Quando vamos conversar sobre vida devocional, hábitos de leitura bíblica e oração, quase sempre ouço a mesma desculpa, que por sinal é a que eu uso, não tenho tido tempo para ler a palavra e falar com Deus.

Limitamos nossa vida em orações rápidas em cultos, antes de dormir e comer e, lemos a Bíblia em brevíssimas paradas programadas no dia.

Mas um tempo atrás tomei um susto em uma visita que fiz a um amigo doente, ele tinha sofrido um acidente que o deixou em uma cadeira de roda, não saia de casa, não podia fazer o que fazia antes, tinha todo o tempo do mundo.

Foi quando perguntei como estava este lado da vida dele, de leitura da palavra e de oração e ele falou para mim, triste, que não fazia, sempre procrastinava, arranjava outras prioridades e estava percebendo que no fundo ele não tinha prazer em se relacionar com Deus.

Sei que este meu amigo era um servo de Deus e, por esta certeza, foi que me entristeci.

Comecei a ver o tanto que nos enganamos neste assunto, sempre mudamos o foco do motivo primário do nosso aprofundamento no relacionamento com Deus.

Sempre que converso com pastores amigos de ministério vejo que eles, como eu, também têm este problema. Como é possível? Pregamos isso, vivemos disso, mas não vivemos isso!

Culpamos nosso trabalho, ritmo de vida, falta de ambiente, a TV, a internet, ou melhor, culpamos a falta de tempo, mas não vemos que o verdadeiro motivo é que não temos prazer nas coisas do Senhor, não é nossa prioridade o relacionamento com Deus, nosso coração não se importa o suficiente se não esta perto de Deus.

Mas para suportarmos nossa própria incoerência existencial, colocamos a culpa nas coisas externas a nós e não vemos o pecado que esta dentro de nós, quem realmente somos.

Entender o verdadeiro motivo pelo qual não nos relacionamos com Deus, irá nos humilhar sim. Mas será o primeiro passo para um relacionamento sincero com o Pai. Um passo para uma maior dependência dele.


A mídia nunca pensou que o assassinato terrível da menina Isabela Nardoni pudesse dar tanta audiência e dinheiro.

Não quero, aqui, falar da menina que era querida por todos e nem do pai e da madrasta que são os principais suspeitos do crime. E nem vou falar da necessidade de acharmos vilões para aliviar nossos medos e frustrações. Gostaria de falar da TV brasileira que não fala de outra coisa, a não ser desse assunto.

Me desculpa, mas não acredito que a mídia está muito interessada em mostrar que existem pessoas ruins, ou que o casal deverá ser punido de forma exemplar.

O que penso é que não importa se é novela, BBB ou uma menina sendo jogada pela janela de um apartamento no sexto andar, o que importa é a audiência que pode dar.

Há tantos assassinatos familiares, tantos pais que agridem os filhos, mas esse, por juntar vários detalhes intrigantes e perversos, foi um prato cheio para a mídia ganhar muito dinheiro.

Foi chocante ver uma entrevista, de quase uma hora no Fantástico, da madrasta e do pai da menina no último domingo (20/04/08), que foi dividida no meio para dar espaço às propagandas de carros, cervejas e outros produtos. Me lembrou a cena da novela que, após Juvenal Antena tomar um tiro, a música de encerramento da novela começou e percebemos que teríamos que assistir no outro dia o restante e a emissora ganharia mais dinheiro através dos comerciais.

O que tenho mais medo é que, entre novelas, reality shows e barbáries, as barbáries são mais baratas e dão tanta audiência quanto.

Tenho medo que esse caso abra portas para mais destaques desses programas sensacionalistas e que a mídia brasileira fique correndo atrás de casos de crianças jogadas pela janela, arrastadas por quilômetros por um carro, ou a mãe que acorrentava e dilacerava a filha com alicate, não para denunciar, mas para promover um show de terror alimentando de uma forma barata a audiência de sua emissora.

