, mas também não vive em paz com ela, está na hora de fazer uma continha para ver se você deve casar ou acabar o namoro imediatamente: a Matemática do Sexo.

Dizem que o tempo médio de uma relação sexual no Brasil é de 5 a 7 minutos. Vamos supor que vocês se dêem muito bem juntos e você já prevê que irá se dar muito bem na cama com ela. Por isso, no seu caso, duraria 15 minutos.

Dizem que a freqüência média de relação sexual de um casal é 3 vezes por semana.Digamos que você seja um garanhão; aí eu diria que, no futuro, você terá relação sexual com sua esposa 5 vezes por semana.

Vamos lá: 15 minutos X 5 = 1 hora e 15 minutos X 4 semanas que temos no mês = 5 horas.

Pois é, chegou a hora de você decidir!

Quando você casar com ela você terá 5 horas de puro prazer sexual, mas o que você fará nos outros 29 dias e 19 horas do mês? Vai brigar e ficar com a cara emburrada o dia todo?

12 Sei o que é passar necessidade, mas hoje eu tenho fartura. Aprendi o segredo de viver contente , pois hoje vivo bem alimentado e não tenho fome, pois tenho muito e não passo necessidade.
13 Tudo posso naquele que me fortalece.

[Está é uma serie de versículos da Bíblia NVTP (Nova inVersão da Teologia da Prosperidade) que tem como objetivo confortar e encorajar o leitor a prosperar na vida. Para isso, usamos a Bíblia NVTP que mudou detalhes da Palavra para adaptar-se melhor a teologia da prosperidade e ao capitalismo.]


Questiono-me sobre qual foi o pecado de Lúcifer? O porquê em certo ponto da eternidade ele teve essa idéia de ser igual a Deus. Assim, do nada, ele, um anjo de luz, em um dos mais altos cargos celestiais, ele que já estava no status mais alto alcançado por uma criatura, tem a idéia de ser mais do que é? A bíblia não conta a história de Lúcifer, e graças a Deus que não, pois, mesmo não contando, tem gente que gasta mais tempo falando dele do que de Cristo. Tudo que falamos de sua queda é especulação da revelação. Mas esta pergunta especulativa, de qual foi o verdadeiro pecado de lúcifer me intriga até hoje e gostaria de escrever algumas idéias sobre o assunto.

É um pouco difícil entender a origem das quedas. Sempre “pisamos em ovos”, esbarrando em valores filosóficos. Mas, parece que qualquer ação primária de uma criatura contra Deus é fruto de um estímulo externo, como, por exemplo, em Adão e Eva, quando houve a necessidade de algo externo, a serpente (satanás), para estimular algo no ser humano e tentá-lo a ser (ou fazer) algo que para o qual não foi criado. O primeiro pecado da humanidade só veio depois de um estimulo externo, e não interno como é hoje, pois a criatura de Deus sempre é perfeita (pura), porque Deus é perfeito.

A grande questão no caso de Lúcifer é saber qual foi o estímulo externo que ele teve para cometer o primeiro pecado. Supostamente não surgiu de dentro dele, pois todas as criaturas de Deus, em sua origem são perfeitas como Deus é. Em Ezequiel 28.15 está escrito que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado até o dia da sua iniqüidade.

A bíblia nos fala que Lúcifer quis ser igual a Deus. O que quer dizer com ser igual a Deus? De onde veio esta idéia na cabeça de Lúcifer, de achar que podia ser igual a Deus, sendo que não havia nenhum anjo ou algo criado que estivesse acima dele? Ele realmente achou que poderia ser Deus? Não penso que ele era tão ingênuo. Então, qual fator externo foi a faísca para estimular o pecado de Lúcifer? Eu diria: A criação do ser humano.

Quando Deus criou, ou então, anunciou na eternidade os seus planos de uma criatura com a imagem e semelhança Dele, Ele anunciou o fato de que uma criatura seria maior do que os anjos. Isso caiu como uma bomba para os ouvidos de um anjo tão belo e tão poderoso como Lúcifer. Até hoje discutimos o que realmente é a Imago dei, isso que chamamos de imagem e semelhança de Deus, mas o que não se discute é que só o ser humano a tem, e que nenhuma outra criatura, inclusive os anjos, teve este privilégio.

Quando Deus anuncia (ou cria) o ápice de toda Sua criação, o ser humano, ainda o criou com livre arbítrio (pelo menos Adão e Eva), igual aos anjos, mas com um grande detalhe: Jesus ofereceu a sua própria vida na eternidade para garantir a preservação do ser humano “caso” a raça humana escolhesse desobedecer a Deus. É isso que o apóstolo Pedro (IPe. 1:20) nos fala em sua carta. Isso foi demais para Lúcifer! Não pode ser! Alem de ter uma criatura acima dele, o próprio Deus garante sua preservação eterna.

Foi quando Lúcifer, “levado seu coração por sua formosura”, e um terço dos anjos celestiais exigiram perante o trono de Deus: nós queremos ser iguais a Deus, queremos ser a imagem e semelhança de Deus também.

