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Depois de anos, a chamada “Marcha para Jesus” firmou-se como um evento da cidade de São Paulo. Ela não trás tanto dinheiro como a marcha do orgulho gay, nem posso usar a expressão que a cidade de São Paulo parou porque faz um bom tempo que não anda, mas não podemos negar que se firmou como evento.

Nunca entendi direito este nome, pois alguém que marcha, marcha para algum lugar. Nesse caso estão marchando para alguém: Jesus. Será que ainda não o encontraram?

Hoje a Marcha para Jesus deveria ter outro nome para ser mais honesta com o que acontece, deveria se chamar Parada do Orgulho Evangélico. “Orgulho” porque o que mais acontece é que a maioria sai nas ruas para afirmar a sua fé e não para confirmar seu compromisso com a vida cristã. “Evangélicos” porque não vejo nos palanques desses eventos católicos ou outros representantes de outra religião, Jesus não é propriedade dos evangélicos e nos palanques só aparecem aquelas cartas marcadas evangélicas.

Nos evangelhos as pessoas que tiveram um encontro com Jesus acabaram recebendo o convite de marchar com ele e não para ele. Este é o grande chamado de Jesus, o grande desafio.

Aí caímos em uma outra dúvida, se não temos que marchar para ele ou por ele e, sim com ele, para onde Ele esta marchando?

Jesus estava marchando para cruz, e ninguém poderia impedi-lo, nem satanás, nem seu amigo e discípulo Pedro. Ele marchava para nos dar vida às custas da Sua própria. Devemos sempre pegar nossa cruz e ir com Ele até o calvário e morrer a nossa velha natureza lá.

Mas de uma forma concreta, para onde deveríamos marchar? Deveríamos ir até os necessitados, os presos, os que têm fome, os que estão com frio, os que estão com sede. Pois, afinal de contas, Jesus está lá com eles desde o começo.

Quem sabe um dia, o povo na Marcha para Jesus, não marche para shows e discursos em palanques, mas sim para encontrar Cristo nos necessitados. Marche com Jesus para que o reino de Deus se estabeleça aqui em São Paulo.

Foto: @FaysonMerege


É lógico que você ficou escandalizado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano.

Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar.

Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade de aceitar que Deus esculpiu o homem todo, até mesmo o pênis e o saco escrotal. Isso por causa da nossa cultura que passa de geração para geração, dizendo que os órgãos sexuais são algo sujo e profano, quase como um mal necessário.

Mas os judeus entenderam que o corpo do ser humano, os órgãos e principalmente o sexo era algo separada, sublime!

É interessante ver que, na nossa cultura, o que nos distingue externamente como povo de Deus, muitas vezes é a roupa, o terno. Na cultura judaica o povo era distinguido por uma marca no pênis. Hoje quando vamos fazer um juramento colocamos a mão na bíblia, mas os judeus colocavam a mão nos órgãos genitais de quem eles estavam fazendo o juramento, como o servo fez com Abraão ao jurar trazer uma esposa para Isaque (Gn24.2). E o mais interessante que permanece até hoje é que nós, homens, quando vamos fazer xixi lavamos a mão antes de sair do banheiro, os judeus lavam ao entrar, antes de pegar no pênis, pois sabem que o que vão pegar é algo sagrado, esculpido e separado por Deus.

Se aprendermos a olhar para nosso corpo com uma visão mais bíblica, com a visão de Deus, teremos muito mais cuidados com ele. Se entendermos que o próprio Deus esculpiu cada pênis e vagina, esculpindo para sua honra e glória, não os colocaríamos em qualquer lugar.

Demorou para eu entender, mas hoje creio que Deus formou cada um com suas próprias mãos, todas as partes do nosso corpo, assim como o pênis e por isso somos tão especiais. Vejo que, por Deus ter pego no meu bilau, tenho certeza que não quero profanar meu corpo e sim honrá-lo, usando da forma que Ele planejou.

Artigo adaptado, escrito originalmente para o www.sexxxchurch.com]


As peças não podem ser confundidas com pregações, elas não vieram substituir e, nem se quiséssemos, faríamos com êxito. Aliás, é quando nós, escritores de peças, entendemos que não temos este dever e nem esta missão, que conseguimos abrir nossas mentes, tirar um peso de nossas costas e começamos a produzir coisas boas.