Deus nos livre de tão grande insensibilidade!


Como os meus mestres se cansaram, sei que pode parecer prepotente, mas também decidi escrever um ESTOU CANSADO, mesmo que seja de me cansar. Ao respirar profundamente sinto que estou cansado de algumas coisas que se perpetuam na igreja.

Estou cansado das pregações longas, onde nos primeiros quinze minutos já estamos viajando e não estamos prestando atenção, mas ficamos até o fim porque aprendemos que temos que ficar.

Estou cansado das broncas de ministros de louvor, que jogam um peso nas nossas costas por não estarmos cantando e batendo palmas, sem levar em consideração como estamos naquele dia.

Estou cansado do púlpito e dos bancos enfileiradas, que nos isolam uns dos outros e nos colocam em um lugar abaixo do pregador.

Estou cansado de ver que a única interação que temos com o próximo em um culto é quando o pastor manda virar para a pessoa do lado e falar alguma coisa.

Quando poderei levantar a mão e tirar uma dúvida na pregação do culto de domingo à noite?

Quando chegará o dia em que não verei mais as nucas e me constrangerei ao olhar no olho daquele que não teve uma boa semana?

Quando poderemos cantar canções de lamento pelo evangelho que vivemos no Brasil?

Ou quando poderemos celebrar sem nenhuma canção?

Estou cansado de achar que quando vier o data show vai ser a evolução do culto, o primeiro passo para um culto mais jovial.

Estou cansado das músicas espirituais que nos ensinam a viver no céu esquecendo que temos que aprender a viver primeiro aqui na terra.

Estou cansado das reclamações de líderes de jovens falando que os adolescentes são descompromissados e com valores invertidos!

Estou cansado de achar que posso realmente impactar uma igreja pregando apenas um fim de semana e indo embora.

Quando será o dia em que colocaremos os homens para cuidar dos cultos das crianças e as mulheres dos cultos dos adultos? Quando o pastor de jovens será o pastor principal e o de adultos o auxiliar?

Quando tiraremos aquele tapume da porta da nossa igreja e deixaremos que aqueles que passam na rua nos vejam?

Quando um disciplinado pela igreja deverá cumprir a disciplina assistindo todos os cultos, participando de todas as ceias e passando a semana com todos os líderes?

Quando verei líderes e pastores pedindo desculpas por estarem gastando todo o dinheiro de Deus em templos ao invés de investirem em pessoas?

Sei que é chato ler o desabafo de um jovem, mas não se preocupe, estou cansado hoje, mas amanhã vou fazer como todos que conheço que escreveram um ESTOU CANSADO: Descansarei e me acomodarei!


Antes de começarmos este diálogo, gostaria que você se desprendesse de qualquer preconceito com a palavra e a figura do palhaço. Entenda o palhaço é um arquétipo do ser humano, mas como as emoções, traços e situações exageradas. O termo palhaço ou palhaçada se transformou pejorativo. Mas não é este o nosso entendimento sobre o palhaço, não me sinto ofendido quando brincam inúmeras vezes comigo me chamando de palhaço. Por isso gostaria de gastar um tempo falando a essência de nossas palhaçadas a partir de algo que aconteceu quando estava começando a trabalhar com palhaços.

Lembro-me que estava encantado com a arte circense e estava correndo atrás de tudo o que me lembrava palhaço, procurava algo para poder entreter as pessoas, já que ainda não sabia direito como fazer as peças. Foi quando achei uma flor de palhaço, era uma flor que atrás possuía uma mangueira que dava num compartimento que ficava no nosso bolso cheio d’agua. Logo pensei: Perfeito! Vou comprar!

