Você já percebeu que em nome da “evangelização” se pode quase tudo? Comecei reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas ainda a dança não é bem vinda, não a vemos nos cultos e nem nos ambientes eclesiásticos como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma para ver que não somos diferentes dos outros a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro, vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai que inveja delas), mas é só marcar um evangelismo em uma praça que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E assim várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores, já ouvi até tatuagens sendo justificadas por que uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que da certo, quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam a evangelização, assim cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras.  Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu discordando da maioria dessas regras de uso e costume e acredito que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número de pessoas possíveis para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo, acho que pode ser um tiro no pé, acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus esta fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista, o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

 

  1. Evangelismo Criativo é um palanque político, como você mesmo disse, um verdadeiro “tiro no pé”. As pessoas o fazem para atrair as outras, que logo após se veem presas dentro de um sistema que sufoca a liberdade.
    É como se pro Evangelismo a igreja abrisse uma exceção para o que vê como “o mundo entrando na igreja”, para logo após, ao recolher os resultados, voltasse a ser a velha igreja “sem o mundo” de antes.
    Texto maravilhoso.

  2. Interessante o texto! Daí a importância de não cairmos num fatalismo…
    Evangelização criativa que provém de pessoas que simplesmente sao criativas e materializam isso…nao realizando apenas cópias.
    E igreja criativa onde estao inseridas estas pessoas…e onde aqueles que serão evangelizados saibam que podem se expressar de forma criativa…
    Penso que uma Igreja criativa leva a uma evangelização criativa!
    Deus abencoe!

  3. Muito legal essa verdade! O que mais rola, é momentos de Evangelização, totalmente diferente do que se vive e também momentos de evangelização com data no calendário, onde você visita aquele orfanato e tal, ai coloca maior água na boca das crianças e mete o pé e nunca mais volta! Queria um texto sobre isso no seu ponto de vista: Evangelismo que gera mais rejeição!

    Parabéns pelo trabalho! Acredito que em breve estaremos juntos!

    Paz!

  4. Eu adorei o artigo!!!
    Estou a busca de uma Igreja criativa, sei que é antiético, falar que aquela ou essa igreja é melhor, mas não sei mais pra onde ir ou o que fazer, alguém pode me dar uma ajudinha???
    Paz!

    • Olá, priscila.
      Ore a Deus, para que Ele te mostre onde você deve ficar.
      Aprofunde-se na palavra de Deus e analise que igreja está de acordo com os pricípios da Bíblia, e que você se identifique. Quando encontrares isto, então acharás uma congregação onde você crescerá espiritualmente e será grandemente usada por Deus.
      Deus abençoe sua vida.

  5. Sempre penso nisso quando escuto as pessoas falando que certas coisa serve na evangelização e não serve no templo (como se o prédio fosse sagrado!). Esse é mesmo um caminho perigoso, justamente pelo risco de trazer resultado oposto ao que se esperava. Se tivermos uma igreja criativa, o evangelismo criativo vai ser uma conseqüência natural.

  6. Eu também “acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.”

    E acho um grande erro, e um desgaste enorme tentar afrontar a liderança. O respeito é demonstração de maturidade e vida cristã.

    Mas, precisamos buscar mudanças para nossas igrejas. A confiança dessa liderança da qual a gente
    às vezes discorda é fundamental. Precisamos buscá-la.
    Penso que temos que nos capacitar, não só no Espírito, mas estudar, se inteirar, oferecer formas para nossas igrejas.
    Temos que ajudar nossos irmãos mais conservadores, mas de boa fé, a abrirem a visão.
    É claro, que não existem só os de boa-fé…
    A gente tem que correr atras da mudança que queremos ser e ver na nossa igreja com maturidade, respeito e muito amor por quem ainda nao pensa como a gente.
    Sim, nós temos que correr atras dessa mudança.

    Mt pertinente seu texto, Marcos.

  7. Essa, infelizmente, é a realidade…
    Em muitas igrejas existem muitas coisas que são “proibidas”, mas liberadas nas evangelizações. Assim como tipos de mensagens sobre paz, felicidade, prosperidade, curas, bençãos, enfim, a solução de todos os problemas.
    Essa “propaganda enganosa” está fazendo muitos se decepcionarem com o que não encontram dentro das igrejas.
    Vamos dar prioridade a igreja criativa, e viver aqui que pregamos para assim pregar aquilo que vivemos.

