O episódio do vigia que ateou fogo nas crianças de uma creche, em uma professora e em si mesmo aconteceu algumas semanas atrás e ainda mexe comigo. Demorei a escrever pois fiquei muito abalado.

O terrorismo, que costumamos ver por notícias de outros países, tem várias formas, motivos e origens. Mas cada vez mais vemos esse terror chegando em nosso país.

A maior covardia que observo nessas barbáries é quando o terrorista se mata junto. De certo moto, toda a esperança de justiça e até de vingança se perde, pelo menos para essa vida curta que temos.

O que vou falar a seguir talvez não seja “digno” de um pastor, mas fico indignado ao refletir sobre aquelas mães, que perderam seus filhos e nem puderam ver o algoz ser preso até o final de sua miserável vida, ou até mesmo gritar na cara dele um “desgraçado sem alma!”.

No meio dessa revolta eu me lembro da cruz de Cristo, a antítese do terrorismo!

Enquanto um terrorista é alguém que dá a própria vida, de forma covarde, para tirar dezenas de outras vidas, em Cristo temos alguém que se entregou para salvar milhares de outras pessoas.

O sacrifício vicário de Jesus na cruz é o cerne da fé cristã. As boas novas ao ser humano. A esperança de justiça presente e, principalmente, vindoura.

O salário do pecado é a morte, mas Cristo não pecou: é o cordeiro sem mácula. Ao viver entre nós, para que a justiça divina fosse cumprida, ele não poderia morrer, pois não seria justo pagar por um erro que nunca cometeu. Mas por se entregar à morte, e morte de cruz, ele paga o preço que a morte requer de todos nós. Ele faz justiça pagando o mais alto preço para que o ser humano nunca mais precise desse salário eterno.

Por isso, ao ressuscitar, Jesus trás uma nova esperança para todos nós e recebe por mérito toda autoridade no céu e na terra. Autoridade para salvar e para julgar os vivos e os mortos no último dia.

A raiva que tenho quando vejo o terror é apagada pela alegria ao lembrar do sacrifício por amor. É a covardia sendo vencido pela coragem; a injustiça sendo derrotada pela justiça divina; o ódio sendo abraçado pelo amor!

O golpe final que a cruz de Cristo dá em todos nós é que, diferente daquelas crianças que nunca fizeram nada contra aquele terrorista, nós diariamente desprezamos o sacrifício de Cristo e optamos por uma vida sem ele.

Que a graça de Cristo, que é maior e mais forte que todo pecado, nos envolva até o dia do nosso encontro com ele!

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