No dia da apresentação de uma história chamada “A criação”, eu estava no palco como palhaço auxiliar ajudando o palhaço Paulinho (MPC). Naquele dia eu estava com a minha flor, que espirra água, na camisa do palhaço. Fui até o público, que estava empolgado, peguei uma jovem que iria participar da história como a Eva, perguntamos o nome dela e pedimos para ela sentar na cadeira que estava na frente. Enquanto o palhaço principal continuava a história, fiz um gesto para ela cheirar a minha flor vermelha e ela gentilmente se inclinou para isso. Ao chegar perto apertei no meu bolso o squizer e espirrou água bem no rosto dela. Só que boa parte do jato foi direto no olho dela e rapidamente ela colocou a mão no olho e se contraiu na cadeira. Com muita sorte minha, ela foi gentil e continuou lá na frente logo após limpar o rosto. Mas isto poderia ter sido bem pior, além de ofendê-la poderia ter criado uma situação embaraçosa e até estragar a apresentação.

Hoje eu entendo por que aquela brincadeira não deu certo, a graça foi as custas dela e não do palhaço. Eu queria que todos dessem risada por que ela estava com a cara molhada, porque ela se deu mal!

O que isso tudo tem a ver com Jesus? Tudo. Desculpe-me o trocadilho, mas a graça do evangelho foi à custa do próprio Senhor Jesus e não de nós. Jesus assumiu a responsabilidade de tudo, ele pagou o preço da salvação na cruz, a graça do evangelho foi às custas dEle, do seu sacrifício vicário.

Essa é uma grande diferença de graça. Existem “palhaços” que tiram risadas às custas dos outros, às vezes do entrevistado, ou das pessoas que estão passando na rua e nós achamos engraçado isso, porque gostamos de ver as reações da pessoa que está sendo zoada. Não quero fazer juízo de valor dos atores que fazem isso, mas não é essa a proposta da graça que estamos passando com o Ministério terra dos Palhaços, mas sim uma graça superior, a amparada no exemplo de Cristo.

É a proposta do humor onde o palhaço se dá “mal”, batendo na porta de um hospital para tirar um sorriso de uma criança hospitalizada, ou de um palhaço que demonstra com gestos que o companheiro dele (outro palhaço) está fedendo, ou até de um palhaço que com um pequeno vento na praça começa a se agarrar no poste para não “voar” junto com as folhas, onde todos acham graça por perceber que não passa de uma brisa leve.

Isso é a verdadeira graça, devemos buscar sempre fazer uma junção saudável entre a graça dos palhaços e a graça do nosso senhor Jesus Cristo. Que ela sempre seja estabelecida às custas de quem a oferece. Pois aí sim, veremos pessoas felizes não apenas pelo humor do palhaço, mas pela graça que esta por trás do palhaço.


“Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão.
Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o leão.
Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada.
Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada…”

O tema do nosso IX Encontro para Pastores e Líderes de Jovens e Adolescentes “Eu acredito na rapaziada” foi tirado de uma música do poeta Gonzaguinha. Mas, muito antes da poesia de Gonzaguinha o apostolo Paulo falou para os jovens que não deixem que os desprezem por serem jovens (1ª Tm 4.12) e o apostolo João completou dizendo “Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o maligno.” (1 João 2:14b)

Nós da Missão Jovens da Verdade, MPC, SEPAL e outras inúmeras missões que trabalham com jovens, entendemos que Jesus foi o grande exemplo do líder que acreditou no jovem e o colocou como instrumento do seu Reino. Nos evangelhos vemos o Jesus adolescente que ensina os mestre no templo, o menino que entrega todo o seu lanche para Jesus fazer o milagre da multiplicação, o jovem Timóteo que bem novo assume uma igreja sozinho, ou as crianças que foram colocadas por Cristo como referencia do Reino de Deus.

Aos passos de Jesus prosseguimos em nossa missão de evangelizar, edificar e treinar a juventude para que se multiplique, engajada na tarefa de estender o Reino de Deus no Brasil e no mundo.