Muita gente vem conversar comigo e até pedir oração, alegando que não conseguem criar algo novo, belo e impactante. Pedem para eu dar conselhos e técnicas para eles exercitarem e conseguirem, no final, escrever e produzir uma peça.

Não sei onde fica o limite entre a disciplina e a inspiração, mas é verdade que podemos treinar nossa mente para ser mais criativa quanto a criação de peças.

Mas fique sabendo que se você pedisse uma dica minha para criar ou escrever uma peça, falaria de primeira: Lembre-se de que você não está pregando.

Quando digo isso, falo da forma tradicional de pregação e evangelização, onde temos que falar do pecado, da cruz e fazer o apelo. Toda peça tem alguém preso ao pecado, com muitos problemas com bebida, drogas, sexo e dinheiro. Aí Jesus aparece vestido de branco e é crucificado, mas ressuscita e depois destrói tudo que é ruim e sai abraçado com o pecador.

Sei que este tipo de história alcançou muita gente, mas será que toda peça de crente tem que ter o mesmo roteiro? Antes de ver a gente já sabe o começo, o meio e o fim. Será que sempre Jesus vai aparecer do nada e resolver tudo como um passe de mágica na vida real?

A gente do “Terra dos Palhaços” apresenta uma peça de namoro que acaba com o casal se separando e muitos vem me sugerir para colocar Jesus e restaurar o casamento.

Mesmo sabendo que Jesus tem restaurado muitos casamentos, achamos melhor colocar só o impacto, afinal de contas, tem histórias que nem sempre acabam bem.

Tirar o peso de ter que pregar na peça, onde você tem que solucionar tudo em Jesus, vai abrir a sua mente e jogar este peso para o pregador que vem depois dela, ou até para você conversar com as pessoas que foram impactadas depois da apresentação.

Precisamos de peças menos moralistas e mais verdadeiras, pois quando as pessoas assistirem a representação que será mostrada de forma honesta e verdadeira, irão também se auto-avaliar de forma honesta e verdadeira e, vão perceber que precisam de algo que as salve e aí sim pode entrar a palavra que vai apontar Jesus, O Cristo.

Não podemos abrir mão da pregação, do plano de salvação, mas você deve entender que a sua peça serve para introduzir um assunto e não para fechá-lo.


Quando vamos conversar sobre vida devocional, hábitos de leitura bíblica e oração, quase sempre ouço a mesma desculpa, que por sinal é a que eu uso, não tenho tido tempo para ler a palavra e falar com Deus.

Limitamos nossa vida em orações rápidas em cultos, antes de dormir e comer e, lemos a Bíblia em brevíssimas paradas programadas no dia.

Mas um tempo atrás tomei um susto em uma visita que fiz a um amigo doente, ele tinha sofrido um acidente que o deixou em uma cadeira de roda, não saia de casa, não podia fazer o que fazia antes, tinha todo o tempo do mundo.

Foi quando perguntei como estava este lado da vida dele, de leitura da palavra e de oração e ele falou para mim, triste, que não fazia, sempre procrastinava, arranjava outras prioridades e estava percebendo que no fundo ele não tinha prazer em se relacionar com Deus.

Sei que este meu amigo era um servo de Deus e, por esta certeza, foi que me entristeci.

Comecei a ver o tanto que nos enganamos neste assunto, sempre mudamos o foco do motivo primário do nosso aprofundamento no relacionamento com Deus.

Sempre que converso com pastores amigos de ministério vejo que eles, como eu, também têm este problema. Como é possível? Pregamos isso, vivemos disso, mas não vivemos isso!

Culpamos nosso trabalho, ritmo de vida, falta de ambiente, a TV, a internet, ou melhor, culpamos a falta de tempo, mas não vemos que o verdadeiro motivo é que não temos prazer nas coisas do Senhor, não é nossa prioridade o relacionamento com Deus, nosso coração não se importa o suficiente se não esta perto de Deus.

Mas para suportarmos nossa própria incoerência existencial, colocamos a culpa nas coisas externas a nós e não vemos o pecado que esta dentro de nós, quem realmente somos.

