#Liturgia2ponto0

Mudando o default da liturgia – #Liturgia2.0

Se você leu o título, provavelmente você deve estar se perguntando: O que é default?

É um palavra gringa muito usada por quem mexe em programa de computador. É um padrão pré-programado fora da intervenção do usuário, refere-se a uma configuração ou valor automaticamente atribuído.

Quando você aperta o start no seu computador o default vai fazer o seu Windows ou IOS abrir todos os programas e deixar você na tela principal para mexer no computador.

Se você não quer que o programa faça o seu default, você tem que intencionalmente apertar o escape e programar passo a passo o que você realmente quer fazer.

Trazendo esse conceito para a igreja, quando nossa tradição perde o sentido, mas continuamos repetindo toda semana a mesma coisa, muito provavelmente é porque ela entrou no default. Mais >

As 3 pregações das quais estou correndo

Não precisa de muito. Depois um certo tempo de igreja, qualquer um começa a ficar especialista nas estruturas das pregações, de tanto ouvi-las. Ouvimos no mínimo uma pregação por semana.

Por outro lado, nós pastores, líderes e pregadores, por causa da rotina eclesiástica temos que preparar duas, três ou até mais pregações durante a semana. Além de ter que estar com a vida santa, ouvir a voz de Deus, escolher o texto certo, pesquisar os comentários e fazer uma exegese básica, precisamos saber comunicar o que entendemos da Palavra.

Não é fácil fazer isso tudo antes de pregar e ao mesmo tempo atender as demandas que o ministério pastoral trás.

Nada pior que sentar por uns 40 minutos para ouvir uma pregação e chegar no final e não ter absorvido quase nada e sentir que esta saindo dali praticamente do mesmo jeito que entrou.

Lógico que pode ser culpa do ouvinte por distração, falta de interesse, falta de ouvidos para ouvir, etc. Mas hoje gostaria de falar sobre três tipos de pregação das quais  eu estou correndo ao preparar, como pregador, e ao ouvir como ovelha. Mais >

Eu mudo para continuar o mesmo


A palavra mudança incomoda a muitos, principalmente aos líderes de igreja.

Acredito que isso acontece por um erro de conceito na base do pensamento. Os líderes pensam que a igreja, a teologia e principalmente a vida estão em terra firme. Acreditam que essa terra é seca e quando encontram um oásis fixam sua vida toda em torno daquela fonte, construindo casas e cercas para não serem incomodados.

Mas vendo a dinâmica da vida, da sociedade, dos nossos tempos e o amadurecimento que uma pessoa tem com o evangelho, tenho percebido que a vida não está sobre terra firme e sim em um rio agitado.

Aquele que fica parado é levado pela correnteza do sistema, do comodismo e da religiosidade que nos anestesia da vida.

Aquele que experimentou o evangelho nunca mais pode parar de remar, pois sabe que parar é retroceder.

Como diria o filósofo Leonardo Boff: eu mudo para continuar o mesmo.

Mudar não é necessariamente sair do lugar, mudar, muitas vezes, é continuar na mesma fé e convicções. Na correnteza da vida quem não se mexe cai na grande cachoeira. Mais >

Antes de ser grande, é preciso ser pequeno


Na ultima década tive o privilégio de conhecer centenas de trabalhos com jovens por esse Brasil. Encontrei líderes dedicados e jovens comprometidos, mas também ouvi muitas reclamações de grupos que não conseguiam “engrenar” um ministério com juventude forte e relevante na igreja.

Quando passava o fim de semana com eles percebia que, aparentemente, o problema, na maioria das vezes, era simples, um problema de identidade.

Todos eles queriam ser um grupo de jovens relevante, forte e grande, mas não percebiam a coisa mais básica do crescimento: para ser grande, é preciso ser pequeno antes.

Nada pior para um ministério, ou uma reunião de jovens, agir como grande sendo pequeno.

Estes dias vi um novo modelo de “moto”, ela tem todo o formato de moto, mas com 2 rodas na frente. Logo pensei, este veículo de 3 rodas, mesmo sendo muito bonito, conseguiu juntar o “pior” dos dois mundos, a insegurança e a desproteção da moto, com a falta de mobilidade do carro. Em um dia chuvoso ou engarrafado o dono dessa “moto” vai pensar: por que eu não comprei um carro ou uma moto? Mais >

Modelos novos de #Liturgia2.0

Nos últimos anos vemos as coisas ao nosso redor mudarem rapidamente, muito mais rápido do que nós estávamos preparados. O que demorava décadas para mudar em uma sociedade, agora em poucos anos, tudo fica diferente.