  8. concordo com vc, mas para haver uma igreja criativa precisa de muita mão-de-obra, ou seja membros criativos e dispostos, pois sair da liturgia convencional quase nunca da certo ” os medalhões” não aprovam a criatividade, pois isso é mundo dentro da igreja. Espero um dia poder congregar numa igreja criativa!

  9. Creio que o resultado de uma igreja criativa e firme na palavra do Senhor, é o evangelismo criativo, ele fluirá naturalmente, sem ser forçado e sem que ocorra a “propaganda enganosa” citada no texto.
    E é verdade, muitas pessoas se deixam levar pela emoção do momento evangelístico, da dança ,teatro ou até outra forma de atrair pessoas, e entram em uma congregação pensando que lá será da mesma maneira, mas as vezes pode ser que não. Por isso é importante esclarecer o real proposito, A ADORAÇÃO A DEUS;
    A dança e outros modos de expressar adoração, a meu ver não são erradas, desde que o proposito seja adorar ao Deus vivo, e claro com ORDEM E DECÊNCIA, e tudo feito debaixo de oração e dentro da Palavra.

  10. Não consigo enxergar a distinção entre vida cristã e cotidiano. O grande problema é que a igreja rotula a tudo e a todos, dizendo o que é de Deus e o que não é de Deus. A igreja precisa entender que sua missão é bem mais estar fora dela do que os cultos de domingo e de doutrina, que são muito importantes na vida do Cristão. Paulo se ” fez de tudo para que por todos os meios alcançasse alguns”. A igreja perdeu isso, e vive 90% do seu tempo para dentro de suas 4 paredes. Enquanto isso, milhares buscam alívio e uma ponta de esperança nas boates, bares, etc. Quem está indo lá e se utilizando do que é secular para fazer a diferença? Pode um médico utilizar seu dia a dia para fazer a diferença, ou vai ter que criar uma nova categoria de ações como por exemplo a ” Cirurgia Gospel” ou algo parecido, para poder estar em conformidade com a igreja? É claro e óbvio que 80% de nossas vidas está voltada para o que é “secular” e é através destas coisas que precisamos mostrar a diferença. Portanto, o que voces chamam de evangelismo criativo, eu chamo de fazer a diferença no meio em que vivemos e não apenas na igreja ou eventos da igreja.

  11. Muito difícil encontrar uma igreja criativa, fácil demais encontrar uma igreja materialista…eu tenho milhares de dúvidas a respeito de igrejas, em meu blog valorososevencedores.blogspot.com faço algumas criticas a esse sistema…

  12. Na MINHA opinião, eu descordo em certos pontos, a nossa missão é evangelizar, e Deus nos deu a capacidade para isso. Se a igreja tem regras, por exemplo não podem dançar, não adianta você querer evangelizar alguém através disso, se você quer ganhar alguém para Cristo e quer que ela segue a mesma igreja que você, você tem que fazer nos termos da igreja. As coisas na nossa vida as vezes não dá certo porque não pedimos orientação de Deus, principalmente quando vamos tentar algo diferente, se Deus te deu o dom da palavra você vai conquistar muitas pessoas pra Ele, assim também as pessoas que tem o dom de cantar, dançar ou encenar. Quando for fazer algo diferente nós temos que pensar em como vamos fazer isso e se isso é condizente com aquilo que você vive, as vezes as pessoas precisam ouvir somente um: “Jesus te ama, ele se importa com você!”

  13. CARAMBA, amei de coração esse post. Estava precisando de uma motivação como essa para poder fazer aquilo que meu coração me desejava fazer -a obra de Deus sem liturgia-. Isso não quer dizer que eu seja contra os costumes da minha igreja, o problema é que nos prendemos tanto na liturgia que sufocamos a brilhante criatividade que Deus nos deu. Que Deus te abençoe poderosamente!

  14. Excelente texto, por isto a importância da igreja ser criativa, não no sentindo de entretenimento, mas em sua forma de ser como um todo. Vemos grandes ministérios utilizam de estratégias para atrair pessoas e quem convence é o Espirito Santo e não a dinâmica ou a estratégia em si utilizada.
    O que não pode é uma igreja tradicional querer usar uma estratégia que dentro da igreja não será usada, por exemplo, uma igreja tradicional que nem bate palmas fazer um flash mob por exemplo, as pessoas serão atraidas pelo que viu e ao chegar na igreja totalmente diferente, isso é o complicado.
    Deus é um Deus criativo, tudo Ele criou e quando falamos de criatividade logo falamos dEle! A visão do ministério de evangelismo deve ser alinhada ao da igreja.

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