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As 3 pregações das quais estou correndo
21/05/12
Não precisa de muito. Depois um certo tempo de igreja, qualquer um começa a ficar especialista nas estruturas das pregações, de tanto ouvi-las. Ouvimos no mínimo uma pregação por semana.
Por outro lado, nós pastores, líderes e pregadores, por causa da rotina eclesiástica temos que preparar duas, três ou até mais pregações durante a semana. Além de ter que estar com a vida santa, ouvir a voz de Deus, escolher o texto certo, pesquisar os comentários e fazer uma exegese básica, precisamos saber comunicar o que entendemos da Palavra.
Não é fácil fazer isso tudo antes de pregar e ao mesmo tempo atender as demandas que o ministério pastoral trás.
Nada pior que sentar por uns 40 minutos para ouvir uma pregação e chegar no final e não ter absorvido quase nada e sentir que esta saindo dali praticamente do mesmo jeito que entrou.
Lógico que pode ser culpa do ouvinte por distração, falta de interesse, falta de ouvidos para ouvir, etc. Mas hoje gostaria de falar sobre três tipos de pregação das quais eu estou correndo ao preparar, como pregador, e ao ouvir como ovelha. Mais >
De cima de um arranha-céu
31/01/12
De cima de um arranha-céu, sentado em um parapeito, um jovem olhava a cidade e a estrada que saia do coração da cidade e se perdia no horizonte, do lado de onde a lua toca no fim da noite.
As dezenas de pontinhos de luzes representavam os carros, cada carro representava uma vida e cada vida um história.
Aquele rapaz fixou seu olhar em um carro sujo, parecia ser de cor prata, aparentemente sem nada especial. Dentro do carro, o radio estava desligado, no volante um senhor com o rosto enrugado aparentando uns 60 anos, com uma mão na direção e a outra sobre a mão da senhora que estava ao seu lado, pele branca de olhos azuis e semblante sereno. Pareciam casados há anos, aparentavam pessoas de paz. Poderiam ser seus pais ou até os meus. Conversavam de algo peculiar sobre aquela tarde. Ele sorria o tempo todo, ela nem tanto.
Mesmo sendo em pleno verão, o vento frio cortava a noite da cidade e dava a impressão que trazia o recado para o jovem lá no alto que algo terrível iria acontecer. Mais >
Marcas que Ecoam
29/11/11
Ele tinha 11 anos, era muito serelepe, de cabelo arrepiado e olhos esbugalhados.
Não era um garoto mau, mas parecia que nenhuma bronca, nem cintada conseguia colocá-lo no eixo.
Para ele tudo era diversão e risada.
Tinha conseguido passar de ano e costumava sempre voltar da escola aprontando muito.
Num momento de explosão de alegria pelo fim das aulas e tristeza por saber que ficaria um bom tempo sem ver os amigos.
Ele corre para casa, derrubando as latas de lixo da rua e fazendo um barulho com a boca, como uma sirene bem alta.
Uns gritam: Para com isso moleque! Outros: Que absurdo! Mais >
Antes de ser grande, é preciso ser pequeno
04/10/11

Na ultima década tive o privilégio de conhecer centenas de trabalhos com jovens por esse Brasil. Encontrei líderes dedicados e jovens comprometidos, mas também ouvi muitas reclamações de grupos que não conseguiam “engrenar” um ministério com juventude forte e relevante na igreja.
Quando passava o fim de semana com eles percebia que, aparentemente, o problema, na maioria das vezes, era simples, um problema de identidade.
Todos eles queriam ser um grupo de jovens relevante, forte e grande, mas não percebiam a coisa mais básica do crescimento: para ser grande, é preciso ser pequeno antes.
Nada pior para um ministério, ou uma reunião de jovens, agir como grande sendo pequeno.
Estes dias vi um novo modelo de “moto”, ela tem todo o formato de moto, mas com 2 rodas na frente. Logo pensei, este veículo de 3 rodas, mesmo sendo muito bonito, conseguiu juntar o “pior” dos dois mundos, a insegurança e a desproteção da moto, com a falta de mobilidade do carro. Em um dia chuvoso ou engarrafado o dono dessa “moto” vai pensar: por que eu não comprei um carro ou uma moto? Mais >
Missão de imposição, transcultural e transgeracional
25/08/11

Na história de missões do Brasil, lemos que os missionários que vieram dedicar sua vida aqui, mesmo muito bem intencionados, na maioria das vezes não distinguiram o evangelho de sua cultura.
Trouxeram a mensagem mais relevante do universo junto com valores culturais sem nenhuma relevância para nós brasileiros. Não conseguiram diferenciar (nem sei se era possível para aquela época) a MENSAGEM dos usos e costumes como ternos, hinos, arquitetura de igreja, liturgia, e até a língua. Lembrando que muitos cultos católicos eram realizados em Latim, pois era a língua ideal para louvar a Deus.
Nas últimas décadas, a antropologia e a sociologia, juntamente com os nossos missiólogos desenvolveram um pensamento mais aprimorado, separando o que em missões era a mensagem do evangelho e o que era a cultura.
Hoje se um jovem que recebeu o chamado bem específico de Deus para ir para um país como, por exemplo, o Afeganistão, pedir um conselho para você sobre o que ele deve fazer antes de ir, você logo responderá:
Cara não é tão simples assim. Você deve estudar a língua deles para passar a mensagem na língua materna deles, você tem que se vestir como eles, comer o que eles comem, frequentar os lugares que eles frequentam, se associe a uma agência missionária que já trabalha lá, faça um curso básico de teologia, ore muito a respeito e comece a levantar sustento desde já!
Celebrando no meio do caminho
13/07/11
Sempre é emocionante ver os atletas na linha de chegada comemorando um bom resultado de sua corrida. Quando os acompanhamos desde o começo, vemos antes da largada olhares preocupados e ansiosos para saber qual será o resultado. Durante a corrida rostos tensos, olhares determinados e em pouco tempo a linha de chegada, o final e a comemoração ou frustração.
Crescemos vendo isso e aprendendo que a celebração é vivida na linha de chegada, com o resultado final. Dessa forma a corrida tem que passar rápido, o mais rápido possível.
Mas o apóstolo Paulo mostra que pode ser diferente.
Paulo na linha de chegada da sua vida escreve uma carta emocionante para seu discípulo Timóteo. Dando suas últimas recomendações para o jovem líder ele aproveita e faz uma reavaliação de sua vida e de seu chamado. Mais >
Entre Balidos e Latidos
15/06/11

Estes dias fui entrar na casa de um amigo e ouvi o latido de um cachorro, mesmo ele falando que o cachorro dele não mordia, eu não quis entrar, fiquei receoso e não quis arriscar, pois pelo latido não parecia um cachorro pequeno.
Antes dos cachorros serem domesticados, quando eram selvagens e caçavam para comer, o seu latido era reconhecido e temido de longe, principalmente pelos pastores, pois os cães eram um dos predadores de suas ovelhas.
Poucos sabem, mas o barulho que as ovelhas fazem se chama balir, e é a única forma de “defesa” desse animal, se é que podemos chamar um grito de um animal de defesa.
Naquela época o pastor não tinha dúvida entre balidos e latidos, sabia claramente distinguir um e outro e sua reação, dependendo do barulho, era oposta. Uma era de defesa e outra era de acolhimento.
Mas o que era fácil naquela época é cada vez mais difícil hoje em dia. Mais >







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