Entender o verdadeiro motivo pelo qual não nos relacionamos com Deus, irá nos humilhar sim. Mas será o primeiro passo para um relacionamento sincero com o Pai. Um passo para uma maior dependência dele.


A mídia nunca pensou que o assassinato terrível da menina Isabela Nardoni pudesse dar tanta audiência e dinheiro.

Não quero, aqui, falar da menina que era querida por todos e nem do pai e da madrasta que são os principais suspeitos do crime. E nem vou falar da necessidade de acharmos vilões para aliviar nossos medos e frustrações. Gostaria de falar da TV brasileira que não fala de outra coisa, a não ser desse assunto.

Me desculpa, mas não acredito que a mídia está muito interessada em mostrar que existem pessoas ruins, ou que o casal deverá ser punido de forma exemplar.

O que penso é que não importa se é novela, BBB ou uma menina sendo jogada pela janela de um apartamento no sexto andar, o que importa é a audiência que pode dar.

Há tantos assassinatos familiares, tantos pais que agridem os filhos, mas esse, por juntar vários detalhes intrigantes e perversos, foi um prato cheio para a mídia ganhar muito dinheiro.

Foi chocante ver uma entrevista, de quase uma hora no Fantástico, da madrasta e do pai da menina no último domingo (20/04/08), que foi dividida no meio para dar espaço às propagandas de carros, cervejas e outros produtos. Me lembrou a cena da novela que, após Juvenal Antena tomar um tiro, a música de encerramento da novela começou e percebemos que teríamos que assistir no outro dia o restante e a emissora ganharia mais dinheiro através dos comerciais.

O que tenho mais medo é que, entre novelas, reality shows e barbáries, as barbáries são mais baratas e dão tanta audiência quanto.

Tenho medo que esse caso abra portas para mais destaques desses programas sensacionalistas e que a mídia brasileira fique correndo atrás de casos de crianças jogadas pela janela, arrastadas por quilômetros por um carro, ou a mãe que acorrentava e dilacerava a filha com alicate, não para denunciar, mas para promover um show de terror alimentando de uma forma barata a audiência de sua emissora.

Deus nos livre de tão grande insensibilidade!


Como os meus mestres se cansaram, sei que pode parecer prepotente, mas também decidi escrever um ESTOU CANSADO, mesmo que seja de me cansar. Ao respirar profundamente sinto que estou cansado de algumas coisas que se perpetuam na igreja.

Estou cansado das pregações longas, onde nos primeiros quinze minutos já estamos viajando e não estamos prestando atenção, mas ficamos até o fim porque aprendemos que temos que ficar.

Estou cansado das broncas de ministros de louvor, que jogam um peso nas nossas costas por não estarmos cantando e batendo palmas, sem levar em consideração como estamos naquele dia.

Estou cansado do púlpito e dos bancos enfileiradas, que nos isolam uns dos outros e nos colocam em um lugar abaixo do pregador.

Estou cansado de ver que a única interação que temos com o próximo em um culto é quando o pastor manda virar para a pessoa do lado e falar alguma coisa.

Quando poderei levantar a mão e tirar uma dúvida na pregação do culto de domingo à noite?

Quando chegará o dia em que não verei mais as nucas e me constrangerei ao olhar no olho daquele que não teve uma boa semana?

Quando poderemos cantar canções de lamento pelo evangelho que vivemos no Brasil?

Ou quando poderemos celebrar sem nenhuma canção?

Estou cansado de achar que quando vier o data show vai ser a evolução do culto, o primeiro passo para um culto mais jovial.

Estou cansado das músicas espirituais que nos ensinam a viver no céu esquecendo que temos que aprender a viver primeiro aqui na terra.

Estou cansado das reclamações de líderes de jovens falando que os adolescentes são descompromissados e com valores invertidos!

Estou cansado de achar que posso realmente impactar uma igreja pregando apenas um fim de semana e indo embora.

Quando será o dia em que colocaremos os homens para cuidar dos cultos das crianças e as mulheres dos cultos dos adultos? Quando o pastor de jovens será o pastor principal e o de adultos o auxiliar?

Quando tiraremos aquele tapume da porta da nossa igreja e deixaremos que aqueles que passam na rua nos vejam?