E aí nos leva a grande questão: qual o pecado de Lúcifer? Isso explicaria o ódio que Satanás tem de nós seres humanos, e o texto de Apocalipse 12:10, que fala que ele é o acusador dos homens, que acusa de dia e de noite diante do trono de Deus. Acusa o que para Deus? Acusa de ter sido injusto com eles, os anjos caídos, pois, a final de contas, os seres humanos eram iguais a eles na transgressão!

Quando pensei em tudo isso, veio a sacada que achei estar correta: O pecado de Lúcifer foi querer ser igual ao homem!

Mas, depois, pensando bem, descobri que esta “especulação teológica” estava incompleta. Pois o mesmo texto de Apocalipse fala, um verso antes, “que agora veio salvação, o poder, e a autoridade de seu Cristo”. Como pode esta salvação? Pela autoridade do verdadeiro Adão, pois quem o expulsa do céu, segundo este texto, é o próprio Cristo por causa do sangue do cordeiro!

Então pude aterrizar em minha especulação teológica de descobrir o verdadeiro pecado de Lúcifer. Não foi apenas ser igual ao homem, a imagem e semelhança de Deus, o pecado de Lúcifer foi querer ser igual a Jesus Cristo encarnado, o verdadeiro projeto de Deus, o ser humano na sua essência. Isso talvez explique que, ao se frustrar em querer determinar ser à imagem e semelhança de Deus, Lúcifer se tornou o antiprojeto criacional de Deus, o anti-homem em sua plenitude, mais conhecido como o Anti-Cristo!

17 A figueira florescerá e haverá fruto na vide; e me surpreenderá o produto da oliveira, e os campos produzirão mantimento; pois as ovelhas da malhada serão abrigadas, e nos currais haverá gados;

18 porque eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação, pois ele sempre honra os que os servem.

[Está é uma serie de versículos da Bíblia NVTP (Nova inVersão da Teologia da Prosperidade) que tem como objetivo confortar e encorajar o leitor a prosperar na vida. Para isso, usamos a Bíblia NVTP que mudou detalhes da Palavra para adaptar-se melhor a teologia da prosperidade e ao capitalismo.]

Se você me perguntasse qual Super Herói de desenhos animados mais mexeu comigo nos últimos quinze anos, eu responderia, rapidamente, Wolverine. Sempre gostei da “fera indomável”, como diria o professor Xavier. Das garras que saem de sua mão, da sua estrutura de Adamantium indestrutível, e da sua audição e faro aguçado. Mas o super poder que o colocou como destaque dos X-Man e dos personagens da Marvel foi o seu poder de regeneração (fator de cura).

O cara não tem medo de quase nada, pois no final das contas, se ele se machucar, suas células vão se regenerar. Digo quase porque mesmo com a regeneração ele pode morrer.

Na vida real esta tem sido a busca mais ferrenha da ciência, conseguir inventar uma substância que acelere a regeneração celular, curando mais rápido e evitando a morte de muitos. Mas, não conseguimos nem inventar a cura das células cancerígenas, quanto mais uma regeneração rápida do corpo.

Na bíblia, eu me lembro de alguns episódios de regeneração celular que ficaram bem claras: quando Jesus ressuscitou Lázaro depois de três dias de putrefação. Jesus usa o milagre da regeneração com dezenas de leprosos e outros doentes. E o Pai o ressuscita no terceiro dia, o regenerando no corpo glorificado.

Realmente o poder dos dois personagens é parecido, mas qual seria a diferença entre os dois personagens no uso de seus poderes, tirando o fato muito relevante de que um, pela fé, é verdadeiro e o outro, temos certeza, é apenas um HQ?

Se “grandes habilidades requerem grandes responsabilidades”, a grande diferença da regeneração dos dois é o propósito final.

Enquanto os escritores de Wolverine o colocam como um cara descontrolado, que usa seu dom para atacar os seus inimigos e, é até legal nos filmes e desenhos, vemos na bíblia Cristo usando o dom do Espírito para regenerar o próximo.

Não tenho o poder de regeneração, acho até que demoro muito para estancar quando me corto, mas me questiono: caso tivesse, usaria para meus sonhos de aventura? Para me tornar indestrutível? Ou, usaria com os que estão enfermos?

Jesus nunca usou o dom de cura para seu benefício e isso o torna O mestre, pois o versículo é que o bom pastor dá sua vida pelas ovelhas, e não que as protege com um poder indestrutível. Quando Jesus morreu, foi o Pai que o ressuscitou, o glorificando.

Precisamos aprender a usar o dom que nos foi dado em benefício do próximo, pois, afinal, foi para isso que nos foi dado.

[Com Grandes Poderes Vem Grandes Responsabilidades é uma “série teen” de artigos que tem por objetivo fazer um paralelo entre os super-poderes dos heróis de HQ e os personagens bíblicos. Além de destacar o fato de que os poderes de uns são, pela fé ,verdadeiros e, dos outros são apenas poderes fictícios. Os textos também querem mostrar que, na bíblia, o que transforma uma pessoa em um herói não são os super-poderes e sim o evangelho do Reino de Deus.]