Isso tem pegado desprevenidos muitos líderes políticos, professores, empresários e pastores, pois perceberam que o jeito que fazíamos antigamente (e dava certo), não é eficaz e eficiente para atingir o objetivo nessa geração.

Assim também aconteceu com a liturgia de nossas igrejas. Lembrando que liturgia é um ato cultural e humano, para através dela, o crente ser inserido na realidade da sua salvação.

As pessoas estão mudando, a cultura está mudando e a liturgia tem que mudar para atingir o seu objetivo.

Nos últimos 15 anos a internet tem moldado o jeito desta geração se relacionar, consumir e aprender. Nesse sentido, pensando em uma nova forma de assimilar e aprender, proponho três modelos de liturgia 2.0 possíveis:

Oval com vários focos (Altas Horas)

O exemplo deste modelo é o programa Altas Horas (antigo Programa Livre).

Uma forma de culto oval e com vários focos supre várias necessidades do processo de aprendizagem dessa geração.

O palco desce e o público sobe, e todos sentam em círculos, proporcionando um sentimento de que aprendemos uns com os outros, olhando nos olhos.

Quando estamos assistindo o programa percebemos que não são os cenários que estão atrás do apresentador ou do entrevistado, e sim a plateia. Nós olhamos para eles e eles estão “olhando” para nós, criando um ambiente de construção coletiva, onde todos podem dar sua opinião, pois perguntas e opiniões são abertas ao público.

Apesar de toda a programação ser baseada em um tema, temos vários entrevistados, diversidade de música e músicos e um dinamismo impressionante onde ninguém fica com o foco (olhar) voltado para o mesmo lugar por mais de 5 minutos, pois de qualquer lugar do ambiente pode estar vindo a próxima atração.

Este formato é dinâmico, interativo, formado no coletivo, e eclético de opiniões. Mais >

Liturgia 2.0 – Uma analise do legado de Lausanne III

Em uma palestra na FTL (Fraternidade Teológica Latino-Americana) juntamente com Pr Ricardo Barbosa, Pr Carlinhos Veiga e Pr. Thiago Thomé falamos de nossas observações de “Lausanne III” Cape Town, realizado em outubro de 2010.

Se você tem acompanhado os nossos esforços para uma liturgia mais contemporânea, aqui a gente pode expor um pouco do que aconteceu em Lausanne III e o legado revolucionário do programa que deixou para nossos congressos e igrejas.

Se quiser ter o DVD com todas as palestras entre em Missão na Integra.

Estamos em versão BETA

Se você não é uma pessoa muito ligada em internet, deve estar se perguntando o que é versão BETA.

Mais do que a segunda letra do alfabeto grego, o significado de “versão beta” é um produto que ainda está sujeito a desenvolvimento mas é lançado para testes.

Como os programas de um site grande tem milhares de variáveis, não tem como o criador encontrar todos os erros. Dessa forma, ele lança o site no ar e diz que é uma versão BETA, isso significa para todos os usuários que, em algum momento, pode dar um erro no site ou no programa e, que o criador deve ser avisado para corrigi-lo.

Assim, o site ou programa vai sendo construindo junto com os usuários e ficando mais completo e perfeito com o tempo.

Um dos “problemas” é que com a mudança rápida das pessoas na internet, mal uma versão está saindo do BETA, já é lançada uma nova no lugar e todos migram para ela. Isso faz com que os sites e programas nunca saiam da versão BETA. E para os que já acostumaram com a internet 2.0, essa idéia de estar sempre construindo um produto junto com o criador e de saber que o que esta nas mãos deles não é a forma final não é estranha.

Penso que os líderes de jovens, de ministérios e das empresas devem saber que essa é a melhor forma de entender como funciona esta nova geração e, com isso, saber que os seus planos de ação devem sempre estar na versão BETA.

Às vezes, ouço sobre ministérios maravilhosos que foram grandes e relevantes no passado mas hoje não são nem mais lembrados. Ouço falar de empresas que eram pioneiras mas que faliram pouco tempo depois, e até de igrejas que construíram grandes catedrais e hoje estão virando museus.

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