Quando um disciplinado pela igreja deverá cumprir a disciplina assistindo todos os cultos, participando de todas as ceias e passando a semana com todos os líderes?

Quando verei líderes e pastores pedindo desculpas por estarem gastando todo o dinheiro de Deus em templos ao invés de investirem em pessoas?

Sei que é chato ler o desabafo de um jovem, mas não se preocupe, estou cansado hoje, mas amanhã vou fazer como todos que conheço que escreveram um ESTOU CANSADO: Descansarei e me acomodarei!


Antes de começarmos este diálogo, gostaria que você se desprendesse de qualquer preconceito com a palavra e a figura do palhaço. Entenda o palhaço é um arquétipo do ser humano, mas como as emoções, traços e situações exageradas. O termo palhaço ou palhaçada se transformou pejorativo. Mas não é este o nosso entendimento sobre o palhaço, não me sinto ofendido quando brincam inúmeras vezes comigo me chamando de palhaço. Por isso gostaria de gastar um tempo falando a essência de nossas palhaçadas a partir de algo que aconteceu quando estava começando a trabalhar com palhaços.

Lembro-me que estava encantado com a arte circense e estava correndo atrás de tudo o que me lembrava palhaço, procurava algo para poder entreter as pessoas, já que ainda não sabia direito como fazer as peças. Foi quando achei uma flor de palhaço, era uma flor que atrás possuía uma mangueira que dava num compartimento que ficava no nosso bolso cheio d’agua. Logo pensei: Perfeito! Vou comprar!

No dia da apresentação de uma história chamada “A criação”, eu estava no palco como palhaço auxiliar ajudando o palhaço Paulinho (MPC). Naquele dia eu estava com a minha flor, que espirra água, na camisa do palhaço. Fui até o público, que estava empolgado, peguei uma jovem que iria participar da história como a Eva, perguntamos o nome dela e pedimos para ela sentar na cadeira que estava na frente. Enquanto o palhaço principal continuava a história, fiz um gesto para ela cheirar a minha flor vermelha e ela gentilmente se inclinou para isso. Ao chegar perto apertei no meu bolso o squizer e espirrou água bem no rosto dela. Só que boa parte do jato foi direto no olho dela e rapidamente ela colocou a mão no olho e se contraiu na cadeira. Com muita sorte minha, ela foi gentil e continuou lá na frente logo após limpar o rosto. Mas isto poderia ter sido bem pior, além de ofendê-la poderia ter criado uma situação embaraçosa e até estragar a apresentação.

Hoje eu entendo por que aquela brincadeira não deu certo, a graça foi as custas dela e não do palhaço. Eu queria que todos dessem risada por que ela estava com a cara molhada, porque ela se deu mal!

O que isso tudo tem a ver com Jesus? Tudo. Desculpe-me o trocadilho, mas a graça do evangelho foi à custa do próprio Senhor Jesus e não de nós. Jesus assumiu a responsabilidade de tudo, ele pagou o preço da salvação na cruz, a graça do evangelho foi às custas dEle, do seu sacrifício vicário.

Essa é uma grande diferença de graça. Existem “palhaços” que tiram risadas às custas dos outros, às vezes do entrevistado, ou das pessoas que estão passando na rua e nós achamos engraçado isso, porque gostamos de ver as reações da pessoa que está sendo zoada. Não quero fazer juízo de valor dos atores que fazem isso, mas não é essa a proposta da graça que estamos passando com o Ministério terra dos Palhaços, mas sim uma graça superior, a amparada no exemplo de Cristo.

É a proposta do humor onde o palhaço se dá “mal”, batendo na porta de um hospital para tirar um sorriso de uma criança hospitalizada, ou de um palhaço que demonstra com gestos que o companheiro dele (outro palhaço) está fedendo, ou até de um palhaço que com um pequeno vento na praça começa a se agarrar no poste para não “voar” junto com as folhas, onde todos acham graça por perceber que não passa de uma brisa leve.

Isso é a verdadeira graça, devemos buscar sempre fazer uma junção saudável entre a graça dos palhaços e a graça do nosso senhor Jesus Cristo. Que ela sempre seja estabelecida às custas de quem a oferece. Pois aí sim, veremos pessoas felizes não apenas pelo humor do palhaço, mas pela graça que esta por trás do palhaço.