Ao longo dos anos percebemos que, quando se trata do ministério com jovens ou adolescentes, precisamos encorajar, investir e confiar. Temos entendido que aprender a “passar o bastão” tem sido um dos maiores desafios da liderança atual. Enfim, capacitar a juventude para que ela assuma as rédeas da Igreja do novo século será nossa difícil tarefa nos próximos anos.

Por isso, convidamos você, pastor ou líder de jovens ou adolescentes, para passar estes três dias conosco, aprendendo com os mestres, compartilhando experiências e louvando a Deus que acredita na rapaziada!

Marcos Botelho
Coordenador do Encontro

O encontro será no dia 6 a 8 de junho em Arujá/SP, confira os detalhes no site do Jovens da Verdade.


Temo afirmar que a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas. Vou tentar explicar melhor.

Temos que entender que um namoro começa antes mesmo de você conhecer a pessoa que você vai namorar, o namoro começa na sua cabeça. O seu futuro namoro começa agora, nas suas expectativas!

O que a maioria dos adolescentes ou jovens fazem enquanto não encontram seu namorado(a)? Eles ficam imaginando como eles(as) devem ser. E é aí que mora o perigo! Começa o namoro e, possivelmente, também começa o vírus que vai destruí-lo no futuro.

Dependendo de nossa expectativa, algo que era bom pode parecer ruim e uma coisa ruim pode até se tornar boa. Tudo depende da nossa expectativa.

Lembro-me de uma vez que chegou uma oferta de mil reais para um projeto do JV. Minha mãe, ao abrir o envelope, correu para falar com meu pai, jogou o envelope no colo dele e falou brincando: Bem! Chegou uma oferta de dez mil reais para o seu novo projeto. Meu pai nem conferiu o cheque, pulou de alegria, agradeceu a Deus e saiu para contar para os outros missionários a bênção que tinha acontecido. Depois de algumas horas, ao sentarmos à mesa para comer, meu pai comentou o que ia fazer com os dez mil reais e minha mãe corrigiu falando: Não amor, é mil reais, você não viu que eu estava brincando? Você não olhou o cheque? O rosto do meu pai mudou na hora, vocês precisavam ver a cara de decepção e raiva que ele estava naquele momento.

Ganhar mil reais de oferta sempre foi motivo de muita alegria aqui em casa, mas por causa da brincadeira de mau gosto da minha mãe, aqueles mil reais pareciam não valer nada.

Pois é assim também com o namoro, dependendo da expectativa que você tenha, o seu parceiro depois de algum tempo de namoro, mesmo valendo muito, pode parecer que não vale nada.

Os contos de fadas narram histórias que alimentam expectativas falsas, como a da princesa que encontra um sapo e depois de beijá-lo ele vira um príncipe, ou a história mais famosa, da Bela e a Fera que narra a história de uma princesa, que fica presa num castelo de uma fera horrível, mas que, com o tempo ele se torna um príncipe maravilhoso.

A expectativa do homem é diferente da expectativa da mulher. A mulher, já no começo do namoro, acredita que um dia o homem que ela gosta vai mudar, assim como o sapo/fera muda para príncipe e, na realidade o que acontece é que ELES NÃO MUDAM.

E os homens pensam que elas nunca vão mudar, sempre vão ser aquelas princesinhas que não mudam nos contos de fadas, mas o fato é que ELAS MUDAM.

É por isso que repito a frase que comecei este artigo: a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas.

Cuidado! Às vezes você está com um tesouro caro nas suas mãos, mas porque você “acha” que existe um tesouro maior no fim do arco-íris, você desvaloriza o que está com você!


Como é bom perceber que Deus se revela a todos independente de quem sejam e de como estejam. Deixe-me explicar melhor.

Deus, na escritura, se revelou salvificamente mas, na criação, Deus revelou a todos quem ele era. Temos vários textos na escritura que mostram esta revelação, o Salmo 19 fala que “os céus proclamam a gloria de Deus, sem discurso nem palavra, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra”. Como é bom saber que mesmo uma pessoa não conhecendo a Deus ou até sendo contra Ele, ainda sim Deus pode falar através dela. Falou através de uma mula, não falaria através de um ímpio?

