Contos

Jesus não iria às manifestações!

1014587_500712953335750_2057663372_o A pergunta que não quer se calar para os seguidores de Jesus Cristo: Jesus iria para as manifestações que aconteceram nos últimos dias no Brasil?

Fui lá perguntar para ele:

Eu – Oi mestre, tudo bem?

Jesus – Mais ou menos, Marcos, o Brasil muito antes das manifestações estava me deixando muito triste.

Eu – Por que dessa tristeza?

Jesus – Por vários motivos, tenho visto vários erros que já tinha falado para evitar como nação, mas que foram ignorados.

Eu – Dê alguns exemplos mestre. Mais >

Agora sim!

Quando abri meus olhos ele estava lá deitado na grama, dormindo profundamente. Do pouco que tinha visto da vida, ele, de longe, era a melhor coisa. Eu me via nele.

Meio confusa não sabia o que tinha acontecido, sabia que tudo faria sentido quando ele acordasse. Por isso esperei pacientemente.

Sentei na grama do lado daquele homem nu. Estava um pouco ansiosa para saber o que ia acontecer quando ele acordasse.

Ele era tão maravilhoso, que não reparei mais nada ao ao meu redor, a não ser uma flor, que continha todas as cores do jardim.

Me levantei e fui em direção a ela. Chegando perto senti o quanto ela cheirava bem e decidi arrancá-la para ter um pouco de seu perfume e sua beleza em mim.

Ao olhar no espelho d’agua, do rio que passava logo ao lado, coloquei a flor em meus longos cabelos, pois achei que tinha ficado melhor. Mais >

De cima de um arranha-céu

De cima de um arranha-céu, sentado em um parapeito, um jovem olhava a cidade e a estrada que saia do coração da cidade e se perdia no horizonte, do lado de onde a lua toca no fim da noite.

As dezenas de pontinhos de luzes representavam os carros, cada carro representava uma vida e cada vida um história.

Aquele rapaz fixou seu olhar em um carro sujo, parecia ser de cor prata, aparentemente sem nada especial. Dentro do carro, o radio estava desligado, no volante um senhor com o rosto enrugado aparentando uns 60 anos, com uma mão na direção e a outra sobre a mão da senhora que estava ao seu lado, pele branca de olhos azuis e semblante sereno. Pareciam casados há anos, aparentavam pessoas de paz. Poderiam ser seus pais ou até os meus. Conversavam de algo peculiar sobre aquela tarde. Ele sorria o tempo todo, ela nem tanto.

Mesmo sendo em pleno verão, o vento frio cortava a noite da cidade e dava a impressão que trazia o recado para o jovem lá no alto que algo terrível iria acontecer. Mais >

Marcas que Ecoam

Ele tinha 11 anos, era muito serelepe, de cabelo arrepiado e olhos esbugalhados.

Não era um garoto mau, mas parecia que nenhuma bronca, nem cintada conseguia colocá-lo no eixo.

Para ele tudo era diversão e risada.

Tinha conseguido passar de ano e costumava sempre voltar da escola aprontando muito.

 

Num momento de explosão de alegria pelo fim das aulas e tristeza por saber que ficaria um bom tempo sem ver os amigos.

Ele corre para casa, derrubando as latas de lixo da rua e fazendo um barulho com a boca, como uma sirene bem alta.

Uns gritam: Para com isso moleque! Outros: Que absurdo! Mais >

A última notícia de graça


Era o último dia do mundo, um fim de tarde, por volta das 19 horas Brasília.

Bento estava na igreja, na reunião de oração que costumava ir quase toda quarta-feira, exceto os dias em que a TV aberta transmitia o jogo do time para o qual torcia.

Um grande estrondo tomou conta de toda a terra, era a volta de Jesus Cristo. Muitas coisas aconteceram, mas gostaria de contar sobre a última notícia de graça do Senhor.

O teto daquela pequena igreja foi se abrindo, assim como todos os tetos das casas da pequena cidade de Juiutim.

Todos podiam ver Jesus descendo lentamente, de braços abertos, tipo o Cristo Redentor do Rio de Janeiro.

Bento nunca tinha ido para o Rio, mas reconheceu a imagem que tinha visto na TV.

Muitos da cidade começaram a gritar em desespero frente à incerteza do que ia acontecer, mas Bento continuava na mesma, sentado no banco de madeira olhando para cima e pensando: Que benção Jesus vir bem no dia que a TV não está transmitindo o jogo do meu time, estar na igreja é o melhor lugar para Ele me ver.

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Ninguém vai subir!

Os ladrões estão lá em cima do morro, de lá eles olham todos de cima para baixo.

Olhares de medo e ódio, todos naquele morro estão com medo, já sentem cheiro de morte no ar.

Vê-se uma fila de soldados muito bem armados no pé do morro, prontos para subir e fazer justiça. Daquela manhã não passava.

Alguns homens tentam organizar a retirada das crianças e das mulheres, pois sabem que elas não suportarão o que vão ver.

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