É por isso que não divido a música em evangélicas e seculares, prefiro dividir em músicas boas e músicas ruins. Pois existem muitas músicas chamadas “gospels” que falam a palavra Jesus, mas não condizem com o evangelho e, outras músicas chamadas seculares que são mensagem de Deus para nós ou que refletem a sabedoria ou a beleza do amor e da vida.

Mesmo não ouvindo muitas as músicas deles, o Ministério Casa de Davi tem uma música que conta a história de uma mulher que se apaixona por um homem, mostrando que ela está encantada com ele e que a única coisa que deseja é este homem, que no fim dança com ela por causa do amor que ele lhe deu. Vale apena ler a poesia e ouvir a música:

Por Causa do Teu Amor

O teu amor me alcançou
O teu olhar me conquistou
A tua voz me encheu de alegria
Com novo óleo me ungiu
Com linho puro me vestiu
Com jóias me cobriu, Senhor
Meu desejo é te abraçar, meu amado
Meu maior prazer é te beijar, Jesus

Meu coração, alegre,
Explode de tanta paixão,
E gera em mim uma nova canção,
E canto por causa do teu amor
Minha paixão, cresce
Quando em adoração,
Sinto o afago do teu coração,
E danço por causa do teu amor *1

É interessante que em milhares de igrejas esta música é cantada, mesmo vendo que se tirar o nome Jesus, que nem se encaixa muito na melodia, ela é uma bela música de uma mulher para um homem. É uma bela poesia romântica no estilo de cantares. E que as igrejas não condenam, pois descreve simbolicamente o encontro da noiva com o noivo, ou seja, da igreja com Jesus.

O que um dia me encantou e me fez ficar pasmo, foi quando vi que Deus já etava revelando para outros a maravilhosa história da Igreja e de Jesus.

Sempre contei que a Bíblia narra a história de amor entre um príncipe e uma prostituta, pois é assim que Deus descreve em Oséias. O príncipe vai até ela em forma de plebeu, mas o cafetão não o deixa levá-la. Foi quando, na briga entre os dois, o cafetão mata o príncipe. Mas ele ressuscita, mata o cafetão, pega a prostituta, dá roupas novas e a leva para o seu palácio. Lá eles se casam e no baile do casamento dançam a noite toda.

Nunca gostei das histórias de Jorge Amado e, dizem que o que ele viveu e creu não tinha nada haver com os evangélicos brasileiros.

Mas quando ouvi direito esta música que Djavan fez com a letra dele, pensei: Deus é maravilhoso, ele se revela a todos e mesmo as pedras podem clamar sua história.

Alegre menina
Oh! que fizeste, sultão, de mim alegre menina?

Palácio real lhe dei, um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro, esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos, vestidos de diamantes
Escravas para serví-la, um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha, e a chamei de rainha

Oh! que fizeste, sultão, de minha alegre menina?

Só desejava campina, colher as flores do mato
Só desejava um espelho de vidro prá se mirar
Só desejava o sol calor para bem viver
Só desejava o luar de prata prá repousar
Só desejava o amor dos homens prá bem amar
Só desejava o amor dos homens prá bem amar

No baile real levei a tua alegre menina
Vestida de realeza, com princesas conversou
Com doutores praticou, dançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei, rainha mas verdadeira
Entrou nos braços do rei, rainha mas verdadeira. *2

Não tem como negar, o que Deus faz com a igreja é o mesmo que um sultão faz com a prostituta. Foi exatamente esta a história que Salomão escreveu em Cantares.

Obrigado, Senhor, por nos resgatar em nossos pecados, nos vestir com roupas do palácio e dançar conosco, a tua noiva.

*1 – Casa de Davi – Composição: Davi Silva e Mike Shea
*2 – Djavan -Composição: Jorge Amado e Dorival Caymmi